SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 31 de março de 2012

PRAÇA DE PEDÁGIO É ASSALTADA PELA 3ª VEZ EM UM MÊS

Insegurança na ERS-122. Praça da pedágio na Serra é assaltada pela terceira vez em um mês. Polícia fez buscas pelo suspeito durante a madrugada, mas ele ainda não foi localizado - ZERO HORA ONLINE, 31/03/2012 | 08h42

A praça de pedágio da ERS-122, localizada entre Farroupilha e Caxias, foi assaltada pela terceira vez em março na noite de sexta-feira. O assalto também é o segundo em uma semana ao local.

Por volta das 22h, um homem em um Honda Civic rendeu duas atendentes com uma arma de fogo e roubou dinheiro de duas cabines da praça. Ninguém se feriu.

O mesmo local já havia sido assaltado na noite de segunda-feira, 26 de março. Antes disso, a Polícia Rodoviária Estadual em Farroupilha já havia contabilizado outro assalto à praça de pedágio no dia 18 de março.

Segundo o Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) da Serra, a quantia roubada na sexta-feira ainda não foi contabilizada.

A polícia fez buscas na região durante a madrugada, mas o suspeito ainda não foi localizado.

VIOLÊNCIA URBANA NO RS

ZERO HORA 31/03/2012

PORTO ALEGRE - Dois homens morrem na Capital

Dois homens morreram na noite de quinta-feira depois de um suposto desentendimento no momento de comprar drogas em uma boca de fumo da Vila Maria Conceição, na zona leste de Porto Alegre. A polícia já teria um suspeito pela segunda morte. Morador da Restinga, Humberto Luiz Menezes da Cruz, 37 anos, teria se desentendido com Paulo César Marques, 28 anos. Cruz acabou baleado e morreu no local. Antes que o socorro chegasse, veio a vingança. Marques também foi alvejado.

CACHOEIRINHA - ROUBO E REFÉNS. Ataque a banco

Dez homens armados assaltaram, na manhã de ontem, a agência do Banco do Brasil do Distrito Industrial de Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Por volta das 9h30min, quando o carro-forte passou para abastecer a agência, um Astra e um Fox foram vistos rondando o local. Quando o carro-forte deixou o banco, os veículos ingressaram no estacionamento. Parte do grupo entrou e rendeu funcionários e clientes. Os criminosos fugiram levando dinheiro.

Outras mortes

Porto Alegre: Rômulo Rodrigues Dorneles, 19 anos, foi morto a tiros por volta da 1h de ontem na Rua Daniel Betts, no Morro Santana.

Porto Alegre: Dartaniel da Rosa Costa, 29 anos, foi morto a tiros por volta das 22h30min de quinta-feira, no bairro Rubem Berta.

São Leopoldo: um homem foi morto a tiros no bairro Santo André, na noite de quinta-feira. Fabio Luiz do Amaral, 28 anos, tinha ferimentos no peito e na cabeça. Os tiros teriam partido de dentro de um Chevette.


GRAVATAÍ - Homem é morto com tiro na cabeça. Crime ocorreu na Rua Alvorada, na Vila Branca, por volta das 4h50min deste sábado - ZERO HORA ONLINE, 31/03/2012 | 06h39

Um homem foi morto com um tiro na cabeça em Gravataí, na Região Metropolitana, na madrugada deste sábado. De acordo com a Brigada Militar, o crime ocorreu próximo à sede de um time de futebol na Rua Alvorada, Vila Branca, por volta das 4h50min. De acordo com a Brigada Militar, testemunhas relataram que o homem, identificado como Reginaldo Pacheco Hosang, 20 anos, tinha sido baleado ao tentar realizar um assalto, mas a informação ainda não foi confirmada. Não se sabe de onde partiu o disparo que matou Hosang.

CRIME A DOMICÍLIO

Falsos funcionários atacavam famílias. Grupo preso ontem é suspeito de usar disfarces para invadir residências. EDUARDO TORRES E CAROLINA ROCHA, ZERO HORA 31/03/2012

A polícia acredita ter dado fim, na manhã de ontem, a uma trilha de assaltos violentos contra residências na Região Metropolitana e no Vale do Sinos. Os assaltantes tinham um padrão. Chegavam à casa com um carro adesivado como se estivesse em serviço, normalmente, da Corsan. Dois homens se apresentavam como funcionários para consertar o hidrômetro.

– Se aproveitavam da confiança da vítima para invadir o imóvel – explica o delegado Thiago Lacerda.

Na ação conjunta entre delegacias de Sapucaia do Sul, Sapiranga e Novo Hamburgo, denominada Operação Dublê, o homem apontado como líder do bando foi preso em Novo Hamburgo. Um comparsa também foi capturado, e pelo menos outros dois fariam parte do bando – um fugiu, outro já estava preso.

Os ataques aconteceram em Alvorada, Gravataí, Viamão, Sapiranga, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Em Sapiranga, o grupo usou disfarce da AES Sul. Em Alvorada, teriam se passado por funcionários da Sky. A suspeita é de que tenham sido cometidos mais de 15 roubos em três meses.

Um caso foi gravado por câmeras de uma empresa em Sapucaia do Sul. Imagens mostram os bandidos levando um Gol da família. O carro foi recuperado duas semanas depois, em Novo Hamburgo, quando um dos suspeitos de integrar a quadrilha foi preso: Jeferson Juliano da Silva, 26 anos.

Investigadores querem esclarecer estupros

A partir daí, policiais cumpririam três mandados. Na casa de Rodrigo da Rocha Lemos Silva, 32 anos, apontado pela polícia como o líder, estava a companheira dele. Silva havia se escondido em um motel, onde foi cumprida a prisão. Em outra casa, foi preso Adrilei Alvino Kipper, 29 anos. Quando chegaram à terceira residência, o homem procurado já havia fugido. À polícia, os presos informaram que só pretendem se manifestar em juízo.

Além de um revólver calibre 38 e dos documentos do Palio reconhecido por vítimas como o usado nos roubos, a operação resultou nas apreensões de um Fiesta vermelho – usado em alguns assaltos –, de duas malas cheias de joias, eletrodomésticos e todos os tipos de pertences levados das casas.

Agora, os investigadores esperam esclarecer a parte mais violenta dos ataques. Em pelo menos dois casos, bandidos estupraram as vítimas.

– Enquanto os comparsas juntavam os objetos da casa, um deles cometia o estupro – relata o delegado.

Segundo ele, Silva teria sido reconhecido como o estuprador nos dois casos apurados em Sapucaia do Sul:

– A expectativa é que mais vítimas reconheçam o grupo. Eles podem ter cometido muitos outros roubos.

OS SUCESSOS DAS BLITZE

WANDERLEY SOARES, O SUL
Porto Alegre, Sábado, 31 de Março de 2012.


Grupos de familiares comandavam tráfico em São Borja.

Na maior operação da história da Polícia Civil, que ocorreu ontem, houve a prisão de 77 traficantes de drogas em São Borja, na Fronteira Oeste. A investigação, no entanto, envolve mais de 150 quadrilheiros, a maioria formada por grupos familiares. Mais de 600 policiais foram mobilizados. São consideradas desarticuladas 13 facções que comandavam o tráfico na cidade que comercializavam drogas procedentes, principalmente da Argentina. O resultado final e real desta megaoperação é impossível de ser apurado de plano, pois a prisão de 77 pessoas compreende um ritual nada simples na Polícia Judiciária e, com certeza, nem todas ficarão presas por muitas horas. Não obstante a importância deste trabalho, é preciso sempre alertar que a política da segurança pública não deve ser marcada por eventuais operações de porte gigante, mas, sim, por um trabalho permanente cujos resultados sejam sentidos no cotidiano dos cidadãos tanto em São Borja como nos demais municípios e regiões do estado, inclusive na região metropolitana e, é claro, em Porto Alegre. Essas megaoperações, vale ainda dizer, provocam um desgaste imenso no efetivo defasado e mal pago da polícia e, se por um momento valem os sucessos, inclusive midiáticos, na sequência provocam uma natural estafa nos profissionais de polícia, estafa esta que nunca é sentida na atividade do bem remunerado crime organizado. Da minha torre, acompanho há décadas essas blitze que tiveram grande sucesso a partir do período iniciado em de 1 de abril de 1964.

Banco

A agência do Banco do Brasil no Distrito Industrial de Cachoeirinha foi assaltada, ontem, por uma equipe de dez homens armados. O grupo entrou no banco e rendeu os vigilantes. Como de hábito, os quadrilheiros levaram, além do dinheiro da agência, os revólveres dos guardas.

Pedágio

Mais um assalto a posto de pedágio ocorreu ontem. Um bandido solitário atacou a praça da BR-386, em Fazenda Vila Nova. Ele rendeu uma das atendentes e levou o dinheiro. Ao fugir, o homem deu um tiro o alto para provar que sua arma não será de brinquedo. Foi o segundo assalto nesta praça de pedágio neste ano.

Barbárie

Em Novo Hamburgo foi presa uma quadrilha que assaltava residências em cidades da Região Metropolitana. Os assaltantes que se passavam por prestadores de serviços e usavam uniformes da Corsan, AES Sul, SKY e outras empresas. As vítimas foram estupradas durante os assaltos. O líder da quadrilha foi preso em um motel com joias, eletrodomésticos e outros equipamentos roubados. Bandidos como esses são presos após investigações cirúrgicas e nunca em grandes blitze.

JOGO DE AZAR - A HIPOCRISIA DO ESTADO


BEATRIZ FAGUNDES, O SUL
Porto Alegre, Sábado, 31 de Março de 2012.


Anteprojeto de lei enquadrará como crime, com pena de um ano a dois anos de prisão, quem explorar a atividade sem a autorização do Estado. Os apostadores não serão submetidos à sanção penal.

Todos os jogos da Caixa Econômica Federal estão com os seus dias contados. O centenário Jogo do Bicho, hoje contravenção, então nem se fala. Já era. Fique claro que, essa previsão catastrófica para os aficionados só se tornará realidade se a decisão de ontem aprovar, na Comissão de Juristas do Senado - que discute a reforma do Código Penal - uma proposta para criminalizar a exploração dos jogos de azar e esta for sancionada.

O anteprojeto de lei enquadrará como crime, com pena de um ano a dois anos de prisão, quem explorar a atividade sem a autorização do Estado. Os apostadores não serão submetidos à sanção penal. A definição de Jogo de Azar é dada pelo Decreto Lei n 3.688 de 3 de outubro de 1941 (Lei das Contravenções Penais), que, em seu artigo 50, define de forma genérica quais são os tipos de jogos de azar: "Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público, mediante o pagamento de entrada ou sem ele": (ora, a maioria das casas lotéricas funcionam também como agências bancárias, recebendo o pagamento das mais diversas contas. Devido a isso, é permitido o acesso de menores de idade no ambiente em que se realizam as apostas, expondo o menor à atmosfera prejudicial do ambiente do jogo, crime capitulado no Estatuto da Criança e do Adolescente. "§ 3: Consideram-se jogos de azar: a) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte. A essência do jogo de azar é a tomada de decisão sob condições de risco".

As dez modalidades administradas pela CEF (Caixa Econômica Federal) são jogos de apostas cujos prêmios estão determinados pela probabilidade estatística de acerto e a combinação escolhida. Além disso, o jogador deve ser capaz de reduzir a probabilidade de resultados desfavoráveis e aumentar a probabilidade de favoráveis através de suas ações. Estando, portanto, entre os jogos de puro azar que são jogados se apostando em vários números aleatórios, ou selecionados. Cada número é escolhido em modo aleatório e equiprovável. No Brasil, a maior loteria é a Mega-Sena.

Texto extraído da revista JusNavigandi destaca: "A vida é um jogo", lembra o professor de História Celso Bubeneck, e vem há séculos recebendo a perseguição do Estado. Bubeneck revela uma passagem interessante, recolhida da época de Felipe IV, Rei da Espanha (1605-1665), que também chegou a comandar as terras brasileiras quando da União Ibérica. Um sábio, dirigindo-se à sua majestade, teria dito: "Senhor, ao encaminhar-me a este lugar, vi que levavam preso um homem. Perguntei a causa e me disseram que estava detido por jogar cartas. Segui adiante e li, sobre a porta de uma loja, o anúncio de que ali se vendem cartas, com permissão desse Reino. Pois, senhor, se se permite vendê-las, por que se prende a quem com elas joga?". O episódio retrata a hipocrisia do Estado. E não para aqui a exploração com timbre de governo. Outros jogos, autorizados ou consentidos, espalham-se pelo País, na forma de loteria estadual, raspadinhas, corridas de cavalo, etc. Por trás, a intenção benemérita de arrecadar recursos para fins sociais. Jogos de azar administrados pelo Estado serão sempre legais. Na iniciativa privada, crime.

A lógica, pelo menos em uma avaliação primária, será a mesma garantida na questão do combate às drogas. Usar, consumir drogas não é crime, já que o viciado é considerado um doente. Vender drogas é crime. Agora, no jogo teremos a mesma doce definição hipócrita: quem operar qualquer jogo de azar (exceção garantida ao Estado) será tratado como criminoso. O jogador não será penalizado, ficando como cliente eventual ou viciado cativo dos jogos de azar mantidos pelo governo. Dá para entender?

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Concordo com "hipocrisia do Estado" referente à contravenção do jogo de azar. Porém, discordo que o jogo vai acabar. E vou além. Veja bem! Se o empresário bicheiro e caça-níquel que mandava no senador travestido de moralista, em gravações da PF, disse ao seu cúmplice para era bom para os contraventores um projeto que transforma em crime a contravenção do jogo, deixa evidente que assim "eles" continuaram a ganhar dinheiro sem pagar impostos, favorecidos pela tolerância, pelo descontrole, pela justiça morosa, pela polícia corrupta e pelas leis que não penalizam no Brasil. E outra, a União continua monopolizando o jogo de azar, usando tecnologia nos sorteios e sem divulgar os ganhadores, abrindo brechas para suspeitas, pois não é totalmente transparente.

Penso que está na hora de legalizar o jogo de azar e não de proibir, abrindo condições para arrecadar impostos para a segurança pública que não tem cota orçamentária.




sexta-feira, 30 de março de 2012

DUPLA EXECUÇÃO

ZERO HORA 30/03/2012

VIAMÃO - Jovens são mortos a tiros

A polícia investiga mais um crime com características de execução, possivelmente ligado ao tráfico de drogas em Viamão. Pouco depois das 21h de quarta, Ygor Oliveira da Silva, 15 anos, e Luis Felipe Gonçalves Lima, 19 anos, foram encontrados mortos a tiros dentro de uma casa na Rua Barão do Santo Ângelo, no bairro São Jorge.

Conforme testemunhas, os dois teriam sido surpreendidos por uma dupla de atiradores usando uma pistola 9mm. Outras duas jovens estariam na casa, mas não foram feridas. De acordo com a Brigada Militar, há informações de que o local servia como ponto de tráfico.

Os matadores teriam chegado ao local em uma moto e invadido a casa pelos fundos. O adolescente foi atingido logo na porta. Ele não tinha antecedentes criminais e era morador do bairro Jardim Conquista, em Cachoeirinha. Segundo a apuração da polícia, o rapaz estaria morando nos últimos dias naquela casa.

A suspeita dos investigadores da 3ª DP de Viamão é de que o alvo principal dos criminosos era Luis Felipe. Ele tentou se esconder em um quarto, mas foi encontrado e executado. Ele havia sido preso por tráfico em abril no ano passado, no bairro Santa Cecília, em Viamão. A casa onde eles foram mortos, de acordo com a polícia, era uma nova boca e estaria alugada no nome de uma das sobreviventes.

Pouco tempo depois a Brigada Militar encontrou nas proximidades a moto supostamente usada no crime. Ela teria sido roubada na madrugada anterior, na Vila Gaúcha. Ainda não há suspeitos do crime.

Para tentar frear mortes, nesta semana foi iniciado um plano de reforço nas abordagens. Um pelotão do Batalhão de Operações Especiais (BOE) está atuando nas ruas de Viamão e um pelotão do Comando do Policiamento Metropolitano em vias de Alvorada.

OUTROS CRIMES - ZERO HORA 29/03/2012

CACHOEIRINHA - Jovem é morto

A polícia apura as circunstâncias em que Laionel dos Santos Albuquerque, 25 anos, foi morto na noite de terça-feira. Conforme a Brigada Militar, ele foi socorrido ao Hospital Padre Jeremias, em Cachoeirinha, com tiros em praticamente todo o corpo. Laionel seria morador da Rua Atlântica, bairro Jardim Betânia, no próprio município. A suspeita é de que ele tenha sido alvejado lá.

GUAÍBA - Troca de tiros

Um homem foi preso por volta das 6h de ontem na Vila Ronca Tripa, em Guaíba, depois de trocar tiros com a Brigada Militar. Os policiais teriam ido à Rua das Macieiras a partir do chamado para um tiroteio. Ao chegarem, teriam sido recebidos a tiros por um homem de 31 anos. Com ele, foi apreendido um revólver calibre 38. O homem tem antecedentes por homicídio, roubo a pedestre e desacato.

ZERO HORA 27/03/2012

SANTA BÁRBASRA DO SUL - Idoso é assassinado a tiros pelo filho

Um idoso foi morto a tiros pelo próprio filho, no início da tarde de ontem, em Santa Bárbara do Sul, no noroeste do Estado. Segundo a Polícia Civil, Nelso dos Santos Pontes, 42 anos, aplicava insulina na mãe, quando o pai, Ernesto Silveira Pontes, 75 anos, chegou à residência.Eles discutiram, e Ernesto teria atirado no filho, que reagiu. Os dois entraram em luta corporal até que Nelso tirou a arma do pai e atirou. A vítima morreu na hora. Nelso foi hospitalizado e deve responder pelo crime em liberdade. Segundo a polícia, pai e filho tinham problemas de relacionamento.


GIRUÁ - Homem morto a golpe de facão

Um homem foi assassinado na noite de domingo em Giruá, no Noroeste. Por volta das 23h, conforme a Polícia Civil, Marcos Nunes Brum, 29 anos, teria ido à casa de um desafeto com um facão e tentado agredi-lo. Em meio à luta, Brum foi atingido no pescoço. Ele deixou o local, andou ainda por uma quadra e morreu.Felipe Cortes dos Santos, 21 anos, foi preso em flagrante na madrugada de ontem. Ele confessou o crime e afirmou aos policiais que não tinha intenção de matar Brum. Ele diz que, ao tentar se defender, atingiu a vítima.

quarta-feira, 28 de março de 2012

GANGUE DAS LOIRAS


Terceira mulher suspeita de integrar "gangue das loiras" é presa - folha.com, 28/03/2012 - 08h47

Mais uma suspeita de integrar a "gangue das loiras" foi presa na noite de terça-feira (27), em Poá (Grande São Paulo), por policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).

Por volta das 23h de ontem, a suspeita foi levada para o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), em São Paulo, onde a quadrilha está sendo investigada.

Além das duas loiras, estão presos também Wagner de Oliveira Gonçalves, apontado como líder do grupo, e sua mulher Monique Awoki Scasiota.

Ainda são consideradas foragidas pela polícia Priscila Amaral, Lilmara Valezin e Franciely dos Santos.

O marido de Lilmara, Vagner Dantas da Silva, também foi preso na última sexta-feira (23) quando uma vítima o reconheceu em fotos divulgadas pela imprensa. Ele havia sido detido na última quarta-feira (21), mas liberado pois ninguém havia prestado queixa contra ele.

CINEMA

A gangue foi descoberta com a prisão da primeira mulher, Carina Geremias Vendramini, 25, presa no dia 9.

Priscila Amaral, Lilmara Valezin, Franciely dos Santos, Vanessa Geremias Vendramini, Monique Awoka Scasiota e Wagner de Oliveira Gonçalves são consideradas foragidas pela polícia.

A quadrilha usava personagens do cinema para se identificar durante os crimes. Segundo o delegado Alberto Pereira Matheus Jr., titular da 3ª delegacia Antissequestro do DHPP, Gonçalves chamava as comparsas de "Bonnie", enquanto ele era chamado por elas de "Clyde", em referência ao famoso casal de criminosos cuja história virou filme em 1967.

O grupo começou praticando roubos a condomínios e, desde 2008, atuava com sequestros-relâmpagos, de acordo com a polícia.

Segundo Matheus Jr., o fato da maioria das integrantes serem loiras dificultou o mapeamento de toda a quadrilha já que as vítimas não conseguiam identificar as criminosas por elas serem relativamente parecidas.

"Existe toda uma estrutura por parte delas para dificultar a identificação. Eu tenho muitos anos trabalhando com crimes contra o patrimônio e fazia tempo que não via um grupo tão organizado", disse o delegado ontem (20).

Em depoimento, Carina negou os crimes e disse que pode estar sendo confundida com sua irmã, Vanessa. Ela disse ainda que Vanessa é amiga de infância de Monique, mulher de Wagner, e ele seria o responsável pela introdução das duas no "mundo do crime".

A polícia identificou as seis suspeitas da 'gangue das loiras': Vanessa Vendramini, Franciely dos Santos, Carina Vendramini, Priscila Amaral, Monique Scasiota e Lilmara Valezin (de cima para baixo, da esquerda para a direita)

De acordo com a polícia, as mulheres do grupo, cinco loiras e uma morena, andavam sempre bem vestidas e aparentavam ser de classe média alta.

Eles preferiam vítimas loiras, para que pudessem usar suas identidades ao fazer compras com os cartões de crédito.

AÇÕES

As abordagens eram feitas em estacionamento de supermercados e shoppings de São Paulo. Segundo o depoimento de Carina, o grupo também chegou a atuar em regiões nobres do Rio de Janeiro, como Copacabana.

A polícia agora investiga se a atuação da quadrilha chegou ao Paraná, onde Carina morava com o marido.

De acordo com Matheus Jr., a ação sempre começava com um casal abordando a vítima --mulheres desacompanhadas-- no estacionamento. Umas das mulheres e Wagner se aproximavam armados enquanto a vítima colocava suas compras no porta-malas. Eles então a obrigavam a entrar no banco dianteiro do próprio carro e entregar joias, dinheiro, documentos, além dos cartões bancários.

O suspeito e a comparsa rodavam pela cidade com o carro da vítima enquanto uma segunda integrante do grupo ficava com o cartão de crédito para fazer as compras e saques.

Segundo o delegado, as mulheres sempre agiam com mais agressividade, dando coronhadas e puxando os cabelos das sequestradas, enquanto Wagner se passava por "bonzinho", pressionando as mulheres a entregarem tudo o que tinham.

Eles se comunicavam por telefone assim que as compras eram finalizadas e a sequestrada era abandonada próximo ao local onde foi abordada.

Quando as vítimas não eram loiras, Monique, única morena do bando, fazia o papel da pessoa que usava os cartões nos estabelecimentos comerciais.

De acordo com o DHPP, foram mapeados mais de 50 sequestros-relâmpagos parecidos com a ação da "gangue das loiras" na capital paulista e a polícia investiga a atuação no grupo nessas ações.

A PRAÇA DOS FLANELINHAS

WANDERLEY SOARES, O SUL
Porto Alegre, Quarta-feira, 28 de Março de 2012.


Assim que a Capital se prepara para a Copa.

O projeto do CPC (Comando de Policiamento da Capital) que pretendia disciplinar a atuação dos flanelinhas em Porto Alegre não prosperou. Exemplo disso é o que acontece na Praça da Matriz, Centro Histórico da Capital, principalmente nas noites em que há espetáculo no Theatro São Pedro. Cidadãos são ameaçados por flanelinhas não sindicalizados sem que possam recorrer a ninguém. Há alguns anos, a Matriz é um modelito de como não funciona a fiscalização do trânsito paralelamente a um policiamento ostensivo quase sempre invisível. Assim que a Capital se prepara para a Copa.

Psicologia nos presídios

As dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores do Sistema Prisional da região da Campanha Gaúcha serão debatidas em evento promovido pelo CRPRS (Conselho Regional de Psicologia do RS) na próxima sexta-feira, dia 30, em Santana do Livramento. O evento "Psicologia e Sistema Prisional" acontecerá no Hotel Jandaia das 13h30min às 17h. A atividade é gratuita e aberta ao público. As inscrições podem ser feitas através do site www.crprs.org.br/evento_prisional.

Missão impossível

Mais de duas mil condenações a penas alternativas em Porto Alegre não são executadas por falta de servidores na vara responsável. A pauta de trabalho da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas do Foro Central está fechada até abril de 2014. Até lá serão cumpridas 2,5 mil condenações a prestação de serviço comunitário. Os réus julgados a partir de agora por crimes leves só poderão pagar daqui a dois anos. Apenas quatro funcionários são responsáveis por mais de 700 pessoas que cumprem pena atualmente, o que, por evidência, é uma missão impossível.

Pedágio

Dois homens assaltaram, durante a noite de ontem, a praça de pedágio da RS-122, em Farroupilha. A dupla chegou ao local de moto, os criminosos levaram dinheiro e fugiram em direção a Caxias do Sul. Essas praças funcionam recebendo dinheiro vivo e sem qualquer tipo de segurança.

Fogo

Moradores revoltados com a prisão de um traficante de drogas atearam fogo num galpão de reciclagem na avenida Padre Cacique, em Porto Alegre. O fato ocorreu na madrugada de ontem. Segundo os bombeiros, o fogo atingiu apenas papéis e ninguém ficou ferido.

Extorsão

Em Novo Hamburgo, a polícia localizou um sítio que era usado por quadrilha que extorquia vítimas de furto de carro. O esconderijo ficava no bairro Lomba Grande. Após o furto, os bandidos ligavam para as vítimas exigindo em torno de R$ 3 mil para devolver o veículo. Ninguém foi preso.

Tráfico

Agentes do Denarc fecharam, no início da tarde de terça-feira, um ponto de refino de drogas na rua Maria Izabel, bairro Mato Grande, em Canoas. Uma mulher de 32 anos e um adolescente de 16 anos foram presos. Além de produto para fazer cerca de 3.700 pedras de crack, houve a apreensão de 800 gramas de cocaína, balança de precisão, caderno de anotações do tráfico e material para embalar os entorpecentes. Os policiais apuraram que os traficantes vendiam cerca de três mil pedras de crack por dia.

Asiáticos

Depois do sistema nipo-brasileiro de policiamento instalado em Caxias do Sul, a pasta da Segurança Pública, sem conseguir impedir a entrada de celulares nos presídios, testa tecnologia chinesa para bloquear as ligações dos aparelhos da bandidagem. Sem dúvida, os asiáticos estão chegando.

IMPUNIDADE PARA QUEM?


Rodrigo PugginaPresidente do Conselho Penitenciário/RS - JORNAL DO COMERCIO, 28/03/2012

Cada dia que passa, visitando novamente uma prisão, tenho mais certeza de que vivemos em uma sociedade irracional e primitiva. O que me conforta é lembrar da teoria da evolução. Quero crer realmente que vivemos algo transitório, e ainda evoluiremos a ponto de pensar em estratégias sociais mais racionais e menos voltadas ao tempo das cavernas. Tenho vergonha do que meus futuros descendentes dirão ao olharem para o passado e analisarem o quanto fomos injustos e primitivos ao criminalizar e encarcerar tantas pessoas pobres não violentas, algumas somente com problemas de drogadição ou por falta de assistência social. O Brasil é o terceiro país que mais encarcera pessoas no mundo. Segundo dados do Ministério da Justiça, no ano de 1995, tínhamos uma pessoa presa para cada 627 pessoas adultas. Hoje, apenas 16 anos depois, já temos uma pessoa presa para cada 262 adultos. E alguns ainda têm a audácia de dizer que o Brasil é o país da impunidade!

O curioso é que, quanto mais punimos pessoas (obviamente que pessoas pobres), mais as pessoas dizem que a impunidade está aumentando, e mais clamam por punição. Até quando as pessoas imaginarão que prender mais diminui a violência? Até quando viveremos uma terrível cultura de aprisionamento como forma de resolver conflitos sociais? Até quando acreditarão que realmente não estão piorando as pessoas ao privá-las da liberdade como animais? Criminosos de colarinho branco usam e abusam da legislação leniente com este tipo de crime. Outros poucos praticam crimes realmente com extrema violência (perto do universo total de crimes e infrações). A população se revolta e implora por mais punição. Muda-se a lei. Daí condenam-se muitos usuários de drogas que traficam para manter o seu vício, ou mesmo pessoas que tentam furtar uma vaca para pagar uma conta de luz. E os criminosos de colarinho branco continuam a praticar seus crimes.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Senhor Rodrigo Puggina acerta em afirmar que prendemos bastante e punimos pessoas pobres, mas se equivoca ao dizer que "o Brasil é o terceiro país que mais encarcera pessoas no mundo", pois a maioria das pessoas presas dificilmente fica na prisão. É ilusiório. As poucas que vão para os presídios demoram a ser condenadas. Os presos condenados , além de não cumprirem a totalidade da pena, fogem ou são soltos com apenas 1/6 da pena face aos muitos benefícios concedidos pela legislação e tolerancia da justiça. A porta de entrada é enorme (uma das maiores do mundo), assim como são as facilidades para fuga e saída autorizada pela lei e pela justiça (a maior tolerância do mundo). E aí que reside a impunidade.

terça-feira, 27 de março de 2012

323 ROUBOS DE VEÍCULOS SOMEM DAS ESTATÍSTICAS

A informação é da reportagem de André Caramante e Afonso Benites publicada na edição desta terça-feira da FOLHA.COM, 27/03/2012

323 roubos de veículos 'somem' de estatísticas do governo de SP. As estatísticas sobre violência divulgadas ontem pelo governo de São Paulo omitem ao menos 323 roubos de veículos na capital paulista em janeiro e fevereiro deste ano.

Segundo os dados apresentados pela Secretaria da Segurança Pública, no primeiro bimestre, foram 6.957 roubos de veículos na cidade.

Mapeamento feito pela Folha em reportagem no último dia 19, porém, rastreou 7.280 boletins de ocorrência feitos pela polícia.

OUTRO LADO

A Secretaria da Segurança Pública diz que parte dos 7.280 casos de roubos de veículos relatados pela pode ser registro duplicado ou feito de forma errada. Nenhum dos casos analisados pela reportagem ocorreu no mesmo endereço.

O governo aponta ainda a hipótese de fraude. Um exemplo, diz, é quando a investigação descobre que um registro de roubo é, na verdade, fraude contra a seguradora.

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro, disse que vai pedir a revisão dos números.

segunda-feira, 26 de março de 2012

JANELAS QUEBRADAS, SANGUE NAS RUAS


COMPORTAMENTO - LEO GERCHMANN, Nosso Mundo Sustentável - ZERO HORA 26/03/2012

A morte de James Wilson, autor da teoria que originou a política de tolerância zero na segurança pública, recoloca o tema em debate: pequenos delitos podem ter relação com crimes de alta gravidade?

O que janelas quebradas ou a leniência em geral com pequenos cuidados do ambiente em que vivemos têm a ver com a alta criminalidade? Leia abaixo o trecho de um texto e chegue às suas conclusões:

Esse é, basicamente, o teor da obra Broken Windows: the police and neighborhood safety, (em tradução livre, Janelas Quebradas: a polícia e a segurança da vizinhança) publicada em 1982. Seus autores, James Q. Wilson e George Kelling, contam como a indiferença em relação a pequenos delitos pode levar, mais adiante, à tolerância em relação a crimes graves.

Cientista político, Wilson, que morreu no início de março, passou à posteridade como o autor da “teoria das janelas quebradas”. Tornou-se referência para os teóricos da “tolerância zero”, a política de combate ao crime adotada pelo prefeito Rudolph Giuliani nos anos 1990, em Nova York. Ele defendia que os problemas devem ser resolvidos enquanto são pequenos – no que poderia ser sua origem.

– Nova York é uma cidade que parou de se importar consigo mesma – discursou William Bratton, ao assumir como comissário de polícia, em 1994.

A teoria foi adotada em outras partes do mundo. Na Argentina, houve tentativas de adotar a “tolerância zero” na província de Buenos Aires e em todo o país, pelo ex-presidente Eduardo Duhalde. Um psicanalista e um cientista político argentinos concordam com a tese segundo a qual um cotidiano bem ordenado influencia no comportamento dos indivíduos em uma sociedade.

– A tolerância zero funciona. A lei tem valor simbólico, além do real – diz o psicanalista Alfredo Jerusalinsky, que nasceu em Buenos Aires, mas vive em Porto Alegre.

E a estética, a imagem da comunidade, as “janelas quebradas”?

– A estética forma parte das relações sociais. A deterioração das condições materiais, como por exemplo a presença de lixo e sujeira, o descuido nas condições estéticas que rodeiam o convívio provocam problemas com símbolos e emblemas. O ego não está aderido ao corpo, ele se estende a todo o âmbito que ele representa.

Ou seja:

– Se eu me represento de forma deteriorada, não me faço saber ao outro qual é o limite do meu eu.

A visão do cientista político Gabriel Vitullo, que também nasceu na capital argentina – mas fez doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) –, é diferente. Ele se diz um crítico da tolerância zero:

– Sou radicalmente contra a tese da tolerância zero. Considero que cabe ao Estado atacar as causas fundamentais da violência. A carência de serviços básicos desde a infância explica, mesmo que não justifique, muito da violência.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Infelizmente, as reportagens sobre esta teoria deixam de mostrar que, por trás desta estratégia americana, havia um suporte legal sustentado por leis rigorosas e uma justiça rápida, reforçado pela sincronia entre as leis civis e penais, que fortaleciam e davam continuidade às ações policiais contra todos os delitos. Desde o pequeno delito, todos tinham uma pena a ser decretada e cumprida, sem benevolências. Por aqui, as leis civis e penais não se entendem, as ações são isoladas, as leis são benevolentes, as penas são risíveis e a justiça é tão morosa, alternativa, divergente e tolerante que o resultado dos esforços policiais é desmotivador e desacreditado.

MAIS ASSASSINATOS PELO RS

ÁLISSON COELHO, ZERO HORA 26/03/2012

IGREJINHA - CRIME EM FAMÍLIA. Homem é preso por matar a mãe

Um homem é suspeito de ter matado a mãe com um tiro de espingarda na manhã de ontem. O crime aconteceu na localidade de Rochedo, interior de Igrejinha. Celma Lazaretti, 79 anos, estava sozinha em casa com o filho quando foi atingida por um tiro. Ela morreu no local, por volta das 11h. Vizinhos ouviram o disparo. Logo em seguida, Luiz Sérgio Lazaretti, 52 anos, saiu para procurar ajuda, afirmando que havia atingido acidentalmente a mãe. De acordo com o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, ele apresentava sinais de embriaguez:

– Ele afirmou que estava limpando a arma, quando ela acidentalmente disparou. No entanto, analisando o local onde ele disse estar sentado, e o ponto onde a vítima foi atingida, essa hipótese não se sustenta muito.

Sem antecedentes criminais, Lazaretti foi preso em flagrante por homicídio e encaminhado à penitenciária de Taquara. Ele também foi indiciado por porte ilegal de arma.

Outras mortes

- Esteio – Uma briga de vizinhos terminou com a morte de Luiz Fernando da Silva, 40 anos, às 19h40min de ontem, na Vila Ezequiel. Conforme testemunhas, Silva teria invadido a casa de Enio Bendena, 41 anos, e tentado agredir a mulher dele. Bendena teria reagido com dois tiros.

- Porto Alegre – Um homem identificado como Rodrigo Dias Moreira foi morto com pelo menos quatro tiros pouco antes das 5h de ontem, no bairro Itu Sabará, na Zona Norte.

- Porto Alegre – Pâmela Alves da Silva, 20 anos, foi executada a tiros dentro de casa, na Rua Evangelista, bairro Restinga, na noite de sábado.

- Porto Alegre – Um garoto de 17 anos foi morto às 9h de ontem no bairro Mario Quintana. Fábio da Silva Pereira foi atingido por seis tiros de calibre 38 por dois encapuzados.

- Rolante – Anderson Giovane da Silva, 37 anos, foi morto a facadas na noite de sábado. Enteado da vítima, Maikon Eluan Silva da Rosa, 22 anos, foi preso em flagrante por suspeita de ter cometido o crime.

- Vera Cruz – Mário José Konrarth, 65 anos, foi morto com cinco tiros na noite de sábado dentro de casa. Embora dois homens tenham roubado o carro dele, a principal hipótese investigada pela Polícia Civil é de execução.

ATAQUE A JOALHERIA: HISTÓRICOS DE VIOLÊNCIA ESTIMULADA POR IMPUNIDADE E BENEVOLÊNCIAS LEGAIS


Ações violentas caracterizam bando. Quadrilha que fez reféns durante tentativa de roubo era caçada após suspeito ter deixado documento em agência assaltada - CARLOS ETCHICHURY, ZERO HORA 26/03/2012

A quadrilha que atacou uma joalheria na Avenida Farrapos, no bairro Navegantes, em Porto Alegre, trocou tiros com PMs e manteve três reféns durante quatro horas, na manhã de sábado, é velha conhecida da polícia: os quatro presos têm condenações por assalto. Suspeitos de pelo menos dois roubos a banco desde o início do ano, o grupo, notabilizado por ações violentas, começou a ser desarticulado na semana passada.

Investigadores da Delegacia de Roubos rastreavam a quadrilha graças ao descuido de Mario Euzebio Cândido Bisneto – condenado a 10 anos de prisão por dois roubos, ele permanecia foragido desde dezembro.

Na última terça-feira, após usar uma marreta para arrebentar a porta de vidro de uma agência na Avenida Assis Brasil, zona norte da Capital, bandidos armados com pelo menos três fuzis e submetralhadoras levaram dinheiro dos caixas. Um dos vigilantes, espancado com coronhadas na cabeça, precisou ser medicado. Em meio à fuga, Cândido Bisneto, 28 anos, deixou cair uma carteira de habilitação com a sua foto, mas com o nome de outra pessoa.

– Identificamos na hora que era o Mario Euzebio (Cândido Bisneto) – conta o delegado Juliano Ferreira.

Com prisões, delegado acredita em queda de ataques a banco

Com um suspeito, a equipe do delegado Ferreira não demorou a apontar os prováveis comparsas de Bisneto.

– Quando soubemos do assalto, tivemos certeza de que era a quadrilha que estávamos investigando. Nós sabíamos que eles planejavam assaltar uma joalheria nos próximos dias – conta recorda Ferreira.

Com Bisneto, estavam no estabelecimento comercial Itajuba Savian Silva, 36 anos, em liberdade condicional desde fevereiro, Rodrigo Moraes Lopes, 27 anos, condenado a 21 anos de reclusão e foragido desde 7 de fevereiro, e Lúcio Mauro Lau, 39 anos, o mais experiente do grupo, em liberdade condicional desde 15 de dezembro, após cumprir 19 anos ininterruptos de prisão em regime fechado.

Um quinto integrante do grupo, já identificado, conseguiu escapar.

– É uma quadrilha bem armada, violenta e muito perigosa. A partir de agora, é provável que reduzam os assaltos a banco – estima Ferreira.

Destino tortuoso - JOSÉ LUÍS COSTA

Mario Euzebio Cândido Bisneto, 28 anos, um dos homens que invadiram a Joalheria De Conto, sábado, entrou em conflito com a lei ainda adolescente no bairro Rubem Berta, na Capital. Por causa de um roubo, em janeiro de 2002, era um dos 162 jovens internados na Comunidade Socioeducativa (CSE), unidade mais conflagrada da extinta Febem, cujo destino, 10 anos depois, foi retratado por ZH na série Meninos Condenados, em janeiro.

Uma década depois, Cândido Bisneto figura entre a imensa maioria que não conseguiu se regenerar – apenas dois jovens não tiveram seus nomes relacionados a crimes na vida adulta. É um dos 135 que ingressaram em penitenciárias e um dos 114 condenados cujas penas alcançaram 1,5 mil anos de prisão.

Tornou-se assaltante conhecido da polícia. Seu histórico registra quatro capturas, todas por ataques a estabelecimentos comerciais. Três das prisões foram em flagrante.


Quem são

- Itajuba Savian Silva, 36 anos. Condenado até abril de 2020 por três assaltos, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e uso de documento falso, foi preso pela primeira vez em dezembro de 1995. O assaltante estava em liberdade condicional desde 10 de fevereiro.

- Lúcio Mauro Lau, 39 anos. Preso desde 1993, obteve o direito da liberdade condicional em 15 de dezembro. Ele tinha sido condenado a 55 anos de prisão, até 2047, por dois homicídios e três assaltos.

- Mario Euzebio Cândido Bisneto, 28 anos. Preso em flagrante em dois assaltos, a uma loja, em Sapiranga, e a um banco em Cachoeirinha, foi condenado a 10 anos de cadeia, até 2018. Estava foragido do semiaberto desde 21 de dezembro.

- Rodrigo Moraes Lopes, 27 anos. Três condenações por assalto somaram penas de 21 anos até 2025. Em dezembro ganhou direito de ir para o regime semiaberto, de onde fugiu duas vezes. Estava foragido desde 7 de fevereiro.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - De que adianta existirem magistrados e parlamentares sendo pagos com salários e privilégios estratosféricos e amparados por máquinas onerosas que consomem um orçamento altíssimo, se não conseguem promover o direito à segurança e paz social de quem paga todo este custo? Os bandidos são presos arriscando a vida de policiais abnegados, são condenados pela justiça, vão para presídios inseguros e insalubres, e lá, além de não cumprirem a totalidade da pena, recebem a salvaguarda de facções e vários benefícios até serem soltos pelas portas abertas do descontrole ou por leis tolerantes, para continuarem a senda de crimes, violência, terror e enfrentamento a quem ousar impor dificuldades. E os Poderes de Estado permitem e são coniventes com esta situação que perdura e sacrifica o povo brasileiro.

domingo, 25 de março de 2012

UM EM CADA 262 BRASILEIROS ESTÁ NA PRISÃO

Uma pessoa em cada grupo de 262 adultos está presa no Brasil, informa reportagem de Cláudia Antunes na edição da Folha deste domingo. FOLHA.COM. 25/03/2012 - 05h58

Tirar tráfico da rua tem mais efeito que prender, diz americano

Com um quinto da população brasileira e um terço dos presos, São Paulo tem um em 171 na cadeia.

Entre 1995 e junho de 2011, a taxa de encarceramento (número de presos para cada cem mil habitantes) brasileira quase triplicou -era de 1 para 627 em 1995. É a terceira maior entre os dez países mais populosos e põe em questão custos e benefícios de ter tantos presidiários.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha) aqui.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Imagine se não existisse no Brasil uma constituição benevolente, uma Lei da Impunidade, o Foro privilegiado, uma justiça morosa, a centralização do transitado em julgado no STF, e um Congresso Nacional arquivador de projetos penais. De quanto seria este índice?

A INDÚSTRIA DO CRIME


OPINIÃO O Estado de S.Paulo - 25/03/2012

Com a ação desimpedida de uma extensa rede de crime organizado, o roubo e o furto de carros no Estado de São Paulo representam hoje uma florescente indústria, movimentando R$ 500 milhões por ano, muito mais que fábricas que trabalham dentro da lei e lutam para sobreviver. Centenas de automóveis são diariamente "puxados" - 120 por dia só na capital - para venda em países vizinhos ou no mercado interno, com os números dos chassis adulterados ou, como já se tornou mais comum, para a subtração de peças e partes, levadas para desmanches, os chamados "buracos". Dali vão parar nas mãos de atravessadores, que as revendem para "atacadões", fornecedores de lojas receptadoras, algumas delas acima de qualquer suspeita. Com frequência cada vez maior, os roubos são acompanhados de violência, e impressiona constatar que 25% dos latrocínios no Estado estão ligados ao roubo de carros. Não se trata, portanto, apenas de um crime contra o patrimônio, mas de uma ameaça à segurança e à vida dos cidadãos.

Segundo a Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (Divecar) da Polícia Civil, 82 "buracos" foram estourados no ano passado. É muito pouco em face da extensão desse tipo de crime, que deu origem, só no primeiro bimestre deste ano, a 7.280 boletins de ocorrência em delegacias de polícia da capital, um aumento de 14%, em comparação com igual período de 2011. Mantida essa média, estima-se que 43.600 veículos serão roubados em São Paulo este ano.

São inúmeros na periferia da capital, na região metropolitana e no interior do Estado os galpões onde veículos roubados são guardados para clonagem de placas ou para o desmanche. Muitos são conhecidos e funcionam há anos, sem serem perturbados pela ação policial. E não há notícia de interdição de "atacadões" nem de empresas de autopeças que atuam no mercado paralelo.

A sofisticação desse tipo de crime é um desafio para o Centro Integrado de Inteligência (Ciisp) da Polícia paulista. No lugar de "ladrões de confiança", que faziam o desmanche e eram diretamente ligados ao comércio ilegal de autopeças, hoje existem quadrilhas organizadas em células, que distribuem as tarefas criminosas, permitindo que o agente da cadeia do crime conheça apenas um de seus elos. Os ladrões sabem em que "buraco" entregar o produto do furto e receber o pagamento. O desmanche usa um atravessador, desconhecendo qual será o estabelecimento receptador final.

As autoridades policiais, contudo, não ignoram os lugares em que os roubos e furtos de automóveis são quase rotineiros. Os locais preferidos dos ladrões são as vizinhanças de hospitais, supermercados e shopping centers, que praticamente não são policiados. Na cidade de São Paulo, é a imprensa que tem se encarregado de informar quais as ruas, avenidas e trechos de rodovias, em todas as regiões da cidade, mais sujeitos a roubos de carros, especialmente à noite.

O comércio ilegal de autopeças, além de estimular o furto e roubo de veículos, prejudica as empresas que pagam impostos e trabalham licitamente. Os fabricantes também são afetados com a queda de vendas de peças de reposição, substituídas por outras vendidas a preços mais baixos, mas nem sempre em condições ideais de uso.

Mesmo se saírem ilesos de assaltos, os proprietários de carros podem sofrer perdas às vezes ruinosas, considerando que apenas 20% deles, em todo o País, têm seguro contra roubo ou furto. Ao fim e ao cabo, todos perdem dinheiro, uma vez que, com o crescimento desse tipo de crime, as seguradoras, para se resguardarem, tendem a aumentar os prêmios para esse tipo de seguro.

A situação chegou a um ponto intolerável e o que se espera é que a Secretaria da Segurança Pública do Estado articule uma política concentrada contra a ação de quadrilhas que atuam no roubo e furto de veículos, com apoio, se necessário, da Polícia Federal e da Interpol, já que há conexão com redes criminosas internacionais. Se é impossível acabar com esse tipo de crime, ele tem de ser fortemente reduzido.

SUSPEITOS DE ASSALTO MORREM EM TIROTEIO COM A PM

Suspeitos de assalto morrem em tiroteio em Caxias do Sul - ZERO HORA 25/03/2012

Dois homens suspeitos de roubar um veículo morreram durante troca de tiros com PMs em Caxias do Sul no início da madrugada de sábado. A dupla teria atacado uma motorista de 42 anos no bairro Cristo Redentor, levando um Peugeot 206 e uma bolsa com dinheiro e documentos.

O assalto ocorreu por volta da meia-noite de sexta-feira na rua Professor Antonio Machado. Segundo a Brigada Militar, os dois homens armados renderam a motorista do automóvel, obrigando-a entregar as chaves do carro. Em seguida, os assaltantes fugiram em direção ao bairro Galópolis. A vítima acionou a polícia, que iniciou as buscas no município. Barreiras foram montadas na cidade para tentar encontrar o veículo com os criminosos.

Conforme a Brigada Militar, cerca de 20 minutos depois uma das guarnições localizou o veículo em uma estrada vicinal de chão batido. Durante a perseguição houve troca de tiros. No confronto, a dupla suspeita foi baleada. Os dois chegaram a ser socorridos e levados para o Hospital Pompeia, mas não resistiram aos ferimentos. A viatura foi alvejada, mas nenhum policial ficou ferido.

Os PMs encontraram com os suspeitos um revólver calibre 38 e uma pistola calibre .380, além de munição. Um inquérito policial deve apurar as circunstâncias das mortes. As armas dos suspeitos e dos PMs envolvidos no tiroteio foram apreendidas para perícia. Até o início da manhã de sábado, a polícia não havia identificado os mortos.


ALVORADA: MAUS UM CRIME

Um homem foi encontrado morto na noite de sexta-feira em Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre. Conforme a Polícia Civil, o corpo de Emerson Fernando da Silveira Maciel, 29 anos, estava em uma praça no bairro Jardim Algarve com marcas de tiros na cabeça. Na Capital, Patrick Klaus dos Santos, 24 anos, foi encontrado morto na Rua Capitão Carlos Lamarca, no bairro Agronomia, a noite de sexta-feira.

CÓDIGO PENAL EM DEBATE


Uma reforma para mexer com os tabus - FÁBIO SCHAFFNER | BRASÍLIA, zero hora 25/03/2012

Criado em outubro do ano passado, por decisão do Senado, um grupo de 16 juristas tem a missão de apresentar um anteprojeto de reforma do Código Penal brasileiro. Nestas duas páginas, ZH mostra as mudanças que estão sendo discutidas e os temas que dividem opiniões.

O Congresso está prestes a receber um vespeiro legislativo.

Em fase de conclusão, o anteprojeto de reforma do Código Penal amplia o combate à corrupção, criminaliza a homofobia e permite o aborto e a eutanásia em determinadas situações.

Recheado de temas polêmicos, o trabalho é conduzido por uma comissão de 16 juristas, sob a coordenação do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp. Desde outubro, juízes, promotores, advogados e professores de Direito atuam para adequar o código à Constituição de 1988 e aos tratados internacionais assinados pelo Brasil.

O grupo também pretende modernizar o conjunto de normas penais criado em 1940, discutindo temas até então ignorados na legislação, como o terrorismo e a formação de milícias, além de extinguir punições anacrônicas, como a perturbação do sossego alheio. Cerca de 130 leis extraordinárias criadas para suprir brechas do código deverão ser modificadas.

– Estamos fazendo uma limpeza, tirando tudo que não é lesivo à sociedade – comenta Dipp.

Texto chegará ao Senado em maio

O cartapácio legal deve ser entregue ao Senado em maio, onde passará a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça. Até lá, os juristas trabalham para produzir consenso em temas controversos e remeter ao Congresso um texto que possa ser aprovado com celeridade. Alguns assuntos são motivo de discórdia dentro da própria comissão, como a criminalização do enriquecimento ilícito e do terrorismo.

Parte do grupo resiste a essas iniciativas, por considerar as punições em estudo pesadas demais. A tipificação do enriquecimento ilícito, por exemplo, inverteria o ônus da prova, obrigando os servidores públicos – incluindo agentes políticos e membros do Judiciário – a comprovar que o patrimônio foi obtido com a própria renda pessoal. Já a pena em estudo para o terrorismo seria superior à de homicídio – de seis a 20 anos de reclusão –, mesmo nos casos em que não houver mortes. Outra ala da comissão, contudo, considera a punição desproporcional.

– A comissão tem advogados demais – comenta um magistrado que acompanha as discussões, citando a presença de oito deles.

No Congresso, contudo, a maior dificuldade será aprovar medidas consideradas tabus, como a flexibilização do aborto e a criminalização da homofobia – ambos motivo de uma crise recente entre o governo e a bancada religiosa, que resiste a legislar sobre esses temas. Na comissão, os dois assuntos foram considerados unanimidade, com a permissão para aborto até mesmo em casos em que a gestante não tiver condições financeiras para assumir uma maternidade.

CÓDIGO PENAL EM DEBATE. À mercê do conservadorismo - KLÉCIO SANTOS | EDITOR-CHEFE DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

É difícil imaginar que o Legislativo se debruce com maturidade diante das mudanças sugeridas no arcaico Código Penal. O trabalho coordenado pelo ministro Gilson Dipp é louvável. Mas vai esbarrar no conservadorismo do Congresso. Ainda mais quando se discute temas polêmicos como aborto e eutanásia.

A própria comissão não consegue consenso no trato do enriquecimento ilícito, um dos pontos vitais para frear a corrupção no serviço público. A tipificação proposta colocaria uma lupa sobre o patrimônio de servidores públicos – inclusive os agentes do Judiciário – que precisariam comprovar que seu patrimônio é legal. Dá para imaginar a pressão que os parlamentares receberão de setores hoje premiados com a falta de transparência.

Há um acordo pelo menos para que no Senado as mudanças no Código ganhem certa celeridade por conta da ação de alguns senadores identificados com o tema, como Pedro Simon e Pedro Taques. Mas a boa vontade em lidar com medidas importantes não parece ser a tônica da maioria. Basta ver que a discussão sobre a reforma política segue engavetada por causa de interesses corporativistas dos parlamentares.




COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Infelizmente, enquanto vigorar a atual constituição federal, esta reforma será inútil, pois as leis rigorosas serão barradas pelas benevolências constitucionais, assim como foram a Lei Seca, a Lei da Ficha Limpa e a Lei dos Crimes Hediondos. Sem falar no "corporativismo" citado pelo Klécio como "conservadorismo" que permeia os bastidores dos três Poderes, assegurando proteção e vantagens uns aos outros. É só acompanhar as justificativas dos projetos, a sua constitucionalidade e a vontade de aplicar a lei para entender o porquê do descrédito nacional nas leis, na política e na justiça.

BANDIDOS REINCIDENTES ASSALTAM E FAZEM REFÉNS EM JOALHERIA


Fim da ação. Criminosos se rendem e liberam reféns em tentativa de assalto a joalheria na Capital. Assaltantes pediram a aproximação da imprensa e coletes à prova de balas para se entregar - Francisco Amorim, ZERO HORA, 24/03/2012 | 12h12

Os quatro homens envolvidos em tentativa de assalto a uma joalheria na avenida Farrapos, em Porto Alegre, se renderam por volta das 12h. Eles pediram a aproximação de cinegrafistas e fotógrafos, além de coletes à prova de balas para se entregarem, depois de quase três horas de negociações com o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).

Os assaltantes já haviam liberado uma das reféns, que seria funcionária da loja, por volta das 11h30min. Os homens e os reféns saíram um a um, vestindo os coletes à prova de balas cedidos pelo Gate.

De acordo com o diretor do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), Guilherme Wondracek, essa quadrilha é suspeita de ter atacado uma agência do banco Itaú esta semana. Dois dos envolvidos, Rodrigo Moraes Lopes e Mário Eusébio, seriam foragidos da polícia. Os outros dois assaltantes foram identificados como Itajuba Silva e Lúcio Mauro Lauro.

Por volta das 8h45min, os quatro homens, armados, invadiram a loja, fazendo três pessoas reféns. Uma viatura da Brigada Militar que estava próxima chegou ao local e houve troca de tiros. Um policial foi baleado e levado para o hospital, mas não corre risco de morte. O Gate foi chamado para comandar as negociações e o trânsito nas vias próximas foi interrompido durante a operação.

Equipes da Polícia Civil e guarnições da Brigada Militar fazem buscas em Porto Alegre a um quinto assaltante envolvido no ataque à joalheria De Conto, na avenida Farrapos, na manhã deste sábado. Ele teria sido um dos criminosos que atirou contra os PMs que atenderam a ocorrência.

Identificado pela polícia como Charles Leitão, ele foi o único criminoso a conseguir fugir durante a troca de tiros em um veículo. Conforme o delegado Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais, o suspeito tem antecedentes por roubo e estaria envolvido também no ataque à agência do Itaú, na Avenida Assis Brasil esta semana. Testemunhas o reconheceram como o homem que rondava a região durante toda a semana.

Levantamento do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) apontou que o grupo invadiu o local portando cinco pistolas e uma submetralhadora.


Tensão na Capital. "Eles temiam serem mortos devido ao fato de terem baleado um PM", diz negociador sobre assalto à joalheria. Em entrevista, o capitão Rogério Araújo relata os momentos mais tensos da negociação - Francisco Amorim, ZERO HORA, 24/03/2012 | 17h12


A zona norte de Porto Alegre passou por momentos de tensão na manhã deste sábado. Por volta das 8h45min, quatro homens armados invadiram uma joalheria no bairro Navegantes, fazendo três pessoas reféns. Uma viatura da Brigada Militar que estava próxima chegou ao local e houve troca de tiros. Um policial foi baleado e levado para o hospital, mas não corre risco de morte. O capitão Rogério Araújo, do Batalhão de Operações Especiais (BOE) foi o responsável pelas negociações. Ele conta à reportagem os momentos mais tensos da negociação.

Zero Hora - No início, os assaltantes não queriam a presença do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e de negociadores do Batalhão de Operações Especiais, ao qual o grupo é vinculado. Como o senhor contornou à situação?

Rogério Araújo - É normal que os assaltantes façam exigências de todo o tipo no início das negociações. Estão nervosos e não sabem o que querem exatamente, pois não esperavam por aquilo, não planejavam aquele cenário. Por isso é preciso ter calma, mostrar que é melhor ter um negociador que possa realmente tomar decisões.

Zero Hora - Quais foram as exigências atendidas pela polícia? E a contrapartida dos assaltantes?

Rogério Araújo - Aqui estavam a imprensa, familiares e advogados dos presos, como queriam. Em contrapartida, para darmos os coletes que também eram solicitados por eles, exigimos a libertação de um dos reféns, de preferência a mulher. E fomos atendidos. Além desses pedidos, eles desejam ir para a Penitenciária Estadual de Charqueadas, o que acredito será atendido.

Zero Hora - A negociação de três horas e meia poderia ter sido mais curta?

Rogério Araújo - Não temos como prever quanto tempo vai durar uma negociação. Tudo fluiu bem, mas não se pode atropelar nada. Eles precisam saber que estamos querendo preservar a vida de todos, inclusive a deles. Eles temiam serem mortos devido ao fato de terem baleado um PM. Explicamos que ele estava bem e que tudo acabaria bem se o acordo fosse mantido.

Zero Hora - O fato de serem bandidos com antecedentes criminais e com passagens pelo sistema prisional ajudou no processo de libertação dos reféns?

Rogério Araújo - Sim. Quando é passional é o pior dos casos. Como eles já tinham experiência, depois que se acalmaram passaram a cooperar para que a ação terminasse bem.

Zero Hora - E houve algum revés, um momento mais tenso?

Rogério Araújo - Sim. Eles queriam que os coletes fossem entregues dentro do estabelecimento. Eu disse que isso não poderia acontecer, pois daria a eles uma supremacia maior. Além das armas, eles estariam ali dentro com coletes. Prometi que seriam entregues na porta, como realmente aconteceu.

Zero Hora - Como o senhor organizou a saída?

Rogério Araújo - Primeiro, eu pedi que saíssem os quatro assaltantes, um a um, se dirigindo para a parede do meu lado direito. Depois, eu pedi que saíssem os dois reféns. Orientei que fossem para o lado esquerdo. Deu tudo certo. Nenhum refém ou assaltante ferido.

sábado, 24 de março de 2012

APENADOS QUE SAÍAM A NOITE PARA ROUBAR TROCAM TIROS COM A BM


PRISÃO FRÁGIL. Apenados saíam à noite para roubar. Brigada Militar flagrou na rua grupo que deveria estar recolhido à colônia penal em Charqueadas - ZERO HORA 24/03/2012

Quatro apenados do regime semiaberto da Colônia Penal Agrícola General Daltro Filho, em Charqueadas, suspeitos de integrar uma quadrilha que saía do presídio para cometer assaltos, foram presos ontem à noite após uma troca de tiros com a polícia.

A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) abrirá uma sindicância para apurar como eles conseguiam sair da prisão no horário em que deveriam estar em reclusão. Com pistas de que o grupo deixava a colônia à noite para cometer roubos, a Brigada Militar começou a investigar a ação da quadrilha. Em uma operação realizada ontem, os policiais prenderem parte dela.

Segundo o major Luciano Bernardino Batista dos Santos, comandante do 28º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Charqueadas, os furtos e assaltos ocorriam na região, em locais como lojas e fazendas.

Os presos foram surpreendidos por policiais que aguardavam camuflados a passagem do grupo, que andava a pé, por uma área de Charqueadas quase no limite com São Jerônimo. Os bandidos teriam feito o mesmo caminho outras vezes até encontrar o resto da quadrilha, que os esperava em carros. Antes que eles chegassem ao destino, os PMs interceptaram o grupo e houve troca de tiros. Um bandido ficou ferido e foi levado ao hospital. Com eles, foram apreendidos dois revólveres, uma pistola, munições e crack. Todos devem voltar para o regime fechado.

A assessoria de imprensa da Susepe admitiu que os presos não poderiam sair da Colônia Penal Agrícola à noite e que será preciso investigar como eles escapavam. Na unidade, normalmente os apenados trabalham na própria colônia e, no final da tarde, retornam ao albergue, quando é feita a contagem dos presos.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Será que Congressistas e Magistrados não sabem disto? Toda a sociedade brasileira sabe que está sendo vítima de assaltos, roubos e execuções praticado por bandidos que são contidos pelas forças policiais, presos pelo judiciário e depositados em regimes penais permissivos, abertos e inseguros. E todo mundo tolera esta situação e não exige o debate desta questão e a apresentação dos vários projetos de leis que estão mofando nos arquivos no Congresso. E, pior, pois nem as forças policiais e o MP, cujos esforços estão sendo desmoralizados, e nem o Poder Judiciário que está sendo desacreditado, reagem contra estas leis que atuam contra a ordem pública, contra a vida e contra o patrimônio de todo brasileiro, seja autoridade ou não.

AVANÇO DA VIOLÊNCIA NO RS


Alta de homicídios alerta a Segurança. Uma pessoa foi assassinada a cada cinco horas no Estado em fevereiro - ZERO HORA 24/03/2012

Apesar de o governo do Estado ter liberado as horas extras de policiais militares para conter os homicídios depois de um janeiro violento, o número de mortes violentas cresceu 10,3% no mês passado em relação ao mesmo período de 2011. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgados ontem, foram registrados 136 assassinatos – uma a cada cinco horas – no mês passado no Rio Grande do Sul.

Entre as 10 cidades que mais registraram homicídios, sete são da Região Metropolitana. Porto Alegre é a campeão em número absolutos, com 29 casos, seguida de Viamão, com 11 registros. O levantamento revela ainda que, dos 496 municípios gaúchos, apenas 20 tiveram duas ou mais mortes, e outros 32 tiveram apenas um homicídio em fevereiro.

Os dados reforçam a intenção do governo do Estado de concentrar os esforços para redução das mortes nos municípios no entorno da Capital. Entre as estratégias adotadas ainda em fevereiro está manutenção das horas extras para PMs que atuam no policiamento ostensivo.

Roubo de veículo também cresceu no Rio Grande do Sul

Outro crime que continua a preocupar os gaúchos é o roubo de veículos. Em fevereiro, foram roubados 999 carros no Estado, o que significa que, em média, 34 motoristas foram ameaçados diariamente por assaltantes armados. Desses, 23,2% dos casos ocorreram em Porto Alegre, campeã em números absolutos de casos. A esperança das autoridades policiais é que os números despenquem em março após uma ação da Delegacia de Roubos de Veículos que desarticulou uma rede criminosa que roubava e clonava carros para revendê-los em outros Estados. Na operação coordenada pela delegada Vivian Nascimento, 23 criminosos foram presos.

– O grande problema é que está havendo a migração de outros crimes para o roubo de veículo. Como muitos criminosos não são reconhecidos pela vítima, acabam sendo autuados por receptação, crime que agora prevê fiança. Ou seja, mais facilmente volta às ruas e a agir – explica a delegada.

O levantamento também trouxe boas notícias aos gaúchos. O furtos em geral caíram 10%. Ainda assim foram 409 casos registros por dia, ou seja, um a cada três minutos e meio. Já o número de furtos de veículos se manteve estável em relação a fevereiro do ano passado.


Os números de fevereiro - O número de homicídios cresceu 10,3% em fevereiro no Estado em relação ao mesmo período do ano passado.

A estatística dos crimes no Estado foi divulgada ontem pela Secretaria da Segurança Pública.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Este blog já vinha alertando para o aumento de execuções no RS. Não é preciso ser cartomante para saber disto, já que a lei da impunidade, criada para atender a rotina de benevolências dos parlamentares e as mazelas da justiça, foi criada para alimentar o crime no Brasil. Infelizmente, nas questões de ordem pública, o Congresso nacional e o Poder Judiciário atuam contra a segurança do cidadão brasileiro.

sexta-feira, 23 de março de 2012

TRANSPARÊNCIA NA SEGURANÇA PÚBLICA

WANDERLEY SOARES, O SUL
Porto Alegre, Sexta-feira, 23 de Março de 2012.


No sistema penitenciário gaúcho nem mesmo a simples distribuição de uniformes contempla a todos os profissionais.

A Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) adquiriu um lote de mil pares de algemas que serão distribuídos nas regiões penitenciárias. Trata-se de um provimento importante, mas que deveria ser de rotina. Na mesma Susepe continua a carência de armamentos. Os agentes penitenciários esperam até agora quarenta pistolas prometidas ainda durante o já quase saudoso governo Yeda Crusius, além de coletes balísticos. Inúmeras vezes os agentes são obrigados a efetuar escoltas com precário ou sem nenhum tipo de proteção. Anote-se também que cursos de reciclagem não são realizados há muito tempo e os simples uniformes, cuja distribuição foi amplamente divulgada, não contemplou a todos os profissionais da área. Tal quadro faz lembrar que o anterior titular da pasta da Segurança, Edson Goularte, se tornou conhecido como silencioso e invisível e, o atual dono desta cadeira, Airton Michels, que é profundo conhecedor do sistema penitenciário do Estado e do País, começou, nitidamente, a ficar transparente.

Cadáver

O corpo de um homem foi encontrado, na manhã de ontem, ao lado do prédio da sede da Polícia Federal, na avenida Ipiranga, bairro Azenha. O cadáver estava na frente de uma estofaria e apresentava um ferimento na cabeça.

Pesadelo

Vigilantes da Capital e Região Metropolitana paralisaram as atividades por três dias, a partir de ontem. Após este prazo, um novo encontro da classe será realizado para decidir sobre a manutenção da paralisação. Os vigilantes defendem reajuste salarial de 15%, mas o sindicato patronal acena com 7%. Estes trabalhadores, que são um apêndice da segurança pública, também exigem vale refeição de 15 reais e adicional de periculosidade de 25%. Não sei se isso tudo corresponde a uma reivindicação justa ou é um pesadelo que quer virar sonho.

Terríveis

Uma jovem senhora armada tentou invadir um ônibus da linha Bonsucesso, na avenida Bento Gonçalves, perto do Campus da Ufrgs, em Porto Alegre. O fato ocorreu no começo da manhã de ontem. Um PM aposentado que estava no coletivo percebeu a movimentação e pediu para o motorista parar. O veterano policial desceu e imobilizou a mulher sem ferir a Lei Maria da Penha. Identificada como Jocemara da Silva Meireles, de 21 anos, a pistoleira foi encaminhada para o presídio feminino Madre Pelletier. Essas mulheres estão cada vez mais terríveis.

Cultura

O Museu Júlio de Castilhos, localizado na Duque de Caxias, Centro Histórico de Porto Alegre, componente do vizindário do Piratini, deveria ser, na área cultural, um dos cartões postais de Porto Alegre. No entanto, a sua fachada tem um aspecto deprimente. Ela tem dois lados. Um deles apresenta um restauro tristemente inacabado e, ambos, uma imundície repelente.

quinta-feira, 22 de março de 2012

IMPUNIDADE: ENVOLVIDO NA MORTE DE JOÃO HÉLIO ESTAVA LIVRE E COMETENDO CRIMES

Acusado de participar da morte do menino João Hélio é preso novamente

Ezequiel Toledo da Silva, de 21 anos, foi autuado por posse ilegal de arma de fogo, tráfico e corrupção - O GLOBO, 20/03/2012

 Ezequiel Toledo da Silva, um dos acusados da morte do menino João Hélio, foi preso em Iguaba, na Região dos Lagos Foto: Polícia Civil / Divulgação


RIO - Ezequiel Toledo da Silva, de 21 anos, condenado por participar da morte do menino João Hélio Fernandes Vieites, em fevereiro de 2007, foi preso na manhã desta terça-feira em Iguaba, na Região dos Lagos. Segundo a delegada titular da 129ª DP (Iguaba), Janaína Cristina Peregrino, ele é acusado de posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico, corrupção ativa e receptação. Junto com Ezequiel, foi presa ainda sua companheira, Verônica Margarita Camelo Lopes, de 20 anos.


Segundo a Polícia Civil, Ezequiel não possuía passagens pela polícia como maior de idade. Ele, no entanto, cumpriu três anos de medida socioeducativa após a morte de João Hélio. Em 2010, já com 19 anos, foi solto três dias após o aniversário do crime, e pouco tempo depois, incluído no programa do Governo Federal de Proteção a Menores Ameaçados de Morte. A decisão causou polêmica.


Além de ser acusado da morte do menino João Hélio, o rapaz tem outras quatro passagens na polícia, todas durante sua internação. Em uma delas, foi apontado como integrante de um grupo de menores que tentou matar um agente de disciplina na João Luiz Alves. De acordo com o registro, no dia 16 de fevereiro de 2008 — um ano após a morte de João Hélio —, o bando tentou asfixiar o agente com três tiras de pano e cordas. No dia seguinte, o condenado e outros colegas tentaram fugir, organizando um motim. Em agosto do mesmo ano, outra tentativa de fuga foi registrada, dessa vez no Centro de Atendimento Intensivo Belford Roxo (CAI Baixada).


Preso pelo cinto de segurança, João Hélio Fernandes foi arrastado, pendurado do lado de fora do carro, pelas ruas de quatro bairros da Zona Norte, na noite de 7 de fevereiro de 2007. Em alta velocidade, os assaltantes percorreram sete quilômetros de Oswaldo Cruz até Cascadura, em cerca de dez minutos.


Eles renderam a mãe de João, Rosa Cristina Fernandes, de 41 anos, com uma arma de brinquedo, num sinal de trânsito nas esquinas entre as ruas João Vicente e Henrique de Melo, em Oswaldo Cruz. Rosa e a filha mais velha, Aline, então com 13 anos, saíram do Corsa, mas a mãe não conseguiu tirar o filho do banco de trás.


Na época, a comoção nacional com a morte do menino levou o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, ao cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Ele esteve no velório, prestando solidariedade à família. Beltrame classificou o crime de bárbaro e admitiu que era preciso rever o policiamento na cidade, garantindo que aumentaria o efetivo. O secretário afirmou que o plano de segurança para o Rio deveria ser feito a longo prazo.


O então comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo, também esteve no velório. No enterro, ele disse que o fato de os bandidos terem passado por quatro bairros com a criança sendo arrastada por fora do carro não demonstrava falta de policiamento nas ruas. À época, a região de Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura, que integra a 9ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), registrava um dos maiores índices de roubos de carro do estado.



MAIS EXECUÇÕES PELO RS

ZERO HORA, 22/03/2012

PORTO ALEGRE - Corpo é encontrado com marcas de espancamento na Capital. O homem ainda não foi identificado pela polícia. Um corpo foi encontrado por volta das 6h de hoje na Avenida Ipiranga, ao lado da Polícia Federal. O homem, ainda não identificado, tinha aparentemente 35 anos e era, provavelmente, morador de rua. Há suspeita de que ele tenha sido espancado e, posteriormente, atingido com uma facada na cabeça e no peito. A vítima era, supostamente, usuário de drogas e a polícia acredita na hipótese de tráfico ou algum desentendimento. A 1ª Delegacia de Homicídios vai investigar o caso.( Carlos Macedo, DIÁRIO GAÚCHO, ZH ONLINE)

NOVO HAMBURGO. EXECUÇÃO A TIROS. Homem é encontrado morto no Vale do Sinos

Um homem foi encontrado morto na tarde de ontem em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Até o início da noite, a vítima ainda não havia sido identificada. O corpo foi localizado com marcas de tiros por moradores do bairro Roselândia na Rua Itá, por volta das 13h45min. A polícia acredita que a morte possa ter ligação com outra execução ocorrida na última terça-feira no mesmo bairro.

TRÊS CACHOEIRAS. CRIME NO LITORAL. Corpo é encontrado em pátio de casa

A Polícia Civil localizou o corpo de um homem no pátio de uma casa em Três Cachoeiras, no Litoral Norte. A suspeita é de que se trate de um jovem que morava no local e estava desaparecido desde 12 de janeiro. O delegado Juliano Aguiar de Carvalho trabalha com a hipótese de que o corpo seja de Adriano Fajardo Viola, 26 anos. Ele dividia a casa com amigos. Um exame de DNA deve confirmar a identidade. O cadáver estava enrolado em um cobertor e enterrado a cerca de um metro de profundidade. A polícia utilizou uma retroescavadeira para ajudar na localização do corpo.

SÃO LEOPOLDO. FORAGIDO CAPTURADO. Polícia investiga mortes em série

Foi encaminhado para o Presídio de Charqueadas um homem suspeito de ter participado de pelo menos seis assassinatos em São Leopoldo. Entre os crimes, ocorridos a partir dezembro, dois seriam duplo homicídio. Há oito dias, Diego Ferreira Guimarães, 26 anos, foi preso em Sobradinho, durante operação de rotina. Conforme o inspetor César Pontes, a Justiça já havia decretado a prisão preventiva dele. A polícia não descarta a possibilidade de o homem ser um matador de aluguel contratado por quadrilhas para eliminar rivais.

quarta-feira, 21 de março de 2012

BANDIDOS ASSALTAM JORNALISTA NA FRENTE DA EMISSORA DE TV

Homens armados assaltam jornalista da TV Brasília em frente à emissora. CORREIO BRAZILIENSE, 21/03/2012 11:19


Dois homens assaltaram o jornalista Patrício Macedo, diretor do programa DF Alerta, da TV Brasília. O crime aconteceu por volta das 7h dessa quarta-feira (21/3) em frente ao prédio da emissora, quando ele chegava para trabalhar. Na ação, os bandidos levaram o carro do jornalista.

Patrício foi abordado no estacionamento da TV. Os homens pediram a chave do carro e apontaram uma arma para a cabeça dele. O jornalista entregou a chave e entrou no prédio, onde alertou os outros funcionários da emissora. Todos se dirigiram para a recepção, mas voltaram para o interior quando um dos assaltantes apontou a arma para o prédio.

A polícia, que foi chamada logo após o assalto, encontrou o veículo roubado, um Stilo preto, na Candangolândia, com quatro ocupantes. Os suspeitos fugiram para uma mata que havia no local, levando apenas alguns pertences que estavam dentro do carro. O veículo foi recuperado pelos investigadores da 5ª Delegacia de Polícia, mas os suspeitos ainda estão foragidos.

ENTRE O TACAPE E A DINAMITE

WANDERLEY SOARES, O SUL
Porto Alegre, Quarta-feira, 21 de Março de 2012
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O contribuinte paga duas vezes, compulsoriamente, pelos mesmos serviços.

Cinco homens assaltaram, na manhã de ontem, a agência do Itaú na avenida Assis Brasil, na Capital. Eles quebraram os vidros com golpes de marreta, invadiram o banco e fugiram com dinheiro. Agora, a polícia investiga a quadrilhas dos explosivos e também os bandos, menos sofisticados, de marreteiros. Aqui em minha torre, os conselheiros ficam abismados com a estratégia de segurança dos bancos que chega ao ponto de dar chance a um ataque de bandidos trogloditas armados de marreta, arma que sucedeu, com sucesso, o tacape. Sempre é bom repetir que estão embutidos nas taxas cobradas pelos bancos de seus clientes os serviços de segurança. No entanto, estes clientes são os mesmos que contribuem com a segurança pública sobre a qual recaem os riscos maiores de enfrentamento dos quadrilheiros, seja de tacape, seja com dinamite. O contribuinte paga duas vezes, compulsoriamente, pelos mesmos serviços.

Incendiários

Dois adolescentes atearam fogo numa van que estava estacionada na rua São Francisco, bairro Santana, em Porto Alegre. De acordo com a polícia, os guris, que estavam com uma moto roubada, tentaram roubar o veículo e não conseguiram. Os jovens incendiaram a van e também a moto. Mas acabaram presos.

Crime e castigo

Um bandido foi morto ao tentar assaltar um policial civil na avenida Panamericana, no bairro Lindóia, Zona Norte da Capital. Segundo a Brigada Militar, o assaltante usava uma arma de brinquedo. O policial, sem saber da farsa, reagiu e levou a melhor.

Voluntário

Um homem que se apresentou como traficante em Viamão procurou a Brigada Militar em Porto Alegre, na madrugada de ontem, para pedir proteção por estar recebendo, ele e sua família, ameaças de traficantes rivais. Os PMs apreenderam com o voluntário maconha e crack. O prisioneiro foi recolhido ao Presídio Central, o que não é, exatamente, uma garantia de vida segura.

Paralisação

Os agentes da Polícia Civil realizarão, a partir das 8h30min de hoje, uma paralisação que será encerrada às 18h de amanhã. A mobilização atinge todas as delegacias da Capital, Região Metropolitana e das 29 regiões policiais do interior do Estado. Nesse período, serão mantidos os atendimentos para crimes de maior gravidade, tais como homicídio, latrocínio, estupro, lesão corporal grave e sequestro. Em Porto Alegre, dirigentes do sindicato vão ficar concentrados no Palácio da Polícia. Em assembleia geral da Ugeirm (Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores do RS), realizada na semana passada, a categoria decidiu insistir na negociação com o governo do Estado, que apresentou proposta rejeitada pela unanimidade dos mais de dois mil policiais presentes. Os agentes exigem o estabelecimento de política salarial única, que institua salário em proporção certa para todos (verticalidade). Rechaçam o fato de o governo ter privilegiado o topo da hierarquia remuneratória na Polícia Civil.

Salamaleques

As organizações policiais atingirão a plena maturidade no dia em que passeatas por salários dignos sejam impensáveis e que a simples entrega de viaturas novas deixar de merecer ostentação com discursos e outros salamaleques em praça pública.

A VIDA ATRÁS DAS GRADES


Anderson de Mello Machado, procurador federal, ZERO HORA, 21/03/2012

A liberdade está se tornando um direito fundamental usufruído por poucos, numa lógica invertida. Não é fácil aceitar a forma como a minha é tomada com a conivência do Estado. Os momentos em que me engano livre são restritos e controlados. A contrapartida estatal ao sujeito que o custeia e lhe presta obediência é uma série de espetáculos midiáticos que, mesmo com mensagens necessárias, são absurdamente insuficientes para mudar o contexto violento de nossa época e lugar. Parece-me que os recados “não porte arma sem autorização da Polícia Federal” e “não dirija após ingerir uma gota de álcool” estão sendo dados. Mas me pergunto quando o Estado vai estender o recado para: “Não mate, não roube, não estupre, não sequestre...”

Será que um dia esse espetáculo circense vai acabar e o poder público vai parar de fingir que oferece segurança à população? Não basta ser um país emergente e buscar uma economia pujante. Em qualquer lugar do mundo, a ameaça concreta e imediata de repressão é indispensável para conter a criminalidade. Além disso, impõe-se que a legislação dimensione adequadamente os bens jurídicos tutelados. As soluções para a deplorável situação do sistema prisional não podem seguir sendo liberdade condicional, prisão domiciliar e regime aberto. O efetivo policial deve ser multiplicado, muito bem remunerado, treinado e equipado. A lei penal precisa ser revista. A Lei de Execuções Penais aplicada. A pena do preso deve ser a perda da liberdade, não da dignidade. A criminalidade não pode ser um caminho sem volta e a relação custo-benefício pender sempre ao cometimento do delito.

Cresci vendo a violência tomar conta da minha cidade e seus arredores, e em raros momentos percebi ação estatal concreta. Enquanto a segurança pública continuar sendo tratada com omissão e descaso, e não for prioridade de governo e política de Estado, continuarei vivendo atrás das grades, enquanto os assassinos realmente estarão livres. Àqueles que conhecem a dor da perda de um ente querido ou um bem conquistado com suor, que foram atacados em sua integridade e dignidade pela violência urbana, minha solidariedade. Aos legisladores e governantes incompetentes e omissos, minha indignação: todos têm participação nos crimes que diariamente esfacelam famílias. A adoção de uma política de segurança pública atual e eficaz é medida impositiva. Muito tempo já foi perdido. Muitas vidas também.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Bem forte e oportuna a colocação do procurador federal: - "Em qualquer lugar do mundo, a ameaça concreta e imediata de repressão é indispensável para conter a criminalidade. Além disso, impõe-se que a legislação dimensione adequadamente os bens jurídicos tutelados. As soluções para a deplorável situação do sistema prisional não podem seguir sendo liberdade condicional, prisão domiciliar e regime aberto. O efetivo policial deve ser multiplicado, muito bem remunerado, treinado e equipado. A lei penal precisa ser revista. A Lei de Execuções Penais aplicada. A pena do preso deve ser a perda da liberdade, não da dignidade. A criminalidade não pode ser um caminho sem volta e a relação custo-benefício pender sempre ao cometimento do delito."

Disse tudo e mais um pouco. Realmente, no Brasil "a liberdade está se tornando um direito fundamental usufruído por poucos, numa lógica invertida". Os governantes, nos três Poderes de Estado, apelam para políticas amadoras e superficiais fingindo que "que oferece segurança à população". É um dos únicos países do mundo onde não existe um SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL, mas vigora um dessistema onde os instrumentos de coação, justiça e cidadania funcionam desordenados, com ligações burocratas, comunicação rara, interferência partidária, corporativismo e ações isoladas. Um dessistema que não sana os erros, os desperdícios e nem as mazelas que impedem resultados positivos na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, o controle dos recursos públicos e a dignidade, segurança e recuperação dos apenados da justiça. Além disto, a negligência do Estado e a legislação esdrúxula e benevolente tornam os esforços inúteis e insuficientes para conter os crimes, a insegurança e a violência no Brasil.

CINCO HORAS PARA REGISTRAR UMA OCORRÊNCIA


CARÊNCIA DE POLICIAIS - Até cinco horas para registrar ocorrência - ZERO HORA 21/03/2012

O número insuficiente de agentes para registrar ocorrências no plantão da Polícia Civil tem atormentado moradores de Caxias do Sul, na Serra. A espera pode demorar até cinco horas.

Aconta no plantão é simples: três policiais são insuficientes para atender cidadãos e a Brigada Militar que, em média, prende em flagrante cinco pessoas por dia. O número de agentes disponíveis para o registro pode ser menor quando acontecem crimes como assassinatos – quando um policial é destacado para acompanhar o delegado no local do delito.

Segundo um policial que trabalha no plantão, no começo da década passada havia turnos com até oito agentes.

– Se chega um flagrante, a gente precisa deixar de atender a comunidade. Também temos direito ao horário de almoço e jantar – afirma.

Por volta das 15h de ontem, agentes atendiam a pessoas que aguardavam desde o final da manhã. Maria Luz de Camargo, 56 anos, reclamou:

– É um absurdo precisar esperar tanto tempo.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública, a defasagem de servidores na cidade deverá ser amenizada no segundo semestre, quando policiais que passam por curso de formação serão transferidos para cidade.


Contraponto - O que diz Paulo Roberto Rosa da Silva, titular da Delegacia Regional da Polícia Civil: Caxias do Sul tem cem policiais civis, e o mínimo necessário seriam 200. O plantão, que hoje conta com três agentes por turno, deveria ter seis. Segundo o delegado, o problema da repartição deve ser amenizado em abril, quando ele promoverá mudanças nas delegacias.

Fuja das filas - Uma alternativa é utilizar a Delegacia de Polícia Civil Online (www.delegaciaonline.rs.gov.br). No portal, há três possibilidades de registro, conforme os links: furto de documento ou objetos, perda de documento ou objetos e acidente de trânsito sem vítimas



SÓ CASOS GRAVES. Polícia Civil paralisa atividades por 34 horas

Às 8h30min de hoje, começa o movimento Polícia Parada, liderado por agentes, escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil gaúcha que reivindicam melhores salários. O estopim para o manifesto, que termina às 18h30min de amanhã, foi uma reunião com o governador Tarso Genro, na qual foi oferecido à categoria um aumento salarial que chegue a R$ 4,8 mil mensais até 2018.

Porém, os policiais querem salário de R$ 8,3 mil. Diante do protesto, todas as delegacias do Estado só atenderão a ocorrências de maior gravidade.

Durante a paralisação, o trabalho dos policiais ficará restrito aos casos de homicídio, latrocínio (roubo com morte), estupro, lesão corporal grave e sequestro. A restrição é idêntica para flagrantes.

– Não é só pela gravidade que estes crimes implicam, mas pode haver perda de provas. Os serviços essenciais serão mantidos. A nossa insatisfação é que o governo estabeleceu um abismo salarial entre delegados e agentes de 311% de diferença – afirma Fábio Carvalho, do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores (Ugeirm).

Conforme Carvalho, o salário inicial de um agente é de R$ 2,2 mil, enquanto o de um delegado passa dos R$ 7 mil. Mesmo diante do impasse entre policiais civis e governo do Estado, a negociação ainda está aberta e a categoria pretende chegar a um acordo em breve, afirma Carvalho.

O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, não quis se manifestar ontem. Ele informou, por meio da assessoria de imprensa, que o governo está estudando uma nova proposta a ser apresentada à categoria, mas não há uma nova reunião agendada.

É o sucateamento do aparato policial e desprezo do Estado às pessoas que precisam deste serviço. A Polícia Civil está com seus efetivos defasados e órfão do segmento pericial. Como exigir eficiência da polícia investigativa na apuração de autores de delitos sem pessoal e sem peritos? Como exigir plantão 24 horas sem pessoal para receber as vítimas de ocorrências? Como exigir motivação sem salários dignos?