SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

DEMISSÃO TERIA SIDO CAUSA DO TRIPLO ASSASSINATO EM CAXIAS DO SUL


FIM DA CAÇADA. Preso suposto mentor de triplo assassinato. Homem de 31 anos é suspeito de ter planejado crime que chocou o Estado - ADRIANO DUARTE | CAXIAS DO SUL

A fuga do homem que teria planejado e executado o triplo assassinato que chocou o Estado terminou às 18h de ontem, em um apartamento de Santa Maria, no centro do Estado. Sem demonstrar resistência, Luciano Dickel Boles, 31 anos, foi preso por homens do serviço de inteligência da Brigada Militar.

Desde a tarde de sexta-feira, ao ser apontado por um comparsa pelas mortes do empresário Gilson Fernandes, 44 anos, do filho dele, Vinicius, 14 anos, e do amigo do garoto, Germano Ioris de Oliveira, 13 anos, em Caxias do Sul, na Serra, Boles se tornou um dos homens mais procurados no Rio Grande do Sul. Detido na casa de uma namorada, no bairro Passo da Areia, ele entrou algemado em uma viatura da BM. Seria levado durante a madrugada a Caxias por agentes da Polícia Civil para responder por que teria matado cruelmente o homem que mais o apoiou profissionalmente e dois adolescentes que nunca lhe fizeram nada.

Há quase um ano, o suspeito saiu da pequena Dezesseis de Novembro, perto de São Luiz Gonzaga, nas Missões. A convite do empresário, deixou para trás a casa dos pais, moradores de um lote cedido pela família da viúva de Fernandes, e se instalou em Caxias. Ganhou a confiança da família, uma cama numa peça ao lado da casa e comida durante seis meses. Aprendeu com Fernandes a instalar sistemas de refrigeração, brincou com os filhos do casal e teria se deslumbrado.

Boles fazia questão de frisar em sua página no Facebook o sonho de enriquecer. Se imaginava, no futuro, habitando uma cobertura. Também acalentava uma paixão secreta por uma mulher. Cinco meses antes dos crimes, se mudou para o apartamento do comparsa Lucas Eduardo Macedo dos Reis, 22 anos, no bairro De Zorzi.

No início de dezembro, Reis conheceu Boles na empresa de Fernandes. Colegas lembram de ter visto a dupla comentar que alguém devia dar uma surra no chefe. Aparentemente, Boles considerava Fernandes exigente e se sentia humilhado. Via no patrão alguém a ser superado. “Você pode até me tratar como se eu fosse uma galinha, mas eu sei que sou uma águia”, desabafou na internet. Para familiares das vítimas, matar o empresário talvez significasse a vitória, o fim do estorvo.

Demissão teria sido estopim para o crime

Luciano Boles se expressa com palavras eruditas. Leitor de poesia e apreciador de MPB, mantinha um blog que não recebe atualizações desde 2008. Aos amigos e namoradas e, em sua página no Facebook, se dizia estudante de Psicologia e estimulava conversas a respeito do tema. Frequentou uma universidade de Ijuí, mas trancou o curso. Seu plano era continuar a faculdade em Caxias, o que teria ficado na intenção, segundo amigos.

No condomínio que dividia com Lucas Eduardo Macedo dos Reis, conheceu uma jovem e a teria pedido em namoro. Nos dias de folga, porém, viajava para Santa Maria para ficar com uma acadêmica de Farmácia.

– É um galanteador, fala palavras difíceis. Eu me sentia intimidada, ele não transmitia boa coisa – diz uma familiar do empresário morto.

Como auxiliar na empresa de Fernandes, Boles recebia R$ 1,2 mil. No ano passado, trabalhou durante um período como garçom em uma pizzaria, aos finais de semana. Viu a meta de vencer profissionalmente se distanciar quando a relação com Fernandes desmoronou: o empresário descobriu que Boles e Reis pretendiam competir no ramo da refrigeração e os demitiu.

Fernandes teria irritado ainda mais o ex-empregado ao adiar por duas ou três vezes o acerto da rescisão de trabalho.

O JOGO OFICIAL E A CONTRAVENÇÃO

WANDERLEY SOARES, O SUL. A volta à era Dutra.
Porto Alegre, Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012.


Até hoje, de ciência própria, repito, de ciência própria, conheço três doutores e dois ex-seminaristas que nunca fizeram uma fezinha no jogo do bicho nem sabem como tal atividade se desenvolve. Mas continuo pesquisando.

Em minha torre e onde estejam os cidadãos comuns como eu, além daqueles especiais que integram as sacrificadas organizações policiais, o austero Ministério Público, o sábio Legislativo e o inatacável Judiciário, sabem que o governo federal, com a cumplicidade dos poderes estaduais e municipais, banca sofisticados modelitos contravencionais para usurpar parte do ganho de brasileiros que sonham - e qual o brasileiro que não sonha? - com dinheiro caído do céu. Esta política da jogatina estatal, consagrada através da eficiência da Caixa Econômica Federal, é deliciosamente infernal, pois vigora na contramão da lei. Sendo infernal, como tudo o que acontece no céu e no inferno, é muito mal explicada. Lembro aos recém-chegados que desde os tempos do ilustre general Eurico Gaspar Dutra que, como presidente da República, inspirado nos valores espirituais e morais de sua mulher, proibiu, a partir de 1946, os jogos de azar no País e, simultaneamente e de lambuja, colocou o PCB (Partido Comunista Brasileiro) fora da lei. Os jogos de azar passaram para a clandestinidade assim como os comunistas. Os jogos continuam clandestinos, com exceção dos bancados pelo governo e os comunistas, aos quais saúdo, vivem, legalmente, a democracia plena na esquerda, no centro e até na direita. Sigam-me

Gente

A Comissão Especial do Senado criada em setembro do ano passado pelo honrado presidente daquela casa, José Sarney, senador postiço pelo Amapá (PMDB), para tentar a chamada mais abrangente reforma do Código Penal, estuda do aborto ao jogo do bicho, do estupro à discriminação dos gays, do regime semiaberto à pena de morte, além de outros temas que envolvem interesses estatais, religiosos, fisiológicos, empresariais, clubísticos, étnicos e coisas outras. Em maio próximo, as lucubrações da comissão serão apresentadas ao Senado. A análise obedecerá à condução do já citado postiço do Amapá. Nessa comissão estão obrando 16 cabeças do campo do Direito (procuradores, juízes e advogados) coordenados pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Gilson Dipp. Ficaram fora antropólogos, sociólogos, psiquiatras, psicanalistas, psicólogos, ou seja, gente que, fora do Direito Penal, conhece e sente o cheiro das gentes do Brasil. Um salto à frente.

Central de contravenção

Cria eu, como um humilde marquês, sempre cometendo ingenuidades devido ao isolamento da torre, que a comissão de doutos em Direito estudaria - visualizando a Copa do Mundo e a Olimpíada - os termos legais para liberar o jogo do bicho, os bingos, as pequenas casas de carteados e mais do que isso, estabelecer as linhas para a instalação de cassinos nos principais pontos turísticos do País. Milhares de empregos seriam criados para artistas de todas as artes, para profissionais de hotelaria, para trabalhadores de serviços gerais, para arquitetos, engenheiros, técnicos em segurança, decoradores, operários da construção civil, para relações públicas, jornalistas, advogados. Pois os doutores da Comissão Especial do Senado num tempo em que se fala em fazer da maconha um segmento da agricultura brasileira, mergulham em estudos para criminalizar o jogo num País em que o governo comanda uma central de contravenção toda sustentada por cada cidadão que habita e trabalha no seu território, num País em que a corrupção está tacitamente descriminalizada. Para os que acreditam nos doutos, cito Lupi: "Esses moços, pobres moços, ah se soubessem o que eu sei...".

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

REFÉM E ASSASSINATOS

ZERO HORA 30/01/2012

MARAU - Família é feita refém

Uma família foi feita refém durante um assalto na madrugada de ontem, em Marau, no norte do Estado. Três homens armados invadiram a residência de um empresário na localidade Colônia Gobbi, interior do município. Eles anunciaram o assalto e ameaçaram o proprietário da casa, a mulher e filhos dele com revólveres durante uma hora. Depois de recolher joias, dinheiro e armas da casa, no valor aproximado de R$ 25 mil, os homens fugiram. Ninguém foi ferido. A Polícia Civil tenta identificar os assaltantes.

NOVO HAMBURGO - Homem é morto a facadas

Um homem foi morto a facadas ontem em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Ederson Alexandro Pio, 36 anos, foi morto com sete golpes de faca por volta das 6h, quando ia para casa. O crime ocorreu na Rua Boston, no bairro Santo Afonso. A polícia ainda não tem suspeitos de cometer o crime.

SÃO LEOPOLDO - Assassinado a tiros

Um homem ainda não identificado foi morto a tiros na manhã de ontem em São Leopoldo, no Vale do Sinos. A vítima foi encontrada por volta das 7h30min na Rua Thomas Edison, no bairro Vicentina. Aparentando entre 25 e 30 anos, o homem não tinha nenhum documento e foi morto com tiros na cabeça e no braço esquerdo.

CAXIAS DO SUL - Crime teria sido premeditado. Preso diz que suposto mentor dos assassinatos fez fotos do local onde os corpos foram encontrados - ADRIANO DUARTE | CAXIAS DO SUL

Para amigos, um homem trabalhador, simpático, sonhador, bem articulado e sensível. Para a polícia, a imagem de bom moço seria apenas fachada de uma personalidade gananciosa, fria e cruel. As primeiras impressões sobre o suposto mentor do triplo assassinato que chocou a Serra são baseadas no depoimento de Lucas Eduardo Macedo dos Reis, 22 anos, coautor dos crimes, à delegada Suely Rech.

Até ontem à noite, o suposto comparsa do rapaz, preso na sexta-feira pela Brigada Militar, continuava foragido. Antes dos corpos do empresário Gilson Fernandes, 44 anos, do filho dele, Vinicius, 14 anos, e do amigo do garoto, Germano Ioris de Oliveira, 13 anos, serem encontrados em um lixão no Distrito de Santa Lúcia do Piaí, os familiares das vítimas custavam a acreditar que o foragido estava por trás das mortes.

Com a confissão de Reis, ficou evidente para a Polícia Civil e para a Brigada Militar (BM) de que o crime vinha sendo planejado há meses. Possivelmente, desde que Reis e o comparsa se tornaram amigos e decidiram dividir um apartamento no bairro De Zorzi, em agosto.

O mais surpreendente é que o foragido morou de favor durante sete meses na casa das vítimas. Nas horas vagas, brincava na piscina ou na sala de jogos com Vinicius. Em várias ocasiões, o homem cuidou da moradia enquanto a família viajava.

Antes de se mudar para Caxias do Sul em janeiro do ano passado, o suposto mentor dos crimes morava no município de Dezesseis de Novembro, nas Missões. A família de Ronize Gomes Maciel, 38 anos, mulher de Fernandes, era conhecida dos pais do suspeito. Na Serra, o suspeito também pretendia concluir o curso de Psicologia, segundo amigos.

Um detalhe chama a atenção da polícia: Reis revelou que o comparsa fez, em novembro, fotos do lixão onde os corpos foram encontrados, o que reforça a premeditação dos crimes. A dupla também tinha a intenção de comprometer outras pessoas pelo triplo assassinato. Para isso, abandonou o utilitário Kangoo levado da moradia no bairro Jardim América, com a chave na ignição. A expectativa deles era de que alguém furtasse o veículo e fosse incriminado.

O rapaz preso também confessou que eles já pretendiam assaltar a casa antes das demissões. O nome do foragido não está sendo divulgado porque ele ainda não foi preso e nem indiciado pelos crimes.

domingo, 29 de janeiro de 2012

NOVA ROTA DE ROUBO DE CARRO


Polícia apura nova rota de roubo de carro. Carros são desmanchados em poucas horas - CORREIO DO POVO, 29/01/2012


O combate à rota de veículos roubados entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina foi intensificado em Chapecó e Passo Fundo para desarticular uma quadrilha especializada em desmanches de carros roubados. A organização criminosa foi considerada bem estruturada pelos agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC), da Polícia Civil de Chapecó.

Segundo os policiais catarinenses, a maioria dos veículos roubados é originária de Passo Fundo e região. Por causa disto, as investigações têm a parceria da Defrec de Passo Fundo, sob comando do delegado Adroaldo Schenkel, que investiga o braço operacional da quadrilha, que seria responsável pelo roubo e furto dos veículos. Conforme os policiais civis, um carro levado do Rio Grande do Sul em uma tarde já amanhece desmanchado no dia seguinte no estado vizinho.

De acordo a DIC, a quadrilha tem alto lucro com a venda de autopeças dos veículos desmontados. Os agentes catarinenses capturaram recentemente três integrantes do bando em uma ação realizada em quatro lojas de venda de peças automotivas em Chapecó, apelidadas na região de "robautos".

Nos estabelecimentos, os policiais civis catarinenses encontraram, por exemplo, um Gol que havia sido levado de Soledade, no dia 21 deste mês. O veículo já estava sendo desmanchado e suas peças separadas e espalhadas por todo o estoque da loja para dificultar a localização.

As investigações começaram havia oito meses. Os agentes da DIC constataram que até veículos de São Paulo estavam sendo trazidos para Chapecó, como um Corsa, com placas de Taubaté (SP). Um dos presos foi apontado pelos agentes como especialista em desmanches de veículos. Ele seria capaz de desmontar sozinho um veículo inteiro em poucas horas.

CRIMINALIZAR OS FLANELINHAS



Projeto de Lei quer criminalização de flanelinhas. Líliam Raña é repórter da revista Consultor Jurídico. Revista Consultor Jurídico, 25 de janeiro de 2012

O Projeto de Lei 2.701/2011, do deputado Fabio Trad (PMDB-MS), tramita na Câmara com a proposta de criminalização dos chamados flanelinhas, os guardadores de carros estacionados em vias públicas. O projeto acrescenta ao Código Penal a infração que prevê pena de 1 a 4 anos de detenção para quem contranger ou solicitar dinheiro a pretexto de guardar ou vigiar o veículo. O dispositivo, além de agravar a pena quando o condutor constatar dano ao veículo, torna típica qualquer vantagem exigida pelo flanelinha.

Art.158-A – Constranger alguém, mediante ameaça, a permitir a guarda, vigilância ou proteção de veiculo por quem não tem autorização legal ou regulamentar para o exercício destas funções. Pena – detenção, de 1 a 4 anos, e multa.

§1º Incorre nas mesmas penas aquele que solicitar ou exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, dinheiro ou qualquer vantagem, sem autorização legal ou regulamentar, a pretexto de explorar a permissão de estacionamento de veículo alheio ou em via pública, bem como aquele que, sem o consentimento do condutor, constrange-o a permitir serviços de limpeza ou reparos no veiculo em via pública.

§2º As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, se resultar dano aos veículos em virtude do não consentimento do condutor.

Para o deputado, o projeto se justifica pela insegurança que os flanelinhas têm causado aos cidadãos que precisam utilizar as vias públicas. “As ruas passaram a ser ocupadas por indivíduos denominados flanelinhas ou guardadores de carros que se autoproclamam proprietários de determinada área, passando a ditar regras e normas de conduta às pessoas.” Trad destaca que a ausência do poder público em inibir inclusive as disputas entre eles “pelo domínio dos locais de grande fluxo de veículos nas zonas centrais ou nas proximidades de eventos culturais, esportivos e sociais das cidades brasileiras” aumenta violência e gera insegurança.

Os flanelinhas, de acordo com o deputado, chegam a exigir valores altos para vigiar o veículo, intimidando os motoristas. A disponibilidade de vagas também é condicionada pelo flanelinha, que reserva a via pública para os motoristas que aceitam o pagamento pelo “serviços de vigilância, guarda ou proteção”. Trad salienta, entretanto, que não é a vigilância que se paga, mas uma forma de garantia de não se ter o bem danificado. “Aqueles que se recusam a pagar as elevadas quantias exigidas, muitas vezes antecipadamente, têm seus veículos furtados, danificados ou sofrem agressões físicas.”

O deputado cita, por fim, a Teoria das Janelas Quebradas (Broken Windows Theory), de autoria de George L. Kelling e Catherine Coles. Trata-se de um livro de criminologia e sociologia urbana, publicado em 1996, que considera como forma de prevenção de delitos resolvê-los quando eles são pequenos. “Com a tipificação da conduta delituosa e reintegração das vias e logradouros ao poder público, estaremos possibilitando que a sensação de paz e tranquilidade retorne ao cotidiano dos pessoas.”

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O argumento do Deputado já se mostra equivocado ao citar a Teoria das Janelas Quebradas (Broken Windows Theory) como forma de prevenção de delitos no Brasil. Para ser eficaz e operante, esta teoria precisa de uma constituição enxuta, leis interagindo uma com as outras, poderes harmônicos, uma justiça coativa e uma execução penal digna e monitorada. Infelizmente, nenhuma destas existe no Brasil. Portanto, qualquer projeto ou lei que tente aplicar esta teoria é enfraquecida de imediato nas leis existentes e nas mazelas do sistema criminal brasileiro.

TRÊS DESAFIOS NA SEGURANÇA


Marcos Rolim, jornalista - ZERO HORA 29/01/2012

O PM aposentado Carlos Vinicius Silvestre foi baleado na cabeça em um assalto a uma padaria na Restinga. Pelas informações disponíveis, foi executado quando estava no chão e não oferecia qualquer resistência. Falamos, então, de conduta infame, marcada pela covardia e esperamos que a polícia consiga identificar o responsável, colhendo as evidências que amparem a necessária condenação. Não apenas porque é necessário punir o autor, mas também porque é preciso neutralizá-lo, de forma a impedir que volte a matar.

A tragédia deve, não obstante, para além das providências legais, atualizar vários desafios. Entre eles, cito três: 1) o que deve ser feito para garantir maior segurança aos nossos policiais civis e militares? 2) o que fazer para amparar os familiares desses profissionais em casos de morte violenta ou invalidez? 3) como desenvolver políticas públicas eficientes para reduzir a violência e inibir os caminhos que formam pessoas capazes de matar mesmo quem não lhes oferece resistência?

Cada uma dessas questões encerra enorme complexidade. Mas é preciso assinalar que nenhum policial estará minimamente seguro se seus direitos fundamentais como cidadão não forem assegurados pelo Estado. Isto envolve várias providências, a começar por uma política salarial que garanta – especialmente aos subordinados não oficiais e não delegados – a imprescindível valorização profissional; além de uma política de formação e de defesa dos direitos humanos dos policiais que lhes assegure amparo psicossocial e que os proteja nas corporações diante de eventuais posturas humilhantes e/ou arbitrárias, normalmente amparadas por noções deturpadas de hierarquia e disciplina.

Quanto ao apoio aos familiares dos policiais vitimados, lembro que o RS possui legislação única no país – a Lei nº 11.314, de 20 de janeiro de 1999, que “dispõe sobre a proteção, auxílio e assistência às vítimas da violência” e que inclui medidas de apoio aos familiares de policiais, agentes penitenciários e monitores da então Febem (atual Fase). Resultado de projeto de minha autoria, a lei – sancionada pelo governador Olívio Dutra – nunca foi aplicada.

Por fim, sobre os esforços de prevenção à violência, um dos temas mais importantes e urgentes à espera de política pública inovadora foi tratado pela excepcional série de reportagens publicadas por Zero Hora na última semana sobre os egressos da Fase. As evidências colhidas pelas matérias falam por si só: o sistema que temos de execução de medidas socioeducativas em meio fechado é não apenas ineficiente, mas – ao que tudo indica – contraproducente. Ele piora o prognóstico dos adolescentes privados de liberdade, agenciando o agravamento dos perfis infracionais e a reprodução ampliada da própria violência. É hora de mudá-lo.

BANDIDAGEM INVADE, ASSALTA E SEQUESTRA

ZERO HORA 29/01/2012

MAURICIO CARDOSO. Mulher sequestrada após assalto

Na noite de sexta, três homens invadiram uma casa em Vila Pranchada, interior de Doutor Maurício Cardoso, no Noroeste. Os criminosos amarraram Neri José Lucas, 71 anos, levaram R$ 900 e sequestraram a mulher dele, Nair Cavalini Lourenço, 55 anos.A Brigada Militar trabalhava ontem nas buscas ao trio.

CAXIAS DO SUL - Como ocorreu o triplo homicídio. Homem que confessou ter participado de crime em Caxias do Sul revelou como foram as mortes

O ex-empregado que confessou participação no triplo homicídio que chocou o Estado revelou detalhes do crime realizado na noite de terça-feira em Caxias do Sul. O homem que teria participado da ação com Lucas Eduardo Macedo dos Reis, 22 anos, está foragido. De acordo com o depoimento de Reis, envolvido nas mortes do ex-patrão, o empresário Gilson Fernandes, 44 anos, do filho Vinicius Fernandes, 15 anos, e do amigo Germano Ioris de Oliveira, 13 anos, o alvo dos criminosos era o empresário. Reis e o outro suspeito foragido eram ex-funcionários de Fernandes, dono de uma empresa especializada na venda e instalação de sistemas de refrigeração em São Luiz da 6ª Légua, região do bairro Cruzeiro. Conforme a delegada Suely, o suspeito foragido já planejava assaltar a moradia há mais tempo. Entretanto, ele e Reis foram demitidos semanas antes porque Fernandes descobriu que a dupla e um terceiro funcionário (sem envolvimento no crime) pretendiam abrir uma empresa concorrente.

O rapaz relatou que ele e o colega chegaram à moradia às 20h30min de terça, enquanto o empresário estava no bairro Bela Vista, em um jogo de vôlei. Para entrar na residência, a dupla disse a Vinicius que precisava falar com o pai dele. Como o adolescente os conhecia, liberou o acesso. Segundo o depoimento, Fernandes chegou em casa e seguiu com a dupla ao escritório da empresa, que fica ao lado. Lá, Fernandes teria se desentendido com a dupla, levado um soco e caído no chão. Em seguida, foi enforcado. Depois, os criminosos chamaram Vinicius. Quando o adolescente subia as escadas, recebeu um golpe de gravata no pescoço e foi asfixiado. Dali, os comparsas desceram ao salão de festas, onde estava Germano. Reis sufocou o menino com as mãos. A dupla deixou os corpos no lixão de Santa Lúcia do Piaí.

sábado, 28 de janeiro de 2012

REVOLTADO COM JUIZ, EMPRESÁRIO ENTRA ATIRANDO EM FÓRUM

OMAR JACOB, Direto de Fortaleza. Especial para Terra, 27/01/2012, 23h24


Um empresário foi preso na noite de quinta-feira no município de Guaraciaba do Norte (CE), na região de divisa com o Piauí, acusado de tentar matar o juiz Magno Rocha Thé Mota. De acordo com a polícia, Aldir Furtado Lopes estava inconformado com a decisão do magistrado de liberar Elias Balbino - que é acusado de sequestrar os filhos do empresário no final do ano passado.

De acordo com servidores do fórum da cidade, o homem entrou no prédio já efetuando disparos e chegou a apontar a arma para um promotor que estava no local. Ao todo, conforme o relato policial, foram três disparos que deixaram marcas no prédio. Os tiros causaram pânico em servidores que trabalhavam no momento da ação. O empresário fugiu em um veículo e houve perseguição e troca de tiros com PMs. Ele acabou preso e os policiais apreenderam uma espingarda com 12 cartuchos deflagrados.

Aldir estava inconformado por que o homem liberado da prisão pelo juíz tinha invadido a casa da família no dia 28 de dezembro. Além de sequestrar três filhos, um amigo da família e a empregada doméstica, Elias Balbino e Raimundo Firmino Neto também são suspeitos de terem roubados joias, aparelhos eletrônicos e um carro.

CRUELDADE - ASSASSINO CONFESSA DETALHES DO TRIPLO HOMICÍDIO DE CAXIAS DO SUL


Assassino confesso revela detalhes de triplo homicídio de empresário e adolescentes em Caxias do Sul. Para Polícia Civil, mortes de empresário e dois adolescentes foram premeditadas - ZERO HORA ONLINE, 28/012/2012

O depoimento de Lucas Eduardo Macedo dos Reis, 22 anos, envolvido nas mortes do ex-patrão e de dois adolescentes em Caxias do Sul, avançou durante a madrugada de sábado na Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec).

O jovem detalhou como aconteceram os assassinatos, a desova dos cadáveres e os possíveis motivos para o crime. A Polícia Civil espera prender nas próximas horas o segundo suspeito de participação no triplo assassinato, que está foragido.

Segundo a versão de Reis, o empresário Gilson Hilman Fernandes, 44 anos, seu filho Vinicius, 15, e o amigo da família, Germano Ioris de Oliveira, 13, foram asfixiados até a morte na noite de terça-feira em uma moradia na comunidade de São Luiz da 6ª Légua, região do bairro Cruzeiro.

O alvo dos criminosos era o empresário. Ou seja, os adolescentes só foram assassinados porque conheciam os autores. Reis e o outro suspeito foragido eram ex-funcionários de Fernandes, dono de uma empresa especializada na venda e instalação de sistemas de refrigeração em São Luiz da 6ª Légua.

O caso começou a ser desvendado na tarde de sexta-feira pelo serviço de inteligência da Brigada Militar (BM). Preso, Reis admitiu a co-autoria dos assassinatos, revelou o envolvimento do amigo com o qual dividia um apartamento no bairro De Zorzi e indicou aos policiais militares onde os corpos das vítimas foram jogados: um lixão clandestino em um penhasco no Distrito de Santa Lúcia do Piaí, interior de Caxias do Sul.

A BM também recuperou os objetos roubados das vítimas. De acordo com a delegada Suely Rech, que interrogou Reis, o crime teria sido premeditado. O rapaz relatou que ele e o colega chegaram a pé na moradia por volta das 20h30min de terça-feira.

Naquele momento, somente Vinicius e o amigo Germano estavam em casa, brincando. Fernandes participava de um jogo de vôlei com amigos em uma quadra no bairro Bela Vista. Para entrar na residência, os ex-funcionários disseram para Vinicius que precisavam falar com o pai dele. Justificaram, inclusive, que haviam sido chamados pelo empresário e deveriam aguardar. Como conhecia Reis e o outro suspeito, Vinicius liberou o acesso. A dupla permaneceu na casa até a chegada de Fernandes.

Enquanto os adolescentes ficaram na moradia comendo pizza, o empresário seguiu com a dupla até o escritório da empresa, que fica ao lado. Lá, após alguns minutos de conversa sobre débitos trabalhistas, Fernandes teria se desentendido com a dupla. Ele levou um soco no peito e caiu no chão. Em seguida, foi enforcado com a camiseta de Reis.

Posteriormente, os criminosos chamaram Vinicius alegando que o pai gostaria de conversar com ele. Quando o adolescente subia as escadas, recebeu um golpe de gravata no pescoço e foi asfixiado. Dali, os comparsas desceram ao salão de festas, onde estava Germano. Reis sufocou o menino com as mãos.

Após as mortes, a dupla colocou os corpos em sacos plásticos e seguiu para o lixão de Santa Lúcia do Piaí, distante cerca de 14 quilômetros da moradia. Para isso, eles usaram um utiliário Kangoo, pertencente a Fernandes. O veículo também foi usado para transportar as mercadorias roubadas até o apartamento dos amigos, no bairro De Zorzi.

Conforme a delegada Suely, o suspeito foragido já planejava assaltar a moradia há mais tempo. Entretanto, ele e Reis foram demitidos semanas antes do triplo assassinato porque Fernandes descobriu que a dupla e um terceiro funcionário (sem envolvimento no crime) pretendiam abrir uma empresa concorrente.

— Tudo se somou. O plano de furtar objetos da casa e a demora do empresário em pagar parte do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para o foragido, o que acabou culminando no crime. Acreditamos que o crime foi planejado com antecedência porque a dupla já sabia onde esconder os corpos — conta a delegada.

Reis está preso preventivamente. A prisão do outro suspeito já foi solicitada pela Polícia Civil. Bombeiros resgataram os cadáveres no final da noite de sexta-feira.

CRÔNICA DE UMA GUERRA ANÚNCIADA

MARCO AURÉLIO NOGUEIRA, PROFESSOR TITULAR DE TEORIA POLÍTICA E DIRETOR DO INSTITUTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA UNESP - O Estado de S.Paulo, 28/01/2012

O que era para ser festa pelos 458 anos de São Paulo virou vergonha, preocupação e convite à reflexão. O estopim foi aceso no domingo, 22, ao raiar da madrugada, quando a Polícia Militar (PM) paulista removeu à força os moradores de um terreno vazio do município de São José dos Campos, o Pinheirinho, pertencente à massa falida do investidor Naji Nahas. Cerca de 6 mil pessoas viviam na área de 1,3 milhão de metros quadrados. A operação tinha o respaldo de uma decisão judicial estadual, contestada por setores da Justiça Federal.

Decisão judicial emanada, a PM foi a campo. O ambiente era de conflito, pois os ocupantes se organizaram para resistir. E o que era para ser mero ato jurídico se converteu em batalha campal. Os militares expulsaram as pessoas de seus barracos, que foram sucessivamente destruídos por tratores. O confronto foi inevitável. Carros queimados, pessoas feridas, dezenas de presos, choques e pancadaria, cenas que se repetiriam nos dias seguintes. Tudo em doses desproporcionais ao que se tinha de fato no Pinheirinho: 1.500 famílias convencidas de que seria possível ter ali um canto para viver. Não havia exércitos inimigos nem "classes perigosas", mas uma guerra terminou por eclodir.

A ocupação do Pinheirinho ocorreu em 2004. O acampamento proliferou. Converteu o terreno num bairro, com comércio e igrejas. Deu perspectivas de vida e moradia a milhares de pessoas. Ao longo do tempo suas lideranças procuraram negociar a desapropriação pública do terreno e a atenção dos poderes municipais. Talvez não tenham tido a habilidade necessária, talvez não tenham sabido buscar os apoios e os meios necessários, certamente encontraram resistência, protelação e má vontade. Nos últimos tempos era clara a vontade de se ter uma saída negociada. A solução, porém, foi sendo postergada pelo poder municipal, desprovido de inteligência e de política urbana. Município, Estado e União assistiram ao crescimento do bairro e nada fizeram para gerenciar o que ali se estava gestando. Tiveram oito anos para isso. Aí, de repente, na calada da noite, decide-se remover à força os ocupantes. Insensatez.

É fácil criticar a PM, mas a ação foi estatal, autorizada. Teria agido a PM à revelia do governador ou a principal autoridade paulista não teve como escapar do fato de que "decisão da Justiça não se discute, cumpre-se"? Tão correta quanto essa máxima é a consideração do modo como uma decisão deve ser cumprida, a avaliação de suas consequências. Não era evidente que a remoção levaria a choques e confrontos? Que milhares de pessoas seriam prejudicadas? Sabia-se disso tudo porque tudo era de conhecimento público. Processos de desocupação à força ferem direitos, produzem vítimas e criam muito mais problemas que soluções.

Apesar disso, não houve uma voz que ponderasse e suspendesse a operação. Que freasse o massacre que se anunciava. A falta de flexibilidade horroriza porque, no dia anterior, o Tribunal Regional Federal interrompera a reintegração de posse e também porque, uma semana atrás, estava bem avançado um acordo entre as partes envolvidas. Faltou política com P maiúsculo. Não apareceu ninguém - partidos políticos, lideranças democráticas, poderes públicos - para facilitar o encontro de uma solução negociada. Somente as lideranças do Pinheirinho se mobilizaram, com a ajuda efêmera de alguns ativistas. Deu no que deu.

A repercussão foi imediata. As redes ferveram. A mídia repercutiu os acontecimentos. A Ordem dos Advogados do Brasil classificou como ilegal a reintegração de posse, realizada apesar de ordem da Justiça Federal mandando suspender a ação. Exacerbou-se o conflito de competências federativas. O governador de São Paulo prometeu verificar se houve abusos na operação. Da sociedade civil e de Brasília choveram críticas a ele e ao PSDB. Houve manifestações. A questão politizou-se. O que era para ser ato pontual se converteu em tema nacional, eleitoral, alimentado por uma tragédia social.

Por trás dele, um mar de dúvidas e perplexidades. Por que beneficiar proprietários em detrimento de moradores pobres? Não seria por um desejo não revelado de especulação imobiliária, por acertos espúrios entre alguns "anéis burocráticos"? Por que nada se fez pelo Pinheirinho no correr dos últimos anos, tempo em que os gestores públicos assistiram impassíveis à consolidação do bairro? Uma nódoa manchou os governos estadual e municipal, e o PSDB por implicação. Será difícil apagá-la. Ela respingou no sistema político como um todo, chegou a Brasília, ao Ministério das Cidades, e não só a ele. Sempre é fácil apelar para o pacto federativo quando se trata de justificar a ausência de políticas e o abandono dos mais fracos. Também é fácil falar em soluções ex-post facto.

A falta de ação política positiva, capaz de gerar consensos e soluções, ficou evidente no Pinheirinho. Mas está em toda parte. Os ambientes atuais estão congestionados de posições referenciadas por princípios que não se compõem com facilidade: o desejo de justiça, igualdade e liberdade versus a exigência de controle. É uma polarização que só tem feito se agravar. Aparece no modo como se pensa e se pratica a política hoje, na tensão despropositada entre representação e participação. Mostra-se na face autoritária e no particularismo dos governos, sempre prontos a defender os mais fortes.

Será preciso esforço, ideias e tempo para que amadureçam soluções democráticas consistentes para os problemas que estão a emergir da revolução atual, que está revirando os fundamentos do viver coletivo, e desta crise orgânica que está fazendo com que o capitalismo aprofunde suas imperfeições, desorganize os sistemas de produção e distribuição, as formas de vida, as identidades e os modelos políticos, complicando e problematizando as capacidades coletivas de reação e emancipação.

CRUELDADE - DOIS ADOLESCENTES E EMPRESÁRIO FORAM EXECUTADOS


COMOÇÃO NA SERRA. Mistério tem desfecho trágico. Ex-empregado confessou participação no assassinato de empresário, filho de 15 anos e amigo de 13 anos em Caxias do Sul - ADRIANO DUARTE | CAXIAS DO SUL, ZERO HORA 28/01/2012

Uma desconfiança alimentada por familiares e amigos do empresário Gilson Fernandes, 44 anos, se confirmou às 15h de ontem em Caxias do Sul. Lucas Eduardo Macedo dos Reis, 22 anos, admitiu o envolvimento na morte de Fernandes, de seu filho Vinicius, 15 anos, e do amigo do garoto Germano Ioris de Oliveira, 13 anos. Os três estavam desaparecidos desde a noite de terça-feira.

Provavelmente entre 22h30min e meia-noite de terça, Reis e um comparsa, ambos ex-empregados de Fernandes, mataram o homem e os adolescentes para roubar aparelhos eletrônicos, roupas e outros objetos na moradia da família, na comunidade de São Luiz da 6ª Légua, no bairro Cruzeiro. Depois, colocaram os corpos em dois sacos plásticos e os arremessaram em um penhasco no distrito de Santa Lúcia do Piaí, interior de Caxias.

O crime que provocou comoção na Serra começou a ser desvendado na manhã de ontem, quando PMs do serviço de inteligência da BM decidiram investigar quem eram os ex-empregados de Fernandes.

Nos dias posteriores ao sumiço, alguns familiares e conhecidos já haviam alertado a polícia de que o empresário havia demitido Reis e um colega cerca de duas semanas antes. Fernandes era dono da TecnoClima, empresa especializada na venda e instalação de sistemas de refrigeração. Supostamente, Reis e o comparsa planejavam abrir um serviço concorrente. Ao serem demitidos, eles teriam ameaçado o empresário. Os dois suspeitos moravam juntos no primeiro andar de um prédio no bairro De Zorzi.

PMs à paisana foram ao edifício. Enquanto conversavam com a porteira, Reis chegou a pé. Aparentemente calmo, ele aceitou levar os policiais até o apartamento.

– Vimos um tênis sujo de sangue em um canto. Ele desconversou. Abrimos a porta de um quarto e vimos vários objetos sobre uma cama. Ele continuou negando, mas depois admitiu que pertenciam aos sumidos – conta um dos PMs, que pediu para ter o nome preservado.

Pressionado, o rapaz confessou participação e acusou o outro comparsa pelas mortes. Em seguida, levou os policiais até o endereço da desova: um lixão às margens da estrada, distante cerca de 14 quilômetros da moradia do empresário. Os três teriam sido estrangulados.


Garoto havia visitado amigo para presenteá-lo

Os supostos assassinos do empresário e dos adolescentes pareciam querer dar pistas do crime. No dia posterior ao assalto, a polícia encontrou documentos da empresa no caminho que leva ao penhasco onde está o lixão. Alguns papéis também foram achados em uma rua do bairro Diamantino, próximo ao prédio onde Lucas Macedo dos Reis e o colega moravam.

Ontem, desconfiado da iminente solução do crime, o comparsa de Reis viajou. Na mesma tarde, a namorada dele pediu demissão do trabalho e se preparava para ir à rodoviária comprar uma passagem, mas acabou detida.

Supostamente, segundo a Brigada Militar, os jovens pretendiam apenas carregar objetos da moradia porque imaginavam que a família do empresário estaria viajando. Mas ao chegarem à casa encontraram Vinicius e Germano sozinhos – Germano havia visitado o amigo para levar um presente de aniversário para Vinicius, que completara 15 anos na semana passada. Como Vinicius conhecia Macedo, ele abriu um dos acessos para a dupla.

Naquele momento, o empresário Gilson Fernandes jogava vôlei em uma quadra do bairro Bela Vista.

Os dois teriam mantido os adolescentes reféns enquanto aguardavam a chegada de Fernandes em um utilitário Kangoo. O crime teria sido consumado depois das 22h30min, horário estimado da chegada do empresário em casa. Como eram muito conhecidos das vítimas, os jovens optaram pelos assassinatos.

À meia-noite, câmeras de vigilância de prédios vizinhos flagraram o Kangoo se deslocando a Santa Lúcia do Piaí, provavelmente carregando os corpos. Quarenta minutos depois, o veículo retornou. Reis e outro suspeito não têm passagens na polícia, segundo a delegada da Polícia Civil Suely Rech. A BM usou duas caminhonetes e um carro para carregar todas as mercadorias roubadas da casa e da empresa de Fernandes.

Os corpos das vítimas seriam resgatados do lixaõ na noite de ontem por uma equipe dos bombeiros.


As vítimas

GILSON FERNANDES, 44 ANOS - Natural de Tubarão (SC), morava em Caxias do Sul havia mais de 10 anos. Abriu a TecnoClima, empresa do ramo de ar-condicionado. Era casado com Ronise, 38 anos, com quem teve Vinicius e uma filha, hoje com seis anos. Segundo parentes, ele chegou à cidade da Serra em busca de oportunidade. Trabalhou como empregado até investir em um negócio rentável.

VINICIUS FERNANDES, 15 ANOS - Filho do empresário, cursaria a 8ª série no Colégio Madre Imilda e era estudioso. Gostava de jogar bola e videogame. Em fevereiro, iria para a praia com a família.

GERMANO IORIS DE OLIVEIRA, 13 ANOS - Estudava no Colégio São José, onde faria a 7ª série do Ensino Fundamental neste ano. Era amigo de infância de Vinicius, para quem na terça-feira foi levar um presente de aniversário na casa da família Fernandes, onde dormiria. Gostava de literatura e de jogar videogame. Era considerado um jovem culto e estava aprendendo a tocar violão.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Que enquadramento pode ter um crime deste? Em vários Estados dos EUA seria pena de morte ou prisão perpétua. No Brasil, estes bandidos cruéis receberão os benefícios de uma justiça morosa e tolerante; de leis fracas produzidas por parlamentares complacentes; de penas risíveis onde só se cumpre 1/6; de regimes frouxos; de licenças a cada data festiva; e de presídios comandados pelas facções mafiosas. Resta às vítimas o choro e à sociedade a indignação e a vergonha de viver no país da IMPUNIDADE.

ATÉ QUANDO VAMOS TOLERAR TUDO ISTO? PENSO QUE AOS MEMBROS DOS PODERES E À SOCIEDADE BRASILEIRA ESTÁ SOBRANDO CIDADANIA (defesa de direitos), MAS FALTA CONSCIÊNCIA CÍVICA ( defesa da nação (vidas e patrimônios), das leis, dos poderes, das instituições democráticas, do dinheiro público, da supremacia dos interesses públicos e da PAZ SOCIAL).



MAIS EXECUÇÕES NO RS

PORTO ALEGRE - Homem é encontrado morto na zona norte. Polícia acredita que vítima tenha sido espancada e deixada perto do sambódromo do Porto Seco - ZERO HORA ONLINE, 28/01/2012

Após uma denúncia anônima feita por telefone, policiais do 20º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Porto Alegre encontraram o corpo de um homem na Rua Silvestre Félix Rodrigues, próximo à rótula do sambódromo do Porto Seco. Por volta das 3h30min deste sábado, a vítima foi encontrada caída no chão, na Zona Norte. A polícia acredita que o homem, ainda não identificado, foi vítima de espancamento. Ele apresentava sinais de perfuração no pescoço. Segundo testemunhas, um automóvel Siena preto teria desovado o corpo no local. A Polícia Civil investigará o caso.

PORTO ALEGRE - Bairro Vila Nova. Mulher é encontrada morta com cinco tiros na zona sul de Porto Alegre. Segundo testemunhas, vítima teria sido jogada de dentro de um carro e executada - ZERO HORA ONLINE, 28/01/2012

Uma mulher ainda não identificada foi encontrada morta na noite de sexta-feira em Porto Alegre. O corpo da vítima estava na Estrada das Três Meninas, bairro Vila Nova, com marcas de pelo menos cinco tiros na cabeça. De acordo com o relato de testemunhas, por volta das 20h30min, a mulher teria sido jogada de um Renaut Megane cinza e, em seguida, teriam ocorrido os disparos. Informações preliminares apontam que o carro era ocupado por pelo menos outras duas pessoas além da vítima. O corpo foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML). O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD).

PASSO FUNDO. Polícia procura por suspeito de assassinato - ZERO HORA 28/01/2012

O vício em crack e uma briga entre um homem e duas mulheres podem ter motivado o assassinato de Carmen Luz de Oliveira, 41 anos, e a tentativa de homicídio contra Vanusa Alves da Silva, 25 anos, em Passo Fundo na quinta-feira. Um suspeito foi identificado e é procurado pela polícia.

O corpo de Carmen foi encontrado no Rio Passo Fundo, com mãos e pés amarrados. Vanusa estava em uma mata, com pés e mãos amarrados e amordaçada. Conforme a delegada Daniela Minetto, a vítima contou que ela e a amiga eram usuárias de crack. As duas teriam passado a tarde com o autor do crime, que Vanusa disse ter testemunhado. A necropsia ainda não havia sido concluída ontem. A polícia suspeita que Carmen tenha sido jogada viva na água.

MÁQUINA DA SEGURANÇA NÃO É PRIORIDADE

WANDERLEY SOARES, O SUL
Porto Alegre, Sábado, 28 de Janeiro de 2012.


A legislação contempla uma fiscalização mais rigorosa, mas a máquina da segurança, em todos os planos, não é prioridade de nenhum governo

O número de infrações de trânsito no RS em 2011, tema que está no campo da violência e, em parte, no da criminalidade, cresceu quase 6% em comparação com 2010. Levantamento do Detran revelou que foram dois milhões e 80 mil autuações durante o ano passado nas estradas e áreas urbanas. O excesso de velocidade responde por mais de 1/3 das multas. Depois, as infrações mais comuns foram: adulteração de carros e estacionamento em local irregular. O número de casos de embriaguez aumentou cinco vezes desde 2007. Em junho de 2008, foi aprovada no Congresso Nacional a Lei Seca e foram 16.295 multas por embriaguez em 2011. Em relação aos processos de suspensão da CNH houve aumento de 27%. Foram 8.014 ações instauradas em 2011. O certo é que a barbárie no trânsito sempre existiu, mas agora a lei contempla uma fiscalização de maior rigor. No entanto, o governo ainda está longe de priorizar para os profissionais dessa área com a estrutura de que necessitam - e que faz parte do clamor público - para uma fiscalização eficiente nas rodovias e áreas urbanas nas 24 horas do dia. Isso indica que as casas funerárias estarão sempre atentas para os episódios de nosso trânsito

Caminhões

Uma quadrilha assaltou, na madrugada de ontem, a indústria de papel Cocal, no bairro Sarandi, em Porto Alegre. Seis homens renderam o vigia e levaram dois caminhões vazios e uma empilhadeira. O segurança foi amarrado e só conseguiu se soltar no começo da manhã, quando acionou a polícia. Enigma: durante quanto tempo três caminhões roubados e uma empilhadeira poderão rodar no RS sem que sejam interceptados?

Históricos

Um comerciante foi baleado pelas costas enquanto atendia no bar de sua propriedade na Praça Rui Barbosa, Centro Histórico de Porto Alegre. O crime ocorreu na madrugada de ontem. Antônio Ferreira Costa foi encaminhado à emergência do HPS. Durante as noites e as madrugadas, o Centro Histórico de Porto Alegre é historicamente despoliciado

DIREITOS HUMANOS


BEATRIZ FAGUNDES, O SUL
Porto Alegre, Sábado, 28 de Janeiro de 2012.


Ineditismo será demonstrado no dia em que estes grupos de direitos humanos, avançarem na defesa dos direitos, atuando com tamanha força e determinação na defesa das vítimas

Podem me prender! Podem me bater! Mas, eu não mudo de opinião! Nada produz mais adrenalina e indignação neste meu corpo, que já, entre outras coisas, gestou e ofereceu a humanidade dois novos seres humanos para garantir a continuidade da raça na terra, do que fatos como o veiculado ontem a tarde sobre a consideração de um suposto proprietário dos "direitos humanos" no RS, o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos no Estado, Jair Kriscke, que acompanhou o lamentável, porém não surpreendente episódio de racismo na nossa mui leal e valorosa Porto Alegre, capital do Estado mais racista da federação.

Alguém será capaz de negar? Antes de referir a lamentável trapalhada racista, produzida por uma policial militar, que certamente deverá passar por uma reciclagem, na qual poderá compreender que o fato de ser negro não confere imediata condição de suspeito ou criminoso, exíguo, com o mesmo direito dos ditos representantes dos autodenominados Defensores dos Direitos Humanos, quando e em que circunstâncias eles foram prestar solidariedade e apoio à família do sargento Silvestre, que na Restinga, foi de forma violenta, covarde e sem qualquer possibilidade de defesa assassinado com um tiro certeiro na cabeça, após ter sido reconhecido como integrante (era aposentado) da Brigada Militar?

Ao reconhecer um erro de abordagem, o comando da BM (Brigada Militar) surpreendeu ao abrir o quartel e pedir desculpas públicas aos dois estudantes africanos envolvidos em um suposto caso de racismo, na Capital. A Brigada Militar tem que lamentar um fato desses. "Fazemos questão de recebê-los e pedir desculpas. Se foi como eles relataram, foi lamentável", disse o coronel Altair de Freitas Cunha, subcomandante da BM, no exercício do comando. Tibulle Sossou, 22 anos, e Sagesse Kalla, 21 anos, ouviram as desculpas do coronel Cunha. O racismo no RS é uma praga difícil de ser abolida pela simples razão de que não reconhecemos o problema

Para o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos no Estado, Jair Kriscke, a iniciativa é pioneira, única e histórica: "Isso é inédito. Um pedido de desculpas. Um exemplo para o Brasil", considerou Jair. Ineditismo mesmo será demonstrado no dia em que estes grupos de direitos humanos, que nasceram no período em que tínhamos presos políticos nas cadeias deste Brasil, portanto, cumprindo com um papel fundamental na defesa da democracia, avançarem na defesa dos direitos, atuando com tamanha força e determinação na defesa das vítimas.

Poderia destacar outros crimes. Fico apenas com a execução sumária, com um tiro implacável e certeiro na cabeça, do sargento Silvestre, aposentado da Brigada Militar, desferido no último domingo em uma padaria no bairro Restinga, que resultou em morte, horas depois, no Hospital de Pronto Socorro. Por acaso o Senhor Jair Krishke foi, em nome dos direitos humanos, ao menos visitar a família, para saber se precisavam de algum apoio? Não! Então, com todo respeito, dispenso como forma de pressão ao Estado, ou mesmo à Brigada Militar a presença dos tais representantes dos direitos humanos, questionando uma lamentável trapalhada produzida por um, ou mais de seus membros nas ruas de nossa Capital.

Quem elegeu essas pessoas como representantes dos Direitos Humanos no Rio Grande do Sul? Quando e onde esta eleição aconteceu, para que eles falem em nosso nome? Por que eles não visitam as vítimas de estupradores, assassinos, sequestradores? Qual o motivo para estarem a postos para defender a integridade física de qualquer preso - mesmo o mais violento - quando a atuação é nula em defesa das vítimas? Uma mulher pode ser estuprada, assassinada, mas seu estuprador e assassino não pode levar nenhum tapa? Até quando teremos que conviver com esta palhaçada? Porque não visitaram a família do sargento Silvestre, que foi executado por marginais na Restinga? Por quê? Tem uma expressão gaudéria que define: "Não me faz te pegar nojo"!

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Parabenizo a ilustre colunista pela excelência da colocação do tema e do problema. Os Direitos Humanos no Brasil só aparecem diante de crimes de racismo e políticos, e se ocultam diante de crimes bárbaros contra policiais, crianças, adolescentes, idosos e apenados depositados em prisões superlotadas, inseguras e insalubres. Por que?

A BM está de parabéns em reconhecer publicamente seu erro, mas o Governo Estadual e o Poder Judiciário serão capazes de reconhecer seus erros, descaso e negligências na execução penal? O Poder Legislativo será capaz de reconhecer seus erros ao deixarem de exigir do Poder Executivo soluções prisionais e pedir o impeachment do governante que continuar tratando com descaso os apenados e infratores colocados sob sua guarda e custódia? E a sociedade reconhecerá seus erros de continuar elegendo políticos ausentes, farristas, tolerantes e improdutivos? A sociedade, através de seus representantes no parlamento, reconhecerá seus erros aceitando uma justiça morosa, divergente, centralizada, desacreditada e plena de mazelas que impedem a aplicação coativa das leis? A Democracia, a Liberdade e a Paz Social têm origens no respeito aos direitos humanos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

TRAFICO DO RS COM ARMAS DE GUERRA


POLÍCIA. Denarc apreende armas e detém traficantes na zona norte de Porto Alegre. Operação também apreendeu, na rodoviária da Capital, uma mala vinda do Mato Grosso com 22 kg de skunk, uma forma de maconha - Eduardo Torres, ZERO HORA ONLINE, 27/01/2012 | 11h22


Em duas ações entre a tarde e a noite de ontem, os agentes do Denarc apreenderam 22kg de maconha escondidos em uma mala que chegava em ônibus vindo do Mato Grosso do Sul, na Rodoviária de Porto Alegre.

Na sequência, quatro homens foram presos com duas armas de grande poder de fogo de uso restrito pelas Forças Armadas em um apartamento no Parque Santa Fé, Zona Norte da Capital.

Foram apreendidos uma submetralhadora 9mm, usada pelo Exército do Uruguai, e um fuzil 7.62, argentino. Os suspeitos ainda tinham 1,3kg de cocaína no apartamento. A suspeita da polícia é de que eles fariam a entrega da droga em pontos de tráfico na Vila Santa Rosa, Bairro Rubem Berta.

Conforme o delegado Rodrigo Zucco, o armamento pesado era uma forma do bando se proteger de ataques dos Bala na Cara na região do Território da Paz.

O Denarc ainda investiga uma possível ligação entre a maconha apreendida e os traficantes presos.

OS JOVENS E A CULTURA DA VIOLÊNCIA


DILAN CAMARGO, ESCRITOR, CIENTISTA POLÍTICO - ZERO HORA 27/01/2012

A série de reportagens de Zero Hora sobre os 162 infratores “Meninos condenados” está muito além de toda a literatura brasileira de um Rubem Fonseca, de uma Patrícia Melo, de um Marçal Aquino, de um Fernando Bonassi, que escrevem histórias sobre a violência na sociedade brasileira. Não é ficção. É um trabalho paciente e minucioso, que revela e desvela. Só não vai entender quem não quer. Um jornalismo para documentar, uma reportagem verdadeira, de tirar o véu e de não deixar dormir.

Esta é uma matéria jornalística metodologicamente tão consistente e tão objetiva nos seus dados, como no contexto sociológico em que se fundamenta, que não poderá ser ignorada. Ela é um ponto de partida para o futuro, para ser levada a sério pelos efetivamente interessados em buscar novos caminhos. O resto pertencerá ao passado, que já fracassou absolutamente. E o que fracassa absolutamente precisa de soluções absolutamente diferenciadas. Qual a solução? A resposta ainda não existe, e vai demorar, porque a sua busca está radicalmente prejudicada pela acomodação e pelo regozijo com conceitos, teses, diagnósticos, métodos, políticas públicas, abordagens, terapias, serviços, que não foram eficazes. Dez anos é um tempo mais do que suficiente como período de análise. O fato é que o olhar está desfocado e o rumo perdido.

Se não é assim, por que esses 162 jovens não conseguiram romper o círculo de fogo que os cerca como feras no circo urbano da violência? Por que fracassaram? São 1,5 mil anos de cadeia distribuídos em condenações judiciais! Por que as famílias, a sociedade, o Estado, não conseguiram lhes estender a mão e salvá-los desse sumidouro social? Por que um batalhão de familiares, psicólogos, assistentes sociais, monitores, promotores, juízes, defensores, ministros, sociólogos, educadores, pesquisadores, e tantos outros, de posse de um festejado instrumento legal como o Estatuto da Criança e da Adolescência não conseguiram, numa década, recuperar nenhum jovem infrator? Por quê? E, por favor, chega de retórica. Chega da moralina dos ingênuos e do ranço ideológico dos idealistas autoritários com o seu messianismo manipulador.

Desconfio de que os nossos modelos, os nossos paradigmas de pensamento social precisam ser reinventados, a partir da realidade, com a crítica dessa mesma realidade, para que efetivamente possamos transformá-la. Desconfio de que nosso desvio é epistemológico. Nossas teorias das ciências sociais não conseguem dar conta da realidade social brasileira. E essa imensa incompetência se reflete diretamente nas leis penais e processuais, nas instituições, nos preconceitos, nas políticas de atendimento e de assistência, que constituem o chamado sistema socioeducativo de jovens infratores.

Por que não conseguimos nos levar a sério frente a uma catástrofe social dessas dimensões? Por que brincamos de sociedade? Por que somos fabulistas e nos eximimos numa retórica permissiva, abusando de uma falsa interdisciplinaridade que mistura sociologia, psicologia, antropologia, culturalismos, e que dilui conceitos e valores? Por que batemos de frente contra o velho e insistente princípio de realidade? Por que não aceitamos de uma vez por todas que, embora tenhamos a sexta economia do mundo, paradoxalmente, somos um dos países mais desiguais e violentos do mundo, e com um dos mais precários sistemas públicos de proteção à família, às crianças e aos jovens?

CRIME BRUTAL

Mulher amarrada é achada morta em rio - FERNANDA DA COSTA E MARIELISE FERREIRA | PASSO FUNDO, ZERO HORA 27/01/2012

Ao resgatar o corpo, polícia localizou outra mulher amordaçada em mata
Um crime bárbaro intriga a Polícia Civil de Passo Fundo, no norte do Estado. Uma mulher foi morta, amarrada e jogada em um rio na tarde de ontem. Enquanto a vítima era retirada da água, curiosos que acompanhavam o resgate ouviram um choro e encontraram outra mulher, também amarrada e amordaçada na mata próxima ao rio.

Ocaso foi descoberto por meio de uma denúncia feita à Brigada Militar. A ligação chegou à central da BM por volta das 18h. Uma pessoa afirmava ter visto um homem estacionar um carro e tirar de dentro do porta-malas uma mulher nua, que aparentava estar morta e com as mãos amarradas. O homem teria jogado o corpo da mulher dentro do Rio Passo Fundo, em um ponto que fica próximo à estação rodoviária da cidade.

Policiais e equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local e conseguiram localizar o corpo. A vítima foi identificada como Carmen Luz de Oliveira, 41 anos.

Enquanto era feito o resgate, veio a surpresa. Moradores que assistiam à operação da BM e dos bombeiros ouviram gemidos e um choro abafado. No meio da mata próxima ao local, os policiais encontraram outra mulher, com as mãos e os pés amarrados, uma jaqueta enrolada no rosto e amordaçada com torrões de terra na boca.

A segunda vítima ainda estava viva e foi levada para atendimento médico no Hospital da Cidade. Segundo o hospital, ela apresentava quadro estável, sem muitos ferimentos. A polícia suspeita que a mulher possa ter testemunhado o crime. Em estado de choque, a mulher não deveria ser ouvida pela polícia durante a noite.

Necropsia apontará circunstâncias da morte

A BM tenta localizar a movimentação e identificar o veículo por meio das câmeras de monitoramento da rodoviária e das câmeras localizadas em ruas próximas. A Polícia Civil começou a ouvir testemunhas ainda durante a noite, para esclarecer as circunstâncias do crime. Um morador de rua contou em depoimento na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) que Carmen e a outra mulher eram amigas e moravam em barracos próximos ao rio. A necropsia vai revelar as causas da morte e se a mulher foi morta antes de ser jogada ao rio.

DESAPARECIMENTO MISTERIOSO MOBILIZA COMUNIDADE

Investigação. Desaparecimento misterioso mobiliza comunidade em Caxias do Sul. Grupos de buscas estão sendo organizados por amigos e conhecidos de empresário e dois adolescentes. PIONEIRO, 27/01/2012 | 06h10min

Uma rede de solidariedade está se formando em Caxias do Sul para apoiar as buscas a um empresário de 44 anos, seu filho de 15 e um amigo da família de 13 anos. Os três sumiram na noite de terça-feira supostamente após um assalto a uma moradia na comunidade de São Luiz da 6ª Légua, na região do bairro Cruzeiro.

Familiares, amigos e a polícia acreditam que o trio possa estar imobilizado em algum matagal ou cativeiro sem possibilidade de comunicação. Três hipóteses são investigadas: roubo, sequestro e vingança. Entretanto, até o início da noite de quinta-feira, parentes do trio não haviam recebido nenhum pedido de resgate.

Mães de colegas procuraram a família de um dos menores para oferecer ajuda. A ideia é reunir o maior número possível de pessoas para procurar pistas dos desaparecidos em bairros e estradas vicinais. Algumas pessoas estão compartilhando informações em redes sociais na internet.

As irmãs do Carmelo do Menino Jesus, conhecidas como carmelitas, também receberam vários pedidos de oração em favor dos desaparecidos nesta quinta. O frei capuchinho Jaime Bettega reiterou em seu programa de rádio a importância da população em colaborar com informações na investigação.

Denúncias podem ser encaminhadas para os telefones 181 (Disque-Denúncia), 197 (Polícia Civil) ou 190 (Brigada Militar).

A identidade dos desaparecidos está preservada a pedido da polícia e de familiares com o objetivo de preservar a integridade do empresário e dos adolescentes.

DRAMA DE UMA MÃE PARA ENCONTRAR FILHO DESAPARECIDO EM POSSÍVEL ASSALTO E SEQUESTRO TRIPLO

Drama de uma mãe em busca do filho. Mulher relata conversa ao celular com o garoto antes de sumiço triplo - ADRIANO DUARTE | CAXIAS DO SUL, ZERO HORA 27/01/2012

Um telefonema às 22h20min de terça-feira foi o último contato que uma mãe teve com o filho de 13 anos antes de ele desaparecer misteriosamente, com um empresário de 44 anos e seu filho de 15 anos, supostamente após um assalto a uma residência na localidade de São Luiz da 6ª Légua, no bairro Cruzeiro, em Caxias do Sul. Desde então, a mulher, familiares e amigos procuram incansavelmente pistas do adolescente em bairros, vilas e comunidades do interior do município.

Até o final da noite de ontem, a força-tarefa montada pela Polícia Civil para investigar um dos casos mais misteriosos dos últimos anos na serra gaúcha ainda não tinha informações sobre o paradeiro dos três desaparecidos.

Abalada, ao lado do marido e do filho mais velho, de 18 anos, a mulher de 50 anos recebeu na tarde de ontem a equipe do Jornal Pioneiro para falar sobre o drama que vive. Ela relatou o que o filho teria feito nas horas que antecederam ao sumiço e detalhes da última ligação telefônica. A mãe o descreve como caseiro, que adora livros e jogos eletrônicos.

Amigos passaram a tarde na casa se divertindo

Neste ano, o adolescente deverá cursar a 7ª série do Ensino Fundamental. Os investigadores acreditam que, enquanto o homem de 44 anos trabalhava na empresa ao lado da casa, os dois amigos aproveitaram a tarde para se divertir na moradia. Para isso, tinham à disposição videogame, TVs, piscina e um amplo salão de jogos.

Durante parte do tempo, eles tiveram a companhia da empregada da família do empresário. À noite, teriam ficado sozinhos, uma vez que o empresário saiu para jogar vôlei em uma quadra de esportes no bairro Bela Vista. Quando foram surpreendidos por supostos criminosos, possivelmente, os dois garotos brincavam com peças de montar, um dos passatempos preferidos da dupla. A polícia e familiares encontraram os brinquedos sobre uma mesa. Também havia sinais de sangue no local.

A pedido da Polícia Civil e dos familiares, os nomes do empresário e dos adolescentes estão sendo mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigação.

Como ajudar - Informações sobre o caso podem ser repassadas pelo 190 (Brigada Militar), 197 (Polícia Civil) ou 181 (Secretaria da Segurança). Não é preciso se identificar.


“Temos esperança de reencontrá-lo”. Mãe do adolescente desaparecido em Caxias do Sul. Confira os principais trechos da entrevista da mulher de 50 anos ao Jornal Pioneiro:

Pioneiro – O seu filho dormiria na casa do amigo?

Mãe – Sim. Eram muito próximos, desde a infância, e meu filho tinha esse costume. Naquele dia, meu marido deixou ele na casa (do amigo) por volta das 13h30min. Ele saiu de casa com uma mochila, carregando duas camisetas, duas bermudas, chinelo, pijama e um notebook. Também levava um CD de jogos que daria de presente de aniversário ao amigo. Ele não pôde presenteá-lo antes porque estávamos na praia.

Pioneiro – O que aconteceu naquele dia?

Mãe – Fiquei trabalhando até tarde. Acho que uns 15 minutos antes das 22h eu liguei para o celular do meu filho, mas ele não atendeu. Então, liguei para a casa do amigo, e também não atenderam. Estranhei e telefonei para o pai do amigo. Ele me tranquilizou e disse que estava comprando uma pizza e em cinco minutos chegaria em casa e retornaria o telefonema. Fiquei mais calma e fui assistir a um pouco de TV. Passou o tempo e estranhei não ter recebido resposta. Mas sabe como é: quando alguém fala cinco minutos não especifica exatamente o tempo. Então, liguei novamente para o celular do meu filho e, desta vez, ele atendeu.

Pioneiro – O que conversaram?

Mãe – Ele me explicou que não havia atendido antes porque o celular estava no silencioso e não tinha percebido. Notei sua voz rouca e perguntei se estava tudo bem. Ele respondeu que estava tudo normal. Perguntei se ele havia passado um creme antialérgico, e ele confirmou. Também comentou que o amigo havia gostado do presente. Então, nos despedimos. Voltaria a falar com ele no outro dia.

Pioneiro – A senhora percebeu algo de anormal?

Mãe – Não, não ouvi nada que pudesse estar acontecendo ali. Mas desconfio que eles (supostos ladrões) já deveriam estar na empresa (que fica ao lado). Acho que meu filho e o amigo não perceberam nada. Eles (ladrões) deveriam estar com ele (o empresário) antes de ir até a casa.

Pioneiro – A senhora e familiares já percorreram muitos lugares em busca do filho e do amigo?

Mãe – Fomos a muitos lugares. Até na Rota do Sol fomos ontem (quarta-feira), mas nos avisaram que haviam achado o carro (um utilitário Kangoo do empresário), e mudamos o caminho.

Pioneiro – Inicialmente disseram que seu filho teria sido sequestrado usando apenas pijama. É verdade?

Mãe – Pensamos nisso, mas depois percebi não foi bem assim. Quando a polícia autorizou, voltamos à casa para recolher alguns objetos. Encontramos apenas o pijama, um par de chinelos e uma roupa extra que ele levava na mochila. Imagino que ele tenha sido levado apenas de bermuda, camiseta e descalço.

Pioneiro – Como tem sido sua rotina?

Mãe – Buscamos apoio em Deus, nos amigos. Passei a noite inteira olhando para a foto do meu filho no Facebook, conversando com ele, pedindo respostas. Algumas mães de colegas dele me procuraram e disseram que vão montar um grupo para ajudar nas buscas. Soube que há pessoas orando. Eu trabalho em uma área que lida com perdas. Nessas horas, precisamos muito desse apoio, disso tudo. Temos muita esperança de reencontrá-lo, ver todos bem.

Rede de solidariedade é formada

Uma rede de solidariedade está se formando na cidade para apoiar as buscas ao empresário e adolescentes sumidos.

Mães de colegas procuraram a família de um dos menores para oferecer ajuda. A ideia é reunir o maior número possível de pessoas para procurar pistas dos desaparecidos em bairros e estradas vicinais. Algumas pessoas estão compartilhando informações em redes sociais na internet.

As irmãs do Carmelo do Menino Jesus, conhecidas como carmelitas, também receberam vários pedidos de oração em favor dos desaparecidos nesta quinta. O frei capuchinho Jaime Bettega reiterou em seu programa de rádio a importância da população em colaborar com informações na investigação.


Entenda o caso

- Na noite de terça-feira, um empresário de 44 anos, o filho, de 15, e um amigo da família, de 13, estavam em uma casa em Caxias. A mulher do empresário e uma filha pequena visitavam familiares em outra cidade.

- Supostamente, assaltantes invadiram a casa e renderam o trio entre a noite de terça e a madrugada de quarta-feira. Da residência, teriam roubado aparelhos eletrônicos e outros objetos. Da empresa ao lado, levaram uma central telefônica, um computador contendo imagens das câmeras de vigilância e um utilitário Kangoo. O homem e os adolescentes teriam sido levados pelos criminosos.

- O crime só foi percebido no início da manhã de quarta, quando funcionários do empresário depararam com a porta do estabelecimento fechada. Encontraram a empresa e a casa reviradas, mas nenhum sinal dos moradores. Havia sinais de sangue na moradia e no estabelecimento.

- No final do dia, a polícia localizou o Kangoo estacionado, com a chave na ignição, na Rua Ítalo Victor Bersani, no bairro Jardim América. O veículo estaria ali desde o início da madrugada. Documentos da empresa foram encontrados espalhados em uma rua do bairro Diamantino e na estrada que liga São Luiz ao distrito de Santa Lúcia do Piaí.

- Até ontem, não havia pistas do paradeiro do empresário e dos adolescentes. A Polícia Civil investiga três hipóteses: roubo, sequestro ou vingança. Supõe-se que as vítimas tenham sido imobilizadas em algum matagal ou cativeiro, sem possibilidade de comunicação. A família, contudo, não recebeu nenhum pedido de resgate. A Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros fazem buscas aos desaparecidos.

BANDIDO SEGURO


WANDERLEY SOARES, O SUL
Porto Alegre, Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012.


Ao executar um policial, aqui no RS, o quadrilheiro tem uma espécie de salvo-conduto.

Pelos muitos episódios que testemunhei como repórter durante a ditadura, quando a mídia da época era amordaçada e obrigada a usar de uma complexa criatividade para pelo menos insinuar denúncias de torturas, humilhações contra trabalhadores, inclusive contra mulheres, prisões ilegais, vinditas de chefetes em órgãos públicos, surubas, bacanais de pessoas tidas como respeitáveis que trocavam favores com rufiões e donas de cabarés, por tudo isso e algumas pitadas mais, em momento algum sou levado a contestar a existência do Movimento de Direitos Humanos. No entanto, por uma questão de tolerância humanista, no campo da violência e da criminalidade, não deixo de entender a explosão do clamor público quando criminosos profissionais são, explicitamente, contemplados com as benesses da lei ou com decisões isoladas e pretensamente magnânimas de quem jamais sentiu o cheiro de um bandido em ação. Entendam: estou falando de bandidos profissionais. Sigam-me

Bandido seguro

O sargento da reserva da Brigada Militar Carlos Vinicius Silvestre, 47 anos, foi executado numa ação realizada por dois bandidos. Foi obrigado a deitar no chão e levou um tiro na cabeça diante de sua mulher. Pois ao cometer esse crime, o bandido, já identificado, passou a gozar de plena segurança. Talvez esteja ele mais seguro do que eu ou do que aqueles cidadãos ou cidadãs que agora estão me lendo. Ocorre que, mesmo num enfrentamento com tiros, o autor da execução, se morto for, em seguida estará aberta uma discussão sobre o direito ou não de policiais vingarem seu companheiro. E, é claro, os familiares do bandido que realizou a execução e de seu cúmplice buscariam o ombro amigo do Movimento de Direitos Humanos. E não faltará um corregedor magnânimo para colocar em dúvida o tiroteio, se um dia houver. Digo mais ainda: o bandido que mata um policial, uma vez em liberdade, passará a temer somente um outro bandido que queira fazer média com a lei. Assim funciona a sarjeta com suas próprias leis e dispositivos de segurança.

Execução

A Polícia Civil prendeu, ontem, três homens no chamado Território da Paz da Lomba do Pinheiro. Eles são acusados de participar da execução, em abril do ano passado, do traficante Luis Marcelo Pereira de Lima, 33 anos, que era conhecido como Lobisomem.

Maconha

Três homens que ocupavam um carro com placas de Curitiba foram interceptados e presos, ontem, em Erexim. Com eles, os policiais encontraram 11 quilos de maconha, droga que teria saído do Paraguai e seria comercializada no Norte do Estado. Em Sapucaia do Sul, quatro traficantes de drogas foram presos no Loteamento Colina Verde. Entre os detidos está o líder do grupo e responsável por vários assaltos na região, conhecido como Baiano, que costumava dizer que não temia a polícia. Ao ser preso, Baiano ficou quietinho. Não reagiu.

Crime e castigo

Dois homens tentaram roubar, na madrugada de ontem, a moto de um brigadiano, que estava à paisana, na BR-116, em Novo Hamburgo. Houve tiroteio de madrugada. Um dos bandidos ficou ferido e acabou preso quando procurou atendimento no hospital. O segundo bandido fugiu.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TRIÂNGULO DA MORTE EM SÃO PAULO


'Triângulo da morte' concentra assassinatos em SP - ANDRÉ MONTEIRO DE SÃO PAULO, FOLHA.COM, 26/01/2012 - 17h49

Mais de mil pessoas morreram assassinadas na cidade de São Paulo no ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria da Segurança Pública. As estatísticas mostram que, com 1.074 homicídios, praticamente três pessoas foram mortas por dia na cidade.

Os maiores números de vítimas estão concentradas nos distritos policiais do Parque Santo Antônio (52), Campo Limpo (51) e Capão Redondo (42), na zona sul, região historicamente violenta que já foi chamada de "triângulo da morte".

Juntos, eles representam 13,5% do total de mortes na cidade em 2011. Apenas uma delegacias não registrou nenhuma vítima de homicídio: o 57º DP (Parque da Mooca), na zona leste.

A diferença do total de vítimas em relação ao número de ocorrências registradas dos 93 DPs da cidade --1.010-- ocorre porque a polícia unifica os registros de casos com mais de uma morte. Uma chacina com três mortos, por exemplo, é anotada como uma única ocorrência.

Além disso, 13 assassinatos foram registrados em delegacias especializadas da capital paulista.

REDUÇÃO

O número de casos de homicídios dolosos (intencionais) caiu 3% no Estado, segundo os dados da secretaria. Foram registrados 4.189 crimes desse tipo em 2011, contra os 4.321 que tinham sido registrados no ano anterior.

De acordo com a secretaria, a taxa de homicídios caiu para 10 por grupo de 100 mil habitantes, o que corresponde a menor já registrada desde a divulgação dos dados da violência, em 1995.

Na capital paulista, o número de casos caiu 14,5% no último ano, chegando a uma taxa de homicídios de 9 por 100 mil habitantes.

MAPA NA FONTE:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1039884-triangulo-da-morte-concentra-assassinatos-em-sp-veja-mapa.shtml

MISTÉRIO NO SUMIÇO DE EMPRESÁRIO E DOIS JOVENS ADOLESCENTES

CAXIAS DO SUL - MISTÉRIO NA SERRA. Sumiço triplo intriga Caxias do Sul. Polícia investiga hipóteses de roubo, sequestro e vingança para elucidar desaparecimento de empresário e dois adolescentes - ADRIANO DUARTE | Caxias do Sul

O misterioso desaparecimento de um empresário de 44 anos, seu filho, de 14 anos, e um amigo da família, de 13 anos, é investigado pela Polícia Civil de Caxias do Sul, na serra gaúcha. Três hipóteses são consideradas: roubo, sequestro ou vingança. Familiares, vizinhos e amigos viram o homem e os adolescentes pela última vez na noite de terça-feira. Até as 22h de ontem, as vítimas não haviam mantido contato.

Os três estavam sozinhos na casa do empresário – a mulher dele e a filha de seis anos visitavam parentes em outra cidade. A pedido da Polícia Civil e de familiares do empresário, a identidade dos desaparecidos é mantida em sigilo para não atrapalhar a investigação.

Informações preliminares indicam que eles foram retirados de uma residência na localidade de São Luiz da 6ª Légua, na região do bairro Cruzeiro, durante um assalto. A Brigada Militar trabalha com a possibilidade de o trio ter sido imobilizado em algum cativeiro pelos supostos assaltantes para facilitar a fuga, sem descartar um sequestro. Até ontem, a família e a polícia não haviam recebido nenhum pedido de resgate. A Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) não revela detalhes da investigação.

O sumiço foi percebido no início da manhã de ontem, quando funcionários depararam com os portões da empresa e da moradia, que ficam no mesmo terreno, fechados. Por volta das 10h, eles decidiram arrombar um dos acessos e encontraram os cômodos e salas revirados.

Da casa, os supostos ladrões carregaram TVs e videogame e alguns objetos. Do pavilhão ao lado, sumiram um utilitário Kangoo, uma central telefônica e documentos, entre outros. Parte do sistema de circuito interno de vigilância também sumiu. Aparentemente, os criminosos não demonstraram interesse em outros três veículos estacionados na propriedade.

Peritos do Departamento de Criminalística encontraram vestígios de sangue na cozinha, na garagem e no escritório da empresa. A polícia aguarda um levantamento para determinar o que foi roubado.

Casa fortemente vigiada

A casa de onde o empresário e os adolescentes foram retirados é ampla e confortável. Conta com piscina e uma sala de jogos. Cercadas por muros altos e cerca elétrica, a moradia e a empresa são vigiadas por câmeras de segurança, o que não impediu a invasão dos criminosos.

Ontem, amigos, vizinhos e familiares especulavam de que forma os bandidos invadiram o local. A ação pode ter passado despercebida porque a entrada da residência é isolada. A suspeita é que os ladrões tenham se escondido em um matagal em frente ao local e surpreendido o empresário no portão da casa, quando ele voltava de um jogo de vôlei com amigos na noite de terça-feira. A partida aconteceu em uma quadra no Colégio Imigrante, no bairro Bela Vista. Naquele horário, os adolescentes ficaram sozinhos na moradia. O empresário saiu sozinho da quadra às 21h40min, provavelmente no Kangoo da empresa, e disse que iria para casa.

Outra hipótese é de que os criminosos conheciam as vítimas e tiveram o acesso facilitado. Vizinhos mais próximos não ouviram barulho, movimentação anormal ou latidos de uma cadela da casa. Talvez para evitar reconhecimento, os supostos ladrões carregaram computadores que integravam o sistema de vigilância e algumas câmeras internas.

Um detalhe chamou a atenção: controles remotos e um crachá do empresário haviam sido mergulhados em um pote de sobremesa. Não se descarta que os bandidos tenham permanecido várias horas na casa.


Cães são usados nas buscas

No final da tarde, a BM encontrou o Kangoo estacionado na Rua Ítalo Victor Bersani, no bairro Jardim América. Segundo moradores, o veículo teria sido deixado lá no início da madrugada, mas eles não souberam informar em quais circunstâncias. O utilitário estava fechado e com a chave na ignição.

Peritos coletaram impressões digitais no Kangoo sem revelar se havia sangue ou outras pistas que pudessem auxiliar na investigação. Documentos e alguns adesivos com o logotipo da empresa também foram achados em uma rua do bairro Diamantino e em uma estrada, no distrito de Santa Lúcia do Piaí.

Soldados e cães farejadores se embrenharam em matagais no interior da região leste durante todo o dia e início da noite. As buscas seriam retomadas no início da manhã de hoje.

As vítimas:

- Empresário: natural de Tubarão (SC), mora em Caxias há mais de 10 anos. Abriu um negócio no ramo de prestação de serviços e tem quatro funcionários. Já foi vítima de um furto há alguns anos. É descrito como um trabalhador. Segundo parentes, chegou na cidade em busca de oportunidade. Trabalhou como empregado até investir em um negócio rentável, com sucesso.

- Filho do empresário: estuda em uma escola particular. Na noite de terça, convidou o amigo de 13 anos para dormir na casa.

- Amigo da família: estuda em uma escola particular. É amigo de infância do filho do empresário, a quem foi visitá-lo a fim de entregar um presente de aniversário.

O LIMITE DE DOIS ASSALTOS

WANDERLEY SOARES, O SUL
Porto Alegre, Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012.


É tal a banalização da criminalidade que um cidadão ao ser assaltado mais de duas vezes fica sob suspeição.

São raras as famílias que possam afirmar que nenhum de seus membros tenham sido assaltados, não importando nisso a classe social. Isso ocorre com um trabalhador num terminal de ônibus e com um empresário, em seu carro, no trajeto para o seu balneário.

Assim é que um casal, vítima de um sequestro relâmpago em Capão da Canoa, na noite de segunda-feira, até que não chegou a ser surpreendido, pois oito vezes antes fora assaltado, com sucesso para os bandidos.

Essa banalização se torna mais perigosa quando chega ao ponto de que policiólogos de plantão chegam a teorizar métodos para que o cidadão, isoladamente, prepare sua segurança sem pensar no que o Estado está fazendo em seu favor.

Isso leva à conclusão de que quem é atacado pela bandidagem, repetidamente, também leva uma parte da culpa no delito. Funciona assim: a vítima de dois assaltos pode reclamar da estratégia de segurança do Estado. Quem sofre mais de dois assaltos é porque tem se mostrado displicente diante dos perigos em nossas ruas ou mesmo dos ataques que possa sofrer na sala de sua casa e, então, não tem lá muito do que reclamar

Bandidagem

Bandidos tentaram interceptar um caminhão na BR-116 em Esteio. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os quadrilheiros perderam o controle de um Ford Focus e acabaram se acidentando durante a madrugada de ontem. O carro era clonado. Os criminosos conseguiram escapar possivelmente, segundo a polícia, auxiliados por cúmplices que estavam em outro veículo

Passar bem

A Polícia Civil encontrou produtos vencidos em 29 supermercados e minimercados alimentação em Porto Alegre. A DP do Consumidor realizou inspeções do dia 16 deste mês até ontem. Foram vistoriados 45 mercados de diferentes níveis. Os agentes apreenderam 3 mil e 500 mercadorias com data de validade vencida. As principais foram: farinha, arroz, maionese, carne, linguiça, erva, macarrão e pães de forma. Alguns produtos estavam vencidos desde o ano de 2009. Ao todo, 48 proprietários e gerentes serão indiciados pelos crimes contra o consumidor e relação de consumo. A pena é de dois a cinco anos de reclusão. Os produtos apreendidos serão destruídos. O delegado Fernando Soares afirmou que o consumidor era enganado pelos comerciantes. Aqui da minha torre destaco essa ação da polícia, que ocorre com raridade. É um atentado contra a população o fato de que alguns comerciantes que trabalham como alimentos fazem vistas grossas e ouvidos de mercador diante da responsabilidade que tem na área da saúde e da segurança. Alimento vendido com validade vencida corresponde à comercializar veneno que pode vir a ser consumido por adultos e crianças.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

REFÉNS DO CRIME

Casal vive quatro horas de terror - JOÃO VITOR SANTOS | Rádio Gaúcha, zero hora 25/01/2012

A noite de segunda-feira e a madrugada de ontem são mais uma lembrança de angústia e medo a um casal de Capão da Canoa. Pela nona vez em quatro anos, o homem de 68 anos e a mulher de 56 anos sentiram o pavor de ficar na mira de uma arma. Surpreendidos em casa por dois assaltantes, ele ficaram em poder dos bandidos por cerca de quatro horas. Depois, foram abandonados em um matagal em Igrejinha à 1h.

Comerciantes que vivem no Litoral há 26 anos, eles pedem para não serem identificados por medo de represálias. O casal estava sozinho em casa na noite de segunda. Ao fechar o portão, às 21h, o comerciante foi rendido. Dentro da casa, a mulher também foi imobilizada. Do trajeto feito pelo bando, ela só lembra de rodar por estradas de chão batido:

– Estava amarrada no banco de trás, abaixada. Meu braço ia batendo na porta. Por isso, fiquei toda machucada.

Em depoimento à polícia, o casal disse que a dupla queria dinheiro.

– Mas eu não tinha nada. Peguei R$ 1 mil que tinha e dei para eles – conta o comerciante.

Mesmo assim, a dupla levou o casal. Ela foi posta dentro de um Focus branco, onde estavam outros dois assaltantes. O homem foi levado no carro da família – localizado também em Igrejinha.

– Ameaçavam a gente o tempo todo, desde que entraram em casa até a hora de nos soltar. Estou só fumando desde ontem. Não sei o que é comer. Só fumar – afirma ele.

Para o delegado Valdernei Tonete, a família poderia estar na mira da quadrilha:

– Certamente existia um olheiro que observava os movimentos da família, porque eles já entraram pedindo o cofre.

O assalto remete a outra ocorrência semelhante no Litoral. Em 9 de janeiro, proprietários de uma imobiliária de Arroio do Sal e uma filha do casal foram feitos reféns por cinco homens que roubaram R$ 25 mil. Para Tonete, um caso não tem relação com o outro.


Ataque em falsa barreira policial - ÁLISSON COELHO

Uma falsa barreira policial foi o estratagema de um trio para assaltar um empresário de Ivoti, no Vale do Sinos. Eram 6h45min de ontem quando a vítima, de 68 anos, seguia pela Avenida Presidente Lucena em direção a Estância Velha, onde tem uma imobiliária. Cerca de 15 minutos depois, ao ser abordado por um homem com roupa semelhante à farda da Brigada Militar, o empresário parou o carro e foi rendido.

Abalado – o empresário pediu para ter o nome preservado –, ele relatou à Polícia Civil que a falsa barreira era composta por outros dois assaltantes usando coletes pretos. Não havia nenhum carro estacionado, e a sinalização era feita com três cones. O local escolhido pelo trio era de pouco movimento.

Depois de render o empresário, os assaltantes entraram no carro e mandaram que o homem voltasse para casa. Na sala da residência, a mulher da vítima, de 65 anos, foi surpreendida pelo grupo.

– Eles entraram na casa e amarram, além do casal, o neto de 16 anos. Procuravam por dinheiro, joias e cofre. Os assaltantes demonstravam ter conhecimento da rotina da família e das pessoas que normalmente estavam na casa – afirma a delegada Ariadne Moraes Langanke.

Convencidos de que não havia grande quantia em dinheiro na casa, os assaltantes afirmaram que fariam o neto refém. O empresário, que estava passando mal, teria até as 13h para reunir R$ 100 mil. Só então o adolescente seria libertado. Antes de sair, no entanto, foram demovidos da ideia de levar o garoto.

Foram roubados R$ 5 mil e equipamentos eletrônicos. As vítimas foram deixadas trancadas em um banheiro. Os ladrões fugiram no carro da família, uma Frontier, abandonado no bairro Lira, em Estância Velha. A polícia ainda não tem suspeitos de cometer o crime. O uso de farda da BM é investigado pela corporação. Em comunicado, o 32º BPM afirma que a barreira estava descaracterizada, já que nas blitze, além dos PMs fardados, há uma viatura da BM.

OUTROS CRIMES

PORTO ALEGRE - Comerciante morto

A polícia apura as circunstâncias em que o comerciante Cleiton José da Silva Amaral, 39 anos, foi morto a tiros por volta das 22h30min de segunda-feira em frente ao seu bar, na Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, bairro Rubem Berta, na Capital. Ele teria sido atacado por um homem que desceu de um Gol, atirou e fugiu em direção a Alvorada. O matador não teria levado nada do bar. A principal hipótese do crime é motivação passional.

PORTO ALEGRE - Crime na Cascata

Um homem foi encontrado morto com diversos tiros dentro de casa na Rua Francisco Martins, bairro Cascata, na Capital, por volta das 4h de ontem. Conforme a BM, Anderson da Silva Ezequiel, 25 anos, teria antecedentes policiais. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios, que não descarta relação com outro crime – a morte de Eduardo de Paula Machado, 29 anos – na noite de segunda-feira, na mesma região.

SÃO LEOPOLDO - Jovem confessa ter matado filho de traficante

Em três horas de depoimento, um jovem de 23 anos contou ontem à polícia detalhes do assassinato de João Pedro Preto Beleia, 16 anos, filho de Paulo Márcio Duarte da Silva, o Maradona – traficante que ordenava execuções de dentro de presídio. O crime deixou em alerta policiais e moradores de São Leopoldo. Todos temem uma onda de vingança na região. Outros dois adolescentes foram baleados, mas sobreviveram. João Pedro foi executado com um tiro na cabeça.

LEI DO TALIÃO


BEATRIZ FAGUNDES, O SUL
Porto Alegre, Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012.


Hoje, como em tantas vezes ao longo de cada ano, a família brigadiana chora mais um de seus verdadeiros heróis, que sucumbiu derrotado pelos marginais que proliferam, como ervas daninha, em nosso meio, protegidos pelo maldito Código Penal Brasileiro.

Nada. Nem uma noticia. Nem uma informação sobre qualquer coisa poderia preencher este espaço senão um lamento profundo quanto ao pesadelo que faz parte da família do policial militar aposentado Carlos Vinícius Silvestre, 47 anos, que morreu ontem às 14h40min, na UTI do HPS (Hospital de Pronto Socorro), de Porto Alegre) O sargento, que já tinha cumprido sua perigosa e sublime missão de defender a sociedade, teria sido reconhecido por um assaltante como um policial e por isto, por sua identidade ligada umbilicalmente à lei e à ordem, teve executada sua sentença de morte por seu carrasco, que o submeteu, na tarde de domingo, quando entrava em uma padaria no bairro Restinga, no qual serviu e decidiu permanecer após a aposentadoria. Silvestre não imaginava que a padaria fosse, naquele trágico momento, palco de mais um dos inúmeros assaltos que atormentam a população no seu dia a dia. Sem qualquer possibilidade de defesa, foi obrigado pelos assaltantes a deitar no chão e recebeu um tiro na cabeça a queima roupa. Repito, reconhecido pelos assaltantes como um membro - certamente não sabiam que já estava aposentado - da Brigada Militar, Silvestre foi obrigado a deitar no chão. Covardemente subjugado, sem absolutamente qualquer possibilidade de defesa, recebeu um tiro certeiro na cabeça! Silvestre, antes de se aposentar, há um ano, integrava a equipe da BM naquele bairro populoso, que lamentavelmente figura, há décadas, como um dos mais violentos da Capital do Estado "com a maior qualidade de vida e mais politizado do Brasil".

Silvestre estava acompanhado da esposa, frágil, impotente, que assistiu a execução de seu companheiro e que hoje certamente chora desconsolada sua ausência. A investigação está a cargo de 16 Delegacia de Polícia. Hoje, como em tantas vezes ao longo de cada ano, a família brigadiana chora mais um de seus verdadeiros heróis que sucumbiu derrotado pelos marginais que proliferam, como erva daninha, em nosso meio, protegidos pelo maldito Código Penal Brasileiro. Ele, Silvestre, é hoje apenas um cadáver ainda insepulto, mas representa todos os policiais deste nosso Estado, que se ufana de ser rico, intelectual, poderoso, mas que condena seus agentes da lei, tanto na Polícia Militar como na Civil, e ainda os agentes penitenciários, a viverem de forma miserável com salários indignos e condições ultrajantes. Um réquiem para o sargento Silvestre. Nosso mais profundo pedido de perdão à família brigadiana por mais esse filho que tombou de forma absolutamente cruel e sem direito à defesa.

Um filho de um traficante famoso, o tal de Maradona, foi executado pelo tribunal do tráfico, pelo que se soube os autores já foram identificados. Espero que os autores da execução do sargento Silvestre igualmente e com a mesma rapidez sejam identificados, presos e condenados. Porém, devo afirmar que não me bastaria a prisão desses marginais. Gostaria de poder dizer que nossas leis poderiam atenuar com rigor o crime sem perdão que consumaram em uma tarde quente de domingo em um dos tantos bairros de periferia de nossa Capital. Gostaria de poder escrever que eles após serem reconhecidos e presos sofreriam por longas décadas, enjaulados e sem direito à liberdade até o último dia de suas vidas, mas, devo admitir com o coração sangrando e possuída de uma revolta sem peso ou medida, que se capturados com vida certamente em pouco tempo estarão de volta às ruas para matar mais um de nós! O que resta é um desejo sem limites de vingança! A Lei de Talião!


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Num país onde as leis existem, mas não são aplicadas, e onde a justiça é desacreditada, as leis da bandidagem e dos justiceiros podem ser facilmente encontradas.

"Os primeiros indícios da lei de talião foram encontrados no Código de Hamurabi, em 1780 a.C., no reino da Babilônia. Essa lei permite evitar que as pessoas façam justiça elas mesmas e de forma desproporcionada, introduzindo um início de ordem na sociedade, no respeitante ao tratamento de crimes e delitos, com o princípio "olho por olho, dente por dente". WIKIPÉDIA.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

VÍTIMA DO FOGO CRUZADO



Aposentado morre durante tiroteio na Zona Norte de São Paulo - GLOBO NEWS, Terça-feira, 24/01/2012

O homem, de 73 anos, ficou no meio do fogo cruzado entre a polícia e bandidos em fuga. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O laudo da perícia, que deve ficar pronto em 30 dias, vai dizer de que arma saiu o tiro.