SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 31 de dezembro de 2011

BRIGAS E MORTES NO RS

GUARANI DAS MISSÕES - Discussão com fim trágico. Briga resulta em duas mortes. Três homens teriam se envolvido na luta de facas. Um deles está gravemente ferido - Roberto Witter, 31/12/2011 | 10h34

Uma briga envolvendo três homens resultou em duas mortes e uma pessoa gravemente ferida, na noite desta sexta-feira, em Guarani das Missões, no noroeste do Estado. O confronto aconteceu por volta das 23h, em um bar do centro da cidade.

Segundo a Brigada Militar, Vinícius Felipe Lysyk, 32 anos, se envolveu numa discussão com Márcio Prudente Selvino, 31 anos. Durante a luta, Lysyk acabou esfaqueado.

Em seguida, um terceiro homem também teria se envolvido na briga, esfaqueando Selvino e também sendo atingido por golpes de faca.

Lysik morreu logo após ser levado para o hospital da cidade. Selvino foi encaminhado ao Hospital de Santo Ângelo, onde morreu no início da manhã deste sábado. Já o terceiro homem segue internado em estado grave na UTI do Hospital Santo Ângelo.


PASSO FUNDO - BRIGA NO NORTE. Jovem esfaqueado

Um jovem de 18 anos foi morto a facadas em Passo Fundo, no norte do Estado, às 3h45min de sexta-feira. Guilherme de Souza Oliveira foi encontrado sem vida, caído na Avenida Perimetral, no bairro São Luiz Gonzaga, por policiais militares que apuraram a informação de que dois homens estariam brigando na rua. Oliveira foi atingido por 12 golpes de faca. O agressor fugiu do local e ainda não foi identificado.


TRAMANDAÍ - CORPO NAS DUNAS. Cadáver achado

Um motorista passava pelo Balneário Tiaraju, em Tramandaí, na tarde de quinta-feira, quando encontrou o corpo de um homem em estado de decomposição, que havia sido enterrado nas dunas. Conforme a análise inicial dos peritos, o cadáver estava ali havia pelo menos três meses. Ainda não há identificação. A investigação apura informações sobre pessoas desaparecidas na região.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

BANDIDO ASSALTA RÁDIO NO RS


Polícia busca suspeito de assaltar rádio canoense. Locutor notou a presença de jovem em estúdio e acabou ferido com uma coronhada. Câmeras de segurança flagram assalto à rádio em Canoas - Cláudia Boff/ Da Redação. DIÁRIO DE CANOAS, 30/12/2011

Canoas - A Polícia Civil busca pistas de um rapaz, 18 anos, que teria assaltado a rádio comunitária CS FM, na avenida Boqueirão, bairro Estância Velha, na tarde de quarta-feira. O suspeito, segundo o chefe de Investigação da 3ª DP, Sidney Maia, foi identificado a partir de imagens da emissora que flagraram o rapaz entrando no estúdio.

O locutor Dari Oliveira Filho, 57, que apresentava o programa Meu Reino Encantado, notou a presença do invasor e acabou levando uma coronhada. Foram roubados cerca de 1 mil reais em equipamentos eletrônicos.

Preventiva - O investigador Sidney Maia afirmou que a Polícia Civil já tem algumas informações sobre o suspeito. “Devemos pedir a prisão preventiva dele, já que não possui residência fixa”, afirma o policial. Informações são recebidas pela Polícia pelo telefone 3477-1888.

“Achei que ia morrer”

Um dos idealizadores da rádio comunitária canoense CS FM, o locutor Dari Oliveira Filho, 57 anos, contou à reportagem nunca ter vivido um momento de tensão como no assalto sofrido às 18h20 desta quarta-feira. “Achei na hora que iria morrer”, relata o comunicador, que integra a equipe da CS FM desde a fundação, em 1994.

Diário de Canoas - Como foi o assalto?

Dari Oliveira - Estava olhando a programação no computador, na sala de gravação, quando notei um vulto passando com um saco na mão. Fui atrás dele, e me disse que queria falar com os integrantes de uma banda.

Diário - Como ele feriu o senhor?

Oliveira - Quando notei que era um assalto, me avancei nele. Aí puxou um revólver, me pediu para virar de costas e acabei levando uma coronhada.

Diário - E o desfecho?

Oliveira - Ele levou monitor, caixas de som, no break e outros equipamentos, fugindo pela lateral da rádio, até pular uma cerca e sumir no matagal.

O NOVO MAPA DA VIOLÊNCIA


OPINIÃO O Estado de S.Paulo 30/12/2011

Elaborado pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, o Mapa da Violência 2012 mostra que o País não vem conseguindo reduzir os crimes contra a vida. Entre 2000 e 2010, a taxa nacional de homicídios por 100 mil habitantes se manteve estável, oscilando entre 26,2 e 26,7. E, nos últimos trinta anos, período em que foi assassinado cerca de 1,1 milhão de pessoas, ela cresceu 124%.

Em 1980, a taxa era de 11,7 homicídios por 100 mil habitantes. Em 2010, ela chegou a 26,2. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), taxas superiores a 10 homicídios por 100 mil habitantes configuram "violência epidêmica". "É como se tivéssemos matado, em três décadas, uma cidade inteira com uma bomba atômica", diz o coordenador do levantamento, Júlio Jacobo Waiselfisz. Para ter ideia da tragédia, só 13 municípios brasileiros têm população acima de 1 milhão de habitantes.

O levantamento é realizado anualmente com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde e do Sistema de Informação Estatística da OMS. Nas últimas edições, o estudo mostrou que, apesar de as taxas de homicídio terem permanecido estáveis ao longo da década de 2000, as ocorrências vinham se deslocando do Sul e Sudeste para o Norte e Nordeste e dos grandes centros urbanos para pequenas e médias cidades do interior.

O levantamento de 2010 mostrou que a tendência de desconcentração e interiorização da violência continua. Em São Paulo, por exemplo, a taxa de homicídios caiu de 42,2 para 13,9 entre 2000 e 2010 - uma redução de 67%. No início da década, São Paulo tinha a 4.ª pior taxa do País. Em 2010, tinha a terceira melhor, ficando atras apenas do Piauí e de Santa Catarina. E, no Rio de Janeiro, a taxa caiu de 51 para 26,2, na década. No mesmo período, contudo, Alagoas assumiu o primeiro lugar no ranking de crimes mais violentos, seguido pelo Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Amapá, Paraíba e Bahia. Nestes Estados, a situação é considerada crítica pelo Mapa da Violência. Entre 2000 e 2010, os homicídios cresceram 329,7% no Maranhão e 332,4% na Bahia.

As mudanças também são expressivas quando consideradas somente as capitais. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a taxa de homicídio em 2010 foi de 13 por 100 mil habitantes, depois de ter chegado em 2000 a 64,8, o que representa uma queda de 79,9%. No mesmo período, a taxa de homicídios em Maceió passou de 45,1 para 109,9, por 100 mil habitantes, e a de João Pessoa pulou de 37,8 para 80,3.

O Mapa da Violência também registra uma tendência de crescimento dos índices de crimes violentos entre a população com idade entre 15 e 24 anos - o equivalente a 18,6% da população brasileira. Em 2010, foram mortas 201 mil pessoas nessa faixa etária. A taxa de homicídios entre jovens é o dobro das taxas relativas a outras faixas etárias. Na década, aumentaram em 11,1% os homicídios de jovens.

A tendência de deslocamento da violência tem sido atribuída por especialistas ao surgimento de novos polos de crescimento econômico no País. Eles emergiram com força e peso no Nordeste, o que atraiu o narcotráfico e crimes correlatos, como a formação de milícias e de esquadrões de extermínio. Nessa região, marcada pelas disparidades de renda e pelo analfabetismo, os Estados são muito deficientes, em matéria de programas sociais e de segurança pública. Já os Estados onde houve redução das taxas de violência, segundo o estudo, foram aqueles que investiram na reforma das polícias, adotaram políticas comunitárias, melhoraram a qualidade dos serviços essenciais e levaram a sério a campanha de desarmamento.

O Mapa da Violência é um instrumento importante para a formulação de políticas que combinem programas sociais, melhoria de serviços públicos para setores carentes e estratégias mais eficientes de combate à criminalidade. Mas, para que essas políticas produzam os efeitos desejados, é preciso que os Estados e a União as implementem com determinação.

ENGAVETADO PLANO NACIONAL DE REDUÇÃO DE ASSASSINATOS


Governo engaveta projeto de redução de assassinatos. Elaboração de um plano nacional contra homicídios foi suspenso por tempo indeterminado - JAILTON DE CARVALHO - O GLOBO, 29/12/11 - 23h30

BRASÍLIA - O governo suspendeu, por tempo indeterminado, a elaboração de um plano de articulação nacional para a redução de homicídios, um dos pilares da política de segurança pública anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no início do ano. A decisão surpreendeu e irritou integrantes do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), que acompanham a escalada da violência no país. O Brasil é o país com o maior índice de homicídios do mundo em termos absolutos — quase 50 mil por ano, 137 por dia — e o sexto quando o número de assassinatos anuais é comparado ao tamanho da população.

Em janeiro, ainda embalado pelo ritmo da campanha do ano passado, Cardozo anunciou que buscaria um pacto com os governadores, inclusive com os oposicionistas, para preparar um grande plano de combate à violência. Em maio, depois de longos meses de discussões internas, um representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública chegou a apresentar o esboço do plano numa reunião do Conasp. A proposta seria enviada ao Palácio do Planalto e, depois, anunciada formalmente como o plano do governo federal para auxiliar governos estaduais a reduzirem crimes de sangue.
Mas, depois de passar pela Casa Civil, o plano foi discretamente engavetado. No Conasp circula a informação de que a proposta foi vetada pela presidente Dilma Rousseff. A presidente teria orientado o Ministério da Justiça a concentrar esforços na ampliação e modernização do sistema penitenciário, no combate ao crack e no monitoramento das fronteiras, áreas em que o governo tem papel primordial, conforme a Constituição. Planos específicos de combate a homicídios estariam a cargo dos governos estaduais.

— Ficamos sabendo que Dilma mandou devolver o plano porque a redução de homicídios é papel dos estados e não do governo federal. Consideramos isso um retrocesso e estamos cobrando que o governo apresente sua estratégia de enfrentamento da violência — afirmou Alexandre Ciconello, representante do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) no Conasp.

Segundo ele, a equipe de Cardozo suspendeu até mesmo as discussões sobre o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) no âmbito do conselho. Lançado em 2008 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa reunia quase 100 diferentes ações com um objetivo central: reduzir o índice de homicídios no Brasil de algo em torno de 26 por 100 mil habitantes para 14 por 100 mil em 2012. O último Mapa da Violência, divulgado pelo Instituto Sangari, informa que a média nacional de homicídios é de 26,2, um número bem distante da meta original.

Conselho exige esclarecimentos

A existência do plano de homicídio, apresentado e depois retirado de pauta, foi atestada também por Tião Santos, um dos dirigentes da ONG Viva Rio com assento no Conasp. Segundo ele, um dos assessores da secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, fez uma apresentação da proposta numa reunião do conselho em maio.
— O Daniel (assessor da Senasp) apresentou as linhas gerais da proposta (de redução de homicídios), mas não fez o detalhamento. Esperamos que isso aconteça o quanto antes — defendeu Santos, que acredita que mesmo que o combate aos homicídios seja atribuição dos estados que o governo federal poderia atuar como coordenador:

— Poderia definir rumos para monitorar homicídios, ajudar com aparelhagem tecnológica e até demarcar, por exemplo, em que grupo os índices devem cair primeiro. O Mapa da Violência mostra a faixa etária e a classe social mais atingidas. Trabalhar este grupo poderia ser um começo.

A surpreendente guinada na política de segurança pública foi notada inicialmente pelo ex-secretário nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares, que escreveu um duro artigo criticando o governo e responsabilizando a presidente pela alteração de rota. O texto, divulgado em outubro, foi recebido com silêncio pelo governo. A retirada do plano e a falta de respostas aumentaram a tensão no Conasp.

Segundo Ciconello, o conselho não voltará a se reunir até que o governo se disponha a esclarecer como encara a questão dos homicídios.

— É lamentável que as decisões do governo federal com relação à política de segurança pública se deem de forma irracional e autoritária. É lamentável também a passividade do ministro da Justiça e da secretaria nacional de Segurança Pública com essa atitude da presidente da República, que desconsidera a lei que criou o Pronasci e que estabelece a responsabilidade da União na articulação de ações da segurança pública, com foco explícito na redução de homicídios— afirma.

Em entrevista ao GLOBO, Cardozo negou que a presidente Dilma tenha abdicado da política de redução de homicídios. Segundo ele, o plano que estava sendo preparado inicialmente sobre o assunto esbarrou na falta de informações confiáveis sobre violência. O governo decidiu, então, enviar um projeto de lei ao Congresso para criar o Sinesp (Sistema Nacional de Estatística de Segurança Pública e Justiça), que torna obrigatório o repasse regular de dados ao Ministério da Justiça.

— Relativamente ao plano de homicídios nós esbarramos num problema grave que precisa ser colocado: a imprecisão de dados, a dificuldade que nós temos de localizar a criminalidade no país. Nosso próprio Mapa da Violência é divulgado com dados do SUS (Sistema Único de Saúde) de 2008, o que, óbvio, dificulta imensamente uma estratégia de enfrentamento da violência. Segurança pública exige uma avaliação global. É preciso cruzar dados para saber causas — disse Cardozo.

Segundo o ministro, o governo não pode agir por intuição. Cardozo calcula que o projeto do Sinesp será aprovado até 2013. Antes disso, ele acredita que o governo já terá dados consistentes para preparar novos planos de ação. Uma auxiliar de Dilma Rousseff negou que a presidente tenha vetado o plano para redução de homicídios:
— A presidenta analisa todas as propostas. Se encontra pontos fracos, devolve ao autor e determina a reelaboração. É só isso. Não tem veto.

PORTO ALEGRE INSEGURA - MORADORES COM MEDO NA NILO

Em ações durante as madrugadas, ladrões destroem vitrinas de lojas na tradicional avenida da Capital - LUIZ FELIPE IRIGARAY | BLOGUEIRO ZH BELA VISTA, ZERO HORA 30/12/2011

Às 8h30mim de terça-feira, 27. A manhã se inicia com agitação fora do comum, o telefone não para de tocar em função da matéria veiculada em ZH sob título Ladrões atacam lojas na Nilo.

Os vizinhos e amigos moradores do entorno da Avenida Nilo Peçanha, além de mostrarem muita preocupação com os acontecimentos relatados em matéria de Zero Hora. Fizeram outros relatos da ação de larápios acontecidos recentemente em residências (arrombamentos) nas imediações da Nilo, assim como nas alamedas adjacentes, onde foram furtados os mesmos tipos de bens: TVs, computadores, monitores, celulares etc.

Meus vizinhos têm algumas explicações para os acontecimentos: um diz que, em função das festividades de final de ano, o efetivo da Brigada Militar estaria menor na Capital, pelo envio de brigadianos para a Serra e para o Litoral. Outro acredita que com o indulto de Natal o número de marginais, meliantes e larápios aumenta consideravelmente nas ruas.

E por aí vão as explicações. Esse tipo de situação merece ser melhor analisada pelos órgãos de segurança, a fim de que o pânico não se instale na região. Receios e medos no final de ano ninguém merece.

A criminalidade produz cenas insólitas em lojas de móveis e de artigos de decoração na Nilo Peçanha, uma das avenidas mais tradicionais de Porto Alegre.

As vitrinas envidraçadas expõem salas com sofás, mesas e cadeiras, mas as paredes estão vazias porque bandidos levaram as TVs. Uma onda de arrombamentos a pedradas e a marretadas nas madrugadas castiga estabelecimentos da região nas últimas semanas com pelos menos seis ataques.

A maneira de agir dos ladrões segue um padrão. Durante o dia, uma dupla de jovens entra na loja se passando por clientes interessados em comprar móveis para apartamento recém-adquirido nas imediações. Enquanto um é atendido, o outro observa o ponto onde está a TV e a parte da vitrina que será quebrada durante a madrugada.

Os bandidos agem rápido, sem se importunar com alarmes e câmeras de vigilância monitoradas remotamente por empresas de segurança privadas, que também fazem rondas periódicas de dia e à noite. Um dos primeiros casos ocorreu na madrugada de 15 de novembro na Porto Belo Shop. Uma câmera registrou parte da ação.

Suspeitas apontam que, nessa mesma madrugada, os mesmos bandidos atacaram a loja IF Soluções Planejadas, a 1,5 quilômetro dali, e levaram uma TV de 42 polegadas.

Dias antes do ataque contra a Porto Belo Shop e a IF Soluções, a vítima dos ladrões havia sido a loja Romanzza.

– Depois do segundo caso, a Brigada Militar deveria ter aumentado a circulação de viaturas. Poderia ter evitado os demais – desabafa Maria Cecília Hoefel, gerente da Romanzza.

CONTRAPONTOS

O que diz o delegado Gerson Mello, da 8ª Delegacia da Polícia Civil - Estamos trabalhando na busca de informações para identificar as pessoas e os veículos usados nos furtos.

O que diz o tenente-coronel Rubilar Pacheco, comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar - Vamos verificar o que está acontecendo. Criamos duas equipes de patrulhamento comunitário que visitam empresas e estabelecimentos comerciais para verificar problemas e tentar minimizar os delitos. Se for necessário, poderemos intensificar o policiamento na Nilo Peçanha.

A POLÍTICA ANALGÉSICA

WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL
Porto Alegre, Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011.


O governo, sem dúvida, confia na paciência e também na coragem de cada cidadão. Há a promessa de preencher vagas no policiamento ostensivo em 2013.

Não obstante algumas interpretações de conteúdo analgésico por parte de alguns especialistas da pasta da Segurança Pública, afinal, quem está no governo tem que fazer isso mesmo, a violência e a criminalidade estão em níveis que assustam a cada cidadão, especialmente porque não são plenamente visíveis as estratégias de policiamento preventivo-ostensivo em nosso Estado.

Tal visibilidade ocorre durante algumas horas do dia e em algumas áreas da cidade e é apelidada de "operação presença". Outras operações de maiores dimensões são desenvolvidas de forma episódica e algumas até flagrantemente midiáticas.

O resultado final tem como exemplo maior a ocorrência de 1.499 homicídios no Estado em 2011. Ocorre que o governo opera com seus órgãos de segurança no entorno de oscilações não sendo notável nisso quedas realmente significativas em delitos de maior gravidade.

E dentro desta moldura, ainda sob os acordes da política analgésica, o governo anuncia concurso na Brigada Militar que, no papel, corresponde a abertura de 2,1 mil vagas. Discretamente, tal anúncio se completa com a informação de que os candidatos aprovados e que passarem por todo o processo de formação, entrarão em ação em 2013.

Medicina

Um cidadão foi preso ontem, em Porto Alegre, por vender atestados médicos falsos. Jorge Antônio Masur de Souza, guardava em sua casa, no Campo da Tuca, diversos atestados, receituários e carimbos médicos. De acordo com a polícia, Jorge Antônio alegou que estava desempregado e cobrava apenas 15 reais pelos documentos falsos. O caso começou a ser investigado em outubro último quando uma empresa desconfiou de um atestado apresentado por um funcionário.

Execução

Um homem ainda não identificado foi executado com três tiros por volta das 7h de ontem. O crime ocorreu em São Leopoldo, na Vila Brasília, bairro Scharlau. A polícia ainda não localizou suspeitos.

Vícios

No bairro Partenon, Zona Leste da Capital, um homem foi preso na madrugada de ontem tendo em seu poder dez quilos de maconha. Trata-se de uma rotina. O consumo de maconha está tão banal como o do tabaco. A diferença é a de que ninguém, ainda, pode ser preso só por portar dez maços de cigarro, a não ser que seja de contrabando.

Presídios

A Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) concluiu em tempo hábil os prazos para apresentação de projetos sobre a criação de vagas prisionais solicitados pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão vinculado ao Ministério da Justiça. A Superintendência gaúcha foi a única no Brasil a cumprir o prazo legal. O Depen tem como principal objetivo retirar os presos de delegacias de polícia em todo o Brasil. A situação, no entanto, não é uma realidade verificada no RS, que há mais de 30 anos já superou tal situação. Os projetos apresentados ao Depen visam à criação de vagas, principalmente para mulheres.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ASSALTOS E ASSASSINATOS NO RS

ZERO HORA 29/12/2011

PASSO FUNDO - Dupla promove série de ataques

Dois homens armados assaltaram uma padaria às 21h15min de terça-feira em Passo Fundo. Depois de roubar dinheiro e cartões telefônicos, a dupla rendeu um cliente que chegava ao local, no bairro Vera Cruz, e usou a caminhonete Captiva dele para a fuga. O veículo foi encontrado abandonado ontem em Mato Castelhano. No interior havia um cofre e manchas de sangue. Mais tarde, a BM foi informada que os assaltantes teriam rendido um casal que viajava pela rodovia Passo Fundo-Mato Castelhano (BR-285) e roubado uma caminhonete Strada. Enquanto o homem foi agredido, a mulher foi levada para retirar dinheiro em um caixa eletrônico em Passo Fundo. Em seguida, ambos foram liberados.

PASSO FUNDO - Roubo a lotérica

Dois homens armados roubaram R$ 18,6 mil de uma lotérica na Avenida Brasil, no bairro Boqueirão, às 17h50min de terça-feira em Passo Fundo. Foram roubados dois malotes de dinheiro, um contendo R$ 7,5 mil e outro com R$ 11,1 mil.

VISTA ALEGRE - Detento do regime aberto é morto

Um homem foi encontrado morto por volta das 19h de terça-feira próximo a uma lavoura de milho em Vista Alegre. Marcos Antonio Cosme, 25 anos, era detento do regime semiaberto e teria sido vítima de latrocínio. A investigação identificou um homem de 32 anos, que teria roubado uma moto e dois capacetes da vítima.

PASSO FUNDO - Morte em casa

Um homem foi encontrado morto por volta das 22h de terça-feira em Passo Fundo. O corpo de Olises Palma, 56 anos, estava no quarto da casa dele, no bairro São José, e tinha um corte na cabeça. A causa da morte ainda é desconhecida pela polícia.

PORTO ALEGRE - Milésimo homicídio

Cristiano da Costa Petry, 25 anos, foi vítima do milésimo homicídio de 2011 na Região Metropolitana. Seu irmão gêmeo, Tiago, havia entrado para a lista como o 636º assassinato do ano. A principal hipótese é que ele tenha sido vítima de uma guerra do tráfico de drogas na Vila Tamanca, no bairro Agronomia, na Capital. O crime aconteceu por volta das 23h de terça-feira.

FELIZ. Frieza de assassino assusta Feliz - ÁLISSON COELHO | FELIZ

Com a investigação da vida do empresário Djalmo Lírio Bohn, 51 anos, a polícia espera descobrir o que aconteceu na manhã da segunda-feira passada. Morador de Feliz, no Vale do Caí, ele foi morto na frente de casa com um tiro na nuca dado a poucos metros de distância. O vídeo da execução foi divulgado com autorização da família, e a frieza do assassino chocou moradores. Bastante conhecido no município, o empresário morava em um sobrado no centro de Feliz havia 15 anos. Ele era dono de uma loja de materiais para construção e de uma pequena empreiteira, negócios que envolviam toda a família. Além disso, já havia atuado em outros ramos de atividade. A rotina diária regrada facilitou a ação do assassino, que, na avaliação do delegado Jorge Antônio Soares, pensou com cuidado em todos os detalhes.

HOMICÍDIOS CRESCEM NO RS


ALTA PREOCUPANTE. Levantamento oficial aponta que crime aumentou 29,24% em novembro, se comparado ao mesmo período do ano passado - ZERO HORA 29/12/2011

Novembro foi um mês marcado pelo crescimento no número de homicídios no Rio Grande do Sul, em comparação com o mesmo período de 2010. O aumento nos assassinatos chegou a 29,24%, ainda que tenha havido redução nesse tipo de crime quando a comparação é feita com os 31 dias de outubro. A informação é parte do balanço da segurança no Estado, divulgado ontem pela Secretaria da Segurança Pública.

Foram 137 homicídios em novembro deste ano, contra 106 no mesmo mês de 2010. A média do mês passado foi de 4,56 assassinatos por dia. Comparado à segunda metade do ano passado, o período entre julho e novembro de 2011 teve um crescimento assustador no índice de assassinatos no Estado (confira quadro ao lado). No total, já são 1.499 mortes em 2011 no Rio Grande do Sul.

Para o secretário-adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro, o aumento pode ter relação com as alterações no Código de Processo Penal. Pinheiro cita o exemplo do Estado de São Paulo, onde o segundo semestre também registrou crescimento nos homicídios.

– Isso merece um estudo mais apurado. Eu não posso dizer qual seja a razão, porque seria uma irresponsabilidade. Mas quero dizer que, intuitivamente, a mudança na lei pode ter trazido um efeito colateral. Como quem comete um crime cuja pena é de até quatro anos pode pagar fiança e não ficar preso, seria muita coincidência São Paulo e Rio Grande do Sul, que tiveram essa mesma diminuição no primeiro semestre terem esse crescimento – argumenta Pinheiro, que comemora a diminuição das mortes na Capital, que, segundo ele, registrou seis homicídios a menos do que em novembro do ano passado.

Entre os pontos positivos do levantamento, o secretário-adjunto ressalta a diminuição no furto de veículos. O motivo seria a desarticulação de quadrilhas, principalmente na Região Metropolitana e no Vale do Sinos. Em relação aos homicídios, Pinheiro garante que o balanço final deste ano será positivo:

– Vamos terminar o ano de 2011 com menos homicídios do que em 2010. Mas estamos muito atentos a esse crescimento do segundo semestre – diz.

Aumento de apreensões de drogas é comemorado

Outro dado apontado no levantamento da secretaria é o aumento no tráfico de drogas. Em novembro, também em comparação com o mesmo período em 2010, houve um crescimento de 9,13%. Ainda que seja um número representativo, Pinheiro alega que o resultado é digno de comemoração:

– Esse tipo de crime, é positivo quando aumenta. Se deve a um trabalho de tentar cortar as veias que alimentam o tráfico. No caso da apreensão de drogas e prisão de traficantes, significa que nós estamos tendo uma ação da inteligência na desarticulação das quadrilhas.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Este crescimento já foi previsto pelo blog desde a aprovação da LEI DA IMPUNIDADE que vem devolvendo às ruas milhares de bandidos cruéis presos com muito esforço pela polícia. A falência do sistema criminal, a morosidade e descompromisso da justiça, a inutilização do esforço policial e as benevolências das leis estão colocando o cidadão em risco de morte e terror diante da impunidade, crueldade e ousadia dos bandidos.

UM CAFÉ COM O GOVERNADOR

WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL
Porto Alegre, Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011.


Foram 45 minutos com os tradicionais 90 segundos de acréscimo.

Todo o cidadão consciente de sua condição de cidadão e vivendo num Estado de Direito gostaria de ter um blá, blá, blá, um tête-à-tête, nada formal, numa boa, com o seu governador, mais ainda quando se trata do governador do Rio Grande, Estado que é o nosso país. Aos jornalistas, vez por outra, é concedido este privilégio. Pois isso aconteceu ontem num café da manhã que reuniu Tarso Genro com os diretores e os comunicadores e comunicadoras da Rede Pampa de Comunicação na sede da empresa. Como membro desta comunidade, com máximo entusiasmo imiscui-me no convescote. Pelos temas possíveis de serem abordados, o tempo era curto. Foram 45 minutos com os tradicionais 90 segundos de acréscimo. Não fiz perguntas, pois o governador está na hora da semeadura e, com certeza, diante de qualquer interrogação, ele diria que é preciso esperar com paciência a hora da colheita. E foi o que aconteceu. Tarso, inclusive, sobre a sua semeadura, criticou a miopia da mídia em geral que ainda não visualizou as grandes mudanças, quase que revolucionárias, que tem introduzido na administração do Estado, com ênfase na economia que, obedecendo diretrizes do governo federal, passou a tecer uma teia, abrir um leque junto às principais potências do mundo. Mas essa não é a minha seara. Sigam-me

Discurso antigo

Fui um ouvinte atento do governador e tirante os avanços na política econômica, dos sucessos do Banrisul, quando são apontados aspectos factuais, mais uma vez vislumbrei uma certa bruma nas questões que envolvem a segurança pública. Tarso citou operações de vulto realizadas pelas organizações policiais que, sem dúvida, são importantes, mas são eventuais. Citou o governador os chamados "territórios da paz" nos quais não se sabe ainda, com certeza, onde se situa a divisão entre a intenção eleitoreira e a real política de segurança pública. Sobre a explícita carência de policiamento ostensivo-preventivo nos principais centros urbanos do Estado, de forma especial em Porto Alegre e Região Metropolitana, o discurso é antigo e baseado num aumento de efetivo, sem prazos definidos. Quanto ao sistema penitenciário, as explicações estão em extinção. De qualquer forma, o que cada cidadão deve estar a desejar é que em 2012 Tarso Genro não abandone a semeadura, mas, na segurança pública, comece a colheita.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A MULTIPLICAÇÃO DOS FLANELINHAS

OPINIÃO, O Estado de S.Paulo - 28/12/2011

Com o movimento provocado pelas festas de fim de ano na capital paulista aumentou o número de guardadores de carros, que exploram o espaço público e se aproveitam para isso da insegurança da população e do desinteresse do poder público em combater esse tipo de extorsão. Nos corredores comerciais e nos pontos em que a decoração de Natal se tornou atração turística, como, por exemplo, o Parque do Ibirapuera, para estacionar numa vaga de rua, o motorista tem de passar por um corredor de flanelinhas que o intimidam, fecham o caminho e encaminham o veículo para um dos espaços disponíveis, cobrando o que bem entendem por um suposto serviço de vigilância. Quem não paga corre o risco de sofrer agressões e ter o veículo danificado ou roubado.

O loteamento das ruas de São Paulo é feito por grupos que as tratam como sua propriedade e que são formados, em grande parte, por pessoas que colecionam passagens pela polícia. Há alguns anos, a assessoria policial da Assembleia Legislativa organizou uma blitz no Parque do Ibirapuera e 70% dos 38 guardadores conduzidos à delegacia tinham antecedentes criminais, a maioria por prática de roubo e furto.

Hoje, grupos de guardadores ocupam, em atitude intimidadora, pontos do parque e de outras regiões da cidade, exigindo dos motoristas que procuram estacionar o pagamento de valores que variam conforme a demanda. É uma atividade de alta lucratividade numa cidade onde a escassez de estacionamento só aumenta.

O descontentamento e a revolta da população contra tal situação nunca foram devidamente considerados pelo poder público, que não reprime como deveria aquela prática ilegal. Ao comentar a ação dos flanelinhas nas redondezas do Parque do Ibirapuera, o capitão Cleodato Moisés Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital da Polícia Militar, explicou que pedir dinheiro para "olhar" os veículos não é crime. "O crime é a extorsão; é o flanelinha obrigar o motorista a pagar ou não deixá-lo estacionar na vaga", afirmou em entrevista ao Estado. Segundo ele, é difícil provar a prática da extorsão nesse caso.

O problema não é esse, mas o comportamento do poder público, que não protege o cidadão da ação dessas gangues. Se pedir dinheiro para "olhar" o carro não é crime, atuar como guardador dele sem o devido registro na Delegacia Regional do Trabalho, como estabelece lei federal, caracteriza exercício ilegal de profissão ou atividade. Além disso, mesmo que a atividade seja regularizada, o guardador não pode, conforme análise de juristas, exigir o pagamento de um valor por ele determinado ou usar formas discutíveis de cobrança. Ao impedir o uso de vagas nas ruas, o flanelinha comete ato de constrangimento ilegal - são inúmeros os casos em que cones são utilizados pelos guardadores para impedir que motoristas estacionem em locais públicos onde o estacionamento é permitido.

Essas gangues fazem tudo isso usando como desculpa o argumento da "exclusão social" e da dificuldade de ingresso no mercado de trabalho. A Prefeitura de São Paulo, a Polícia Militar e o Ministério Público Estadual (MPE), infelizmente, não demonstram interesse em reprimir essa atividade ilegal.

Há um ano e meio, convencidos de que a exigência do cadastramento dos guardadores afastaria aqueles com antecedentes criminais e facilitaria o combate à extorsão, os promotores da 3.ª Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo decidiram elaborar um plano de regularização da atividade. Abriu-se também inquérito para apurar a atuação dos flanelinhas e foram cobradas ações conjuntas da Prefeitura e da Polícia Militar.

Até agora, a iniciativa em nada mudou a rotina de quem achaca os motoristas e ameaça a integridade física dos que insistem em exercer o direito de estacionar seus veículos em local permitido, sem sofrer constrangimentos. E essa situação não vai mudar enquanto esse problema for tratado com medidas administrativas, quando ele é de natureza policial. É inaceitável essa espécie de regularização da prática de extorsão e do uso indevido de espaço público.

CRIANÇA É BALEADA EM ATENTADO

ZERO HORA 28/12/2011

PORTO ALEGRE - TIROS NA CAPITAL. Criança é baleada em atentado na Zona Sul

Uma menina de quatro anos e o seu pai, de 31 anos, seguiam ontem internados no Hospital de Pronto Socorro (HPS) depois de um atentado a tiros ocorrido no final da noite de segunda-feira, na Capital. Atingida por um disparo no quadril, ela foi submetida a cirurgia e passou a noite na UTI pediátrica em situação grave.

O pai foi atingido por cinco disparos (para preservar a segurança das vítimas, ZH não divulga o nome de pai e filha). Os dois foram baleados quando estavam na frente de casa, na Estrada Cristiano Kraemer, no bairro Vila Nova. Segundo a polícia, quatro homens teriam chegado ao local em um veículo não identificado.

Mesmo depois de socorridos, os dois continuavam ameaçados. Uma informação repassada ao posto policial do HPS teria dado conta de que pelo menos um dos suspeitos estaria na recepção do hospital, durante a madrugada. A Brigada Militar reforçou a segurança no local, mas não encontrou o atirador.

Conforme testemunhas, os criminosos teriam perguntado pelo tio da menina antes de atirar. O pai dela cumpre pena por tráfico e estaria atualmente em regime semiaberto. Ele foi preso em Viamão, em 2009, e logo que chegou à cadeia teria dito às autoridades que vinha sofrendo ameaças. A suspeita da polícia é de que o homem fizesse parte da gangue denominada Bala na Cara.


PORTO ALEGRE - MISTÉRIO NA RESTINGA. Morte de comerciante intriga polícia

Um mistério ainda cerca a morte do comerciante Jean Carlos Damiani, 34 anos, assassinado na segunda-feira, no bairro Restinga, na zona sul de Porto Alegre, dentro do minimercado que administrava. Familiares e moradores próximos ao Minimercado Universitário começaram a ser ouvidos ontem.

CAMPO BOM - Corpo encontrado

Anderson Dutra de Mattos, 28 anos, foi encontrado morto no final da tarde de segunda-feira em Campo Bom. O corpo foi encontrado por moradores do bairro Vila Rica próximo ao Rio dos Sinos. De acordo com a polícia, o pai do jovem disse que o filho era usuário de drogas e estava desaparecido desde a última quinta-feira. Ainda não se sabe a causa da morte.

SANTO ANTÔNIO DAS MISSÕES - Jogo de cartas

Gomercindo Flores Fernandes, 41 anos, foi assassinado na segunda-feira por volta das 18h30min, em Rincão Santa Maria, interior de Santo Antônio das Missões, nas Missões. Segundo a Polícia Civil, ele foi atingido por uma facada após desentendimento durante um jogo de cartas. O suspeito fugiu depois do crime e ainda não foi localizado.

EXECUÇÃO A QUEIMA ROUPA



Câmera de segurança flagra assassinato de empresário no RS. Vítima de 51 anos levou dois tiros de motoqueiro depois de sair de casa. Polícia investiga identidade do autor dos disparos e suspeita de execução. Do G1 RS, com informações da RBS TV - 27/12/2011

Imagens de uma câmera de segurança revelam detalhes do assassinato de um empresário do ramo da construção civil em Feliz, no interior do Rio Grande do Sul. A vítima de 51 anos levou dois tiros pelas costas, na última segunda-feira (26).

Segundo a Brigada Militar, o crime ocorreu em frente à casa da vítima, no centro da cidade, pouco depois das 7h da manhã. O assassino chegou em uma moto, de capacete, estacionou e caminhou aproximadamente 10 metros até se aproximar do empresário, que estava falando ao celular, e efetuar o disparo. Depois, fugiu do local.

As imagens do crime estão sendo analisadas por peritos da Polícia Civil. Nesta terça-feira (28), familiares da vítima devem prestar depoimento. A suspeita é de que se trata de um crime de execução, mas outras possibilidades não estão descartadas. Até o momento, ninguém foi preso.

CRIME GRAVADO, Frieza de assassino assusta Feliz - ÁLISSON COELHO | FELIZ. zero hora 29/12/2011

Com a investigação da vida do empresário Djalmo Lírio Bohn, 51 anos, a polícia espera descobrir o que aconteceu na manhã da segunda-feira passada.

Morador de Feliz, no Vale do Caí, ele foi morto na frente de casa com um tiro na nuca dado a poucos metros de distância.

O vídeo da execução foi divulgado com autorização da família, e a frieza do assassino chocou moradores.

Bastante conhecido no município, o empresário morava em um sobrado no centro de Feliz havia 15 anos. Ele era dono de uma loja de materiais para construção e de uma pequena empreiteira, negócios que envolviam toda a família. Além disso, já havia atuado em outros ramos de atividade. A rotina diária regrada facilitou a ação do assassino, que, na avaliação do delegado Jorge Antônio Soares, pensou com cuidado em todos os detalhes.

– Foi um trabalho de profissional – diz Soares.

A ROTINA DOS ASSALTOS

WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL.
Porto Alegre, Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011.


Houve um tempo em que a bandidagem respeitava os profissionais da segurança.

Ao longo dos anos, mesmo com o risco de me tornar repetitivo, tenho abordado o risco permanente de cada cidadão ser vítima de assalto. Houve um tempo em que só os cidadãos comuns eram assaltados nas ruas. Os governos não davam maior importância para isso e os bancos começaram a ser saqueados. Depois, com o sucesso da indústria automobilística, ninguém motorizado ficou livre da bandidagem. Há ainda os ciclos de ataques a residências, a condomínios de luxo, a restaurantes. Pior ainda, policiais passaram a entrar nas estatísticas das vítimas. Agora mesmo, dia 13 último, o ex-chefe da Polícia Civil, Luiz Fernando Tubino sofreu um atraque, que durou não mais de 30 segundos, quando estava com a sua esposa. Os bandidos levaram, além de documentos, o carro do delegado, um Corola de placas ISH-2088, que até agora não foi localizado. Os ladrões devolveram os documentos, inclusive a carteira funcional (de delegado) numa sacola de lixo que foi colocada junto a uma árvore, próxima a casa de Tubino. Como os bandidos levaram também os cartões do delegado, a burocracia do Banrisul ajudou a complicar mais ainda a sua vida neste final de ano. Sigam-me

Visão

Em grupos de amigos se tornou rotina falar não só em futebol como nos assaltos que cada membro da roda sofreu. Isso não tem nenhuma graça, pois que não são poucas as vítimas que resultaram mortas, mutiladas ou definitivamente traumatizadas. Para o próximo ano, fora alguns números envolvendo efetivos e equipamentos para as organizações policiais, não se sabe, exatamente, até onde vai a visão do governo sobre o que ele entende como prioridade para a segurança pública. Além disso, o relacionamento do Piratini com os diversos segmentos de profissionais da segurança nas questões salariais não ficou bem resolvido.

Trânsito

Aqui em minha torre, de onde é possível ver, com meus conselheiros, parte da abominável organização do trânsito de Porto Alegre, a expectativa é de que o rigor com os infratores tome o mesmo caminho da campanha contra o cigarro e derivados em recintos fechados. Em nome da vida, tolerância zero.

Revisão

As academias de polícia do RS, tanto da Brigada Militar como da Polícia Civil, tem muito motivos para rever, reestruturar e redefinir a cadeira que trata de abordagens nas ruas, cerco a bandidos, motorizados ou não, e negociação em casos de sequestro. Entendo também que deva haver o máximo de cautela no entorno dos chamados grupos de elite, Há pouco tempo, uma equipe da Polícia Civil chegou a se autodenominar como "anjos da lei", com o pleno beneplácito de suas chefias. É possível que estes anjinhos sem asas e armados, que trocaram tiros com os não menos angelicais PMs que trabalham à paisana, tenham adornado alguns presépios no último Natal.

Tarefa de Michels

Não obstante especulações próprias de fim de ano, que algumas pessoas confundem com o fim do mundo, o titular da pasta da Segurança, Airton Michels, não tem planos de assumir cargo em Brasília. Segundo seus assessores, Michels ainda tem uma longa tarefa a cumprir sob a sombra do Piratini.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

EMPRESÁRIO É EXECUTADO NA FRENTE DE CASA

CRIME NA SERRA. Empresário executado na frente de casa em Feliz - ZERO HORA 27/12/2011

Para a Polícia Civil e a família de Djalmo Lírio Bohn, 51 anos, o empresário de Feliz, na Serra, foi vítima de uma vingança. Porém, nem policiais ou familiares sabem explicar o que teria motivado o crime que assustou a comunidade do município, na manhã de ontem.

Bohn foi morto em frente à casa onde residia há mais de 15 anos, quando se preparava para mais um dia de trabalho em sua loja de materiais de construção e empreiteira, a Construfácil.

O delegado Jorge Antônio Soares conta com a gravação do assassinato, captada pela câmera de vigilância de uma empresa nas proximidades. Por enquanto, as imagens são mantidas em sigilo. Conforme Soares, elas mostram o momento em que o assassino chega de moto e surpreende Bohn. O empresário carregava sua caminhonete Montana e falava ao telefone. O criminoso se aproximou, sem que Bohn percebesse, e atirou contra a nuca dele a pouca distância. O atirador usava capacete, o que dificulta sua identificação.

– Estão presentes as características de uma execução premeditada. A vítima sequer viu o atirador – conta o delegado.

Depois de matar Bohn em uma das ruas de maior movimento da cidade, o atirador embarcou na moto e desapareceu. Acionada, a Brigada Militar (BM) não localizou o suspeito do homicídio.

Hoje, os familiares do empresário e amigos mais próximos serão chamados pela polícia para prestar depoimento.

– Precisamos acessar a vida privada e profissional da vítima para descobrir algo que possa nos indicar uma motivação para o crime. Com certeza, foi premeditado. A vítima obedecia a uma certa rotina e isso pode ter facilitado a ação do criminoso – explica o delegado.

Bohn deixa mulher, dois filhos e uma filha.

SÃO LEOPOLDO - A SOCOS. Idoso morre depois de ser agredido

O aposentado Antão Gonçalves do Amaral, 77 anos, morreu depois de ser agredido supostamente por um jovem de 21 anos na noite de Natal, na frente ao prédio onde morava, no bairro Feitoria, em São Leopoldo. Amaral tomava chimarrão quando o suspeito o teria agredido com uma garrafa térmica na cabeça e socos no peito e no rosto. Ele era conhecido do aposentado. O rapaz costumava pedir trocados ao idoso e, neste dia, segundo a polícia, Amaral não teria lhe dado dinheiro. Moradores tentaram bater no suposto agressor, mas foram contidos.

A PEDRADAS - LADRÕES ATACAM LOJAS EM AVENIDA TRADICIONAL DE PORTO ALEGRE

PORTO ALEGRE - Ladrões atacam lojas na Nilo. Em ações durante as madrugadas, arrombadores destroem vitrinas da tradicional avenida de Porto Alegre para furtar TVs - JOSÉ LUÍS COSTA, ZER HORA 27/12/2011

A criminalidade produz cenas insólitas em lojas de móveis e de artigos de decoração na Nilo Peçanha, uma das avenidas mais tradicionais de Porto Alegre. As vitrinas envidraçadas expõem salas com sofás, mesas e cadeiras, mas as paredes estão vazias porque bandidos levaram as TVs. Uma onda de arrombamentos a pedradas e a marretadas nas madrugadas castiga estabelecimentos da região nas últimas semanas com pelos menos seis ataques.

A maneira de agir dos ladrões segue um padrão. Durante o dia, uma dupla de jovens entra na loja se passando por clientes interessados em comprar móveis para apartamento recém adquirido nas imediações. Enquanto um é atendido, o outro observa o ponto exato onde está a TV e a parte da vitrina que será quebrada durante a madrugada.

Os bandidos agem rápido, sem se importunar com alarmes e câmeras de vigilância monitoradas remotamente por empresas de segurança privadas, que também fazem rondas periódicas de dia e à noite. Um dos primeiros casos ocorreu na madrugada de 15 de novembro na Porto Belo Shop. Uma câmera registrou parte da ação. Os bandidos queriam pegar outros equipamentos, mas não conseguiram arrancá-los da fiação, segundo Alessandro Espíndola, assessor financeiro da Porto Belo Shop.

Suspeitas apontam que, nessa mesma madrugada, os mesmos bandidos atacaram a loja IF Soluções Planejadas, a 1,5 quilômetro dali, e levaram uma TV de 42 polegadas.

Fachada foi destruída com pedra

Dias antes do ataque contra a Porto Belo Shop e a IF Soluções, a vítima dos ladrões havia sido a loja Romanzza. Na ocasião, os bandidos renderam um vigia.

– Depois do segundo caso, a Brigada Militar deveria ter aumentado a circulação de viaturas. Poderia ter evitado os demais. Por mais que se tenha segurança particular, esse tipo de fato só com a polícia passando por aqui para inibir os ladrões. Mas o que se viu foram os bandidos voltando aqui de dois em dois dias, atacando lojas, sabendo que não seriam importunados – desabafa Maria Cecília Hoefel, gerente da Romanzza.

Dupla suspeita é vista pela Nilo Peçanha com frequência

Na madrugada de 9 de dezembro, quase em frente à Romanzza, parte da fachada de vidro da loja Criare Móveis Planejados foi demolida com uma pedra revestida de concreto com 20 centímetros de diâmetro, e os ladrões levaram, além de uma TV de 42 polegadas, um monitor de computador e uma impressora.

Conforme um comerciante que pediu para não ser identificado, a dupla é vista com frequência caminhando pela Nilo Peçanha. Já foi reconhecida por testemunhas e detida por PMs, mas acabou solta porque não havia comprovação da participação deles nos ataques das madrugadas. Os prejuízos são estimados em R$ 20 mil, ressarcidos por seguradoras. Suspeitas apontam que as TVs são revendidas para bingos ou motéis.



Contrapontos

O QUE DIZ O DELEGADO GERSON MELLO, DA 8ª DELEGACIA DA POLÍCIA CIVIL - “Estamos trabalhando na busca de informações para identificar as pessoas e os veículos usados nos furtos.”

O QUE DIZ O TENENTE-CORONEL RUBILAR PACHECO, COMANDANTE DO 11º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR - “Vamos verificar o que está acontecendo. Criamos duas equipes de patrulhamento comunitário que visitam empresas e estabelecimentos comerciais para verificar problemas e tentar minimizar os delitos. Se for necessário, poderemos intensificar o policiamento na Nilo Peçanha.”

FARROUPILHA - Comerciante é vítima duas vezes

Um lojista foi duplamente vítima de criminosos na madrugada de domingo. Pouco antes das 4h, ele soube que seu estabelecimento comercial, no centro de Farroupilha, havia sido arrombado. Ao chegar à loja, constatou que nada havia sido levado. Ele então retornou para sua casa. Mas quando chegou ao portão da residência, foi assaltado por quatro encapuzados, que estavam em um Focus. O grupo roubou R$ 15 mil da moradia. A polícia investiga se os autores do arrombamento à loja do homem são os mesmos que o abordaram em casa.

CRIMINOSOS LEVAM 21 VEÍCULOS A CADA HORA EM SP

Criminosos levam 21 veículos a cada hora; homicídios caem em SP - ANDRÉ CARAMANTE e EVANDRO SPINELLI DE SÃO PAULO - FOLHA.COM, 27/12/2011 - 08h36

Se a polícia de São Paulo tem conseguido manter os índices de homicídios próximos da meta estabelecida por ela própria, o mesmo não ocorre com os crimes contra o patrimônio, principalmente em relação aos veículos.

A cada hora de 2011 criminosos levaram, em média, 21,3 veículos (carros, motos, caminhões etc.) de seus legítimos proprietários.

Dados da Secretaria da Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB) apontam uma alta de 14,6% nos roubos de veículos no Estado entre janeiro e novembro de 2011 em relação ao mesmo período de 2010. Somente em novembro, a alta foi de 19,52%.

Os furtos de veículos subiram 4,4% no ano no Estado, 0,39% em novembro.

A cidade de São Paulo é a responsável por mais da metade dos roubos de veículos (quando há violência ou ameaça por parte do ladrão).

Em novembro, foi a capital a principal responsável pela explosão dos casos desse tipo de crime, com 3.800 registros, alta de 28,9% em relação a novembro de 2010. No ano, o crescimento na cidade também é superior à média do Estado, com 14,9%.

Já os furtos de veículos tiveram pequena redução no ano, de 0,1%, em relação a 2010, na cidade de São Paulo. Três delegacias da zona oeste --Lapa, Perdizes e Pinheiros, que envolvem bairros como Vila Madalena e Pompeia-- são as campeãs de furtos de veículos na capital.

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, disse que esse tipo de crime preocupa, mas ele aponta que a investigação é eficiente, pois consegue recuperar cerca de 45% dos veículos roubados ou furtados.

HOMICÍDIOS

Após cinco meses de alta, o número de homicídios voltou a cair no Estado de São Paulo em novembro.

Foram 354 assassinatos registrados nas delegacias paulistas (total de 368 pessoas mortas, já que há crimes com mais de uma vítima), queda de 5,9% em relação a novembro de 2010, com 376 casos.

Com isso, esse tipo de crime volta a ficar dentro da meta do governo, que é de menos de dez casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Em novembro, o índice foi de 9,99 homicídios por 100 mil. Se for confirmada a queda no mês de dezembro, o Estado pode fechar 2011 dentro da meta do governo pela primeira vez na história.

A capital é a principal responsável pela queda dos homicídios no ano, com 16,3%.

Por outro lado, o número de latrocínios (roubo seguido de morte) vem crescendo. Com os 28 casos registrados em novembro, 2011 já superou o total de 2010 em relação a este crime.

Até agora, o Estado registra 267 latrocínios em 2011, com 277 mortes. Em 2010, considerando o ano completo, foram 253 registros.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

LATROCÍNIO CRESCE EM SÃO PAULO

Número de latrocínios em São Paulo sobe 15% em 2011 - MARIANA DESIDÉRIO, DE SÃO PAULO - FOLHA.COM, 26/12/2011 - 17h44

O número de latrocínios (roubos seguidos de morte) no Estado de São Paulo subiu 15,6% nos primeiros 11 meses de 2011, em comparação com o mesmo período do ano passado --de janeiro a novembro de 2010 foram 231 casos e, em 2011, 267. O número já é maior do que todo o acumulado de 2010, que teve um total de 253 latrocínios.

Editoria de Arte/Folhapress

Veja radar da violência em São Paulo
Os dados oficiais da violência do Estado foram divulgados nesta segunda-feira pela SSP (Secretaria da Segurança Pública). A secretaria não divulgou os números de latrocínios de novembro de 2010 e por isso não é possível comparar os dados por mês.

O latrocínio não foi o único crime com alta em 2011. Furtos, roubos, furtos de veículos e roubos de veículos também subiram na comparação com 2010.

Roubo de veículos foi o crime que mais aumentou --subiu 19,5% na comparação de novembro de 2010 para novembro de 2011. Em 2010, novembro teve 5.973 casos. Em 2011 foram 7.139. No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, o aumento foi de 14,6% --passou de 63.138 para 72.383.

Os furtos de veículos tiveram leve aumento na comparação entre novembro de 2010 com novembro de 2011 --0,4%: com um aumento de 34 casos. No acumulado do ano, a alta foi de 4,4%, com 4.137 casos a mais.

Os roubos em geral (exceto os de veículos) tiveram aumento de 1,2% em novembro e de 1,3% no acumulado do ano.

Já os furtos em geral (exceto os de veículos) tiveram aumento significativo. Na comparação de novembro de 2010 com novembro de 2011 o número de casos subiu 8%. No acumulado dos primeiros 11 meses de cada ano o aumento foi de 7,5%.

HOMICÍDIOS

O número de homicídios foi um dos únicos que caiu no período. Em novembro de 2010 foram 376 casos e, em novembro de 2011, 354 --uma queda de 5,9%. A queda no número de casos acontece após uma alta de 4,5% ocorrida em outubro, quando foram registrados 367 casos, 16 a mais do que no mesmo mês de 2010.

Na comparação entre os períodos de janeiro a novembro, a queda no número de homicídios foi de 4% --foram 3.945 em 2010 e 3.789 em 2011.

Crime - nov/10 - nov/11 - Variação %
Homicídio Doloso - 376 - 354; -5,9
Furto - 42.222 - 45.615; 8,0
Roubo - 18.929 - 19.160; 1,2
Furto de Veículo - 8.692 - 8.726; 0,4
Roubo de Veículo - 5.973 - 7.139; 19,5

ESTATÍSTICAS

A Secretaria da Segurança Pública passou a divulgar, em abril deste ano, as estatísticas criminais mensalmente e por distrito policial --antes, eram divulgados apenas por cidades, de três em três meses.

A mudança de orientação ocorreu após reportagem da Folha mostrar que o sociólogo Túlio Kahn, que foi por muitos anos responsável pela coordenação das estatísticas criminais, mantinha uma empresa que comercializava estudos com base nelas.

Publicamente, Kahn defendia o sigilo do mapa da violência por distritos, sob o argumento de que, se tornados públicos, os dados poderiam desvalorizar imóveis em regiões específicas.

Kahn afirma que jamais violou o sigilo dos dados criminais, mas foi afastado de suas funções por Alckmin.

domingo, 25 de dezembro de 2011

VIOLÊNCIA NO NATAL

Violência. Homem morre após ser baleado e grávida fica ferida na zona norte de Porto Alegre. Casal foi encontrado dentro de um carro parado na Avenida Assis Brasil - ZERO HORA ONLINE, 25/12/2011 | 05h27

Um homem morreu após ser atingido por um tiro no peito, dentro de um carro por volta das 3h30min deste domingo na zona norte de Porto Alegre. Uma mulher grávida, que estava com ele, ficou ferida e foi encaminhada para atendimento no Hospital Cristo Redentor.

Segundo a Brigada Militar, os dois foram encontrados dentro de um veículo Clio parado na Avenida Assis Brasil. A identidade deles não havia sido informada até a publicação desta matéria.

PORTO ALEGRE - Baleado. Homem é encontrado morto em Porto Alegre. Corpo estava em via pública, na Lomba do Pinheiro. ZERO HORA ONLINE, 25/12/2011 | 03h42

Um homem foi encontrado morto em via pública por volta de 00h20min deste domingo, em Porto Alegre. A vítima, que não havia sido identificada até a publicação desta matéria, sofreu um tiro no rosto.

O corpo foi localizado na Rua Barcelona, na Lomba do Pinheiro, zona leste da Capital, e foi recolhido pelo Departamento Médico Legal.

sábado, 24 de dezembro de 2011

FINAL MELANCÓLICO NA SEGURANÇA PÚBLICA

WANDERLEY SOARES, O SUL. Final melancólico.
Porto Alegre, Sábado, 24 de Dezembro de 2011.


Um fracasso na segurança pública pode levar semanas e até meses para que todos os pedaços sejam recolhidos.

Entre as formas das organizações policiais trabalharem estão aquelas que servem de amostragem e que se resumem em periódicas grandes operações. Manter tais diligências de forma permanente é impossível, pois não há efetivos nem equipamentos disponíveis durante as 24 horas do dia. Por isso, elas servem de amostragem não só para causar um recuo da bandidagem como também para dar uma satisfação à comunidade sobre o que está sendo feito pela segurança dos cidadãos. De outra banda, quando uma operação de maior importância é realizada e resulta fracassada, o efeito negativo na sociedade provoca uma tal repercussão que são necessárias semanas e até meses para que todos os pedaços sejam recolhidos. Este é o caso das insensatas operações de policiais paranaenses e gaúchos que resultou na morte de duas pessoas inocentes. Melancólico este final de ano na área da segurança, pois mais uma vez e, desta feita de forma trágica, ficou patenteada a falta de integração, a inexistência de diálogo diante de uma questão que há décadas vem causando intranquilidade e até pânico no seio da sociedade.

PM atropelada

Um ladrão roubou uma caminhonete Tucson na praça Maurício Cardoso. A dona do veículo acionou a Brigada Militar que localizou o carro na avenida Goethe. Uma PM do pelotão de motos que perseguia a Tucson foi atropelada por um Vectra que, segundo a polícia, dava cobertura aos criminosos. A brigadiana Laura Macedo Martinez, 26 anos, foi levada ao HPS. O ladrão acabou detido e identificado como um foragido da Justiça. O Vectra não foi localizado, mas a polícia afirma que foi roubado em Gravataí. A caminhonete foi recuperada.

Desova

Um homem, identificado como João Batista de Carvalho, 38 anos, foi jogado de um veículo em movimento na RS-115, em Gramado. Ele teve ferimentos leves. A Polícia Rodoviária apurou que João Batista era foragido do sistema prisional, onde cumpria pena por tráfico de drogas. Ele não quis revelar por que foi jogado para fora do carro, apenas disse que o veículo saiu do litoral.

Tráfico

Agentes do Denarc apreenderam na sexta-feira cerca de 40 quilos de maconha. Durante as ações, foram presas cinco pessoas, uma mulher de 25 anos e quatro homens. As detenções e apreensões ocorreram nos bairros Guajuviras, em Canoas, Vila Vicentina, em Alvorada e Rosinha, em Viamão.

Navegador

Na sua mensagem de Boas Festas, o coronel Rodolfo Pacheco, da Casa Militar do Piratini e virtual candidato ao comando-geral da Brigada Militar, refere um pensamento do historiador inglês Sedward Gibbon (24/04/1737 - 16/01/1794): "O vento e as ondas estão sempre a favor do navegador habilidoso".

Dança das cadeiras

Na Segurança Pública do Estado, caso haja uma dança das cadeiras em 2012, quem está cotado para uma posição de relevância na pasta é o atual secretário de Segurança do município de Canoas, Eduardo Pazinato

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ROUBO, PERSEGUIÇÃO, POLICIAL ATROPELADA E FORAGIDO PRESO


Perseguição fere policial e bandido na Capital, Um dos assaltantes foi preso e uma pistola 9mm foi apreendida - Carolina Rocha, DIÁRIO GAÚCHO.zero hora online, 23/12/2011 | 12h18

PORTO ALEGRE - MOINHOS DE VENTO - O roubo de uma Tucson, nas proximidades da Rua Padre Chagas, terminou com a prisão do ladrão, uma PM atropelada e dois portões de ferro demolidos na Rua São Manoel, no Bairro Santa Cecília.

Por volta das 11h, a motorista de uma Tucson foi rendida por um homem armado, na Padre Chagas, quase esquina com a Olavo Barreto Viana. O bandido tomou o carro, deixando a mulher a pé. A Tuscon seguiu pela Olavo Barreto Viana, e ingressou na Avenida Goethe.

Segundo informações, um Vectra bordô, em que estavam homens armados com uma metralhadora, estaria dando apoio a ação do criminoso. A BM foi avisada do roubo e, nas proximidades da Rua Mariante, no Bairro Rio Branco, dois PMs da Rocam do 9º BPM avisataram a Tucson.

O criminoso acabou jogando o carro roubado em cima de um dos brigadianos. A PM, identificada apenas como Laura, caiu na pista. O outro PM seguiu em perseguição. O bandido entrou à direita até ingressar na Rua São Manoel. Quase em frente a Escola Técnica do Hospital de Clínicas, ele jogou o veículo por cima da calçada e invadiu o pátio de dois prédios, arrancando as grades de ferro e portões.

Conforme conta o soldado Maiquel Balbuneo, que perseguia a Tucson, logo que o veículo parou com o choque o assaltante, armado com uma pistola 9mm, desceu do carro, apontando a arma para ele.

– Eu ordenei que ele baixasse a arma, mas ele não baixou. Foi então que atirei para contê-lo – conta o brigadiano, que feriu o assaltante na perna esquerda.

Identificado como Jefferson Adriano Santos da Silva, 37 anos, foragido havia um mês da Instituto Penal de Viamão. Ele e a PM foram levados pelo Samu para o HPS e estão atendimento.

SOBERANIA E CRIMINALIDADE

EDUARDO BOMFIM – advogado, GAZETA DE ALAGOAS, 23/12/2011


Em 1920, na Grande Depressão econômica, as elites dos EUA, em um dos seus recorrentes surtos de puritanismo hipócrita e eugenia sanitarista, introduziram a famosa Lei Seca para combater a pobreza e violência social que grassava no país.

Proibiu-se a fabricação, o comércio, a importação e o consumo de bebidas alcoólicas em território norte-americano, o que durou exatos 13 anos.

Achavam que as chagas sociais tinham como causa principal o consumo de bebidas alcoólicas, o que excluía, portanto, a miséria, o desemprego, a desestruturação do parque industrial, a quebradeira do comércio e a falência da agricultura decorrentes da crise.

O resultado foi que nunca se bebeu tanto em toda a história dos Estados Unidos; o alcoolismo atingiu índices altíssimos, a violência explodiu com o fenômeno dos gangsterismo.

A História tem mostrado que os fatores de instabilidades psicossociais não resultam unicamente das realidades econômicas depressivas ou em nações estraçalhadas por guerras, mas acontecem também nos países em crescimento, como o Brasil.

Por exemplo, os atuais episódios que estão ocorrendo em Maceió, provocando o pânico generalizado da população, a queima de ônibus, notícias sobre arrastões no Centro da cidade e bairros da capital nos levam à reflexão sobre o aumento do crime organizado em Alagoas, que é uma realidade nacional incontestável.

O crescimento econômico do País e a inclusão social de milhões de pessoas não estão correspondendo a uma elevação do nível de satisfação espiritual e de civilização do povo, e a miséria generalizada, onde são recrutados os soldados rasos desse crime organizado, ainda é imensa.

Quando se tomam de assalto as favelas do Rio, incorrendo-se no erro de usar as forças armadas, as organizações criminosas buscam os elos mais débeis das estruturas de segurança, como é o caso óbvio de Alagoas.

O crime organizado no Brasil só pode ser derrotado por meio de uma eficaz política nacional de segurança, na vigilância total das nossas fronteiras, na repressão ao tráfico de armas, na ação da inteligência contra o bilionário e fagueiro trânsito dos narco-dólares no País.

É um grave problema de soberania, que exige também muito investimento no combate aos abismos sociais que persistem. Caso contrário, o Estado brasileiro, a exemplo do México, será refém dessa vaga criminosa típica da nova era global.

ATAQUE A RESIDÊNCIAS E HOMICÍDIOS

Idosa morre após ter casa assaltada - zero hora 23/12/2011

Nelci Reinilda Bender, 67 anos, morreu 24 horas depois de ter a casa atacada em Santa Cruz do Sul. Na terça-feira, oito homens mantiveram a família Bender refém. Ela foi internada após ter uma crise nervosa por causa do assalto. Os assaltantes são suspeitos de participarem de uma série de ataques na região.

Desde outubro, pelo menos nove assaltos ocorreram em Santa Cruz do Sul, Rio Pardo, Vera Cruz e Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo. Segundo o delegado Luciano Menezes, investigações apontam que o grupo seria de foragidos.

RIO PARDO - Morto a pauladas

Um homem morreu após uma briga no início da tarde de ontem no bairro Praça da Ponte, em Rio Pardo. Paulo Cezar Vieira da Silva, 35 anos, conhecido como Biju, foi atingido por uma paulada na cabeça. De acordo com o delegado Anderson Faturi, um homem de 32 anos confessou o crime e foi encaminhado ao presídio do município.

PORTO ALEGRE - Corpo no Guaíba

Um homem entre 25 e 30 anos foi encontrado morto com pelo menos quatro facadas – três nas costas e uma em um dos braços – e com as pernas ensacadas na Prainha, como é conhecida a orla do Guaíba junto à Rótula das Cuias, na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, na Capital.

VITÓRIA DO CRIME: O LADRÃO FAZ A VÍTIMA TROCAR DE RAMO


Proprietária de joalheria pede socorro. Vítima de oito assaltos, empresária diz estar cansada de ver funcionários na mira de armas - PEDRO MOREIRA, ZERO HORA, 23/12/2011

Porto Alegre registrou no início da noite de ontem mais um assalto à joalheria. A ótica e joalheria Via Monet, que fica junto ao supermercado Zaffari da Avenida Ipiranga, no bairro Santa Cecília, foi atacada pela segunda vez no ano. O criminoso que atacou a loja seria o mesmo que havia assaltado o estabelecimento há menos de dois meses, para desespero da proprietária, que procurou ZH para pedir socorro.

Às 19h, um homem com cerca de 40 anos, armado, entrou na loja e anunciou o assalto à única funcionária no local. Aparentando estar drogado, o criminoso foi rápido na ação.

– Ele disse a funcionária: “Lembras de mim? Eu voltei. Pode ir pegando o dinheiro e o ouro de novo” – contou a dona da loja, a empresária e advogada Clara Hoffmann de Oliveira.

A funcionária, que teve o nome preservado pela proprietária do estabelecimento, entregou itens como brincos, pulseiras e colares. O assaltante fugiu. O prejuízo não foi revelado. Conforme o soldado Leonardo Hernandes, da 3ª Companhia do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), os policiais avistaram o assaltante fugindo.

A empresária afirma estar exausta com a rotina de violência. Cansada de ver as joalherias de sua rede assaltadas reiteradamente nos últimos anos – foram oito assaltos às três lojas da rede –, a empresária procurou ZH para um desabafo. Se dizendo esgotada e tomada pela insegurança em relação à vida dos funcionários, ela estava perplexa com a audácia do assaltante. E afirma que vai deixar de trabalhar com ouro:

– Essa minha funcionária não pode mais ficar na loja. Ela disse que se nós não a transferirmos, ela vai embora. E ninguém quer ir para essa loja mais. Meu marido queria colocar a seguinte placa : “Devido à falta de segurança, não trabalhamos mais com ouro”.


ENTREVISTA. “O ladrão me fez mudar de ramo”. Clara Hoffmann de Oliveira, empresária. Clara Hoffmann de Oliveira procurou ZH na noite de ontem para desabafar. Confira:

Zero Hora – A senhora cansou de ter suas lojas assaltadas?

Clara Hoffmann de Oliveira – Cansei. Estou exausta com isso. Estou cansada até do ramo de atividade.

ZH – Por que a senhora quis falar sobre os assaltos?

Clara – Para sensibilizar o governo. Que nos ajude tendo consciência de que já é tão difícil ser comerciante com tributação e aluguéis de loja caríssimos, que a gente pudesse ter pelo menos segurança. E também pelo medo, insegurança em relação à vida dos meus funcionários.

ZH – Quantas vezes esta loja da Ipiranga já foi atacada?

Clara – Quatro vezes.

ZH – Desta vez, pelo mesmo assaltante que já havia atacado a loja há menos de dois meses. Como foi a abordagem do criminoso?

Clara – Ele disse para a minha funcionária “Tu lembra de mim? Eu voltei. Pode ir pegando o dinheiro e o ouro de novo.”

ZH – O que mais ele disse à funcionária?

Clara – “Pode pegar os R$ 10,5 mil que eu sei que tu tens guardado”. E não tinha dinheiro nenhum, não deixamos dinheiro nas lojas, 99% das vendas são em cartão.

ZH – A senhora pretende parar de vender ouro nas lojas da rede?

Clara – Sim. Não quero mais ser assaltada. O ladrão me fez mudar de ramo de atividade.

ZH – Quantos ataques já ocorreram no total a todas as lojas? Quanto a senhora estima que já perdeu?

Clara – Foram oito assaltos em sete anos. Perdi muito dinheiro.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

RUAS ALUGADAS


WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL
Porto Alegre, Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011.


A questão dos flanelinhas em Porto Alegre, que é acompanhada de perto pela Brigada Militar, ainda está longe do que deseja a sociedade.

O CPC (Comando de Policiamento da Capital) da Brigada Militar durante algumas semanas, numa parceria com o Sindicato dos Guardadores de Automóveis de Porto Alegre, colocou em prática um projeto que, entre outros objetivos, estava o de retirar de circulação pessoas que se infiltram nessa categoria sem nenhuma credencial para exercer a profissão, que são os chamados flanelinhas. A ideia baseia-se da separação do joio do trigo.

Uma coisa são os flanelinhas e, outra coisa, são os guardadores de automóveis sindicalizados. Com isso, os guardadores passam a usar coletes do sindicato e a fornecer recibos aos motoristas, sem chance de praticarem qualquer tipo de ameaça ou de extorção.

Os guardadores não sindicalizados - os flanelinhas - sem coletes e sem o talão de recibo, teoricamente, seriam retirados das ruas. Coisa muito bonita. Sigam-me

Aluguel da rua

Ocorre que o guardador de carro - sabidamente um trabalhador humilde - para se inscrever no sindicato e receber o colete tem de pagar R$ 85,00. O talão de recibo, com 100 tickets, sai bem mais em conta, pois é obtido por R$ 30,00. Coisa muito bonita, mas de alto preço.

Há o detalhe final que de bonito não tem nada e não há notícia de que o CPC tenha conhecimento disso e, muito menos o prefeito José Fortunati. Seguinte: os guardadores de carro pagam R$ 25,00 por mês pela área em que trabalham.

Da minha torre estive analisando isso e, sem muita dificuldade, conclui que o Sindicato dos Guardadores de Carro está loteando e alugando as ruas de Porto Alegre.

Não obstante todo o entusiasmo do CPC para racionalizar e valorizar o trabalho dos guardadores de carro, a coisa está com a tendência de não resolver nada, pois vai favorecer os flanelinhas que não são sindicalizados e que não precisarão pagar a locação de seus locais de trabalho.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TIROTEIO E FOGO EM RESERVA INDÍGENA

TENSÃO EM CHARRUA - LEANDRO BECKER, ZERO HORA 19/12/2011

Um desacordo entre índios sobre a venda de bebida alcoólica na Reserva do Ligeiro resultou em conflito, tiroteio e seis casas incendiadas na manhã de sábado em Charrua, no norte do Estado.

Pelo menos 15 pessoas tiveram ferimentos leves. Ao tentar acalmar os ânimos, policiais militares tiveram a viatura apedrejada.

O cacique Vilásio Candinho não estava na reserva quando houve o desentendimento. Segundo ele, a decisão dele de proibir a venda de bebida alcoólica no local causou controvérsia na reserva. Uma indígena, inclusive, teria sido presa por continuar comercializando produtos apesar de receber advertências consecutivas.

Candinho explica que a atitude motivou a revolta de pelo menos 200 índios. O cacique lamentou que sua própria casa e a do vice-cacique tiveram objetos retirados e foram incendiadas. Ele pediu ajuda à Brigada Militar de Charrua, que foi surpreendida pelos índios ao chegar à reserva.

Três policiais foram recebidos com violência. O vidro traseiro da viatura foi quebrado por pedras e paus, obrigando a polícia a sair da área para evitar um confronto. Foi solicitado apoio de pelo menos 30 policiais militares de Passo Fundo e Erechim.

Quando a BM retornou à reserva com efetivo reforçado, o tumulto cessou e muitos índios fugiram. Por segurança, os policiais permaneceram na região durante o fim de semana para evitar novos confrontos. No domingo, pelo menos cem índios deixaram a reserva rumo a Tapejara, a cerca de 15 quilômetros de distância. Ontem, a BM acreditava que pelo menos uma pessoa levou um tiro de raspão. Os demais teriam se ferido durante a briga, quando socos foram trocados. Mas a polícia ainda não tinha informações se outros instrumentos, como facas, foram usados no conflito.

Até o fim da tarde, eles permaneciam acampados no centro da cidade aguardando apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai). A Polícia Federal deve instaurar inquérito hoje para investigar o episódio. Na reserva vivem mais de mil índios.

CRUELDADE - POR UMA TV VELHA

SÃO LEOPOLDO. Ladrões matam idoso de 90 anos. Aposentado foi agredido a pauladas, possivelmente enquanto dormia, por assaltantes que invadiram sua casa - EDUARDO TORRES, ZERO HORA 19/12/2011

Por uma TV velha, bandidos mataram o aposentado Francisco Jardelino de Lisboa, 90 anos, na madrugada de sábado. A casa dele, no bairro Vicentina, em São Leopoldo, foi invadida por assaltantes que o mataram para levar somente o aparelho, que, segundo familiares, não valia mais do que R$ 200. A única pista dos assassinos, uma bermuda vermelha rasgada pelo arame farpado do muro, ficou no pátio da casa.

O latrocínio (roubo com morte) foi constatado na manhã de sábado pela filha de Seu Jardo, como Lisboa era conhecido pelos amigos. Eram 10h30min quando Maria Lúcia de Lisboa, 66 anos, entrou no pátio da casa na Rua Ida Schuch. Achou estranho o fato de o pai não ter aberto as janelas, como fazia todas as manhãs.

– Eu tinha conversado com ele na sexta e estava tudo bem. Ainda dei os remédios que ele tomava e me despedi. Mas, no sábado, achei tudo muito estranho. Era dia da faxineira vir na casa dele, mas eu não via nenhum sinal do pai – conta a filha.

Ao chegar à casa, de madeira, onde Lisboa morava havia mais de 50 anos, a preocupação aumentou. A janela da cozinha, nos fundos, estava escancarada, os móveis revirados e uma das portas, aberta. Depois de dar mais de uma volta por toda a casa, Maria Lúcia encontrou o pai já sem vida em sua cama. O lençol ainda cobria metade do seu corpo. Na cabeça, marcas de agressões, possivelmente pauladas, e o pescoço tinha marcas de esganadura.

– Mataram meu pai covardemente, sem chance de se defender. E para quê? – lamenta Maria Lúcia.

Crime pode ter sido cometido por usuários de drogas

A constatação foi de que os assaltantes levaram apenas a TV e fugiram pelo pátio, saltando o frágil arame farpado que ele próprio havia colocado. Era uma forma de se prevenir da violência crescente no bairro. A preocupação maior do aposentado, no entanto, era com a segurança na casa da filha, que fica na mesma rua.

– Ele vivia me falando para ter cuidado. No ano passado, chegaram a entrar três vezes no mesmo fim de semana na minha casa. Então nós fechamos tudo e ficamos presos como se fossemos os ladrões. No fim, eles fazem uma barbaridade dessas – diz.

O caso é investigado pela 3ª DP de São Leopoldo, e a hipótese mais forte é de que o crime tenha sido cometido por usuários de drogas do próprio bairro, mas não há suspeitos.

PORTO ALEGRE. Execução na rua

Pela segunda vez em dois dias, tiros espantaram moradores da Rua Reverendo Daniel Betts, no Morro Santana, em Porto Alegre. Pouco depois das 23h de sábado, Cristiano Kaupe Gomes, 32 anos, foi morto enquanto caminhava. De acordo com a polícia, Gomes, conhecido como Pena, era suspeito de ter executado, na quinta-feira, Diovane Kinast, 39 anos, na mesma rua. A polícia acredita que os dois crimes têm relação. Um atirador teria se aproximado da vítima e efetuado pelo menos 10 disparos. Uma bala acertou o braço de um morador.

CAIXAS DO SUL. Irmãos baleados

A Polícia Civil apura a autoria de duas tentativas de assassinato em Caxias do Sul. Os irmãos Maurício Pereira de Vargas, 18 anos, e Douglas Pereiras de Vargas, 23 anos, foram baleados nas proximidades de uma casa noturna na Avenida Rossetti, bairro Pio X. Maurício e Douglas teriam sido atacados quando se preparavam para embarcar em um Celta. Os autores dos disparos estavam em um Gol prata. Douglas levou dois tiros no abdômen e um na cabeça. Até ontem, seguia internado. Maurício foi ferido no braço direito.


SANTA MARIA. PÂNICO EM ASSALTO. Donos de mercado agredidos

Dois comerciantes que têm um minimercado na Rua Venâncio Aires, no bairro Passo D’Areia, em Santa Maria, passaram por momentos de pânico na manhã de ontem. Além de amarrar e agredir as vítimas, uma dupla de assaltantes jogou thinner (removedor de tinha) sobre o casal e ameaçou atear fogo. O produto tóxico e inflamável atingiu os olhos da comerciante de 39 anos, que corre risco de perder a visão.

Por volta das 8h40min, os dois homens encapuzados e vestidos de preto invadiram o local. Um assaltante ordenou que o comerciante, de 45 anos, trancasse todas as portas do estabelecimento. Enquanto isso, o outro pegou a mulher pelos cabelos e a arrastou até o fundo da loja. O casal ainda teve as pernas e os braços amarrados com fios e cabos de telefone. O dono do minimercado conta que um dos ladrões mandou que ele amarrasse a mulher. Ao atá-la de maneira que pudesse se desprender, um dos assaltantes percebeu e lhe deu uma coronhada na cabeça. Em seguida, a dupla teria pego um tonel de thinner, que estava no depósito do minimercado, e jogado sobre as vítimas. Ao tentar limpar o rosto, a mulher teria sido agredida com outra coronhada e, com isso, um dos assaltantes jogou um pouco mais do líquido em cima da comerciante, atingindo os olhos dela.


PORTO ALEGRE - Acusados de matar líder comunitário vão a júri

Começam a ser julgados hoje, às 9h, os homens acusados de terem matado do líder comunitário da Vila Chocolatão, Léo Antônio Genovêncio Maciel, 57 anos, há dois anos. O crime mobilizou a comunidade e expôs o poder dos traficantes na região. Ao discordar dos patrões das drogas, o presidente da associação foi executado com três tiros no rosto no dia 30 de novembro de 2009.

O processo foi dividido. Por isso, estarão no banco dos réus da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, hoje, André Luiz de Oliveira Corrêa, o Beiço, e Mauro Marques dos Santos, o Índio. Eles são apontados na denúncia do Ministério Público como executores do crime, supostamente ordenado por Fabiano Aguirre Silveira, o Di Canto, e sua companheira Luciane da Silva de dentro da cadeia. O casal ainda não teve o julgamento marcado.

O julgamento pode dar fim à angústia da família de Maciel. Dois filhos – Léo Antônio Maciel Júnior, 23 anos, e Diogo Pereira Maciel, 29 anos – foram executados em maio passado, em Canoas. Os suspeitos de serem mandantes são os mesmos, já que os filhos eram testemunhas-chave no inquérito que apura a morte do líder comunitário. Só depois do duplo homicídio, a polícia solicitou a inclusão de sete parentes de Maciel no Programa Estadual de Proteção a Testemunhas (Protege).

sábado, 17 de dezembro de 2011

A VIOLÊNCIA QUE VEIO COM A USINA


Região afetada pela obra de Belo Monte, no Pará, sofre com o aumento dos índices de criminalidade. Flávio Costa - REVISTA ISTO É, N° Edição: 2197, 17.Dez.11 - 11:42

Nos últimos anos, poucas obras despertaram tanta polêmica quanto a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. A controvérsia está longe de se limitar ao impacto sobre o meio-ambiente e nas comunidades indígenas ou de ribeirinhos que deverão serdeslocadas para que a usina seja instalada. Autoridades policiais, lideranças de movimentos sociais e moradores apontam o fluxo populacional gerado pela obra, iniciada em junho passado, como um dos fatores responsáveis pelo aumento de alguns dos índices de violência nos 11 municípios atingidos diretamente pela hidrelétrica. Tráfico de drogas, estupros, ameaças, porte ilegal de arma, flagrantes e lesões corporais são crimes que registraram elevação considerável nas estatísticas policiais.

Em Altamira, o mais importante município sob raio de influência de Belo Monte, o medo é crescente entre os moradores e comerciantes. Na cidade de 100 mil habitantes, o número de flagrantes aumentou 62% e a quantidade de armas apreendidas subiu 379% comparando-se 2010 com 2011, segundo dados da Superintendência da Polícia Civil no Xingu. Não houve nenhum registro de crime de latrocínio, o roubo seguido de morte, no ano passado. Em 2011, porém, já foram contabilizadas cinco ocorrências. “O tráfico de drogas e os assaltos a bancos intensificaram-se na região do Xingu por causa do maior número de pessoas e da movimentação de recursos nas cidades gerada pela obra”, afirma o delegado Paulo Kisner, chefe em exercício da Delegacia da Polícia Federal em Altamira. “Não estão sendo feitos investimentos nas cidades do Xingu e a consequência é o aumento do custo de vida para uma população pobre em sua maioria”, diz a coordenadora da ONG Xingu Sempre Vivo, Antonia Melo. O delegado acrescenta ainda que aumentou o número de pedidos de proteção a lideranças sociais pelo Ministério Público Federal.

Nas ruas da periferia de Altamira, onde asfalto e casa de alvenaria são raridade, os criminosos ganham território ao lado de trabalhadores oriundos de outras cidades e Estados para trabalhar na obra. Na rua dos Operários, na localidade do Baixão do Tufi, moradores denunciam, sob anonimato, a cobrança de uma espécie de pedágio por parte de homens armados pelo direito de circular nas ruas após as 22h. As abordagens para apreensão de armas e drogas e prisão de suspeitos têm sido cada vez mais constantes. Mas PMs declararam que as condições de trabalho estão aquém da dificuldade da tarefa. “As motos só têm três litros de gasolina por dia. Os carros, dez. Somente uma viatura circula à noite pela cidade. Falta munição também”, declarou um PM que não quis se identificar.

Em outra localidade conhecida como Baixão da Olaria, os pontos de venda de crack e cocaína proliferam-se como vírus. Foi nesse local que aconteceu o crime mais chocante do ano na região: o linchamento de Francisco Galvão, 17 anos, por um grupo de taxistas. Ele tentou defender o irmão Franciel, acusado de participar de um assalto a táxi, e foi espancado e esfaqueado. Um dos taxistas presos pelo crime chegou a ser resgatado por colegas que invadiram a delegacia local, onde o efetivo resumia-se, naquele momento, a um escrivão. O pai do jovem, José Roberto Galvão, 39 anos, mudou-se de lá. “Francisco era um menino trabalhador, não usava droga, não dava problema. Aqui está meio bárbaro. É cada um por si agora”, diz Galvão.

No último fim de semana, era impossível registrar uma queixa na mesma delegacia, pois os policiais estavam todos ocupados na investigação de cinco homicídios ocorridos em menos de 24 horas na cidade – um recorde. “O que me preocupa muito é a elevação das ocorrências relacionadas a infrações cometidas por adolescentes”, diz o promotor criminal de Altamira, Gerson Daniel Silva da Silveira. Em todo o Xingu, o número de adolescentes detidos por cometer infrações penais subiu 119% do ano passado para cá.

Uma das condições impostas pelo governo à Norte Energia, uma das responsáveis pela construção de Belo Monte, é a obrigatoriedade de investimentos na área da segurança pública. Foi assinado um convênio com a Secretaria de Segurança Pública do Pará, em que o consórcio se compromete investir até 2013 cerca de R$ 100 milhões em projetos de segurança nos 11 municípios. Até agora foram investidos apenas R$ 4,8 milhões. A Norte Energia afirma ter destinado verba para aluguéis de viaturas e compra de motocicletas para frotas policiais, além de reformas do prédio do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Polícia Militar. “Nós observamos um aumento no custo de vida da cidade, mas os investimentos em infraestrutura são exíguos em relação ao fluxo populacional que a obra ainda vai gerar”, afirma o procurador da República, Claudio Terri do Amaral.

Ouvidos por ISTOÉ, o comandante-geral da PM do Pará, coronel Mário Solano, e o chefe de Polícia do Interior, Sílvio Maués Batista, afirmam que vários índices de violência da região demonstram tendência de queda, como homicídio, roubo e furto, que registraram uma leve redução. Eles atribuem a uma maior eficiência policial o número de prisões registradas, principalmente de traficantes. Porém, de acordo com a Mapa da Violência 2012 (leia quadro acima), a taxa média de homicídios de Altamira é muito alta: 52,7 por 100 mil habitantes, cinco vezes acima do índice recomendado pelas Nações Unidas. Ainda de acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Sangari, o número absoluto de homicídios em Altamira subiu 56,7%, nos últimos três anos. Estima-se que até 20 mil pessoas devem aportar no Xingu para trabalhar em Belo Monte. É preciso impedir que a criminalidade avance no mesmo ritmo da obra.

HOMICÍDIOS MIGRAM PARA O INTERIOR

Em menos de dez anos, a taxa de homicídios das cidades do interior deve superar a das capitais e das regiões metropolitanas do País. Esta é uma das principais conclusões do estudo Mapa da Violência 2012, do Instituto Sangari, divulgado na semana passada. Dados obtidos junto aos Ministérios da Saúde e da Justiça demonstram que, na última década, os assassinatos passaram por um forte processo de interiorização no Brasil. O crescimento do índice de violência foi maior em pequenos municípios, sobretudo nos que têm entre 20 mil e 50 mil habitantes, que apresentavam índices muitos baixos nos anos 1990.

Outra conclusão da pesquisa é que nos Estados as taxas devem ficar mais homogêneas. Entre os mais violentos, Alagoas está em primeiro lugar com 66,8 homicídios por 100 mil habitantes. Outros Estados experimentaram uma subida vertiginosa da criminalidade, como Pará, Paraíba e Bahia. O destaque positivo vai para São Paulo, que conseguiu reduzir o índice de 42,2 mortes em cada 100 mil habitantes para 13,9. O Estado mais rico da federação deixou de ser o quinto mais violento e caiu para o 25°.

A pesquisa informa um outro dado alarmante. Nos últimos 30 anos, 1,1 milhão de brasileiros foram assassinados. “É como se uma cidade inteira tivesse sido atingida por uma bomba atômica”, disse o coordenador do Mapa da Violência 2012 Julio Waiselfisz. A taxa nacional obteve uma pequena redução em relação ao decênio anterior: passou de 26,7 para 26,2.

MANUAIS DE GUERRA NA INTERNET VIA OFICIAL


Manuais de guerra. Página do Exército na internet ensina como utilizar bazucas, fuzis, minas terrestres e até a montar armadilhas com granadas. Claudio Dantas Sequeira - REVISTA ISTO É, N° Edição: 219717.Dez.11 - 11:17

Na ocupação da Rocinha no início de novembro, a polícia encontrou em poder dos traficantes um lança-rojão AT-4, modelo de bazuca de uso restrito das Forças Armadas. Não foi a primeira vez que uma arma de guerra caiu nas mãos do crime organizado. Surpresa é descobrir que os criminosos podem aprender a manusear um equipamento destes com ajuda do próprio Exército. Estão disponíveis no site oficial das Forças Armadas, especificamente na página do Departamento de Ensino, manuais de operação do AT-4, do fuzil FAL 7.62 e outras armas portáteis. Também há instruções para uso de minas terrestres e montagem de armadilhas com granadas. Não se trata de manuais de fabricantes, mas documentos produzidos e avalizados pelo Estado Maior do Exército. Essa informação estratégica, que deveria estar guardada a sete chaves, pode ser acessada por cidadãos comuns a partir de alguns cliques no mouse. “Isso é um risco à segurança nacional”, avalia o coronel reformado Milton Corrêa da Costa, da Polícia Militar do Rio. “Já basta a legião de conscritos que são devolvidos às ruas com um mínimo de habilidade com equipamentos bélicos. Agora os narcoterroristas podem beber direto da fonte. É um absurdo”, critica.

Os manuais do Exército podem ser acessados de duas maneiras. Em sites de busca, basta colocar uma palavra-chave para acessar o link diretamente. Outra opção é entrar no site do Departamento de Ensino e preencher um cadastro, que não precisa ter informações verdadeiras. E engana-se quem pensa que se trata de informação técnica de difícil leitura. São manuais de campanha, que ensinam, por exemplo, técnicas de tiro noturno, tiros em alvos móveis, em operações ofensivas e defensivas, tanto em área urbana como na selva. No manual da bazuca, há todos os dados e recomendações de manuseio, além de desenhos e esquemas ensinando como disparar e em que circunstâncias é necessário ajustar a alça de mira. O manual de minas e armadilhas traz instruções sobre uso em todo tipo de operação, inclusive ofensivas, e dá dicas de lançadores e o preparo de campos de guerra.

Embora pareçam evidentes os riscos que o Exército corre ao disponibilizar manuais bélicos, o entendimento sobre a classificação desses documentos não é consensual. O coronel reformado Geraldo Cavagnari, pesquisador da Unicamp, não vê problemas e acha difícil controlar a divulgação. “Os traficantes não têm condições de ler um manual desses”, afirma. Corrêa da Costa discorda. “As autoridades brasileiras são muito inocentes na área de segurança nacional. Estamos a um passo de permitir a criação de uma milícia paramilitar”, adverte.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Enquanto isto, sobra para os esforçados policiais e povo em geral sofrerem com suas próprias vidas a ação da bandidagem, dirigida e instruída pelo próprio Governo.

CÚMPLICE OU HERÓI?

BEATRIZ FAGUNDES, O SUL
Porto Alegre, Sábado, 17 de Dezembro de 2011.

Quem fotografa ou filma um crime sem mover um dedo na busca de evitar o mal é mero assistente e posterior herói por denunciá-lo ou se transforma em cúmplice ao assistir, passivamente, o ato perpetrado pelo agente do mal?

Quem fotografa ou filma um crime sem mover um dedo na busca de evitar o mal é mero assistente e posterior herói por denunciá-lo ou se transforma em cúmplice ao assistir, passivamente, o ato perpetrado pelo agente do mal? Em 1994, o prêmio Pulitzer de Fotojornalismo foi ganho com uma fotografia chocante de uma criança sudanesa, que viria a atrair as atenções do mundo para o drama humanitário que se vivia, e ainda se vive, no Sudão e um pouco por todo o continente africano. O fotógrafo sul-africano Kevin Carter, aos 33 anos, foi o autor de uma inesquecível e trágica fotografia obtida em 1993 em Ayod, um pequeno distrito do Estado de Junqali, no Sudão, que percorreu o mundo inteiro: a figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, vergando-se sobre a terra, esgotada pela fome, prestes a morrer, arrastando-se para um campo alimentar da ONU (Organização das Nações Unidas), que distava 1 quilómetro dali, enquanto, em segundo plano, a figura negra e expectante de um abutre aguardava a morte da garota. Carter disse que esperou cerca de 20 minutos para que o abutre fosse embora e, como tal não sucedia, rapidamente tirou a foto, espantou o abutre, açoitando-o, e abandonou o local o mais rápido possível. Dois meses depois de ter recebido, por esta imagem, o Pulitzer Prize for Feature Photography de 1994, amargurado e castigado pela culpa, psiquicamente instável, dependente de estupefacientes e destroçado pela morte de um dos seus amigos íntimos e elemento do Bang-Bang Club, Ken Oosterbroek, Kevin Carter suicidou-se.

Associei o fato com as imagens que estão bombando no YouTube, nas quais uma enfermeira agride até a morte um cachorro da raça Yorkshire, na presença da filha de 3 anos, o qual repercutiu nas redes sociais e mobilizou a opinião pública nesta semana. Durante o ato, a mulher arremessa o animal para o alto e o prende dentro de um balde. Com a agressão, o cachorro não resistiu aos ferimentos e morreu. Toda ação é presenciada por uma criança, que permanece no mesmo espaço. Indignados com as cenas do vídeo, os internautas realizaram uma petição pública online pedindo a prisão da mulher e a aplicação de pena, mediante o crime. A enfermeira de 22 anos e com dois filhos vai responder na Justiça por crime de maus tratos e tortura psicológica de incapaz. A decisão foi tomada ontem pela Polícia Civil, de Goiás, e o inquérito, instaurado pela 11 Delegacia Regional de Formosa, será concluído na próxima semana. A mulher foi filmada espancando várias vezes o cãozinho no interior do apartamento onde mora. O delegado Carlos Firmino Dantas, de Formosa, já ouviu vizinhos da enfermeira e investigou denúncias anônimas.

Nas cenas, a enfermeira aparece com roupas de cores diferentes, o que levou a polícia a acreditar que as agressões ao yorkshire ocorreram várias vezes seguidas. Um dos vizinhos filmou a agressão. A acusada é enfermeira, mora em Goiânia, e trabalha em Formosa. Em poucas horas, o crime foi presenciado por mais de 300 mil internautas. Do episódio, deixo uma humilde indagação: o vizinho que filmou a vizinha, ao que consta em momentos diferentes, em nenhum momento pensou em abandonar a "missão" de filmar o ato e tentar impedir a continuidade da tortura e do crime? Devemos apenas assistir e, na atualidade, procurar filmar atos de indignidade humana ou nos tornamos responsáveis ao assistir um crime, sem qualquer tentativa de cessá-lo ou impedi-lo? A meu juízo, se o vizinho tivesse agido a tempo, o pequeno cãozinho estaria vivo, mesmo que muito longe da "louca" criminosa. A conferir!