SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 30 de abril de 2011

BO PARA SUSTAR CHEQUES

Banco terá de exigir registro policial para sustar cheque - ZERO HORA 29/04/2011

Bancos e correntistas terão regras mais rígidas para concessão e utilização de cheques, que passarão a valer em até um ano. Entre as medidas está a obrigatoriedade de os bancos disponibilizarem informações sobre os cheques aos estabelecimentos comerciais, entre elas se um cheque foi devolvido, extraviado ou ainda não foi desbloqueado e se a conta foi encerrada ou está bloqueada judicialmente.

Além disso, os cheques terão de trazer a data em que foram confeccionados. O prazo para a adoção desta medida está prevista em seis meses.

As regras, aprovadas ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), preveem ainda que os bancos terão de exigir um boletim de ocorrência (BO) quando o cliente quiser sustar cheque por furto, roubo ou extravio. Atualmente, isso já é feito por alguns bancos, mas não era obrigatório. Depois de sustar o cheque nesses casos, o cliente não poderá reverter a decisão.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos repassam hoje a entidades como o Serasa ou o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) informações apenas sobre cheques devolvidos e roubados. De acordo com o diretor de Serviços da federação, Walter Tadeu de Faria, os bancos vão estudar a melhor forma de cumprir a determinação.

– Os bancos já têm essas informações individualmente, mas, para evitar que o comerciante tenha que ligar para todos os bancos, vamos analisar quais são as alternativas. Com certeza vai demandar algum tipo de sistema (unificado) – afirmou.

Para o chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC), Sérgio Odilon dos Anjos, a tendência é que os bancos criem uma instituição ou contratem as entidades de proteção ao crédito para prestar as informações. Odilon disse que o serviço deverá ser cobrado dos comerciantes.

– É preciso dar mais robustez às regras para que a pessoa que está recebendo o cheque tenha mais segurança e transparência – afirmou Odilon.

Os cheques ainda correspondem a 15% do volume de pagamentos feito no país. Segundo Odilon, a medida pode ajudar a reduzir a emissão de cheques sem fundos. De acordo com dados do BC, dos 1,12 bilhão de documentos compensados em 2010, no valor de R$ 1,029 trilhão, 71 milhões de cheques foram devolvidos, no valor de R$ 83 bilhões. Do total de devolução, 63 milhões foram por falta de fundos, somando R$ 70 bilhões.

CONTRATOS - Bancos vão refazer, em um prazo de um ano, contratos com clientes para definir claramente os critérios para concessões de talões de cheques. Para novos contratos, a regra já entra em vigor agora.

CADASTRO - Instituições financeiras terão de criar cadastro para o comerciante obter informações sobre cheques que recebe.

PRAZO - As folhas de cheques terão de vir com a data de confecção pelo banco no prazo de seis meses.

EXTRAVIO - Se a pessoa não apresentar boletim de ocorrência policial ao banco em até dois dias úteis a partir do pedido para sustar cheques em branco furtados ou extraviados, a instituição poderá compensar o cheque.

CONSULTA - Bancos terão de criar um sistema para consolidar em um único lugar a consulta de informações sobre o cheque. O comerciante, por exemplo, poderá receber informações se o cheque foi sustado ou está bloqueado, se é de conta com bloqueio judicial ou de conta encerrada.

ACERTO DE DÍVIDA - Instituições financeiras estão obrigadas a informar ao cliente se teve o cheque devolvido, o nome e a agência da pessoa que depositou.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

APÓS SACAR DINHEIRO, CAPITÃO PM É ASSASSINADO EM FRENTE A SUA CASA

Capitão da PM de Cuiabá assassinado em frente a sua casa. Crime aconteceu na frente da casa da vítima, no bairro Jardim Imperador, em Várzea Grande, e dinheiro seria usado para compras em GO - Gazeta Digital,

O capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Celino da Costa Sampaio, 50, foi assassinado em frente de casa, depois de sacar R$ 10 mil e ser perseguido por 2 homens armados em uma motocicleta preta. Ele reagiu ao assalto e foi alvejado com um tiro na nuca. Na fuga, os acusados levaram o dinheiro e a pistola .40 do policial. O crime aconteceu por volta das 12h, na rua Nova Zelândia do bairro Jardim Imperador, em Várzea Grande. Por volta das 15h, 6 acusados, sendo 2 adolescentes, haviam sido detidos, em Cuiabá. Gleison Santos e S.R., 17, foram reconhecidos pela esposa da vítima que presenciou o latrocínio (roubo seguido de morte).

O cabo da PM, Denival Galibert, que esteve no local, contou que o capitão sacou o dinheiro no Bradesco, do Porto, em Cuiabá, e foi perseguido até a porta de casa, onde foi anunciado o assalto. A vítima estava de moto, em companhia da esposa, e reagiu.

O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Antônio Garcia, afirma que houve um princípio de luta e ao sacar a arma, o policial foi alvejado. Momentos depois de fugirem, os assassinos foram flagrados em companhia de outros 2 acusados no estacionamentos de um supermercado na avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

O comandante da PM de Várzea Grande, coronel Pery Taborelli, explica que os 4 estavam em uma pick-up prata e ao serem abordados, um fugiu numa motocicleta, levando a Polícia a localizar outros 3 comparsas. Três armas foram apreendidas com a quadrilha.

Acusados - Além de Santos e S.R., foram detidos Wesley Henrique Ribeiro, 20, Roney da Silva Ramos e o adolescente D.G., 15. O nome do sexto acusado não foi divulgado. Todos são moradores da região do 1º de Março, na Capital.

Eles foram encaminhados à Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande para prestar depoimentos. No fim da tarde de ontem, o delegado Jean Marco Pacola afirmou que eles estavam passando por exames residuográfico para verificar a existência de pólvora nas mãos.

Capitão - Sampaio estava há 30 anos na PM e se aposentaria em breve. Os R$ 10 mil sacados seriam usados para fazer compras em Goiânia (GO), que abasteceriam a loja da esposa. O horário e local do velório não havia sido confirmado até o fechamento da edição. O sepultamento ocorrerá em um jazigo da PM.

Ler mais: http://policialbr.com/profiles/blogs/capitao-da-pm-de-cuiaba?xg_source=msg_mes_network#ixzz1KkElZcqk

terça-feira, 26 de abril de 2011

BANDIDO EM LIBERDADE PROVISÓRIA É MORTO POR PM QUANDO ASSALTAVA MÉDICA E FILHA

PORTO ALEGRE/RS - Criminoso é morto por policial em tentativa de assalto no bairro Menino Deus, na Capital. PM que voltava para casa viu a ação e disparou contra o carro ocupado pelos assaltantes - Carlos Etchichury - ZERO HORA, 26/04/2011

Um criminoso foi morto no início da noite desta segunda-feira em um assalto frustrado na Avenida Praia de Belas, próximo ao viaduto da Borges de Medeiros, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Ele foi morto por um policial fora do expediente.

De acordo com a Brigada Militar, dois homens armados abordaram mãe e filha enquanto elas estavam a pé no canteiro da avenida, na altura da Rua Costa. Ambas haviam deixado o Hospital Mãe de Deus. Uma seria médica. Eles pegaram a chave da EcoSport de uma delas e seguiram até o carro. A dupla arrancou e avançou cerca de 100 metros em direção à Zona Sul.

Ao gritarem no meio da rua, as vítimas chamaram a atenção do motorista de um táxi-lotação que seguia à frente do carro roubado. Ele percebeu que era um assalto e freou. A parada fez com que os criminosos batessem na traseira do lotação, quase na esquina da Praia de Belas com a José de Alencar.

Fora do expediente, um PM lotado no 1º Batalhão de Polícia Militar que retornava para casa viu a cena e disparou contra a Ecosport ocupada pelos assaltantes. Um deles morreu na hora e o outro conseguiu fugir a pé.

O assalto frustrado mobilizou dezenas de moradores e curiosos. Com um trecho da Praia de Belas bloqueado pela BM e por agentes da EPTC, o trânsito permaneceu lento no local até 21h.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Por onde anda a bandidagem em liberdade provisória sem controle? Este fato comprova que muito deles, sem controle ou monitoramento, retornam as ruas para assaltar, aterrorizar, atirar contra policiais e matar. Ou as leis e o sistema judicial mudam, ou a sociedade continuará chorando pelas vítimas da tolerância e da impunidade dentro de um ambiente de anarquia, descaso e insegurança.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

JOVEM MORRE AO DEFENDER A MÃE DE ASSALTO

PORTO ALEGRE/RS - Jovem morre ao defender a mãe de assalto na Capital. Pablo Heraldo Dalbosco da Silva, 24 anos, foi atingido com tiro na barriga por bandidos na Zona Sul - EDUARDO TORRES | ESPECIAL, ZERO HORA 25/04/2011

Pablo Heraldo Dalbosco da Silva, 24 anos, acabara de chegar em casa, vindo do trabalho, quando deparou com a mãe dominada por um assaltante no quarto dela. Num impulso natural, reagiu, partindo para cima do bandido. Na briga, acabou atingido por um tiro na barriga.

– Deve ter sido coisa dessa pedra desgraçada. Eles deveriam estar drogados para fazer uma barbaridade dessas.

O desabafo é de Deonilda Francisca Dalbosco, 54 anos, que viu o filho morrer diante dela na noite de sábado.

Pablo foi atingido na barriga. O autor tentara assaltar o bar da família, na Avenida Juca Batista, bairro Cavalhada, na zona sul da Capital.

Em 13 anos, o estabelecimento jamais havia sido assaltado. Justamente na noite de 23 de abril – data lembrada pela imagem de São Jorge diante do balcão do bar –, o destino rompeu violentamente os sonhos do jovem Pablo. Devoto do santo, assim como a mãe, ele ainda foi socorrido por um carro que passava pelo local na hora, mas não resistiu ao ferimento no Hospital Vila Nova.

O crime aconteceu por volta das 21h30min, quando o bar contava com cerca de cinco clientes. Como fazia diariamente, Deonilda mantinha o estabelecimento aberto a noite inteira e atendia sozinha no balcão. Três homens, então, entraram e pediram um refrigerante. Depois de analisarem o movimento do local por alguns minutos, anunciaram o assalto.

Quem estava no bar foi mantido dominado em um canto, enquanto um dos bandidos, armado com um revólver, partiu para a dona do bar.

– Ele pedia dinheiro. De onde eu iria tirar? Não tinha nada – lembra.

Com a arma apontada contra o rosto, ela foi levada até os fundos do estabelecimento, onde vive a família. No quarto, foi deitada na cama enquanto o bandido continuava pedindo o dinheiro do bar.

Em seu quarto, Pablo, que acabara de chegar do trabalho, ouviu o barulho. Deparou com a mãe dominada pelo ladrão e reagiu. O jovem ainda teve forças para correr atrás dos criminosos até a calçada acompanhado de seus irmãos. Mas o trio fugiu em um Vectra, de cor prata, sem levar nada do estabelecimento. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios.

domingo, 24 de abril de 2011

A GUERRA GAÚCHA - ASSALTANTE PERIGOSO É PRESO APÓS TROCA DE TIROS E MORTE DE COMPARSA

Polícia prende assaltante mais perigoso da Serra. Em troca de tiros, outro criminoso foi morto - CORREIO DO POVO. 24/04/2011

Os agentes da Polícia Civil de Gramado e Canela fecharam o cerco e prenderam, neste sábado, Roberto Bohn, o Babinha, o assaltante mais perigoso da Região das Hortênsias. No confronto com a polícia, outro assaltante acabou morto. José Ari da Silva Marques, o Zé Ari, foi baleado na cabeça e morreu no Hospital Arcanjo São Miguel, em Gramado.

Babinha estava foragido do Presídio de Santa Maria desde fevereiro de 2011. Segundo o delegado de Gramado, Gustavo Barcellos, que comandou a operação, ele fugiu com outros sete detentos após serrar as grades da casa prisional. Na Região das Hortênsias, Babinha teria cometido cinco assaltos em dois meses após a fuga.

O cerco ao criminoso iniciou ainda na última quarta. No monitoramento ao foragido, os policiais descobriram que ele e o comparsa pretendiam cometer um grande assalto contra um empresário no Feriadão de Páscoa. “Fizemos diversas incursões, mas não conseguimos capturar os assaltantes”, afirma Barcellos.

Na noite de sexta-feira, a Polícia Civil mudou de tática e resolveu esperar os criminosos em um mato na Avenida das Hortênsias, próximo ao local onde seria praticado o crime. “Nós descobrimos o horário que eles iriam estar no local”, diz o delegado. Quando Babinha e Zé Ari chegaram ao matagal, foram surpreendidos pelos agentes. Porém, não obedecerem à ordem de prisão e uma troca de tiros foi iniciada. Zé Ari acabou baleado e morto, mas Babinha conseguiu escapar.

Os policiais continuaram a caçada ao assaltante e passaram a noite chuvosa embrenhados no mato. Ao amanhecer, o foragido voltou ao local para tentar recuperar um dos revólveres perdido na fuga e nova troca de tiros foi registrada. No confronto, Babinha foi baleado na perna e fugiu novamente. Porém, as buscas não cessaram e ele acabou preso.

O foragido estava escondido embaixo de um pé de hortênsia. “Por telefone, ele pediu socorro para o irmão e um comparsa. Quando os parceiros foram buscar o assaltante na Avenida das Hortênsias, demos nova voz de prisão. Apesar de estar ferido, ele resistiu novamente, mas acabou preso”, conta Barcellos.

Os comparsas que fariam o resgate foram liberados após prestarem depoimento. Os dois serão indiciados por favorecimento pessoal. Com a dupla de assaltantes, a Polícia Civil apreendeu lanternas, três revólveres, cordas, toucas ninja e facas. Babinha foi encaminhado ao Presídio Estadual de Canela, mas deve ser transferido em breve.

sábado, 23 de abril de 2011

TERROR NO RS - CASAL DE AGRICULTORES E CRIANÇA DE 8 ANOS SÃO EXECUTADOS

Casal e criança de oito anos executados. Escondido em armário, adolescente escapou de chacina em Barros Cassal - ANDRÉ MAGS, ZERO HORA 23/04/2011

Um casal de agricultores e um menino de oito anos, filho da mulher, foram executados na tarde de ontem em Barros Cassal, no norte do Estado. Um adolescente de 12 anos conseguiu escapar da matança ao se esconder dentro de um guarda-roupa.

Os dois executores chegaram à tarde à residência onde estavam seus alvos, no interior do município, em uma localidade denominada Duas Léguas – a cerca de 20 quilômetros do centro da cidade. Armada com revólveres, a dupla disparou um tiro na cabeça de Roni Cardoso Moreira, 40 anos, e outro na de Losângela dos Santos, 27 anos. Os criminosos não titubearam e também mataram Rian dos Santos, oito anos, filho de Losângela, com um tiro na cabeça.

Depois dos disparos, os bandidos tomaram dois veículos do casal, uma motocicleta e um Gol preto. Não teriam percebido, porém, que um adolescente de 12 anos conseguiu escapar da chacina. Ele se escondeu dentro de um guarda-roupa na casa. Em choque, o menino foi recolhido pela polícia depois que familiares contataram a Brigada Militar (BM) para informar os assassinatos.

Suspeita recai sobre pai de menino assassinado

Os corpos de Moreira e Rian foram encontrados caídos na cozinha da residência. O de Losângela estava no quarto. A moto levada pela dupla foi localizada pela BM a dois quilômetros da residência. Os suspeitos, porém, conseguiram fugir com o Gol.

Segundo a BM, o principal suspeito de tramar o crime é um quadrilheiro que atua na área de Santa Cruz do Sul. Ele é ex-marido de Losângela e pai da criança morta. Losângela se separou há três anos, e tempos depois passou a viver com Moreira, o que poderia ter irritado o ex-marido, atualmente preso em uma cadeia da região.


Homicídios

PELOTAS - Um homem foi morto com um tiro na cabeça na noite de quinta-feira, na Rua Direitos Humanos, bairro Navegantes 3, em Pelotas, no sul do Estado. O crime aconteceu por volta das 22h. De acordo com a Polícia Civil, um desentendimento entre a vítima, identificada como Luiz Henrique de Lima Correa, 34 anos, e o autor do disparo teria sido o motivo do assassinato.

NOVO HAMBURGO - Um homem morreu após ser baleado na Rua Martin Pereira, no bairro Primavera. O crime aconteceu às 22h10min de quinta-feira. Segundo a Brigada Militar, os disparos foram efetuados de dentro de um carro preto que passava pela rua. Baleado na cabeça, Luis Rieth, 23 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

CACHOEIRINHA - Assassinato em festa gera protesto de taxistas. Dezenas de taxistas protestaram na noite de ontem contra a violência dirigida a taxistas na Grande Porto Alegre. O mote da manifestação foi a morte de Felipe Machado Gonçalves, 25 anos, esfaqueado em Cachoeirinha. Gonçalves foi atacado a facadas na saída de uma festa na cidade da Região Metropolitana, devido a um desentendimento. Levado ao Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, onde chegou às 5h37min de ontem, acabou morrendo 18 minutos depois. Apesar de não estar em serviço, o crime serviu para os colegas organizarem o protesto, que também lembrou de outros três ataques a taxistas ocorridos entre a noite de quinta e a madrugada de ontem.

PÂNICO EM ASSALTOS NO RS

ASSALTOS COM REFÉM. Amigos têm noite de pânico no Lindoia - ZERO HORA, 23/04/2011

Passava das 22h de quinta-feira quando um grupo de amigos foi atacado por três assaltantes em frente à residência de um deles no bairro Jardim Lindoia, na Capital. Os dois casais, com idades entre 23 e 28 anos, foram obrigados a deixar o Peugeot 207 em que estavam e entrar na casa, onde uma aposentada de 88 anos também acabou sob o poder dos bandidos.

As vítimas ficaram 20 minutos dentro da casa na mira de um revólver. Nesse período, eles tiveram de ajudar os bandidos a carregar objetos de valor como computadores e uma TV para dentro do carro. Depois de lotar o veículo com pertences da casa e das vítimas, os bandidos fugiram levando como refém o jovem que reside no local. Ele seria libertado no bairro Rubem Berta e pediu ajuda em uma lancheria. O veículo não foi localizado.

Em Passo Fundo, um estudante de 16 anos passou pelo mesmo drama na mesma noite. O garoto fazia um lanche com o pai em um bar e foi até o carro da família, um Celta, para buscar a carteira. Ao chegar ao carro, foi rendido por dois homens, que o obrigaram a entrar no carro e seguir com eles. O pai viu a ação dos homens e chamou a Brigada Militar. O desespero da família só passou uma hora após o assalto, quando o rapaz foi solto no bairro Petrópolis.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A SEGURANÇA PÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO

- OPINIÃO, O Estado de S.Paulo - 21/04/2011


Criada há 16 anos para alimentar com informações estatísticas - extraídas de boletins de ocorrência - os serviços de inteligência das Polícias Civil e Militar e ajudar o governo estadual a definir as prioridades da política para o setor, a área de análise e planejamento da Secretaria da Segurança Pública constatou que a taxa de homicídios no Estado de São Paulo caiu para 9,52 casos por 100 mil habitantes, no primeiro trimestre de 2011. Há dez anos, quando a instalação do banco de dados da Secretaria foi concluída, o índice era de 35,3 casos por 100 mil habitantes.

Esse recuo já era esperado pelas autoridades do setor, pois, nos últimos 16 anos, a tendência de queda dos homicídios foi interrompida apenas uma única vez, em 2009. No ano passado registraram-se no Estado de São Paulo 10,47 assassinatos por 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde classifica como "violência epidêmica" os índices superiores a 10 homicídios por 100 mil. Assim, desde o primeiro trimestre deste ano, o Estado de São Paulo já não é mais classificado como área de epidemia de homicídios.

A taxa de 9,52 casos pode ser considerada alta, quando comparada com a das grandes metrópoles da América ado Sul - em Buenos Aires e Santiago, por exemplo, os índices são de 5,8 e 1,8 homicídios por 100 mil habitantes, respectivamente. Mas, levando-se em conta que a média brasileira é de 25 homicídios por 100 mil habitantes, fica evidente que o governo paulista vem seguindo o caminho correto no combate à criminalidade, por meio de políticas que envolvem maior articulação do Estado com as prefeituras, profissionalização progressiva das guardas municipais, estratégias de prevenção integradas com movimentos sociais, investimento em serviços de inteligência e maior aplicação de tecnologia nas investigações.

No caso dos homicídios, houve três prioridades. A primeira foi a apreensão de armas de fogo - só no primeiro trimestre foram apreendidas 3.129 (em média, a Polícia Militar apreende mil armas por mês na capital). A segunda prioridade foi o combate ao narcotráfico; graças aos bloqueios policiais, foram apreendidos 1.328 quilos de entorpecentes, nos três primeiros meses de 2011. A terceira prioridade foi o combate ao consumo excessivo de álcool, especialmente nas cidades mais pobres da região metropolitana. Além disso, as Polícias Civil e Militar efetuaram 31.787 prisões - 1.802 a mais do que no primeiro trimestre do ano passado.

Mesmo assim, o problema da violência criminal está longe de estar equacionado no Estado. Em 2010, a queda da criminalidade com relação a 2009 foi detectada em praticamente todos os tipos de crime - de roubos a latrocínios, além de sequestros e de roubo a bancos, roubo de cargas, roubo de veículos e de furtos (a exceção foram os homicídios culposos por acidente de trânsito). No primeiro trimestre de 2011, porém, a Secretaria da Segurança Pública constatou crescimento do número de roubo de veículos (8,5%), furto de veículos (7,7%) e roubo seguido de morte (2,7%) em todo o Estado.

Na capital, os bairros centrais lideram os índices de crime contra o patrimônio, como furtos e roubos, enquanto as áreas mais pobres da periferia lideram os índices de crimes contra a vida, como homicídios e latrocínios. Os bairros da zona leste são os campeões em roubo de veículos e os da zona oeste lideram o ranking de furto de automóveis. Para a Secretaria da Segurança, esses dois crimes tendem a cair à medida que a Prefeitura instalar dispositivos de leitura ótica nas câmaras de controle do trânsito, o que dará à polícia informações online sobre carros furtados e roubados. O interior registrou queda nos crimes contra a vida - com exceção da região de Piracicaba, que envolve cidades ricas e que, por contar com grande número de universidades, tem atraído o narcotráfico.

Apesar da significativa queda na taxa de homicídios, o balanço da criminalidade no primeiro semestre do ano mostra que ainda há muito o que fazer para melhorar a segurança pública no Estado de São Paulo.

VOLTARÁ A MATAR

Foi libertado, ao completar 18 anos, o adolescente de Novo Hamburgo que matou, com requintes de crueldade, 12 pessoas. O juiz que o libertou cumpriu a lei. O jovem terá, por seis meses, um acompanhamento, a “liberdade assistida”, e depois voltará a matar! Afirmo isso baseado na vivência dos programas de prevenção da violência, que ajudei a criar aqui no Estado, e na pesquisa científica internacional sobre comportamento violento.

Esclareço que sou contra a redução da maioridade penal e pena de morte. Não é esse meu foco. Minha visão é de que existem transtornos mentais graves, subestimados pela lei atual, responsáveis por grande parte dos crimes violentos.

Robert Hare, um dos mais importantes estudiosos da reincidência criminal, mostra que existem transtornos mentais que levam ao homicídio e sua repetição. A reincidência independe do tempo de detenção e da qualidade da prisão. Portadores de transtornos como a psicopatia têm uma visão do mundo alterada, antissocial, exclusivamente voltada para sua satisfação pessoal. São totalmente desprovidos de compaixão ou remorso. Relatam seus crimes sem nenhuma reação emocional. Quando matam, podem ser extremamente cruéis. Transgridem com frequência e começam mesmo antes de entrar na escola. Na adolescência e início da idade adulta, passam a ter registros policiais volumosos. Também são corajosos, por absoluta incapacidade de prever as consequências de seus atos.

Segundo Hare, os psicopatas têm alterações cerebrais e neurovegetativas bem específicas, que se relacionam com sua agressividade e frieza. Não são, portanto, indivíduos “normais”, conscientes de seus atos, como a atual legislação os considera.

Embora a imensa maioria dos psicopatas não cometa homicídios, eles são 2% da população, 40% dos presidiários e mais de 60% dos que repetem crimes brutais. Quando cometem crimes violentos, não são conhecidos tratamentos ou penas, existentes até agora, que os recupere. Deveriam, a exemplo de outros transtornos mentais graves, ficar por tempo indeterminado em centros especializados até que fosse encontrada uma maneira de recuperá-los.

Nos Estados Unidos e no Canadá, a avaliação de transtornos mentais é rigorosa para quem comete crimes violentos, tanto para determinar o cumprimento de pena quanto para evitar sua soltura sem garantia de recuperação. No Brasil, não.

No final de 2009, Adimar José da Silva saiu da prisão e foi morar em Luziânia, Goiás. Ele havia sido condenado a 14 anos de prisão pelo estupro de duas crianças. Após seis anos de bom comportamento na prisão, foi solto. Dois meses após, já havia matado seis adolescentes. Seriam seis jovens vidas poupadas se tivéssemos uma avaliação e uma legislação mais rigorosa para crimes violentos.

*OSMAR TERRA - DEPUTADO FEDERAL- ZERO HORA 22/04/2011

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Eu não consigo entender...

Apesar de vislumbrar que "existem transtornos mentais graves, subestimados pela lei atual, responsáveis por grande parte dos crimes violentos", gostaria de saber os motivos da leniência parlamentar que não mudam estas leis, já que esta é a função do legislador?

Apesar de elogiar a legislação dos Estados Unidos e Canadá em que "a avaliação de transtornos mentais é rigorosa para quem comete crimes violentos, tanto para determinar o cumprimento de pena quanto para evitar sua soltura sem garantia de recuperação", por que, no Brasil, os parlamentares nada fazem mudar este "status quo" nocivo à paz social?

O Brasil ruma para o caos. Todos sabem os problemas. Todos tem a solução. Porém, ninguém age. Uns por comodismo; outros por impotência; alguns por estarem num nível privilegiado e temerem qualquer mudança de "status"; e muitos por descaso.

Meu Deputado, vamos sair da retórica e partir para a ação.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

DISPUTA PELO TRÁFICO EM BAIRRO NOBRE DE PORTO ALEGRE/RS

APREENSÃO NA CAPITAL. Disputa pelo tráfico na Cidade Baixa - EDUARDO TORRES | ESPECIAL, ZERO HORA 21/04/2011

Por meio da Operação Metamorfose, o Departamento Estadual de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) apreendeu resquícios do que seria uma violenta disputa pelo comando do tráfico na Cidade Baixa, tradicional bairro boêmio da Capital. Foram apreendidas 700g de maconha e outras 600 trouxinhas prontas para a venda.

Após a apreensão da droga em uma residência, na manhã de ontem, o Denarc explicou o porquê de não ter sido efetuada nenhuma prisão. O fornecedor da droga, conforme investigações, foi morto por rivais interessados em explorar os pontos de venda de droga no bairro, cobiçado por ser frequentado por consumidores de bom poder aquisitivo. Em um dia, de acordo com o Denarc, traficantes lucram até R$ 5 mil na região.

– Este fornecedor foi morto há pouco menos de um mês por um grupo que almeja dominar aquela área considerada nobre por eles. Nós buscávamos essa informação. Ele não seguia métodos tradicionais de grupos de traficantes, só vendia droga para jovens de classe média e alta. É lucro garantido – afirma o delegado Mário Souza, que comandou a ação no Denarc.

A investigação foi iniciada há 40 dias, a partir das informações sobre o conflito pelo domínio na Rua General Lima e Silva. O fornecedor que, por enquanto, tem o nome mantido em sigilo, distribuía droga considerada de excelente qualidade em pacotes azuis e papel laminado. Era uma referência para os usuários e uma “marca registrada” do traficante. O delegado acredita que a droga apreendida na véspera do feriado havia ficado na casa desde a morte do traficante.

– Era o que seria distribuído em um dia – afirma Souza.

Agora os investigadores seguem os passos do grupo que tentaria o domínio da região e teria acabado com o concorrente.

NINGUÉM TEM O DIREITO DE FERIR OU MATAR

VIOLÊNCIA NA PARÓQUIA. Padre baleado em Novo Hamburgo faz um apelo. Religioso se manifestou por escrito enquanto se recupera de um tiro recebido no rosto, à queima-roupa - LETÍCIA BARBIERI | VALE DO SINOS/CASA ZERO HORA - 21/04/2011

Surpreendido ao abrir a porta da secretaria da paróquia e deparar com um assaltante que acabou disparando contra o seu rosto, o padre de Novo Hamburgo, monsenhor José Inácio Schuster, 41 anos, escreveu ontem com próprio punho o que ele espera do seu agressor: que ele mude de vida enquanto é tempo. Com uma bala alojada ao lado do ouvido esquerdo desde 30 de março, dia do assalto, Schuster evita falar, mas concedeu uma entrevista por escrito. Depois de passar uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regina, em Novo Hamburgo, ele agora se recupera em um quarto, sem previsão de alta. O padre pediu para não ser fotografado.

Enquanto Schuster lutava pela vida e passava por duas cirurgias bucofaciais, a comunidade de Novo Hamburgo fazia manifestações contra a banalização da violência e a Polícia Civil e Brigada Militar caçavam o atirador no Vale do Sinos. Identificado por câmeras de vigilância, Silvio de Moraes Alves, 27 anos, foi preso na semana passada, em uma estação de trem em São Leopoldo.

Na 2ª Delegacia da Polícia Civil de Novo Hamburgo, Alves confessou o crime. Disse que permaneceu em Novo Hamburgo nos último 14 dias em que policiais procuravam por ele. Ao delegado regional do Vale do Sinos, Bolívar Llantada, ele contou que planejou o assalto para comprar pedras de crack.

– Eu não queria atirar, mas quando puxei o braço dele o revólver disparou. Queria pegar o dinheiro e ir embora, precisava comprar pedra. Não sabia que era o padre, minha mãe ligou chorando que eu tinha dado um tiro na cara de um filho de Deus – confessou Alves.

A Polícia Civil considera o caso esclarecido e encerrado. O delegado Enizaldo Plentz indiciou Alves por tentativa de latrocínio e roubo. O suspeito era foragido da Justiça. Ele fugiu da Penitenciária Estadual do Jacuí, em janeiro, onde cumpria pena por roubo, e agora foi encaminhado à Penitenciária Modulada de Montenegro.


“Ninguém tem o direito de ferir ou matar”. ENTREVISTA José Inácio Schuster, padre baleado em assalto.

Ainda se recuperando do tiro à queima-roupa que levou na tentativa de assalto à secretaria de sua paróquia, no dia 30 de março, monsenhor Inácio José Schuster respondeu por escrito (reprodução abaixo) à ZH e declarou que perdoa seu agressor.

Zero Hora – O senhor chegou a perceber o alerta da secretária para não abrir a porta?

Monsenhor Inácio José Schuster – Eu não percebi o alerta da secretária para não abrir a porta da secretaria, pois foi tudo muito rápido.

ZH – Deu tempo de entender que se tratava de um assalto?

Monsenhor – Deu tempo de entender que se tratava de um assalto, pois o mesmo, logo que entrou na secretaria disse, e mandou passar logo o dinheiro, senão atiraria. E logo, imediatamente, atirou.

ZH – Como o senhor está se sentindo agora?

Monsenhor – Estou me recuperando devagar.

ZH – Qual a maior dificuldade?

Monsenhor – A maior dificuldade é onde a bala está alojada.

ZH – O que o senhor espera que aconteça com quem fez isso? Perdoa o atirador?

Monsenhor – Espero que o atirador jamais faça isso com alguém. Ninguém tem o direito de ferir ou matar. Perdoo o atirador e faço votos de que o mesmo se converta e mude de vida enquanto é tempo.

A SAÚDE MENTAL DESASSISTIDA

A história das doenças mentais é tão antiga quanto a própria humanidade. Desde sempre, algumas pessoas apresentam formas peculiares de pensar, expressar emoções e comportamentos que se caracterizam por condutas estranhas e bizarras. Nos casos extremos, tornam-se até perigosas em relação ao seu próprio bem-estar e/ou das pessoas com quem convivem – familiares e sociedade em geral. Quando o comportamento delas mostra-se excessivamente inadequado e desconectado do senso de realidade comum, o convívio social em suas próprias famílias torna-se insuportável.

Como as crianças pequenas, os doentes mentais graves necessitam cuidados básicos em relação à sua rotina, higiene, alimentação, segurança e hábitos em geral. Do ponto de vista médico e psicológico, é fundamental o tratamento adequado e permanente. Muitas vezes, ao contrário dos outros doentes, que quando sentem algum problema significativo procuram alívio para seu sofrimento, os doentes mentais graves não se consideram doentes e, portanto, julgam ser desnecessária a ajuda especializada.

Nos últimos 20 anos, em diversos países do mundo, decidiu-se que o hospital psiquiátrico era o grande vilão em relação aos problemas inerentes à assistência em saúde mental. No caso específico do Brasil, aproximadamente 80 mil leitos psiquiátricos foram fechados sem que a necessária contrapartida de atendimento ambulatorial fosse construída a tempo suficiente de minimizar as consequências negativas de uma política dessa magnitude. Em vez de qualificar os hospitais existentes e também as equipes de profissionais envolvidas na tarefa de cuidar, sobretudo dos doentes mentais graves, decretou-se reformar todo o sistema.

Recentemente, o estudo intitulado Mapa da Violência, realizado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça do Brasil, revelou que o número de suicídios no Brasil, entre os anos 1998-2008, subiu 33,5%. Estima-se que mais de 95% dos suicídios se relacionam com as doenças mentais. A epidemia de dependentes de crack é um problema significativo de saúde pública que apresenta diversos fatores na sua origem, mas, sem dúvida, um dos principais determinantes é a dificuldade no acesso ao tratamento das doenças mentais. O aumento progressivo do número de moradores de rua nos grandes centros urbanos, desde o início dos anos 1990, é um fenômeno preocupante, que coincide no tempo com a mudança acima mencionada e, surpreendentemente, muito pouco acontece em sentido contrário.

O massacre de estudantes ocorrido no último dia 7 de abril, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Rio de Janeiro, foi conduzido por uma pessoa doente mental grave. Wellington Menezes de Oliveira vivia isolado com seus pensamentos delirantes, dominado por uma insanidade, completamente desassistido em sua saúde mental. As consequências da ausência de tratamento médico e psicológico dos doentes mentais graves são perturbadoras e cada vez mais onerosas para a sociedade.

FERNANDO LEJDERMAN, MÉDICO PSIQUIATRA - ZERO HORA 21/04/2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ASSASSINATOS EM CONFLITOS FUNDIÁRIOS CRESCERAM

Assassinatos em conflitos fundiários cresceram 30% - O ESTADO DE SÃO PAULO, 19 de abril de 2011 | 19h 31 - EQUIPE AE - Agência Estado

Relatório anual da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgado hoje mostra que o ano de 2010 foi marcado por um aumento no número de assassinatos no campo, referentes a conflitos de terra no País, e uma forte elevação nos confrontos por água, causados, por exemplo, pela construção de hidrelétricas. O levantamento, publicado desde 1985 pelo órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mostra uma alta de 30,7% no total de assassinatos, que passaram de 26 em 2009 para 34 em 2010.

O anuário constata ainda crescimento de 20,8% no total de ocorrências de conflitos fundiários, que passou de 528 para 638. O aumento da violência no campo não acompanhou o ritmo das ocupações, que apresentou no período queda de 37,9%, de 290 para 180.

O levantamento indica alta significativa nos confrontos por água, que tiveram alta de 93,3%, de 45 para 87. O número de pessoas envolvidas nesse tipo de conflito, no entanto, apresentou queda, de 201.675 para 197.210. Segundo a CPT, 47 desses conflitos (54%) tiveram relação ao uso e preservação da água, 31 (26,5%) tinham a ver com barragens e açudes e 9 (10,3%) estavam ligados à apropriação particular de água.

PÂNICO NO RS - TENTATIVA DE EXECUÇÃO EM FRENTE A ESCOLA DEIXA DOIS ADOLESCENTE FERIDOS

PÂNICO NA ZONA NORTE. Tiroteio em frente a escola fere dois na Capital. Pais e estudantes ficaram apavorados com ação no início das aulas da tarde - EDUARDO TORRES | ESPECIAL, ZERO HORA 20/04/2011

O começo da tarde de ontem, por volta das 13h30min, foi de pânico para quem chegava à Escola Municipal Jean Piaget, no bairro Parque dos Maias, zona norte da Capital. Dois adolescentes foram baleados e dois veículos roubados. Tudo diante do portão em que as crianças chegavam para o turno da tarde.

Cícero Renan Batista Matoso, 18 anos, foi atingido no peito, e um garoto de 14 anos, de raspão no braço direito. Os dois atiradores que estariam usando três armas ainda tentaram roubar uma moto, mas a abandonaram e fugiram a pé.

De acordo com a Brigada Militar, o rapaz de 18 anos não tem antecedentes, mas informações dariam conta de que ele seria o alvo de uma execução por dois homens que chegaram em uma moto à Avenida Major Manoel José Monteiro.

Um deles desceu do veículo e acertou o peito de Cícero Renan. No momento da fuga, porém, a moto falhou, e eles acabaram abordando um casal que passava pela rua em outra moto. Aí voltaram a atirar em direção à escola. O garoto de 14 anos acabou atingido quando chegava ao portão para a sua aula, na 7ª série.

Os dois baleados foram socorridos pela Brigada Militar e levados ao Hospital Cristo Redentor. Cícero Renan permanecia internado na emergência no começo da noite de ontem.

De acordo com o comandante do 20º BPM, tenente-coronel Paulo Ricardo Quadros, a tentativa de execução foi constatada pela característica do ataque.

– A motivação é a Polícia Civil quem terá de apurar – diz.

Segundo ele, a área da escola não estava entre as mais preocupantes na patrulha escolar e não tinha nenhuma denúncia de confronto entre adolescentes recentemente.

Estudantes confirmam, porém, que Cícero Renan – que é ex-aluno da escola – costuma frequentar o local na hora da chegada dos alunos da tarde. A Brigada Militar já teria imagens que identificam os autores do crime, que será investigado pela 22ª DP.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Leis fracas e benevolentes, justiça morosa e alternativa, polícia fracionada e ausente e escolas sem segurança formam um conjunto propício para a impunidade e crescimento do nível de criminalidade no RS. As execuções estão se tornando rotina no RS. Está sendo fácil matar. Até quando a sociedade organizada irá tolerar este ambiente de insegurança jurídica, judiciária e social no RS? Quando é que os Poderes de Estado que nos governam irão sair da inércia e começar a trabalhar?

terça-feira, 19 de abril de 2011

O EXEMPLO PAULISTA NO CONTROLE DA CRIMINALIDADE

O EXEMPLO PAULISTA - EDITORIAL ZERO HORA 19/04/2011

Num contexto de crescimento da criminalidade, a redução no número de homicídios em São Paulo deve ser vista por outros Estados como um caso exemplar de sucesso de políticas públicas na área da segurança. A taxa de homicídios dos paulistas caiu em março último para 9,9 para cada 100 mil habitantes, na média dos últimos 12 meses. Não se trata de uma estatística pontual, mas de uma série histórica de queda gradual e segura de homicídios, o dado mais revelador dos índices de violência. São Paulo conseguiu, assim, um feito raro no Brasil, alcançando o índice considerado minimamente tolerável pela Organização Mundial de Saúde, de menos de 10 assassinatos por 100 mil habitantes. A boa performance contrasta com indicadores de outras unidades da federação, nas quais a taxa de homicídios cresceu nos últimos anos.

É nesses Estados – entre os quais Rio Grande do Sul e Santa Catarina–, onde o número de mortes violentas aumenta, que o exemplo paulista deve ser examinado, não para que as providências adotadas sejam simplesmente copiadas, mas para que inspirem ações governamentais. São Paulo investiu na informatização, no compartilhamento de informações entre as polícias civil e militar, no cadastro de criminosos procurados, no envolvimento comunitário e na avaliação da produtividade da força policial, na capital e em cidades do interior. Assim, não só as ações preventivas e ostensivas são monitoradas, como a agilidade dos inquéritos.

As estatísticas refletem também os investimentos em equipamentos e inteligência, formação de quadros, construção de presídios e, principalmente, total apoio do Executivo às iniciativas da área de segurança. Se um Estado complexo e populoso, com forte atuação de grupos criminosos organizados, conseguiu tal feito, não há desculpa para que outras unidades não se disponham a pelo menos refletir sobre o que vem sendo feito pelos paulistas. É interessante observar, para efeito de comparação, que em 1998 São Paulo tinha uma taxa de homicídios de 39,7 para 100 mil habitantes, e que no Rio Grande do Sul a média, no mesmo ano, era de 15,3. Os dois Estados seguiram tendências opostas: os gaúchos viram a taxa crescer para 20 assassinatos em 2010, enquanto os paulistas a reduziram para 11 e, mantendo a tendência de queda, chegaram agora à marca de 9,9. Santa Catarina, que se mantém entre as taxas mais baixas, mesmo assim viu o índice crescer de 7,9 em 1998 para 14,11.

São Paulo conseguiu superar a inércia e as desculpas repetitivas de que faltam verbas e adotou políticas inovadoras e corajosas. As polícias ganharam autonomia e mobilidade, deixando de ser, como é regra na maioria dos Estados, instituições estáticas, atravancadas por burocracias, pelo sucateamento e por disputas de poder entre as forças militar e civil. Os paulistas ainda enfrentam problemas, como o aumento de furtos de carros e de cargas, mas conseguiram reduzir a violência contra as pessoas. Contam nesse avanço as iniciativas de prefeituras e comunidades, que se transformaram em aliadas do governo estadual. Não há milagre nessa melhoria, que assegura a algumas unidades policiais até mesmo o certificado de qualidade da ISO 9000. São Paulo racionalizou recursos, descentralizou responsabilidades, modernizou a gestão e introduziu uma nova cultura para a área de segurança. Não produziu nenhum milagre. Durante mais de uma década, fez o que outros Estados prometem fazer, mas raramente levam adiante.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Eu tenho minhas reservas quanto aos dados oficiais, pois tendem à manipulação política da informação. Porém, é visível que o Estado de São Paulo vem se esforçando no combate à criminalidade empregando a filosofia do policiamento comunitário com efetividade, contratação de mais policiais e controle rigoroso das casas prisionais, mas tem desprezado os salários dos agentes policiais que continuam baixos e negligenciado na solução dos conflitos entre policiais civis e militares, problemas pertinentes a todos os Estados da federação.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

LEI DIZ QUE MULHERES AMEAÇAS DEVEM TER A PROTEÇÃO DO ESTADO

Lei diz que mulheres ameaçadas devem ter a proteção do Estado - Alana Rizzo - CORREIO BRAZILIENSE - 18/04/2011

Goiânia (GO) — 48 horas. Foi o tempo que Luciana Silva Cardoso, 28 anos, levou para esvaziar o guarda-roupas, avisar amigos e familiares da mudança repentina e deixar Samambaia com destino à capital de Goiás. Buscava abrigo na casa dos pais. O motivo: medo. 48 horas. Era o tempo que o Estado tinha para garantir a proteção de Luciana.

As ameaças do marido foram registradas no Boletim de Ocorrência nº 6378/2007-0, na 32ª Delegacia de Polícia. Carlos Roberto Santos Lima tentou agredi-la com uma faca. Foi preso em flagrante e solto em seguida, pagando R$ 150 de fiança, no mesmo dia em que Luciana saiu de casa. As medidas protetivas foram negadas porque as autoridades entenderam que a solicitação estava “desprovida de qualquer indício mínimo que possa corroborá-la nesta oportunidade.”

Tempo suficiente para Carlos descobrir o paradeiro de Luciana, ameaçar a cunhada, Lucimar, que também registrou a perseguição no BO nº 6.666/2007, e viajar até Goiânia. Durante uma semana, Carlos rondou a casa dos sogros e torturou a família com telefonemas.

Era domingo de festa. Luciana tinha preparado o bolo de aniversário de seis anos para a filha do meio. Depois do parabéns, todos assistiam televisão. Por volta das 20h, ouviram um barulho. Não deu nem tempo de levantar do sofá para conferir. Carlos arrombou a porta da cozinha e esfaqueou Luciana, que logo caiu no chão. Não parou. As crianças gritavam, e o pai, Benedito Cardoso, tentou jogar uma cadeira no genro. Mas não tinha forças para impedir uma filha de ser morta dentro de casa de novo.

Cinco anos antes, em outro domingo de festa na família, Fernanda, que também tinha feito o bolo — desta vez para o tio — foi esfaqueada pelo marido no banheiro de casa. O casal estava brigado e ela buscava refúgio na casa dos pais. O corpo foi encontrado pela única filha, que levava doces para a mãe. Poucas horas antes de matar Fernanda, Vilmar Cândido pediu dinheiro emprestado para Benedito. Com isso, bancou sua fuga para o Pará. “A gente segura na mão de Deus para suportar toda essa dor de novo. Não deu tempo nem de cicatrizar”, diz Onofra Silva, mãe das meninas. “Na primeira hora você não acredita que vai viver tudo outra vez . Tem mesmo que ter muita fé”, completa o pai.

O casal ainda enfrentou a ira do genro Carlos Roberto, que mandava recados dizendo que iria matar toda a família, inclusive suas três filhas. Passaram a dormir na casa do advogado da família, de parentes. Mudaram-se de cidade. O tormento só acabou com a prisão dele, às vésperas do Natal daquele ano. Vilmar também foi preso pouco tempo depois. “Não sabemos como vai ser quando eles saírem. Temos a Justiça divina, mas a dos homens também precisa funcionar”, afirma Onofra, recordando que uma das filhas pediu ajuda às autoridades. “Ela não ficou calada. Só não foi ouvida.”

A Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, transformou-se num marco na luta contra a violência doméstica no país. A legislação, no entanto, não trata dos homicídios. Tem como objetivo garantir a proteção das mulheres e evitar, ainda que de uma forma indireta, as mortes. As medidas protetivas fazem parte desse pacote, mas ao redor do Brasil casos como o de Luciana se repetem. A cabeleireira Maria Islaine de Morais, 31 anos, foi assassinada pelo ex-marido, no início do ano passado, em Belo Horizonte. As imagens das câmaras de segurança flagraram a ação. Fábio Willian apontou a arma para ela e atirou sete vezes. Ela já tinha feito pelo menos oito boletins de ocorrência contra ele.

A professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília Lia Zanotta Machado diz que o Brasil se diferencia de outros países nos assassinatos femininos porque os algozes são muitas vezes da própria família. “As relações violentas masculinas contra mulheres se dão em torno do controle, do poder e dos ciúmes. Os atos tendem a ser de violência cotidiana e crônica física, psíquica. Podem e desencadeiam em morte”, explica Lia, em seu livro Feminismo em Movimento. Desde ontem, o Correio mostra na série de reportagens “Fácil de Matar” o fenômeno do femicídio: assassinatos em que as vítimas são escolhidas pelo gênero.

Na última década, o aumento médio de homicídios de mulheres foi de aproximadamente 30%. No entanto, esses crimes não têm uma política específica, como as agressões. Não são nem registrados em delegacias especializadas. Depois da morte consumada, o caso é tratado como qualquer outra morte. E nas varas e juizados de violência doméstica, menos de um terço dos 331.796 procedimentos envolvendo a matéria já tiveram sentença. Os dados são do último balanço do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) .

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O velho problema brasileiro - fazem as leis, mas não organizam a estrutura e nem agilizam os processos capazes de prevenir os delitos, aplicar a lei de forma coativa e penalizar de forma intimidatória. Geralmente a polícia não está preparada, a justiça se mantém distante e as sentenças são tão brandas que a bandidagem não se intimida.

CRUELDADE - ASSASSINADO A FACADAS NO MEIO DA RUA

Travesti é assassinado a facadas no meio da rua na Paraíba. O crime bárbaro e covarde foi gravado pelas câmeras de trânsito de Campina Grande, no interior da Paraíba. A vítima foi um travesti, de 24 anos. Ele foi assassinado no meio da rua a facadas por um grupo de jovens. Bom Dia Brasil. O GLOBO, 18/04/2011

Um crime bárbaro e covarde, gravado pelas câmeras de trânsito de Campina Grande, no interior da Paraíba. A vítima foi um travesti de 24 anos, assassinado no meio da rua a facadas por um grupo de jovens. As imagens são da madrugada de sexta-feira (15), mas só agora foram divulgadas. Um grupo de pessoas conversa na calçada. Um carro escuro se aproxima e para. Três homens descem e começa a perseguição.

As imagens de outra câmera mostram o momento em que Daniel de Oliveira é derrubado. No chão, Daniel é agredido pelos três homens. Ele leva chutes e socos.Um deles começa a esfaquear Daniel, num golpe seguido de outro e de outro. Daniel já está morto, mas as facadas continuam. São mais de 30. É possível ver o rastro de sangue na calçada. Na hora do crime, algumas pessoas passam pela rua em carros e motos. Um quarto homem dá ré no carro, e os três rapazes entram no veículo e fogem. A Polícia Civil da Paraíba disse que já identificou os assassinos. Um deles já foi preso e um menor, apreendido.

De João Pessoa, o repórter Laerte Cerqueira atualiza as informações sobre a investigação da polícia sobre o crime em Campina Grande. Os jovens envolvidos já foram identificados. Veja no vídeo.

ROUBO DE CAMINHÕES - QUADRILHA FATUROU R$ 2 BILHÕES

Presa quadrilha que faturou R$ 2 bilhões com roubo de caminhões. A investigação começou há sete meses no interior de Minas. E sabe quanto dinheiro essa quadrilha movimentou? Segundo a polícia, foram R$2 bilhões. FANTÁSTICO, O GLOBO, G1 - 17/04/2011

O Fantástico mostra os bastidores da operação policial que esta semana prendeu os chefes da maior quadrilha brasileira envolvida com roubo de caminhões. A investigação começou há sete meses no interior de Minas. E sabe quanto dinheiro essa quadrilha movimentou? Segundo a polícia, foram R$2 bilhões.

Trata-se de uma demonstração de força. 120 policiais bem armados. No comando, um pelotão de 20 delegados. A operação de guerra é contra uma quadrilha de falsificação de documentos para caminhões roubados.

Era madrugada quando o comboio partiu para a missão. O destino: Volta Redonda e Barra do Piraí, no Sul Fluminense; e Rio Preto e Santa Bárbara do Monte Verde, em Minas Gerais.

Um motorista - que não quer se identificar - foi uma das vítimas do bando. “Quatro homens armados, dando tiro, mandando que eu parasse. Eu só pensava que não ia ver meus filhos mais, pensava que eles iam me matar”, contou o motorista.

Segundo a polícia, a quadrilha agia principalmente no cruzamento das BR-262, que liga Belo Horizonte ao Espírito Santos, com a BR-116, também conhecida como Rio-Bahia. Boa parte da frota de caminhões que circulam pelo país passa por essa região. São trechos cheios de curvas e muitas subidas, que fazem o motorista diminuir a velocidade. São nesses pontos que os criminosos entram em cena.

Presos no final do ano passado, dois rapazes faziam parte do esquema, praticando assaltos nas estradas. No depoimento, obtido com exclusividade pelo Fantástico, eles dizem quanto ganhavam com o roubo de cada caminhão. “Ia ganhar mais ou menos R$ 500”, disse um dos rapazes, que revelam ainda quem encomendava os caminhões roubados. “O cabeça forte é o Ronaldo. Zé Luiz tinha contato com o Ronaldo, e o Ronaldo passava as coordenadas para o Zé Luiz de qual caminhão queria”.

Ronaldo José Fernandes é vereador de Pedra Bonita, cidade do interior de Minas. Ele tinha dois comparsas: José Carlos de Oliveira, que já foi candidato a prefeito na cidade, e José Luiz, que fazia a ponte entre os políticos e os assaltantes. Os três foram presos em dezembro do ano passado.

De acordo com a polícia, a quadrilha também estava infiltrada em Ciretrans, que são as subdivisões dos departamentos de trânsito. Os criminosos conseguiam com facilidade falsificar os documentos e emplacar os veículos.

Muitos caminhões eram supostamente licenciados em Rio Preto, a cidade mineira que fica na divisa com o Rio de Janeiro. No município, com pouco mais de cinco mil habitantes, quase não se vê caminhões rodando pelas ruas, mas na cidade estão registrados quase mil. É como se a cada cinco moradores um tivesse caminhão, um número bem diferente da média nacional, que é de 1 para cada 77 moradores.

Muitos dos veículos supostamente emplacados em Rio Preto pertenceriam a uma pessoa que mora na Rua São José, número 50.

Repórter: Número 50, sabe onde fica?
Homem: Número 50?
Repórter: Procurando Dona Isolda.
Mulher: Tem aqui não.
Repórter: Não tem?
Mulher: Garanto.

O Fantástico também foi até Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo. No estado, os licenciamentos e transferências não precisam ser feitos em Ciretrans. O processo pode ser conduzido por despachantes como um casal que, segundo a polícia, também fazia parte do esquema. Eles transferiam para a cidade caminhões sem qualquer vistoria.

Repórter: É comum vir emplacar aqui, mesmo não vindo carro aqui?
Despachante: Sim e Não.
Repórter: Como assim, sim e não?
Mulher: Um erro nosso, NE: Porque vieram alguns... Uma falha nossa neste caso.

O homem acabou revelando que usava o endereço de outras pessoas para conseguir o licenciamento.

Delegado: Se o senhor arranjava os endereços? Por que aqui?
Mulher do despachante: A gente que arranjava.

O pedreiro Antônio Guimarães, que nunca imaginou ser o dono de um caminhão, teve o endereço usado pelos criminosos.

Repórter: O senhor sabia que no Detran aqui consta aqui quatro caminhões foram registrados com esse endereço?
Pedreiro Antônio Guimarães: Não. Não sei, não.
Repórter: Qual carro que o senhor tem?
Pedreiro Antônio Guimarães: É Fusca, Fusquinha antigo.

A quadrilha, para justificar a procedência do veículo, informava que os carros haviam sido adquiridos em leilões realizados pela Aeronáutica. Esses leilões foram forjados, como revelam documentos obtidos com exclusividade pelo Fantástico. Os militares da Força Aérea analisaram o material, encaminhado pela polícia, e encontraram erros grosseiros.

“São cerca de dez caminhões por ano que nós colocamos no leilão para venda, num processo que é metódico, extremamente organizado e público”, explica Coronel Henry Munhoz, assessor de imprensa da Aeronáutica.

Os chassis e data do leilão foram publicados no Diário Oficial na seção quatro – seção quatro no Diário Oficial não existe. Outro erro está na nota fiscal, que deveria ser emitida por um leiloeiro cadastrado na junta comercial. A nota apresentada é de uma pessoa que não existe em nenhuma junta.

Por último, no ofício da Aeronáutica autorizando a venda do caminhão, o erro mais grosseiro: quem assina é um capitão-tenente, cargo que existe somente na na Marinha.


Na última quinta-feira (14), a polícia fechou o cerco contra o chefe da quadrilha, na casa de André Lanes, em Volta Redonda. Ele é quem, de acordo com as investigações, comprava documentos falsos e revendia os caminhões roubados.

“O André é o cabeça da organização. Ele é quem estabelecia contatos em todas as Ciretrans que até agora nós levantamos”, afirmou o delegado Carlos Roberto Souza.

Os policiais agiram rápido e acabaram invadindo a casa. Dentro, sinais de uma vida confortável e cheia de luxo, com uma piscina e carros caros na garagem. André não reagiu à ação policial. O homem acusado de ser o chefe do esquema é dono de um escritório de despachantes e de algumas lojas de revenda de carros. A polícia também fez buscas nesses locais. Centenas de documentos, computadores e 24 carros foram apreendidos.

Em uma escuta telefônica, gravada com autorização da Justiça, a mulher de um dos integrantes do bando pede a André ajuda para soltar o companheiro, o ex-candidato a prefeito José Carlos de Oliveira, conhecido como Carlinhos, que está preso.

Esposa de Carlinhos: André?
André Lanis: Isso, é o André
Esposa de Carlinhos: Eles prenderam o Carlinhos e o Ronaldo aqui, você podia mandar esses advogados pra cá.
André Lanis: Eu vou tentar falar com o advogado aqui e te falo aí.

André nega que arrumou o advogado para o vereador: “Mulher de alguém tinha pedido ajuda de advogado, nada”

Dez pessoas foram presas quinta-feira passada (14). Ao todo, já são 23 presos. Em vários documentos falsos apreendidos pelos policiai, aparecem a assinatura do delegado Alexandre Figueira Pereira autorizando o licenciamento dos caminhões roubados.

Com uma microcâmera, o Fantástico tentou negociar com o delegado o licenciamento de um carro, mesmo sem endereço fixo na cidade, o que não é permitido por lei. O delegado indica um despachante amigo dele. “Pede até orientação com ele lá, que arruma ‘procê’ até um endereço lá em Santa Bárbara”, disse o delegado.

Segundo a polícia, os criminosos faturaram com o esquema R$ 2 bilhões. Eles vão responder por roubo, adulteração de documentos, estelionato, corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

“Além de responderem por crime na Justiça comum, responderão com certeza por crime praticado contra a administração pública militar e federal”, afirmou o delegado Carlos Roberto Souza.

LADRÃO ASSALTA LADRÃO

Após roubo, ladrão também é assaltado - ZERO HORA 18/04/2011

Vítima é abordada na zona norte da Capital e testemunha bandido ser alvo de ataque
A ocorrência policial 3829/2011, registrada na 14ª Delegacia da Polícia Civil, vai para os anais da criminalidade no Rio Grande do Sul. Às 19h30min de ontem, Rafael, 20 anos, e a namorada dele, moradores do Jardim Itu Sabará, zona norte da Capital, foram buscar o irmão dele num prédio na esquina das ruas Benno Mentz com Guiné. Ao estacionar a EcoSport prata, placas IXN-4000, modelo 2005, um homem rendeu o casal.

– Ele estava armado com um revólver calibre 38, cano curto – conta Rafael, cujo sobrenome será ocultado a pedido da família.

O estudante de Publicidade e a namorada não imaginavam o que aconteceria a partir daquele momento. Antes de o ladrão entrar no carro, outros três bandidos desembarcaram de um Prisma preto. Armados, eles anunciaram:

– É um assalto.

Sim, Rafael estava sendo vítima de um segundo ataque. Ou, para ser mais preciso, estava presenciando algo ainda mais raro: ladrão roubando de ladrão. Os criminosos levaram a arma do primeiro assaltante, que fugiu correndo pelas ruas do bairro, e o veículo do jovem, mantido refém durante cerca de 20 minutos.

Para comerciante, situação reflete insegurança no país

Para o comerciante Otacílio, 56 anos, pai de Rafael, o episódio sintetiza a segurança pública no país:

É a mais pura realidade no nosso dia a dia. A segurança no Brasil é zero. Estamos nas mãos dos bandidos. Não existe um plano de segurança pública e os governos são omissos. É um caso inadmissível.

Os crimes são investigados pela 14ª Delegacia da Polícia Civil.

“Mas sou eu que estou assaltando”, disse o bandido - Rafael Vítima de assalto

Vítima de assalto na noite de ontem, o estudante Rafael pediu para ter o sobrenome preservado. Após ter sido abordado por bandidos, ele viu o próprio assaltante também ser roubado.

Zero Hora – Como foi o assalto?
Rafael – Eu e a minha namorada fomos buscar meu irmão, na Rua Guiné esquina com a Benno Mentz. Assim que eu estacionei o carro, um cara chegou e bateu no vidro dela anunciando o assalto.

ZH – Ele chegou a entrar no carro?
Rafael – Não. A gente saiu, entregou a chave, mas quando ele foi entrar encostou um Prisma preto do nosso lado. Três caras armados desceram do carro.

ZH – O que eles fizeram?
Rafael – Eles anunciaram outro assalto.

ZH – Três bandidos roubaram um assaltante?
Rafael – Sim!

ZH – O que eles disseram?
Rafael – Dois foram na direção do assaltante, do primeiro assaltante, e um, na minha direção. E pediram para o cara dar a arma dele.

ZH – E o primeiro assaltante, como reagiu?
Rafael – Ele falou: “Mas é eu quem estou assaltando”. Eles pegaram a arma dele e me puxaram para dentro do carro.

ZH – Dentro do carro, o que eles falaram?
Rafael – Eles riam. Falavam que tinham roubado o assaltante e pego a arma dele.

ZH – O que eles queriam contigo?
Rafael – Dinheiro. Eu estava com um cartão do Banrisul da minha mãe, mas não sabia a senha. Mesmo assim, me levaram para uma agência. Tentei sacar, até que bloqueou a senha. Na saída, eles me liberaram.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Duas frases espelham o ambiente de insegurança no RS. A indignação de um pai ao dizer que "é a mais pura realidade no nosso dia a dia. A segurança no Brasil é zero. Estamos nas mãos dos bandidos. Não existe um plano de segurança pública e os governos são omissos" e a insatisfação do bandido contra seus "colegas de profissão" ao retrucar - "mas é eu quem estou assaltando", são provas surreais de um ambiente inseguro, violento, de terror, de impotência e de descrédito no Estado.

domingo, 17 de abril de 2011

CIDADÃO INTIMIDADO SE CALA


SEQUELAS PERMANENTES. Um cidadão que se calou - RICARDO STEFANELLI - ZERO HORA 17/04/2011

Atingido com uma barra de ferro há um ano ao advertir um motorista de que ele estacionara em uma vaga para deficiente, Léo Mainardi afirma que as suas sequelas não são apenas físicas. As dores e as cirurgias a que precisou ser submetido também o desmotivaram a exigir o cumprimento das leis e das regras de convivência. Enfim, o cidadão se calou.

Um ano depois de se insurgir contra o que considerou um caso de falta de civilidade no trânsito, o comerciante Léo Mainardi, 50 anos, sofre todos os dias as dolorosas consequências de seu ato. Atingido na cabeça por um motorista a quem chamara a atenção por ter estacionado em uma vaga reservada a deficientes, em um supermercado da Capital, ele continua limitado 12 meses depois pelas sequelas daquela tarde. E, pior, as consequências não são apenas físicas. Antes empenhado, no dia a dia, em promover e estimular a conscientização no trânsito, ele confessa que agora, amedrontado, fecha os olhos para as barbaridades de todo dia.

O episódio que mudou a vida de Mainardi ocorreu em 18 de abril passado, no estacionamento do supermercado Makro, no bairro Anchieta. Pai de uma cadeirante de 26 anos, deficiente desde o nascimento, o morador de Novo Hamburgo revoltou-se ao ver o comerciante Rudicir Fernandes de Freitas, 34 anos, ocupar indevidamente uma vaga de estacionamento reservada a pessoas com dificuldade de locomoção. Na briga que se seguiu, após agressões verbais, Mainardi levou uma pancada na cabeça, o que o deixou com um coágulo e forçou a realização de cirurgias:

– Eu disse que a vaga era para deficientes e que analfabetismo não é deficiência. Não coloquei da melhor maneira. Poderia ter dito de outra maneira – avalia hoje.

O comerciante ficou mais de dois meses afastado do trabalho e deve se submeter em breve a uma nova cirurgia. A entrevista destas páginas não tem o objetivo de retornar ao fato, hoje nas mãos da Justiça e de advogados. Ao ler as declarações de Mainairdi, o leitor vai perceber que o tema, aqui, é a cidadania – ou melhor, a costumeira falta dela, em especial nas ruas e rodovias do país. Na conversa, o agredido relata que, por causa das perfurações no crânio, teve de mudar tudo em sua vida para evitar o risco de batidas na cabeça, que podem ser fatais.

O caso deu origem a um inquérito policial, que levou o Ministério Público a denunciar Freitas por lesão corporal grave. A primeira audiência foi marcada para setembro.

– Fiquei aflito com a espera, mas vi um caso como o do Eliseu Santos, que está fechando um ano e só agora estão começando a ouvir as testemunhas. Ou seja, é demorado mesmo – resigna-se Mainardi.

Zero Hora procurou Rudicir de Freitas, mas ele preferiu não comentar o assunto.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - ESTA É MAIS UMA PROVA DO DESCRÉDITO NA JUSTIÇA REVELADA NA SUA MOROSIDADE EM JULGAR AS ILICITUDES E NAS PENAS BRANDAS QUE SENTENCIA.

PROGRAMA VIRTUAL PODE TRATAR VÍTIMAS DE ASSALTO A BANCO

Simulação em computador pode ser tratamento a vítimas de assalto a banco. Programa de realidade virtual está sendo testado pela PUCRS - ANDRÉ MAGS, ZERO HORA, BEM ESTAR - QUALIDADE DE VIDA. 17/02/2011

A vítima de um assalto a banco se vê de volta a uma agência, lugar em que não gostaria de pisar tão cedo. Os bandidos aparecem outra vez, ameaçadores, gritando "todo mundo no chão" e atirando para o alto. A descrição não é a de um pesadelo vivido pela vítima, mas de cenas de um tipo de videogame em que um paciente traumatizado enfrenta seus temores em uma agência bancária simulada no computador.

É com o uso de um programa de realidade virtual que um grupo de psicólogos, psiquiatras e especialistas em informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) tem tratado algumas dessas pessoas.

A iniciativa teve início há dois anos, primeiramente com bancários portadores de Transtorno de Estresse Pós-traumático (Tept). Com a abertura do estudo para outras vítimas de assaltos, como clientes de estabelecimentos atacados por bandidos, os pesquisadores pretendem alcançar o número suficiente de pacientes para, em cinco anos, obter a resposta para a questão: o uso de realidade virtual pode tornar mais eficaz a terapia padrão?

— Já sabemos que a psicoterapia cognitivo-comportamental é o tratamento de escolha para os quadros de Tept. Nossa preocupação agora é verificar se há vantagens em agregarmos sessões de exposição com realidade virtual ao tratamento padrão — afirma o coordenador do Programa de Pós-graduação em Psicologia da PUCRS, professor doutor Christian Haag Kristensen.

Basicamente, são seis sessões com a utilização do programa de realidade virtual e 12 de terapia, explica a psicóloga Patricia Mello, que integra o grupo de trabalho da PUCRS. Ela adianta que há pouquíssimos estudos com esse tipo de vítima.

— Só no ano passado, 105 assaltos a banco ocorreram no Estado. Se cada agência tem 20 funcionários, imagina quantas pessoas podem ter ficado traumatizadas — salienta Patricia.

Em 2011, foram registrados 24 assaltos a bancos, tentativas, sequestros, furtos e arrombamentos a bancos no Rio Grande do Sul, segundo o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários). A entidade firmou convênio com a PUCRS para que os profissionais passassem pelo tratamento. Presidente do SindBancários, Juberlei Bacelo conhece um bancário que sofreu cinco assaltos. O tratamento com a equipe da PUCRS ajudou-o a conseguir conversar sobre o ocorrido com mais tranquilidade.

— Com certeza temos um grande percentual da categoria que sofre disso. O pessoal trabalha sob grande estresse — diz o dirigente.

O programa levou cerca de dois anos para ser desenvolvido, segundo o coordenador do Grupo de Realidade Virtual da PUCRS, Marcio Sarroglia Pinho. O software tem como base o jogo Half Life e roda em primeira pessoa. O benefício do tratamento é destacado por especialistas. O "jogo" estimula a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de recuperar uma função perdida. Imerso no ambiente virtual, ele é forçado a funcionar.

Saiba mais

O Tept

:: De 10% a 20% das vítimas de eventos como um assalto a banco desenvolvem quadro de Tept

:: Estudos indicam que, em média, pacientes com Tept levam até 11 anos entre a ocorrência do evento estressor e a busca por tratamento

:: O problema afeta diferentes áreas da vida do indivíduo, incluindo vida social, laboral, familiar, conjugal
Sintomas de Tept

:: Falta de vontade de sair de casa

:: Tentativa de evitar lugares, pessoas, coisas e estímulos que lembrem a situação traumática

:: Esforço deliberados para evitar pensar sobre o ocorrido

:: Lembrança constante da carga emocional, medo e angústia vividos

:: Medo de passar por uma situação parecida

:: Intensa tristeza

:: Estado de alerta, sentimento de que está sendo perseguido

Dicas para superar o Tept

:: Psicoterapia

:: Conversar com amigos e familiares sobre o trauma

:: Não se excluir da vida social

:: Praticar atividades prazerosas

:: Tentar controlar a ansiedade com exercícios de respiração

Perfil dos bancários atendidos

:: Em média, passaram por sete situações de ataques/assaltos a bancos, incluindo situações de sequestro em casa e família mantida como refém

:: Alguns bancários apresentam sintomas de Tept por tomarem conhecimento de situações de assaltos que ocorreram com seus colegas

Preste atenção

:: Interessados em participar do tratamento, gratuitamente, podem contatar o grupo de pesquisadores pelo e-mail cognition.pucrs@gmail.com ou pelo telefone (51) 9269-5168, com a psicóloga Patrícia Mello.

:: Outras informações podem ser obtidas no site www.estressetrauma.org

sábado, 16 de abril de 2011

RECURSOS PÚBLICOS FEDERAIS DESTINADOS À SEGURANÇA PÚBLICA

Subcomissão para fiscalizar segurança pública define presidente e relator - Por.:J.Crocci - IPA-BRASIL, 16/04/2011

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle instalou na quarta-feira (13) a Subcomissão Especial de Segurança Pública, para acompanhamento e fiscalização orçamentária e financeira dos recursos públicos federais destinados à segurança pública e ao sistema penitenciário no âmbito federal, estadual, municipal e distrital.

O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) foi eleito presidente da subcomissão, e o deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) foi nomeado relator. Também integram o colegiado os deputados Cristiano (PTdoB-RJ), como titular; Carlaile Pedrosa (PSDB-MG), Edinho Bez (PMDB-SC) e Vanderlei Macris (PSDB-SP), como suplentes.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CENAS DE SEXO ENTRE ADOLESCENTES CHOCA CIDADE DO INTERIOR GAÚCHO

Cenas de sexo entre adolescentes se espalham em Bom Retiro do Sul - Simone Wobeto, RBS TV - 15/04/2011

Cenas de sexo com adolescente estão sendo divulgadas por celular em Bom Retiro do Sul. O crime chocou os moradores da cidade com menos de 12 mil habitantes.

A Polícia Civil da cidade investiga o caso. Por enquanto, ninguém foi punido.

São quatro vídeos que mostram adolescentes fazendo sexo e dançando de forma sensual. As imagens foram espalhadas rapidamente de celular em celular, por bluetooth. Como a cidade é pequena, não demorou muito para as cenas chegarem até escolas, empresas e lojas de Bom Retiro do Sul.

- Choca, né. É muito ruim acontecer isso, ainda mais em cidade pequena – comentou o agricultor Aldair Faria de Souza.

Uma das meninas envolvidas estudava no maior colégio da cidade. Os professores tiveram que interromper as aulas para tratar do tema.

A adolescente de 17 anos perdeu o emprego e parou de estudar. Ela conta que autorizou as imagens, mas nunca imaginou que as cenas fossem circular por toda cidade.

- Um dia eu cheguei na escola e notei que todo mundo me olhava estranho. E eu não sabia porquê. Um cara sem consciência fez uma besteira e tudo que eu planejei para esse ano foi por água abaixo – desabafou ela, para a reportagem da RBS TV.

Na interpretação da polícia, o que motivou a divulgação dos vídeos foi o sentimento de vingança. Revoltados com o fim do relacionamento, os ex–namorados teriam espalhado as cenas.

Celulares e computador foram aprendidos na casa de um adolescente e de um homem maior de idade, que foi acusado de pornografia infantil.

- Um deles confessou ter divulgado o vídeo e se mostrou arrependido – diz o delegado Delegado Rodrigo Reis.

A divulgação das imagens de sexo envolvendo adolescentes é crime, previsto no Estatuto da Criança e Adolescente. A pena para quem filma, distribui, oferece, troca, divulga ou mesmo disponibiliza as imagens é de quatro a oito anos de prisão.

A divulgação dos videos deixou os pais da cidade em alerta. A dona de casa Márcia Rosane Fontes sempre confere o celular das duas filhas adolescentes e não deixa mais elas saírem sozinhas.

- Monitoro o telefone delas todo o santo. Estou sempre investigando – diz ela.

PRIMEIRO TRIMESTRE - QUASE MIL PESSOAS FORAM ASSASSINADAS EM SP

Quase mil pessoas foram assassinadas no Estado nos três primeiros meses do ano, diz SSP. Na Grande São Paulo, 253 pessoas foram mortas de janeiro a março - Do R7 - 15/04/2011 às 16h34:

Quase mil pessoas foram assassinadas no Estado nos três primeiros meses do ano. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15) pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) e faz parte da nova estatística de crimes que será divulgada pela pasta mensalmente e por distrito policial no site da secretaria.

Assassinatos caem 41% na capital

Segundo a SSP, foram registrados 992 homicídios dolosos (com intenção de matar) no Estado no período, o número é 18,9% menor que o registrado no mesmo período de 2010, quando ocorreram 1.224 casos assassinatos em São Paulo.

O índice deste ano corresponde a uma média de 9,52 mortes por grupo de 100 mil habitantes e está abaixo do considerado como patamar epidemiológico pela OMS (Organização Mundial de Saúde), de dez mortes por grupo de 100 mil habitantes. Vale ressaltar que a o índice de OMS leva em consideração o período de um ano e o da SSP é referente a três meses.

Segundo a secretaria, esta é a menor quantidade de assassinatos registrada num primeiro trimestre em São Paulo, desde 1996, quando a SSP começou a fazer a contabilidade dos crimes. A taxa média anual do Brasil é de 25 homicídios dolosos por grupo de 100 mil habitantes, de acordo com a secretaria.

Na Grande São Paulo, 253 pessoas foram mortas de janeiro a março, e na capital paulista foram 220 casos de assassinatos no mesmo período. Na cidade, a diminuição foi de 41,49% no total desse tipo de crime, com 156 mortes intencionais a menos em relação a 2010. A Secretaria, porém, faz uma diferenciação entre o total de assassinatos e o número de pessoas mortas nesses crimes.

Para a SSP, os motivos que levaram a redução no número de homicídios foi a "manutenção de políticas de segurança de recolhimento de armas ilegais, identificação e prisão de criminosos, melhoria da gestão policial, incremento do uso da inteligência policial e investimento em tecnologia da informação". Ainda de acordo com a secretaria, todas as cidades do Estado dispõem de sistema de registro digital de ocorrências e Infocrim (Informações Criminais).

Região de Piracibaca

A região de Piracicaba, cidade a 160 km da capital paulista, foi a única exceção a queda generalizada na quantidade de assassinatos no Estado de São Paulo na comparação entre o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2010. Na área, que abrange 52 cidades, houve um aumento de 92% na quantidade de vítimas de assassinatos. No total, foram 94 vítimas em 2011 e 49 em 2010.

A SSP divide as estatísticas do interior de São Paulo entre as nove Deinters (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), capital e grande São Paulo. Exceto Piracicaba (Deinter 9), todas as regiões tiveram queda.

CASO ELISEU SANTOS - TESTEMUNHA DIZ QUE SUSPEITOS ESTARIAM SENDO PAGOS PARA SUSTENTAR LATROCÍNIO

Testemunha diz que suspeitos estariam sendo pagos para sustentar latrocínio de Eliseu. Rádio Guaíba divulgou áudio exclusivo do depoimento ao MP - Correio do Povo/RS, 15/04/2011 18:54

Um dia depois da liberação de sete réus do processo sobre a morte do ex-secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, a Rádio Guaíba divulgou, nesta sexta-feira, áudios exclusivos de uma testemunha do caso, em depoimento ao Ministério Público (MP). Nas gravações, o homem denuncia que um tenente-coronel, apontado como um dos proprietários da empresa Reação, vinha pagando R$ 1 mil por semana para o réu Eliseu Pompeu Gomes, solto ontem pela justiça, e outros dois suspeitos de matar o ex-secretário. Segundo a testemunha, o objetivo era que os supostos envolvidos sustentassem no processo a tese de latrocínio, e não a de execução.

Eliseu Pompeu Gomes, seu irmão e uma terceira pessoa, segundo a denúncia recebiam, além do dinheiro, mordomias no Presídio Central para, segundo a testemunha “segurar o latrocínio”. De acordo com o promotor Eugênio Paes Amorim, que divulgou o material, o tenente-coronel foi listado como testemunha de defesa dos proprietários da empresa Reação, investigados no processo, e não como um dos donos. A Reação foi investigada pelo MP após denúncia, em maio de 2009, de um suposto esquema de pagamento de propina à secretaria.

Conforme a testemunha, investigada em outro processo por estelionato e detida no Presídio Central, o tenente-coronel começou a chantageá-la quando ela pediu R$ 100 em ajuda, em uma visita ao presídio. O homem confessou ter sido o responsável por entregar pessoalmente R$ 15 mil para que Eliseu Pompeu cometesse o crime. Ainda de acordo com ele, Pompeu pediu R$ 30 mil como pagamento.

De acordo com Amorim, mesmo tendo partido de uma pessoa investigada por crime de estelionato, o testemunho foi convincente porque descreveu informações precisas e detalhes que deram credibilidade ao depoimento. “O áudio foi anexado aos autos da defesa para que ela se manifeste sobre se pretende ouvir a testemunha”, explicou o promotor. O testemunho foi prestado há cerca de um mês ao MP.

IMPUNIDADE - ENVOLVIDO NA MORTE CRUEL DE JOÃO HÉLIO ESTÁ LIVRE


Justiça dá liberdade assistida a infrator - ZERO HORA 15/04/2011

A Justiça concedeu o benefício da liberdade assistida ao jovem de 19 anos que participou da morte do menino João Hélio, em 2007.

Ele tinha 16 anos na ocasião e cumpriu três anos de medida socioeducativa nas unidades para infratores do Rio.

João Hélio, seis anos, estava com a mãe e a irmã quando seu carro foi parado por criminosos, em Oswaldo Cruz (zona norte). Ele não conseguiu sair, ficou preso pelo cinto de segurança e foi arrastado por sete quilômetros.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A JUSTIÇA APLICA O QUE A LEI DETERMINA. QUEM FAZ AS LEIS SÃO OS REPRESENTANTE DO POVO, E É A OMISSÃO DESTE "REPRESENTANTES" QUE A BANDIDAGEM FICA LIVRE, IMPUNE DE SEUS CRIMES SEM TEMER A LEI E A AUTORIDADE.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DESARMAMENTO - OAB CRITICA PLEBISCITO E DEFENDE PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA


Presidente da OAB contraria Congresso e critica plebiscito sobre desarmamento. Ophir Cavalcante defende um plano nacional de segurança pública - Humberto Trezzi - ZERO HORA, 14/04/2011

OAB critica consulta popular sobre desarmamento, proposta esta semana no Congresso após a comoção pela morte de 12 adolescentes em escola do Rio, e incendeia o debate que causa divergências entre parlamentares e ONGs.

No embate sobre um plebiscito para proibir o comércio de armas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acabou de ocupar o front dos críticos à proposta.

O presidente da entidade, Ophir Cavalcante, surpreendeu quem esperava o apoio da instituição à consulta popular. Ao se pronunciar sobre o tema, ele afirmou que a iniciativa pode virar "uma cortina de fumaça para desviar o foco dos reais problemas". Na avaliação dele, o país precisa é de um plano nacional de segurança pública.

—Hoje, falta uma política clara, consistente e efetiva de combate à criminalidade e ao tráfico de armas. O plebiscito pode se constituir num desrespeito à vontade popular legitimamente expressada no referendo de 2005 —opina o presidente da OAB, referindo-se à consulta que manteve a venda de armas no país.

A declaração de Cavalcante é mais um capítulo no debate incendiado na semana passada, após o massacre de 12 crianças por um desequilibrado emocional, numa escola do Rio.

De um lado, os que acham que as armas em posse do cidadão comum são a bomba-relógio capaz de impulsionar ainda mais os homicídios registrados no país. De outro, os que dizem que a maioria dos crimes do Brasil é praticado com armamento ilegal e que a comunidade ordeira tem direito de se defender.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Está certo o Presidente da OAB. Se fizerem o plebiscito, de novo o povo votará contra o desarmamento do cidadão de bem. Deve-se atacar as causas e não os efeitos. A idéia de criar um Plano nacional de Segurança é bem vinda, pois defendemos a criação de um Ministério da Paz Social e Defesa Civil, onde este plano poderia ser elaborado, controlado, fiscalizado, discutido e harmonizado entre as unidades federativas, criando estratégias, objetivos e metas comuns nas mais diversos áreas pertinentes à segurança pública, defesa civil, justiça e legislação.

O plano de segurança proposto deve constar a criação da Polícia de Fronteira para o patrulhamento permanente nas linhas que limitam nosso país com os países vizinhos, por passam a maioria das armas e munições ilegais, além do tráfico de drogas, pessoas, animais e valores.

Para fortalecer o plano, o Congresso deveria adotar medidas para dar a devida segurança jurídica na legislação vigente no país, criando leis específicas para tornar mais rigorosos o controle, a fiscalização e as penas, exigidas para coibir as ilicitudes no uso, porte, comércio e tráfico de armas e munições;

Além disto, é preciso uma profunda reforma judiciária para aproximar a Justiça, agilizar os processos, reduzir recursos, fortalecer os juizados de primeira e segunda instância e transformar a atividade policial em função essencial à justiça.

Só assim a sociedade irá desarmar a bandidagem.

terça-feira, 12 de abril de 2011

GOVERNO DIZ QUE HOMICÍDIOS CAÍRAM NO RS

RAIO X NA SEGURANÇA. Balanço aponta queda nos homicídios - ZERO HORA 12/04/2011

A exemplo de Rio e São Paulo, o Rio Grande do Sul começou assistir à queda nos números dos homicídios. Os casos diminuíram 18,9% no primeiro trimestre, segundo estatística divulgada ontem pela Secretaria da Segurança Pública. Nos últimos anos, o Estado registrava a estabilização ou a alta do indicador.

Foram 403 assassinatos entre janeiro e março de 2011, contra 497 no mesmo período de 2010. A queda do crime segue uma tendência verificada em quase todos os outros indicadores, como furto de veículos (caiu de 3,9 mil para 3,5 mil no trimestre) e roubo de veículos (queda de 3 mil para 2,8 mil). Posse e tráfico de drogas registraram alta, mas podem ter subido em razão de ações das polícias.

– Já havia uma tendência de queda, mas os números superaram nossas expectativas – ressalta o secretário de segurança, Airton Michels.

A avaliação de Michels é de que a melhora no policiamento preventivo e a implementação de ações do Pronasci são os principais fatores de diminuição da violência.

Os indicadores da criminalidade entre janeiro e março, nos últimos três anos:

HOMICÍDIOS
2009 - 470
2010 - 497
2011 - 403

FURTO DE VEÍCULOS
2009 - 4.018
2010 - 3.981
2011 - 3.537

ROUBO DE VEÍCULOS
2009 - 3.431
2010 - 3.029
2011 - 2.808

TRÁFICO
2009 - 1.351
2010 - 1.708
2011 - 1.874

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Sempre desconfio dos números oficiais sobre a criminalidade. Tomara que sejam verdadeiros. Mesmo assim os números não são nada animadores - 400 homicídios em apenas três meses é muito alto.

E nestes três meses foram muitas as execuções e assassinatos em território gaúcho publicadas no jornal Zero Hora, Correio do Povo e Diário Gaúcho. Se fizessem a quantificação destes números, poderia a sociedade ter uma idéia da realidade dos números divulgados pelo Governo.

HERÓI - ARRISCANDO A VIDA, PM DETÉM ASSALTANTES COM FUZIS E DINAMITE

ATAQUE FRUSTRADO. Policial evita assalto ao apreender dinamite. PM trocou tiros com bando, que abandonou veículos e fugiu em Riozinho - LETÍCIA BARBIERI | RIOZINHO

Ao decidir acompanhar três veículos em alta velocidade que circulavam pelo interior do Vale do Paranhana, no começo da tarde de ontem, o soldado Diego Moreira, 26 anos, garantiu a apreensão de 30 bananas de dinamite e evitou um assalto que estava a caminho. Dentro de um Vectra, um Mégane e uma caminhonete Hilux, oito homens armados de fuzil chegaram a trocar tiros com o policial militar, que conseguiu escapar sem ferimentos. Os três carros foram recuperados, mas não houve prisões até o começo da noite.

Depois de receber o alerta sobre os veículos, o policial de Riozinho se preparava para buscar reforço, quando recebeu uma surpresa: o Vectra, o Mégane e a Hilux cruzaram por ele. Em vez de buscar um colega, ele decidiu pela perseguição até o bando parar no meio da estrada de chão batido. Foi o tempo de frear a viatura e começar a ouvir as rajadas de fuzil em sua direção. No carro, ficaram as marcas dos tiros.

– A gente deu uns 30 tiros neles, mas levamos mais de cem. Foi bala – contou o soldado Roberson Olekues Pedroso, que chegou de Rolante para socorrer o colega.

Para sair com vida do confronto, Moreira abandonou a viatura, correu para o meio do mato, atravessou rio, subiu e desceu morro, mas conseguiu fazer com que os bandidos abandonassem o Vectra e o Mégane com 30 bananas de dinamite dentro, além de um saco de argila, máscara de gás e chapa de aço – materiais que a Polícia Civil acredita que seriam usados em alguma explosão.

– Eles preparavam uma ação perigosa, provavelmente caixas eletrônicos. O que se sabe é que a coisa seria grande – diz o inspetor Reni Dietze.

Viaturas de outros municípios reforçaram as buscas aos criminosos que abandonaram a caminhonete Hilux, depois de chegar a uma estrada sem saída. Encurralados, eles se esconderam em um matagal. Até o fim da tarde, os policiais mantinham o cerco atrás dos oito homens.

PROESCI RS - PROGRAMA ESTADUAL DE SEGURANÇA

CERCO AO CRIME. Estado prevê programa de segurança para 25 cidades - HUMBERTO TREZZI, ZERO HORA 12/04/2011

O governador Tarso Genro já sabe onde será implementado aquele que deve ser o cartão de visitas da sua gestão na área de combate à criminalidade, o Programa Estadual de Segurança com Cidadania (Proesci).

Tarso recebeu do secretário da Segurança Pública, Airton Michels, a lista de cidades escolhidas para implantar o programa. São 25, todas com mais de cem mil habitantes e referências regionais.

A ideia é qualificar, aparelhar e integrar as polícias, valorizar os servidores da segurança e ampliar as ações preventivas, por meio do policiamento comunitário e de políticas públicas voltadas para adolescentes e jovens.

O principal eixo é mesmo o policiamento comunitário, a ser implementado por meio de Territórios da Paz (ações de estreitamento de relações entre policiais e moradores nas regiões mais violentas do Estado, acompanhadas de políticas sociais). Canoas e Porto Alegre já contam essa iniciativa. O foco será em jovens de 12 a 24 anos. Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, 45,13% das crianças e adolescentes em situação de rua têm entre 12 e 15 anos, e cerca de 30,4% desses rapazes são usuários de álcool ou outras drogas. Tarso quer evitar que o crime se apresente a eles como única alternativa de renda.

– A maioria dessas cidades, possivelmente uma dúzia, terá Territórios da Paz. As demais ganharão outras iniciativas, como instalação de detectores de tiros e sistema de monitoramento de vídeo – revela um interlocutor do governador.

AS CIDADES CONTEMPLADAS:

Alvorada;Bagé; Cachoeirinha; Canoas;Caxias do Sul; Gravataí;Novo Hamburgo;Passo Fundo;Pelotas; Porto Alegre; Rio Grande; Santa Cruz do Sul; Santa Maria; São Leopoldo; Sapucaia do Sul; Uruguaiana; Viamão; Guaíba; Esteio; Cruz Alta; Santa Rosa; São Borja; Taquara; Vacaria e Venâncio Aires

segunda-feira, 11 de abril de 2011

EXECUÇÃO - PÉS E MÃOS AMARRADAS E 40 TIROS, GRANDE PARTE NA CABEÇA

EXECUÇÃO EM VIAMÃO/RS. Morto com 40 tiros - EDUARDO TORRES | ESPECIAL, ZERO HORA 11/04/2011

Uma execução foi o que os policiais encontraram à beira da estrada, no Beco dos Feijós, bairro Cocão, em Viamão, na manhã do último sábado. Um homem estava com mãos e pés amarrados às costas e caído de bruços. Ele foi morto ao ser atingido por aproximadamente 40 tiros, boa parte na cabeça. Todos disparados por pistolas .40 – de uso restrito.

Foi mais uma morte que engrossou uma constante nos 100 primeiros dias do ano na Região Metropolitana. Nesse período, levantamento feito pelo Diário Gaúcho constatou 259 assassinatos – oito deles no fim de semana –, confirmando a média de um homicídio a cada nove horas na região.

De acordo com a Polícia Civil, em pelo menos 60% deles o tráfico de drogas esteve associado, e as armas de calibre pesado, ou restrito, se tornaram mais frequentes.

– Por enquanto estamos na estaca zero desta investigação, porque ainda não temos a identificação da vítima. Mas é um crime característico e provavelmente de um grupo específico _ aponta o delegado Cleiton de Freitas, que investiga o caso da manhã de sábado na 1ª DP de Viamão.

É que a perícia contabilizou 40 cartuchos de .40. Os disparos teriam partido de duas armas. Uma delas da marca Glock, considerada pelo policial de raro acesso por criminosos no Estado.

– Este tipo de pistola é de uso policial, mas a Glock não é nada comum por aqui _ explica.

Com a vítima, um homem branco, os policiais encontraram uma jaqueta jeans ainda com etiqueta. Para os investigadores, pode indicar que o produto tenha sido roubado de algum lugar. E talvez nem seja um conflito local de Viamão.

– É um lugar ermo, onde criminosos de Alvorada e Gravataí costumeiramente desovam materiais ou fazem execuções – diz Freitas.

Há um mês, outra execução semelhante foi descoberta no Beco dos Cunhas, quando um corpo foi encontrado amarrado e incinerado no porta-malas de um veículo. A investigação apontou que houve um desacerto entre traficantes.

OUTROS CRIMES NO RS

http://www.bengochea.com.br/detnotic.php?idc=7556

ROTINA - ASSALTO A ÔNIBUS

Ônibus gaúchos são assaltados na Serra Catarinense. Prática de assalto a ônibus de comerciantes é rotina em Santa Catarina. Pablo Gomes | pablo.gomes@diario.com.br - DIÁRIO CATARINENSE - ZERO HORA 10/04/2011

Dois ônibus de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, foram assaltados enquanto passavam em São Cristóvão do Sul, na Serra Catarinense, às 18h40min deste domingo. A abordagem ocorreu no trevo da BR-116 e BR-470 depois que um caminhão fechou os veículos. Foram levados pelo menos R$ 52 mil.

Os veículos, das empresas Guibor e Milenium, saíram do Rio Grande do Sul pelas 13h30min e estavam com comerciantes que planejavam fazer compras em São Paulo. Do primeiro ônibus, foram levados R$ 12 mil, e do segundo, R$ 40 mil. No momento da abordagem, uma mulher que estava de carro na rodovia teria percebido o assalto e acionado a Polícia Militar de São Cristóvão do Sul.

Segundo a PM, um caminhão teria fechado os dois veículos na pista. Em seguida, quatro homens armados desceram do caminhão, se dividiram e invadiram os dois ônibus gaúchos. Eles teriam mandado todos os passageiros tirarem a roupa e levado o dinheiro.

A PM alcançou os ônibus durante o assalto, mas os criminosos, depois de troca de tiros, conseguiram fugir. Até às 23h, ninguém havia sido localizado. Até o fim de março, mais de mil vítimas foram registradas em assaltos deste tipo.

Na semana passada, um ônibus com mais de 50 pessoas que saiu de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, para uma excursão a Aparecida do Norte (SP) e Rio de Janeiro, foi assaltado quando passava pela BR-116 em Curitiba.

No dia 16 de março, um ônibus com 50 passageiros que saiu de Florianópolis com destino a São Paulo foi assaltado na mesma região e, dias depois, foi a vez de uma outra excursão de Rio de Sul, que também seguia para a capital paulista, ser alvo de bandidos.

Escolta armada

Em 21 de março, o Diário Catarinense publicou uma matéria em que denunciava a necessidade de empresas de transporte e turismo contratarem escolta armada para se protegerem dos assaltos a ônibus de lojistas e sacoleiros no Paraná. Segundo a reportagem, o custo para escoltar cada ônibus até São Paulo chega a R$ 800.

domingo, 10 de abril de 2011

AS PIORES NO GOVERNO RS - SAÚDE, ESTRADAS E SEGURANÇA

PESQUISA IBOPE 100 DIAS DO GOVERNO TARSO - Saúde, Estradas e Segurança têm pior avaliação

Na avaliação por áreas do governo, a saúde, as estradas e a segurança receberam as piores avaliações (ruim e péssimo), com 52%, 43% e 35%, respectivamente. As áreas melhor avaliadas (ótimo e bom) foram cultura, educação e funcionalismo, com 44%, 32% e 32%, respectivamente.

Em relação às finanças do Estado, 47% responderam que a ex-governadora Yeda Crusius passou o governo numa situação ruim ou muito ruim. Para 27%, a situação não foi nem boa nem ruim e, para 20%, foi muito boa ou boa. De acordo com 62% dos entrevistados, Tarso primeiro deve arrumar a casa, enquanto que 36% afirmaram que o governador tem de já mostrar resultados.

Foram ouvidas 602 pessoas, e a margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

SEGURANÇA
ÓTIMA E BOA - 27%
REGULAR - 38%
RUIM E PÉSSIMA - 35%

SAÚDE
ÓTIMA E BOA - 21%
REGULAR - 26%
RUIM E PÉSSIMA - 52%

ESTRADAS
ÓTIMA E BOA - 23%
REGULAR - 32%
RUIM E PÉSSIMA - 43%

PESQUISA IBOPE. Tarso é aprovado por 80%. ZERO HORA 10/04/2011

Ao completar cem dias no comando do Estado, governador obtém a confiança de 79% dos entrevistados e recebe nota 6,9. Os cem primeiros dias de Tarso Genro à frente do governo do Estado foram aprovados por 80% dos entrevistados pelo Ibope.

De acordo com a pesquisa encomendada pelo Grupo RBS, 79% dos consultados pelo instituto entre os dias 2 e 3 de abril disseram confiar no governador, contra 14% que responderam não confiar.

Tarso também recebeu nota 6,9 (de uma escala de zero a 10). Questionados se o Estado está indo no caminho certo, 80% dos entrevistados afirmaram que sim, enquanto 12% consideram que está no caminho errado. Quando comparada ao governo anterior, de Yeda Crusius, 75% disseram que a expectativa é de que a atual administração seja melhor e 17% igual. A expectativa de 78% dos entrevistados é de que o Rio Grande do Sul estará pelos próximos quatro anos melhor do que está hoje.

O Ibope também quis saber se o atual governo está no caminho certo ou errado no combate à corrupção: 79% disseram que está no caminho certo, contra 8% que consideraram que não está.


Retrospectiva dos 100 primeiros dias - Na arrancada do governo, Tarso imprimiu ritmo acelerado às decisões. Confira alguns fatos marcantes

Mínimo regional - Em fevereiro, Tarso anunciou o aumento de 11,6% no salário mínimo regional – o maior aumento desde que foi criado, em 2001. A proposta causou reclamações no setor empresarial. O mínimo de R$ 610 foi aprovado por unanimidade na Assembleia no dia 5.

Conselhão - Ministro que criou o Conselhão no governo Lula, em 2003, Tarso adaptou o modelo para o Rio Grande do Sul e instalou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social no Estado em 15 de março. Câmaras temáticas para discutir pedágios, a política de aumento do mínimo regional e melhorias na Educação são algumas das que já foram criadas.

Prontidão em tragédias - Em dois episódios trágicos, Tarso demonstrou presteza e solidariedade com as vítimas. Em Santo Cristo, emocionou-se no sepultamento das duas dezenas de vítimas do acidente com ônibus na BR-282, em Santa Catarina. Em São Lourenço do Sul, acompanhou os estragos da enchente que devastou o município.

Escolha do Procurador - Contrariando a vontade da maioria dos integrantes do Ministério Público, que votaram majoritariamente pela opção de reconduzir Simone Mariano da Rocha ao cargo de procuradora-geral de Justiça, Tarso escolheu o segundo colocado na eleição interna do MP, o procurador Eduardo de Lima Veiga.

- Um dos motivos alegados foi o comprometimento de Veiga com o combate à corrupção.

CPI enterrada - Após a divulgação de denúncias sobre fraudes em licitações para a compra de pardais, o governo anunciou a criação de força-tarefa para investigar o histórico de irregularidades e propor a reestruturação do Daer. Com isso, o Executivo conseguiu barrar a criação de uma CPI.