SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 30 de setembro de 2012

JOVEM MORRE BALEADO POR PM NUM CONFLITO ENTRE COLIGAÇÕES

 ZERO HORA ONLINE, 30/09/2012 | 11h33

Polícia faz patrulhamento especial em Constantina após morte de jovem. Claudir Soares, 23 anos, foi baleado no peito por uma arma de um policial da Brigada Militar
Carlos Wagner

O domingo é tenso em Constantina, pequena cidade agrícola na região de Palmeira das Missões, no norte do Estado. Homens do Pelotão de Operações Especiais (POE), da Brigada Militar, estão patrulhando as ruas do município e abordando veículos com pessoas consideradas suspeitas de envolvimento no tumulto entre cerca de 150 pessoas na noite de sexta-feira e que resultou na morte de Claudir Soares, 23 anos.

— Estamos policiando as ruas e parando qualquer um que considerarmos suspeito — afirma o soldado Claudio Antonio Giacometti, do POE.

O jovem morreu na tarde de sábado no Hospital da Cidade de Passo Fundo, onde estava internado. O velório acontece no bairro São Roque, na periferia de Constantina. O enterro está previsto para as 16h deste domingo. O tumulto envolve a disputa eleitoral entre os partidários de Francisco Frizzo (PMDB) e Leomar Behm (PP). Até o momento, a polícia não tem certeza de como teve início a confusão. Instantes antes do confronto, consta que houve uma troca de mensagens pelo celular (torpedos) entre vários dos envolvidos combinando o confronto.

Os primeiros atendimentos médicos, a vítima recebeu no hospital da cidade, que teve as portas forçadas por uma multidão. Durante toda a manhã, o delegado da cidade, Márcio Marondin, reuniu-se com oficiais da BM para discutir a situação. As autoridades temem mais violência e estão procurando se antecipar a qualquer iniciativa que possa resultar em confronto entre os partidários de Frizzo e Behm. A morte do jovem está sendo investigada pelo delegado Marondin.


ZERO HORA ONLINE, 29/09/2012 | 19h44

Jovem morre após briga entre coligações partidárias em Constantina. Baleado no peito, Claudir Soares chegou ao hospital com vida, mas não resistiu
Thiago Tieze

Uma briga generalizada entre apoiadores dos dois candidatos a prefeito de Constantina terminou em morte na noite de sexta-feira. No meio da confusão, o jovem Claudir Soares, 23 anos, foi baleado no peito por uma arma de um policial da Brigada Militar.

O incidente aconteceu por volta das 23h40min de sexta-feira, quando partidários de Francisco Frizzo (PMDB) e Leomar Behm (PP) criaram uma verdadeira praça de guerra na Avenida Amândio Costa. Adversários nas urnas, os candidatos realizavam jantares em estabelecimentos localizados na mesma rua a uma quadra e meia de distância.

Segundo o delegado Márcio Marondin, titular da Delegacia de Polícia Civil do município, que apura a ocorrência, a briga teria começado após provocações de ambas as partes. A pacata população de Constantina, com pouco mais de 10 mil habitantes, presenciou um confronto que teria envolvido cerca de 150 pessoas.

No início do incidente, dois soldados da Brigada atenderam a ocorrência e, vendo que não conseguiriam conter os brigões, pediram reforço de outros sete PMs. Um deles teria entrado em luta corporal com Soares.

— No meio da luta houve o disparo. Abrimos um inquérito por homicídio culposo, pois parece que houve um tiro acidental, sem a intenção de matar, mas precisamos ouvir muita gente ainda para darmos prosseguimento na investigação — afirmou o delegado.

Ainda de acordo com o delegado Marondin, Soares não possuía antecedentes.

Baleada, a vítima recebeu os primeiros socorros no hospital da cidade. Por volta da 0h30min, o jovem foi encaminhado para o Hospital da Cidade de Passo Fundo, onde morreu por volta das 14h de sábado na CTI.


ZERO HORA 29/09/2012 | 12h49

Candidato a vereador em Tramandaí é assaltado e esfaqueado. Taxista Deoclides da Rosa Gonçalves, 63 anos, foi encontrado ferido à beira-mar

O taxista e candidato a vereador pelo PSB em Tramandaí Deoclides da Rosa Gonçalves, 63 anos, conhecido como Kidi, foi assaltado e esfaqueado na manhã deste sábado. Ele foi encontrado ferido à beira-mar, na praia de Nova Tramandaí. Conforme exames no Hospital Tramandaí, o taxista levou 18 golpes de faca. Kidi trabalhou no táxi durante toda a madrugada e, ao amanhecer, pegou uma corrida com um casal. Conforme relato dele a policiais civis, o casal o assaltou, usando de uma faca. Na tentativa de escapar, ele foi atingido quase duas dezenas de vezes. Conforme o hospital, nenhum dos ferimentos o colocou em risco de vida, embora Kidi tenha perdido muito sangue. No início da tarde deste sábado, ele permanecia internado no setor de emergência do hospital. O carro dele, um Palio, foi encontrado no bairro Agual, em Tramandaí.

SECRETARIO DE SEGURANÇA DO RS ADMITE NÃO ATINGIR OBJETIVOS

ZERO HORA. Abaixo da média29/09/2012 | 16h10

Secretário da Segurança Pública dá nota 5,5 para seu desempenho. Em entrevista a ZH, Airton Michels fez avaliação do próprio trabalho na semana em que houve o 19º ataque com explosivos em bancos no Estado


Secretário admite que ainda não atingiu os objetivos Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS


A lenta e gradual ascensão no número de homicídios, a onda de assaltos a bancos, o recrudescimento dos roubos de carros e a superlotação dos presídios preocupam o secretário estadual da Segurança Pública, Airton Michels. Tanto que, convidado a dar uma nota sobre sua própria performance, ele primeiro estranhou — "não costumo dar notas, não sou de colégio, participo de um projeto" — mas, em seguida, admite que ainda não atingiu os objetivos. E não hesita em se atribuir nota 6, logo corrigida para modestos 5,5.

— Não se resolve segurança pública de uma hora para outra. Temos um projeto gradual, que inclui mais vagas e humanização de presídios, policiamento comunitário e o cercamento eletrônico — observa.

A avaliação foi feita sexta-feira, a pedido de Zero Hora, numa entrevista concedida aos repórteres Francisco Amorim, Humberto Trezzi e José Luís Costa. Confira, ao lado, a síntese da conversa de uma hora com Michels.

Homicídios

Aumento sem explicação  - "O número de agosto é muito alto (185 casos, a maior quantidade em 10 anos). Falei isso em uma reunião na secretaria hoje (sexta-feira). Mas o Brasil inteiro tem enfrentado um aumento dos homicídios neste ano, inclusive em São Paulo, onde vinha em queda havia anos. Não sabemos muito bem o que está por trás desse fenômeno, mas tivemos um aumento dos casos que não estão ligados ao tráfico, por exemplo. Em agosto do ano passado, foram três casos desse tipo. Agora, 14."

Alento da força-tarefa - "Nos municípios onde atuou a força-tarefa da Brigada Militar, com exceção de Cachoeirinha, houve queda no números de mortes. No total, a queda ficou em 17%. Isso vai nos levar a manter a força-tarefa por tempo indeterminado. Já a força-tarefa da Polícia Civil deve acabar agora em outubro com a entrada de novos agentes que entraram no lugar dos agentes deslocado."

Investigação eficiente - "Quando assumimos, orientamos para que investigassem homicídios. Não tivemos grandes resultados. Primeiro tem aquele argumento de que falta pessoal, que em parte procede, mas tem uma questão de gestão. Então nós resolvemos criar na metade do ano essa força-tarefa na Polícia Civil já que os resultados não eram o esperado. Os índices de resolutividade estavam baixíssimos. Em regiões mais conflituadas, como na região de Porto Alegre, é de 10% apenas. Agora, na maioria dos lugares onde ela está atuando, o índice (de solução) aumentou. Nós temos mais de 2,2 mil inquéritos represados nas duas delegacias de homicídios de Porto Alegre, que não tem força-tarefa, porque vai ganhar novas delegacias. Subimos de uma média de cerca de 20% para 68% no Estado. Isso é importante porque o argumento das polícias é de que não valia investigar porque ninguém quer ser testemunha. Provamos com a força-tarefa que é possível, sim, encontrar testemunhas."

O medo que mobiliza - Pra Mim "Chega" é um nome que já diz a que vem. É assim que está sendo convocada uma passeata contra a violência no bairro Moinhos de Vento, na Capital, a partir das 11h de 6 de outubro — um sábado, véspera de eleição. A principal organizadora, a empresária Cynthia Requena Krupp, passou a fazer o convite, via redes sociais, após o assalto a um amigo.

Roubo de veículos

Crime com clamor social  - "É um tipo de crime que tem oscilação. Está alto, mas não nos padrões que tínhamos em 2007 e 2008. Depois disso caiu e agora voltou a subir. Nestas regiões de maior concentração urbana temos tido um aumento. Sabemos que esse é um tipo de crime que tem grande clamor social, ainda mais quando alguém perde a vida."

PMs saem, ladrão volta  - A representante farmacêutica Mariana Dornelles, 29 anos, teve um revólver apontado contra o rosto por um ladrão, que levou seu Voyage 2011 na quarta-feira, à luz do dia. Aconteceu na Rua Artigas, em Petrópolis — a mesma onde, duas semanas atrás, o idoso Eloy Kath foi assaltado, agredido e atropelado por um grupo de criminosos.

— O pior é que até cinco minutos antes de o ladrão agir minha rua estava repleta de PMs, que tinham prendido um assaltante. O bandido esperou os policiais saírem e me assaltou — reclama Mariana.

Até sexta-feira, a motorista ainda não havia localizado o carro. O único consolo é que o veículo tinha seguro. O bairro Petrópolis é o campeão de roubo de carros em Porto Alegre. É uma média de 34 casos por mês.

Ações no trânsito - "Para reduzir os roubos, a Brigada Militar terá mais ações no trânsito. Começou nesta semana. A Polícia Civil vai para a rua também com viaturas caracterizadas e discretas. Não fará policiamento como a Brigada, fará investigação. Também queremos, até o final do ano, lançar o edital para cerca eletrônica. Serão 122 câmeras, capazes de identificar placas de veículos, distribuídas na Região Metropolitana, ao custo de R$ 23 milhões. Isso será um reforço importante. Também nos ajudará na prevenção de outros crimes."  Em oito meses, ladrões cometeram 7.848 roubos de carros (o que representa um aumento de 6%) e 10.053 furtos de carros (alta de 2%)

Explosões em bancos

Efetivo insuficiente - "Os bancos, nas cidades maiores, reforçaram a segurança. Aí os criminosos migraram para municípios menores. É um fenômeno nacional. Nós tivemos quase 20 ataques com explosivos, São Paulo teve 300. Santa Catarina, cerca de 90 num ano. A Bahia, 72 num mês. E os prefeitos querem mais policiamento. Sou obrigado a dizer: "não vai ter, sinto muito". Em Jaquirana (onde foi explodida uma agência bancária sexta-feira) havia pelo menos cinco bandidos no ataque. Precisaria 20 PMs. Não tenho como colocar 20 PMs em cada um dos 497 municípios."

Solução nacional - "Temos discutido esse assunto no Colégio Nacional dos Secretários de Segurança Pública. Uma das alternativas é unificar legislação que permita inutilizar notas dos caixas explodidos. Outra é criar uma estratégia nacional contra os ataques." Até a noite de sexta-feira, o Estado havia registrado 19 ataques de criminosos com explosivos contra bancos em 2012. Desse total, 42% ocorreram na Serra.

Presídios

As prisões do futuro - "Estamos concluindo vários presídios. Arroio dos Ratos já está recebendo presos. As moduladas de Charqueadas e Montenegro estarão com ala ampliada até outubro. Outros projetos estão no início. Vamos priorizar penitenciárias que não exijam licitação, a um custo 20% menor e que fiquem prontas mais rápido. Deve ser assim na prisão para jovens adultos. Num outro modelo, também de custo menor, faremos as prisões para apenados dependentes químicos. Esses são os presídios do futuro, que vão reduzir a criminalidade. Podem abrigar 70% da massa carcerária. São lugares em que a segurança não é alta, é externa. Têm dormitórios, é preciso vontade do preso de se recuperar. Esses podem ser construídos a um custo de R$ 18 mil por vaga, enquanto um presídio de média segurança (que, na real, é alta) exige R$ 40 mil por vaga."

Redução de verbas federais - "O Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) saiu da pauta. A prioridade do governo federal, agora, é a fronteira. Recebemos R$ 20,5 milhões para patrulhar as regiões fronteiriças. Do Pronasci, que enviou ao Rio Grande do Sul R$ 375 milhões entre 2008 e 2010 (além de R$ 170 milhões de Bolsa-Formação para policiais), recebemos R$ 6 milhões em 2011. Ganhamos também do governo federal mais R$ 11 milhões da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Para os Territórios da Paz (policiamento comunitário em áreas de alta criminalidade) temos alguma verba guardada de outros anos, pouca. Teremos de investir com verba estadual, mesmo, no projeto Rio Grande na Paz. A verdade é que há um contingenciamento no Ministério da Justiça. O orçamento era de R$ 2 bilhões anuais, mais R$ 1,2 bilhão para o Pronasci. Agora é de R$ 2 bilhões, ao todo."  Desde o início do ano o governo estadual acena com a criação de 3.140 novas vagas em 2012. A penitenciária que deve ser inaugurada primeiro é a Estadual de Arroio dos Ratos: está quase pronta, já abriga presos, terá 672 vagas.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Apesar de não concordar com várias de suas medidas adotadas na área da segurança pública do RS, reconheço no Secretario Airton Michels uma pessoa acessível, dedicada e esforçada em todo cargo que assume. Na liderança da segurança pública no RS não é diferente. Mas, apesar de todas as virtudes, no atual sistema de justiça criminal vigente no Brasil onde as leis são brandas demais, a interferência partidária é muito forte e o Poder Judiciário está numa posição aristocrática, mediadora, distante, morosa e descomprometida nas questões de ordem pública, todos os Secretários de Segurança têm naufragado junto com os instrumentos e instituições que gerenciam e lideram.  Assim, como seus antecessores, as performances deixam a desejar na medida em que a justiça não acompanha a agilidade das polícias e a reação dela frente ao caótico setor prisional é fraca e ionperante. Os esforços policiais se tornam inúteis diante da desarmonia entre os poderes e da falta de continuidade na justiça e na incapacidade de um setor prisional que carece de investimentos, de controles rígidos, de leis duras e do cumprimento das leis existentes  por parte do Poder Executivo na guarda e custódia e reabilitação dos apenados da justiça.

Sugestão - Os objetivos propostos são excelentes, especialmente aqueles que fomentam o aumento de efetivos policiais e penitenciários, a construção de novos presídios e a instituição do policiamento comunitário como filosofia de governo. Porém a aplicação depende muito da coragem para propor ao Congresso Nacional a criação do SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL, federal e estadual, amparado por leis fortes contra a violência e criminalidade a partir do crimes de menor potencial ofensivo. No âmbito estadual, poderia começar com uma reengenharia cultura, nas estruturas, nos processos e nas ações organizacionais, levantada por um diagnóstico geral do aparato de segurança pública sob sua chefia. Possivelmente, o relatório apontará a necessidade de uma mudança cultural, motivacional e operacional nos comandos e chefias para que a filosofia de polícia e de policiamento comuntário sejam internalizados de forma consciente e sem o apêndice partidário; valorização do agente policial através de salários dignos e de igualdade entre os cargos; definição de competências, ligações e apoio entre as instituições; retorno das cedências políticas e dos desvios de função; e de uma redução drástica das unidades administrativas priorizando as unidades operacionais em níveis de Delegacias e de Companhias e destacamentos PM.

sábado, 29 de setembro de 2012

QUADRILHA FORTEMENTE ARMADA EXPLODE BANCO NO INTERIOR DO RS

 CORREIO DO POVO, 29/09/2012

Agência do BB sofre ataque em Jaquirana. Quadrilha fortemente armada levou dinheiro e se defendeu com refém


Ladrões chegaram atirando e destruíram a agência com explosivos
Crédito: BM / divulgação / cp


A cidade serrana de Jaquirana foi sacudida, no início da madrugada de ontem, por duas explosões na agência do Banco do Brasil. Era mais um ataque com explosivos no Estado, desta vez cometido por cerca de cinco homens, com toucas ninja, coletes balísticos e fortemente armados com fuzis e pistolas. A quadrilha chegou por volta de 0h45min em um Nissan Tiida, de cor preta e com teto solar. Eles interceptaram um Gol com um casal e um filho pequeno. O homem foi mantido refém e usado como escudo; a mãe e a criança foram liberadas.

Dois criminosos davam tiros de intimidação para o ar em frente à agência. As redes telefônicas do posto da Brigada Militar e da Delegacia da Polícia Civil foram cortadas e as lâmpadas dos postes de iluminação das redondezas quebradas com tiros.

Pelas imagens das câmeras do banco, outros três bandidos explodiram o cofre e dois caixas eletrônicos, um deles contendo apenas cheques. Antes, eles gritaram aos moradores de dois apartamentos para que descessem, pois explodiriam o local.

Após se apossarem de valor não divulgado, o bando fugiu levando o refém, que foi obrigado a ficar com parte do corpo para fora, através do teto solar, para inibir uma possível reação policial ou perseguição. A vítima foi solta perto da ERS 110 e o veículo abandonado em um pomar, na região serrana do rio Tainhas. O carro, sem placas, foi coberto com pó de extintor para tapar as impressões digitais. Durante o ataque, o único PM de plantão nada pode fazer diante do armamento da quadrilha.

Titular substituto da DP de Jaquirana, o delegado Flademir Paulino de Andrade descobriu que o Nissan Tiida fora roubado no último dia 24, no bairro Auxiliadora, em Porto Alegre.

O prefeito de Jaquirana, Ivanor Rauber, desabafou, na manhã de ontem, após o ataque. "Estamos totalmente desprotegidos", lamentou, observando que reside na mesma quadra da agência e também foi acordado pelos tiros e explosões. Segundo ele, os criminosos gritavam e davam muitos tiros para cima. Ele não percebeu nenhum sotaque diferente entre os bandidos.

Semelhanças no modo de operar 

A ação criminosa em Jaquirana guarda semelhanças com outros ataques com explosivos contra agências do Banco do Brasil. Entre elas, o fato de os veículos terem sido roubados quase sempre em Porto Alegre e os bandidos usarem moradores como escudo humano. Assim como ocorreu com o refém em Jaquirana, no ataque ao BB de São Francisco de Paula, no último 7 de agosto, a vítima foi colocada para fora do veículo, pelo teto solar, para evitar que policiais atirassem ou que tentassem uma interceptação. O uso do pó de extintor nos carros abandonados na fuga para dificultar a coleta de possíveis impressões digitais, também tem sido recorrente.

O EPISÓDIO CÔMICO

O SUL, 29/09/2012
 
WANDERLEY SOARES

Uma peça teatral rápida: cinco bandidos em dois carros, numa madrugada fria, contra um solitário PM que cuidava do poderoso Banco do Brasil.

Cinco bandidos explodiram, na madrugada de ontem, a agência do Banco do Brasil no Centro de Jaquirana, na região de São Francisco de Paula. Eles chegaram em dois carros e dispararam tiros para o alto. Segundo a polícia, o grupo chegou ao cofre da agência e abriu dois caixas eletrônicos. O valor roubado, como sempre, não foi informado. Os moradores do apartamento que fica em cima do banco foram acordados pelo barulho e o dono da residência, Rodrigo Bonato, afirmou que os bandidos tiveram o cuidado de avisar que explodiriam a agência. Na fuga, um morador foi levado com a quadrilha e liberado, ileso, minutos depois, na saída da cidade. Jaquirana é um município com quatro mil habitantes, onde a Brigada Militar tem apenas um policial por turno durante a madrugada. Este foi o 20 ataque com uso de explosivos no RS em 2012. Em todos os sentidos, este tipo de ação da bandidagem, quando ninguém resulta ferido, não chega a ser um episódio tragicômico, mas simplesmente cômico. E assim está traçada a segurança da escorregadia e transversal segurança gaúcha da Copa.


Acadêmico

A Polícia Civil prendeu, ontem, no bairro Humaitá, na Capital, um moço acusado de matar duas mulheres encontradas carbonizadas no Distrito Industrial de Gravataí, no dia 24 deste mês. O rapaz, acadêmico de direito, tem 28 anos de idade. Segundo a polícia, as vítimas, Saralise Dotta, de 25 anos, e Tatiane Michele de Azevedo, de 24 anos, eram garotas de programa, o que, em princípio, deveria agravar a barbárie da qual o acadêmico é acusado de ter participado.


Visita

Visitei, como convidado, a sede da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Urbana da Capital, que tem como titular a jovem senhora Sonia D'Ávila. Percorri todas as áreas daquela pasta. Analisei, como um humilde marquês, o trabalho que está sendo desenvolvido pelos profissionais da área. Gostei. Em outras áreas da segurança em que estive, nos últimos tempos, especialmente em nível estadual, só ouvi discursos que serviram para enriquecer meu pobre vocabulário, o que não deixa de ser gratificante.

DETENTO DO SEMIABERTO COM ANTECEDENTES TERIA DOPADO, ESTUPRADO E MATADO JOVEM ESTUDANTE

 
ZERO HORA 29 de setembro de 2012 | N° 17207

JOVEM SUMIDA. Detento é indiciado pela polícia de Agudo


Para a Polícia Civil, Rogério Oliveira, 42 anos, então detento do regime semiaberto no Presídio Regional de Agudo, dopou, estuprou, matou e ocultou o corpo da estudante Daniela Ferreira, 19 anos, nas primeiras horas da manhã do dia 29 de julho. O corpo da vítima nunca foi encontrado, tampouco o suspeito confessou ter culpa, mas o inquérito foi concluído e remetido ao Judiciário. Oliveira foi indiciado por homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.

O delegado titular de Agudo, Eduardo Machado, diz que o caminho para a convicção sobre o caso une peças de um complexo quebra-cabeças formado por indícios e provas que compõem a materialidade do crime. Muitas das certezas estão amparadas em depoimentos de testemunhas, que afirmam que o suspeito – que estava no mesmo baile em que Daniela foi vista pela última vez – observou o grupo em que a vítima estava com interesse de pretendente. Elas atestam também que Oliveira sumiu entre 6h e 18h30min do domingo em que Daniela desapareceu e que, ao retornar, contou ter cometido o crime. O delegado cita, ainda, os antecedentes de estupro e assassinato – crimes pelos quais Oliveira responde desde 1993 –, além de vestígios de materiais genéticos da vítima na roupa do suspeito.

– A materialidade do crime é composta por provas que levam a concluir um fato. Nesse caso, temos outros elementos que permitem à polícia essa convicção – diz Machado.

O delegado acredita que a ausência de um corpo não deve prejudicar o julgamento do suspeito. Oliveira está preso em regime fechado na Penitenciária Estadual de Santa Maria.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Brasil é o país da impunidade e do descontrole. Um detento do regime semiaberto pode ir a bailes na madrugada? Quem controlava o retorno deste preso? Com antecedentes de estupro e assassinato como pode receber o beneficio do semiaberto e a licença para ir a bailes na madrugadar? É claro que ainda não está totalmente provado, mas o resultado só podia dar nisto, com um bandido do sistema prisional com antecedentes de crueldade sendo beneficiado pelas leis brandas que nossos parlamentares elaboram, estando livre e suspeito de assassinar uma jovem inocente que foi se divertir, deixando com os familiares o sofrimento pela incerteza da perda de uma pessoa amada. Infelizmente, nossos governantes não se sensibilizam para isto.
O desaparecimento
- Daniela Ferreira desapareceu no dia 29 de julho, na saída de um baile em Agudo.
- O suspeito, Rogério Oliveira, 42 anos, cumpria pena no regime semiaberto no Presídio Estadual de Agudo e também estava no baile. Ele foi identificado por câmeras de segurança cruzando pela jovem por volta das 6h da manhã do dia 29. Desde então, Daniela nunca mais foi encontrada.
- No dia 14 de setembro, o resultado da perícia nas roupas do suspeito indicaram a presença de material genético da jovem.

POR VINGANÇA, DUAS GAROTAS SÃO ESPANCADAS E CARBONIZADAS


ZERO HORA 29 de setembro de 2012 | N° 17207

COM CRUELDADE. Suspeitos de matar jovens são detidos. Universitário e comerciante teriam espancado e carbonizado duas garotas


CAROLINA ROCHA

Dois vídeos, um carro apreendido e uma testemunha. Esses são, por enquanto, os ingredientes que a Polícia Civil tem para apontar dois homens como os assassinos de duas jovens, na madrugada de segunda-feira, em Gravataí. Mas a esperança dos policiais está na perícia que será realizada no veículo apreendido na manhã de ontem, no bairro Humaitá, zona norte da Capital.

Um estudante de Direito de 28 anos e um comerciante de 31 anos são os principais suspeitos de terem espancado, baleado e carbonizado Tatiani Michele de Azevedo Camargo, 24 anos, e Saralise Dotta, 25 anos. Informações e imagens de uma câmera de vigilância ajudaram os agentes a chegar aos homens (os nomes não foram divulgados).

Conforme o delegado Anderson Spier, o estudante seria o dono e motorista da caminhonete Tiggo branca flagrada por uma câmera da Rua Paul Zivi, no Distrito Industrial de Gravataí. O registro foi feito por volta da 0h do dia 24. Logo depois, passa um carro escuro. A suspeita é que seja um Brava azul, flagrado à 0h44min em um posto de combustíveis da Parada 70.

O motorista, o comerciante de 31 anos, entrega uma garrafa pet ao frentista e pede gasolina. Recebe o material e vai embora. A investigação aponta que o carro tenha voltado à cena do crime, e só então as jovens foram queimadas com os tapetes do Tiggo, manchados de sangue. Pela hipótese da polícia, seria uma forma de se livrar de uma prova do crime.

Com prisão temporária decretada pela Justiça (válida por 30 dias), os dois foram levados à 1ª Delegacia da Polícia Civil de Gravataí ontem. A suspeita da polícia é de que o crime tenha sido motivado por vingança. Os homens teriam pego as duas às margens da ERS-118. As jovens teriam levado os dois para outro local, onde comparsas as aguardavam.

– Lá, os clientes seriam assaltados. Ao perceber que seriam atacados, os dois teriam fugido, levando as jovens. Depois, decidiram se vingar – diz o delegado.

O motorista, o comerciante de 31 anos, entrega uma garrafa pet ao frentista e pede gasolina. Recebe o material e vai embora. A investigação aponta que o carro tenha voltado à cena do crime, e só então as jovens foram queimadas com os tapetes do Tiggo, manchados de sangue. Pela hipótese da polícia, seria uma forma de se livrar de uma prova do crime.

Com prisão temporária decretada pela Justiça (válida por 30 dias), os dois foram levados à 1ª Delegacia da Polícia Civil de Gravataí ontem. A suspeita da polícia é de que o crime tenha sido motivado por vingança. Os homens teriam pego as duas às margens da ERS-118. As jovens teriam levado os dois para outro local, onde comparsas as aguardavam.

– Lá, os clientes seriam assaltados. Ao perceber que seriam atacados, os dois teriam fugido, levando as jovens. Depois, decidiram se vingar – diz o delegado.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Nossos representantes no Congresso e juristas deveriam seguir o exemplo da postura coativa do STF e começarem a estudar a criação da pena de prisão perpétua e de trabalho obrigatório para apenados da justiça. Crimes cometidos com requintes de barbárie, crueldade e covardia deveriam receber pena máxima com direito a qualquer benefício só após cumprir 5/6 da pena. Ou as leis mudam, ou crimes com este se tornarão rotina no Brasil.

VEÍCULO DE JURISTA É LEVADO EM ASSALTO

 
ZERO HORA 29 de setembro de 2012 | N° 17207


PORTO ALEGRE - Veículo de jurista é levado em assalto


O motorista do jurista Paulo Brossard foi assaltado na noite de quinta-feira na Capital. 

Ao deixar Brossard para uma visita no Hospital Moinhos de Vento, às 21h, o funcionário de 44 anos foi abordado por dois homens. 

Ele havia estacionado a Land Cruiser do jurista na esquina das ruas Gonçalo de Carvalho e Ramiro Barcelos, quando um deles encostou a arma no vidro e pediu para que descesse.

O veículo foi levado e deixado na Rua São Manoel.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A onda de assaltos em Porto Alegre não livra ninguém. Viva a Lei da Impunidade!

NOVA EXPLOSÃO: ATAQUES SE CONCENTRAM NA SERRA GAÚCHA


ZERO HORA 29 de setembro de 2012 | N° 17207

42 dos ataques a bancos se concentram na Serra. Desta vez, bandidos agiram em Jaquirana, município localizado na região que contabiliza oito das 19 ações ocorridas este ano


O Rio Grande do Sul registrou, na madrugada de ontem, a 19ª ação de criminosos com explosivos contra bancos em 2012, no município de Jaquirana, na Serra. Essa região é a que mais recebeu ataques das quadrilhas. São oito ocorrências, o que representa 42% do total.

A onda de tentativas e explosões a agências bancárias e caixas eletrônicos começou no dia 21 de janeiro, quando um caixa eletrônico do Itaú foi explodido no complexo do Polo Petroquímico de Triunfo. O mês de março teve a maior incidência de casos: foram seis, entre os dias 4 e 18.

Na ação de ontem, o Banco do Brasil, localizado no centro de Jaquirana, foi atacado por volta de 1h. Os bandidos usaram explosivos para chegar ao interior da agência. Com a explosão, o local foi completamente destruído. Os assaltantes chegaram a levar um morador como refém, mas a vítima foi liberada minutos depois na margem da estrada Jaquirana-São Francisco de Paula (ERS-110).

Os cinco homens fortemente armados usaram um Nissan Tiida preto, que mais tarde foi encontrado abandonado em um pomar de ameixas a cerca de cinco quilômetros do Centro. Os criminosos retiraram as placas e sujaram o veículo com material de extintor de incêndio para dificultar a perícia.

Durante o ataque, que durou cerca de 30 minutos, tiros foram disparados para o alto. Os bandidos conseguiram chegar ao cofre principal da agência. Dois caixas eletrônicos também foram destruídos.

“Sinto muito, não vai ter mais PMs”, diz secretário

Na avaliação do secretário da Segurança Pública, Airton Michels, os criminosos migraram para os municípios menores quando os bancos das cidades maiores reforçaram a segurança.

– É um fenômeno nacional. E os prefeitos querem mais policiamento. Sou obrigado a dizer: “não vai ter, sinto muito”. Em Jaquirana, havia pelo menos cinco bandidos no ataque. Precisaria 20 PMs. Não tenho como colocar 20 PMs em cada um dos 497 municípios. Temos discutido esse assunto no Colégio Nacional dos Secretários de Segurança Pública. Uma das alternativas é unificar legislação que permita inutilizar notas dos caixas explodidos. Outra é criar uma estratégia nacional contra os ataques – disse Michels.



ENTREVISTA. “Cadê os policiais desta cidade?”

RefémO carro da família de um caminhoneiro de 33 anos foi interceptado pelos bandidos. Ele virou refém ao cruzar a cidade pela Avenida Central, acompanhado da mulher e do filho, de dois anos, no momento em que o quinteto de assaltantes chegou para explodir a agência do Banco do Brasil em Jaquirana. Confira:

Pioneiro – Como foi a abordagem?

Refém – Estávamos indo para casa, quando vimos uma movimentação estranha. Dois homens pularam na frente do carro e mandaram parar. Minha mulher viu que estavam armados e pediu que eu parasse. Um atirou no pneu do auto. Exigiram que saíssemos e disseram que éramos reféns.

Pioneiro – Vocês obedeceram?

Refém – Sim. Estávamos preocupados com o nosso filho, que dormia no banco de trás. Pedimos a eles que deixassem pegar meu filho. Eles disseram que era para minha mulher sair dali com o guri e ir até a delegacia. Lá, era para dizer para nenhum policial aparecer. Eles falaram que, se eles viessem, tinham armamento pesado esperando. Então, a minha mulher correu com nosso filho.

Pioneiro – Como os ladrões agiram?

Refém – Estavam em cinco. Dois ficaram comigo, e os demais, na agência. Usavam toucas ninja e tinham armas grandes. Disseram para não me preocupar, o interesse era o banco.

Pioneiro – Eles estavam calmos?

Refém – Sim. Até pediram de quem era a casa grande da esquina e eu disse que era do prefeito. Então, começaram a tirar sarro. Eles gritavam: “Ô prefeito, vem para fora! Cadê o prefeito?” E davam tiros para cima. Pediam, em voz alta: “Cadê os policiais dessa cidade?”

Pioneiro – Onde te deixaram?

Refém – Andamos cerca de quatro quilômetros. Primeiro, eles pegaram meu celular do bolso, pararam o carro em um ponto da estrada de chão e disseram que deixariam ele ali. Depois, andaram mais um trecho e me largaram. Diziam: cai fora, cai fora! Tive de sair pelo teto solar.

Morador narra ação no Facebook
O funcionário público Rodrigo Macedo, 29 anos, morador de Jaquirana, postou na rede social o que ocorria em sua cidade na madrugada. Confira o relato:
1h2min:
Estão assaltando o Banco do Brasil, aqui agora
1h3min:
Um tiroteio na cidade!
1h8min:
Um assalto está acontecendo agora na Agência do Banco do Brasil de Jaquirana, ouço muitos tiros!
2h32min:
Refém já chegando na cidade, vou colher informações!
3h50min:
Estamos de volta, tudo calmo agora, graças a Deus!
3h55min:
(sobre refém) Tudo ok com ele.

SUSPEITO DE ASSALTO MORRE EM CONFRONTO COM A BM

ZERO HORA Insegurança na Capital 29/09/2012 | 05h08

Suspeito de assalto é morto pela BM no bairro Moinhos de Vento. Policiais se envolveram em acidente quando levavam homem baleado ao hospital


Viatura da BM colidiu contra outro veículo na esquina das ruas Quintino Bocaiúva e Casemiro de Abreu Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS


Um suspeito de assaltos foi morto pela Brigada Militar na madrugada deste sábado em Porto Alegre. O caso aconteceu por volta da 1h30min no bairro Moinhos de Vento.

Conforme o 11º Batalhão de Polícia Militar, o homem foi atingido porque reagiu a uma abordagem na Rua Quintino Bocaiuva. Ele teria fugido e atirado contra os policias, que também dispararam. Nenhum brigadiano foi atingido.

O suspeito foi identificado pelo Hospital de Pronto Socorro (HPS) como Vladimir da Costa Machado, 31 anos. Ele levou três tiros. Chegou a dar entrada com vida no HPS, mas não resistiu e morreu pouco depois.

Ainda de acordo com o 11º Batalhão, a viatura abordou Machado após uma denúncia por telefone alertar sobre assaltos cometidos na Rua Quintino Bocaiuva.

Acidente no socorro

Quando o suspeito ferido era levado para o hospital, a viatura colidiu contra outro veículo, na esquina da Rua Quintino Bocaiuva com a Rua Casemiro de Abreu. Os três policiais que estavam na viatura se feriram sem gravidade. Eles também foram levados ao HPS e liberados por volta das 4h.

O motorista do outro veículo envolvido no acidente, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que foi atingido após os policiais cruzarem o sinal vermelho.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PAPELEIRO QUEIMADO

ZERO HORA 28 de setembro de 2012 | N° 17206

Justiça deve avaliar hoje internação de garotos

A internação provisória no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) dos quatro adolescentes envolvidos na morte do papeleiro Carlos Miguel dos Santos, 45 anos, pode ser decidida hoje, em Caxias do Sul. Os irmãos, de 13 e 15 anos, e os dois amigos, ambos de 14 anos, serão ouvidos em uma audiência no Ministério Público (MP) hoje. Dois dos adolescentes confessaram que atearam fogo ao morador de rua.

O encontro foi agendado após o órgão estadual receber o Procedimento de Adolescente Infrator (PAI), encaminhado pelo delegado substituto da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Endrigo Marques. No documento, o delegado sugere a internação provisória dos adolescentes no Case.

A promotora Adriana Karina Diesel Chesani, da 4ª promotoria especializada de Caxias do Sul, acolheu o procedimento e agendou a audiência. Após serem ouvidos, o ato formal da audiência é encaminhado para o promotor Mauro Rocha de Porchetto, da 3ª promotoria especializada. É ele quem representará junto ao juiz da Vara da Infância e da Juventude, Leoberto Brancher, o parecer do MP sobre o caso.

– Diante das circunstâncias apresentadas até agora, pelo procedimento da DPCA, a internação é imprescindível. Entretanto, temos que ouvir os adolescentes para saber se surge algum elemento novo – diz Adriana.

Diante da agilidade dos trâmites, o juiz poderá deferir a internação provisória do quarteto ainda hoje.

RÓGER RUFFATO

O AGOSTO MAIS VIOLENTO DO RS

ZERO HORA 28 de setembro de 2012 | N° 17206

HOMICÍDIOS EM ALTA. Apesar de força-tarefa, número de assassinatos registrado foi o maior em um período de 10 anos

FRANCISCO AMORIM E LETÍCIA COSTA

Ao longo de agosto, 185 pessoas perderam a vida violentamente no Rio Grande do Sul, o maior número de homicídios registrado neste mês em um período de 10 anos. Nem a força-tarefa que envolveu efetivo da Brigada Militar (BM) e da Polícia Civil (PC) conseguiu barrar o crescimento do crime no Estado.

O aumento também assusta quando comparado ao mês de agosto do ano passado. De um ano para o outro, cresceu 34,1%. Na mesma linha de ascensão está outro crime combatido fortemente pela polícia, o de roubo de veículos, que em comparação a 2011 saltou de 980 para 1.068 no Estado, equivalente a 9% de aumento. Os dados divulgados ontem fazem parte do relatório da Secretaria da Segurança Pública (SSP/RS) com os números da violência até agosto.

A força-tarefa da BM e da Polícia Civil parece não ter freado a criminalidade em solo gaúcho. Nos primeiros oito meses de 2012, o número de homicídios cresceu 21,5%. Já os assaltos a motoristas aumentaram 5,8% no período. Neste domingo, a PC encerra a força-tarefa. A da BM deve permanecer, pelo menos, até novembro.

Capital ganhará quatro novas delegacias de homicídios

Procurada, a assessoria de imprensa da SSP informou que o secretário Airton Michels estava em um compromisso e não poderia atender à reportagem. Na avaliação do subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Altair de Freitas Cunha, o impacto de mais policiais nas comunidades foi positivo, pois alguns outros indicadores criminais diminuíram:

– Se não houvesse a força-tarefa, o número poderia ter sido pior. Acontece que muitas vezes prendemos duas vezes o mesmo infrator, existe um reflexo de aumento por causa do abrandamento penal.

O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Guilherme Wondracek, ressalta que não houve força-tarefa da PC em Porto Alegre e aposta em uma redução dos homicídios a partir de outubro.

– Vamos inaugurar quatro novas delegacias de homicídios – diz.

Com essas delegacias somadas às duas já existentes, Porto Alegre contará com cerca de 150 policiais para investigar somente homicídios.


MISTÉRIO EM TENENTE PORTELA. Corpo de mulher é encontrado decapitado

A polícia localizou no fim da tarde de quarta-feira em Tenente Portela, no noroeste do Estado, o corpo de uma mulher decapitada, às margens de um riacho na Reserva Indígena do Guarita. Conforme o delegado da Polícia Civil Adriano Linhares, o corpo foi encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML) para perícia, realizada ontem. O resultado deve sair em 10 dias. Ainda não há suspeitos.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - OS INDICADORES E AS MEDIDAS POLICIAIS ADOTADAS COMPROVAM: AS SOLUÇÕES PARA CONTER A CRIMINALIDADE NÃO ESTÃO APENAS NO ESFORÇO POLICIAL, MAS NAS LEIS...NA APLICAÇÃO DESTAS LEIS... E NA EXECUÇÃO PENAL.

As benevolências têm a capacidade de enfraquecer as leis; a não aplicação de inutilizar as leis; e o descontrole na execução penal de desmoralizar as leis, quem as aplica e quem as executa. A solução está em leis duras e respeitadas exercidas por um Sistema de Justiça Criminal ágil, diligente e eficiente. Porém, as autoridades brasileiras não demonstram disposição de tirar a venda da cegueira, desembainhar a espada da severidade, endurecer contra os pequenos crimes e infrações e cobrar um do outro a responsabidade que lhes cabem na proteção da vida e do patrimônio do cidadão. E o cidadão jaz impotente diante de Poderes de Estado dominados e descomprimissados nas questões de ordem pública.

HOMICÍDIOS DISPARAM NO RS

ZERO HORA Violência no RS. 27/09/2012 | 19h58

Número de homicídios dispara no Estado

Roubos a veículos também subiram nos últimos oito meses


Francisco Amorim

Apesar das ações voltadas para o combate aos homicídios e aos roubos de veículos no Estado, os dois crimes continuam em alta. Ao longo do mês de agosto, 185 pessoas perderam a vida violentamente no Rio Grande do Sul, número 34,1% maior do que o mesmo período do ano passado. Já os ataques a motoristas subiram 9%.

A tendência de alta também é visível quando se analisa os números do ano. Nos primeiros oito meses, o número de homicídios cresceu 21,5%. Já os assaltos a motoristas aumentaram 5,8% no período.


A força-tarefa contra o surto de homicídios no Estado, que envolveu efetivo da Brigada Militar (BM) e da Polícia Civil (PC), terminará neste domingo. O reforço da BM começou em maio e deslocou 200 policiais do Interior para cinco municípios da Região Metropolitana e para a Capital. Já o da PC iniciou em junho em três cidades do Interior e seis da Região Metropolitana.

Agosto

Homicídio2011 — 138
2012 — 185
Diferença 34,1%

Furto2011 — 14.608
2012 — 13.121
Diferença -10,2%

Furto de Veículo2011 — 1.273
2012 — 1.400
Diferença 10%

Roubo2011 — 4.255
2012 — 3.931
Diferença -7,6%

Latrocínio2011 — 9
2012 — 5
Diferença -44,4%

Roubo de Veículo2011 — 980
2012 — 1.068
Diferença 9%

Extorsão2011 — 49
2012 — 34
Diferença -30,6%

Extorsão mediante sequestro2011 — 2
2012 — 1
Diferença -50%

Estelionato2011 — 1.704
2012 — 1.080
Diferença -36,6%

DrogasPosse
2011 — 864
2012 — 1.065
Diferença 23,3%

Tráfico
2011 — 747
2012 — 796
Diferença 6,6%

Nos oito meses

Homicídio
2011 — 1.096
2012 — 1.332
Diferença 21,5%

Furto2011 — 113.295
2012 — 106.308
Diferença -6,2%

Furto de veículo
2011 — 9.855
2012 — 10.053
Diferença 2%

Roubo2011 — 30.913
2012 — 30.138
Diferença -2,5%

Latrocínio2011 — 58
2012 — 48
Diferença -17,2%

Roubo de veículo2011 — 7.440
2012 — 7.874
Diferença 5,8%

Extorsão2011 — 349
2012 — 340
Diferença -2,6%

Extorsão mediante sequestro2011 — 11.258
2012 — 10.152
Diferença -9,8%

DrogasPosse
2011 — 7.413
2012 — 8.575
Diferença 15,7%

Tráfico
2011 — 5.724
2012 — 6.134
Diferença 7,2%  

CADÊ A POLÍCIA DESTA CIDADE?

ZERO HORA Explosão na madrugada, 28/09/2012 | 06h49

"Cadê a polícia desta cidade?", teria dito bandido durante assalto ao Banco do Brasil, em Jaquirana

Ação foi por volta da 1h e durou aproximadamente 30 minutos


"Cadê a polícia desta cidade?", teria dito bandido durante assalto ao Banco do Brasil, em Jaquirana Alex Sandro Macedo dos Santos/Leitor-Reporter
Agência do Banco do Brasil de Jaquirana foi destruída com a explosão na madrugada desta sexta Foto: Alex Sandro Macedo dos Santos / Leitor-Reporter

Róger Ruffato


Os cinco assaltantes que participaram do ataque ao Banco do Brasil, na madrugada desta sexta-feira, em Jaquirana ironizaram da falta de efetivo do município durante a ação criminosa. A agência foi assaltada por volta da 1h desta sexta-feira.

_ Cadê a polícia dessa cidade? _ a frase teria sido dita logo após o grupo ter interceptado um carro do qual manteve um motorista como refém.

No horário do ataque, somente um policial estava de serviço na cidade. O refém foi levado pelos criminosos e obrigado a ficar para fora do carro, pela abertura do teto solar. Ele foi libertado minutos depois.

A ação do grupo durou aproximadamente 30 minutos. Durante esse período vários tiros foram disparados ao alto. Três explosões foram ouvidas na cidade de cerca de 4 mil habitantes. Os explosivos danificaram dois caixas eletrônicos e o cofre da agência.

Os bandidos tiveram acesso ao dinheiro, mas por motivo de segurança, o banco não divulga o valor levado. Os caixas estavam abastecidos desde a tarde de quinta para o período de pagamento. O banco atacado fica a uma quadra da delegacia de polícia civil do município.


Cidade tem um policial por turno:

Com 4 mil habitantes, Jaquirana segue o padrão de outros municípios que sofreram ataque a banco neste ano. A Brigada Militar tem apenas um policial por turno na madrugada e a localização possibilita rotas variadas de fuga — a BR-285 (Vacaria-São José dos Ausentes) e a ERS-110 cortam a cidade.

A Brigada Militar da região faz buscas, mas, até o fim da madrugada, não havia pistas dos criminosos. O delegado Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), também viajou para Jaquirana.
Este é o 19º arrombamento a banco com explosivos no Rio Grande do Sul em 2012.

Relembre outros casos em 2012:
— 17/09/2012, Fagundes Varella — Bandidos atacaram com explosivos a agência do Banco do Brasil de Fagundes Varela, na Serra. Uma testemunha ouvida pela BM disse ter visto ao menos três homens fugirem em um carro.
 08/09/2012, Nova Bassano — A agência do Banco do Brasil que fica na Rua Pinheiro Machado foi atacada por criminosos. Quatro homens armados explodiram pelo menos dois caixas eletrônicos.
— 02/09/2012, Tio Hugo — Ladrões explodem terminal do Banco do Brasil, localizado ao lado da sala ocupada pela BM. Plantão policial estava em outra cidade no momento da ação.
 — 26/08/2012, Picada Café — Dois caixas eletrônicos do Banco do Brasil são detonados por assaltantes.
— 14/08/2012, Torres — Quadrilha faz reféns e explode caixas durante a madrugada na área de autoatendimento do Banco do Brasil.
— 07/08/2012, São Francisco de Paula — Bando faz dois reféns em ataque ao BB. Dois dias depois, um suspeito é morto em Caxias do Sul em confronto com a Brigada Militar.
— 31/07/2012, Feliz — Três pessoas são baleadas, inclusive um PM, em uma ação contra a agência da Caixa.
— 20/07/2012, Bento Gonçalves — Um caixa do Bradesco em posto de combustíveis é explodido. BM troca tiros com os bandidos.
— 27/04/2012, Uruguaiana — Ladrões falham na tentativa de explodir um caixa eletrônico do BB.
— 14/04/2012, Dom Feliciano — Um policial militar morreu e outro foi baleado em ação contra o Banco do Brasil.
— 05/04/2012, Tapes — Oito criminosos atacam a agência do Banco do Brasil e trocam tiros com a polícia.
— 18/03/2012, Canoas — Bando arromba com carro porta de supermercado e explode caixa eletrônico.
— 13/03/2012, Canoas — Um caixa eletrônico do Itaú é destruído.
— 10/03/2012, Caxias do Sul — Bando explode caixa eletrônico do Bradesco.
— 06/03/2012, Santa Maria — Homem é preso ao tentar detonar explosivos em um caixa eletrônico do Bradesco.
— 05/03/2012, Sapucaia do Sul — Terminal do Bradesco é explodido.
— 04/03/2012, Ipê — Bando faz um refém e fere a tiro uma pessoa em ação contra agência do Banco do Brasil.
— 21/01/2012, Triunfo — Ataque a uma agência do Itaú em posto de combustíveis tem troca de tiros com a Brigada Militar.

PIONEIRO.COM

SOMOS TODOS FILHOS DE DAMASCENO

Blog Políbio Braga - 27 setembro de 2012

Insegurança pública no RS

O release (notícia redigida pelo interessado) a seguir, dá conta da irritada decisão do chefe do Estado Maior do Comando do Policiamento Metropolitano, que tem sede em Canoas, ao ir atrás do assaltante do filho e recuperar o que ele tinha roubado instantes antes. Foi o pai, mas também foi o profissional da segurança publica, tanto que a notícia saiu pelos canais do governo estadual.

. Na época da ditadura militar, ainda na fase romântica inicial, o filho do general Taurino Mendes, Recife, chefe da Comissão Geral de Investigações, foi preso – e o pai mandou soltar. No dia seguinte, os muros de Recife amanheceram pichados com esta frase: “Somos todos filhos de Taurino”.

. No caso do tenente coronel Florivaldo Damasceno, valeria a pena que nossos grafiteiros ocupassem os muros da cidade para repetir o que ocorreu em Recife, postando a seguinte consigna:
- Somos todos filhos de Damasceno.

. Afinal de contas, como filhos do governo estadual, ninguém nos liberta das prisões a que fomos confinados pelos bandidos que dominaram as ruas de Porto Alegre.

. Leia a nota desta quinta-feira, emitida pela Brigada:

Comando de Policiamento Metropolitano - CPM
Assessoria de Comunicação Social
Canoas, RS, 27/09/2012.

CHEFE DO ESTADO MAIOR DO CPM PRENDE ASSALTANTE QUE ROUBOU MOCHILA DE SEU FILHO. O Chefe do Estado Maior do CPM Tenente Coronel da BM Florivaldo Pereira Damasceno pegou a arma, entrou no carro e começou a busca ao assaltante que minutos antes havia assaltado o seu filho que voltava da universidade. Uma hora e meia depois, num beco escuro, quilômetros adiante, prendeu sozinho o ladrão. Recuperou tudo o que havia sido levado, mochila e o notebook. Depois, chamou uma viatura da corporação, que conduziu o criminoso à área judiciária da polícia.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

LIBERDADE MAL CONCEDIDA

ZERO HORA 27 de setembro de 2012 | N° 17205


PAULO SANT’ANA



O problema é o seguinte: sexta-feira passada, em Caxias do Sul, quatro adolescentes entre 13 e 15 anos adquiriram R$ 2 de gasolina em um posto de combustíveis e foram até uma barraca de papel onde estava dormindo um papeleiro adulto.

Embeberam o corpo do papeleiro de gasolina e atearam fogo com um palito de fósforo.

A vítima morreu das queimaduras. Isto é, teve morte cruciante.

O motivo alegado pelos assassinos para matar o papeleiro foi o de que ele devia R$ 2 a eles e se recusou a pagá-los.

-

Foram identificados os quatro adolescentes e prestaram depoimento. Inicialmente, tergiversaram. Mas, em seguida, confessaram em detalhes o ato infracional, melhor dito, o crime monstruoso. Disseram: “Jogamos gasolina em todo o corpo dele, até na cara, depois ateamos fogo”.

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Um crime revoltante. Desculpem as autoridades, mas tão revoltante ainda é o fato de que os quatro adolescentes, após narrarem em minúcias o horrendo ato, foram mandados para casa e vão responder em liberdade ao processo.

É contra isso que esta coluna quer se voltar.

Afinal, o crime (ato infracional por serem menores seus autores) foi bárbaro, circunstância que aliada à grande repercussão do acontecido na opinião pública obriga que a Justiça e o Ministério Público recolham imediatamente a um reformatório os menores acusados e confessos.

-

Não podem a Justiça e o Ministério Público, com esta sua reação de passividade permissiva, contribuir para a banalização da violência, um dos maiores males psicológicos que assolam nossa sociedade.

É necessário que a Justiça volte atrás em sua decisão e encarcere os menores infratores. É urgente que se faça isso. Para reparar o mal que a impressão de colocar em liberdade os autores do crime causou na sociedade caxiense e gaúcha.

-

Por atos infracionais muito menos graves do que esse, até mesmo singelos, são recolhidos a um reformatório seus autores.

Como é, então, que, após esse atentado brutal a um ser humano indefeso, a Justiça soltou esses garotos assassinos?

Conceder liberdade a eles é associar-se a uma mentalidade obtusa que viceja no meio social: a de que um papeleiro ou um morador de rua não tem, por essa sua condição marginal, direitos de cidadania.

Eu acredito sinceramente que esses meninos assassinos serão recolhidos a um estabelecimento penal educativo nas próximas horas.

O contrário é a falência do Direito entre nós.

BANDEIRAS AGITADAS E PASSOS LERDOS

O SUL, 27/09/2012

WANDERLEY SOARES




Quando não há mortos entre as vítimas, festeja-se uma vitória.

Deságuam sobre a Brigada Militar atribuições que nada, nada têm mesmo a ver com a atividade de polícia ostensiva-preventiva, como são os mais diversos atendimentos na área da saúde, da educação e da assistência social. Na medida que isso acontece com a Brigada, tendo ela um defasado efetivo, a criminalidade cresce nas ruas, o que aumenta as pilhas de inquéritos que exigem os trabalhos de investigação da Polícia Civil. O rombo no balanço final, inevitavelmente, onera, gravemente, o cotidiano de cada cidadão. As ações de bandidos isolados ou de quadrilhas organizadas são pulverizadas em todo o Estado e, sempre que não há mortos entre as vítimas, festeja-se uma vitória. Não obstante, sucessos resultantes do esforço dos profissionais das organizações policiais, a política da segurança pública instituída pelos governantes eventuais não pode continuar a andar com bandeiras agitadas, mas com passos lerdos. Sigam-me.


Sucessos

Policiais da Delegacia de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos prenderam Cleber Mordonel de Oliveira, 26 anos, jovem chefe de uma quadrilha que roubava automóveis nos bairros Petrópolis, Jardim Botânico e Bela Vista. Ele é apontado como responsável pelo assalto e atropelamento de Eloy Kath, de 81 anos, fato ocorrido no dia 13 último, na Capital. Eis uma investigação bem sucedida. No entanto, não se deve esquecer que, antes disso, bem sucedidos foram os bandidos. Como um humilde marquês, da minha torre, acredito que quando houver equilíbrio entre a operacionalidade da Brigada Militar e da Polícia Civil, o melhor caminho estará aberto contra a violência e a criminalidade que a todos nós assusta.


Presídio (1)

Agentes da Susepe que foram deslocados para Penitenciária Estadual de Santa Maria a fim de reforçar a segurança estão protestando. O grupo de 18 agentes reivindica o pagamento das diárias. A Secretaria Estadual da Fazenda informou que ocorreu um probleminha no sistema. Este tal de sistema, que é monitorado transversalmente, é um sádico. Só atinge os funcionários de menor poder aquisitivo.


Presídio (2)

Servidores do Ministério Público do Trabalho mantiveram interditadas as instalações elétricas da obra do Presídio Estadual Masculino de Guaíba. O local foi vistoriado na tarde de ontem. Em março, a construtora havia sido notificada sobre os problemas, mas as adequações necessárias não foram feitas. Coisas do sistema penitenciário transversal.


Presídio (3)

O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar do RS, José Carlos Riccardi Guimarães, manifestou repúdio à situação funcional dos policiais militares que atuam no Presídio Central. Ele afirmou que a atuação dos brigadianos naquela casa prisional, atividade realizada há 15 anos, é atípica. Destacou Riccardi que 500 PMs estão em situação de desvio de função no RS.


Homicídios

Força-tarefa da Polícia Civil concluiu oito inquéritos de cada dez casos de homicídios registrados em Caxias do Sul desde junho. No total, ocorreram 30 assassinatos, sendo 25 de autoria conhecida. Os inquéritos estão na Justiça. Não há definição de quando uma prometida delegacia especializada em homicídios será instalada em Caxias.

HOMICÍDIOS CRESCEM EM NOVO HAMBURGO

 
ZERO HORA 27 de setembro de 2012 | N° 17205



 
83,7% DE AUMENTO. Dados dos oito primeiros meses do ano mostram ocorrência de 68 mortes

ÁLISSON COELHO | Casa Zero Hora/Vale do Sinos

Uma guerra travada no interior das vilas de Novo Hamburgo tem assustado os moradores. A escalada do índice de homicídios no município do Vale do Sinos já transformou 2012 no ano mais violento da década.

O medo de quem convive com a onda de mortes responsável por um crescimento de 83,7% nos homicídios, na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, aparece em todas as regiões da cidade. Correntes, câmeras de segurança e grades passaram a ser parte permanente do cenário.

Especialistas, autoridades e moradores concordam que tanta violência tem ligação direta com o tráfico. Polícia Civil e Brigada Militar estimam que cerca de 90% dos crimes estão relacionados com a venda e o consumo de drogas. As mortes aconteceram em pequenos becos.

Um levantamento do Observatório da Segurança Pública de Novo Hamburgo mostra que o bairro Santo Afonso é o mais violento. João de Deus, 64 anos, vive no local há 47 anos. Nos últimos meses, obrigou-se a instalar um sistema de câmeras de vigilância.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, foram 68 casos ocorridos no município até o final de agosto. Nos mesmos meses de 2010 foram 24, e em 2011 ocorreram 37 homicídios nos primeiros oito meses. Para o analista criminal Guaracy Mingardi, os números não são casualidade.

– É uma tendência de crescimento dos últimos anos que se acentuou agora. Isso não pode ser encarado como acaso – afirma.

Estudos realizados pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da prefeitura apontam para um outro problema: a grande quantidade de adolescentes envolvidos nos crimes. Vítimas e autores de homicídios com idades entre 12 e 17 anos.

Com base nos dados dos crimes ocorridos nesse ano, a prefeitura está traçando uma estratégia para diminuir a incidência do envolvimento de adolescentes em homicídios. Os nomes dos autores e das famílias das vítimas estão sendo cruzados com os bancos de dados de secretarias como da Educação e da Saúde.

– A ideia é resgatar esse jovens para que eles não se envolvam em outros crimes no futuro – explica o secretário-executivo do GGI, Mauro José da Silva.


Polícias reforçam presença nas ruas

Uma força-tarefa da Polícia Civil tem reforçado o trabalho de investigação dos homicídios em Novo Hamburgo. Responsável pela equipe, que a partir de outubro se transformará em uma delegacia especializada, o delegado Enizaldo Plentz acredita que a diminuição da impunidade vai ajudar a reduzir os índices.

– Estamos trabalhando desde junho e solucionado a grande maioria dos casos com rapidez. Isso vai inibir os criminosos e deve ajudar a frear a alta dos crimes – explica Plentz.

De acordo com o comandante da Brigada Militar no Vale do Sinos, coronel Paulo Henrique Gonçalves Sperb, a diminuição de outros índices de criminalidade ajudará no combate aos homicídios. O comandante acredita que a criação de um Batalhão de Operações Especiais na região seria importante na luta contra crimes como o tráfico de drogas.



TRAGÉDIA DA MISÉRIA? OU DA IMPUNIDADE!

ZERO HORA 27 de setembro de 2012 | N° 17205

EDITORIAIS

Tragédia da miséria

O assassinato do papeleiro Carlos Miguel dos Santos, em Caxias do Sul, por quatro adolescentes criados em contato com a violência das ruas choca pelas circunstâncias bárbaras do crime, mas sobretudo pelas condições de miserabilidade dos envolvidos no caso. O país já presenciou episódios semelhantes, em outras ocasiões, envolvendo inclusive jovens procedentes de famílias bem estruturadas e de renda razoável. Nesse episódio mais recente, o que chama a atenção são justamente os elevados níveis de miséria, tanto financeira quanto educacional e cultural dos envolvidos, a ponto de terem levado jovens adolescentes a atear fogo a um ser humano movidos por vingança devido a uma dívida de R$ 2. Por isso, não basta exigir justiça para o caso. É preciso também que a indignação com a selvageria reforce a discussão sobre a necessidade de se ir às origens dessas tragédias, infelizmente tão comuns no cotidiano brasileiro.

Sempre que jovens como os autores confessos do crime se tornam uma ameaça, é porque falharam os mecanismos que, de alguma forma, tinham alguma responsabilidade sobre sua formação. As famílias, desestruturadas, não conseguiram impedir que se desencaminhassem nas ruas. Faltaram também condições às escolas para retê-los em sala de aula. E a dúvida é se o poder público, que demorou 90 horas para dar início à perícia sobre a ocorrência, terá condições de se mostrar ágil daqui para a frente, até mesmo para compensar a impossibilidade de agir de forma preventiva.

Infelizmente, se prevalecerem as condições existentes hoje, é improvável que haja uma resposta à altura. Sobra burocracia e faltam condições para a aplicação de medidas socioeducativas em casos como o da barbárie de Caxias do Sul. E esses poderiam ser evitados ou pelo menos reduzidos com mais educação e maior responsabilidade dos pais, dos quais se deveria esperar, no mínimo, que avaliassem sempre se têm condições de manter uma estrutura familiar e de programá-la adequadamente.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Este caso não se trata de uma "tragédia da miséria", mas de uma tragédia da impunidade que garante benevolências a menores infratores, do descaso dos pais que não exercem suas obrigações e da inoperância de um Estado (poderes administrativo, normativo e judicial) que deixa de atuar com rigor nas ilicitudes e contra o abandono de crianças e adolescentes. Lembro de uma época numa cidade do interior gaúcho onde os pais irresponsáveis eram coagidos a assumir a função perante os filhos ou então receberem uma penalização de trabalho comunitário imposta pela autoridade judiciária no caso de descumprimento destas obrigações. E funcionava.

NO LIMITE DA INSEGURANÇA

 
ZERO HORA 27 de setembro de 2012 | N° 17205

Três prisões em um dia. Em ofensiva contra o roubo de carros, polícia detém, em Porto Alegre, suspeitos de dois crimes que chocaram pela violência

HUMBERTO TREZZI

Polícia Civil e Brigada Militar, cada qual à sua maneira, estão em ofensiva contra o surto de roubo de carros. A reação das autoridades pode ser dimensionada em fatos recentes: a morte de um bandido, em confronto com PMs, e a prisão de outros três criminosos por parte de policiais civis, efetivada ontem.

Um exemplo da resposta foi dado ontem por policiais civis da Delegacia de Roubos de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Eles prenderam um dos homens identificados por testemunhas como responsável pelo assalto, agressões e atropelamento do corretor de seguros Eloy Kath, 81 anos, no dia 13 (veja quadro).

– Foi um exercício de paciência, que durou semanas – resume a delegada Vivian Nascimento, da Roubos de Veículos, que conseguiu na Justiça cinco mandados de busca e apreensão, além de um de prisão.

Um dos autores da barbárie, identificado via câmeras de vídeo e também por testemunhas, seria Cleber Mordonel de Oliveira, o Calege, 26 anos, preso ontem pelo Deic. Com ele foram recolhidos uma Saveiro e um Clio, também reconhecidos como usados nos assaltos. Horas depois, os policiais civis prenderam um segundo suspeito de envolvimento no ataque ao idoso. Orlando Oliveira de Oliveira, o Nando, 24 anos, seria o homem flagrado pelas câmeras na carona do carro do idoso.

Outro membro da quadrilha teve pior destino. Leandro da Silva Schel, 28 anos, foi morto em confronto com a Brigada Militar no último dia 17. Ele foi surpreendido por PMs que seguiam seu carro na Rua Mario Antunes da Cunha, bairro Petrópolis. Os policiais dizem que houve confronto. Outros dois suspeitos – provavelmente Calege estava entre eles – escaparam. Leandro já havia sido condenado por receptação, após ser flagrado com um carro roubado em Foz do Iguaçu (PR).

Os policiais acreditam que o bando de Calege, Nando e Leandro é responsável por pelo menos 50 roubos de carros entre os bairros Jardim Botânico, Bela Vista e Petrópolis neste ano.

Vítima vai voltar ao trabalho

A semana deve terminar com boas notícias para o corretor de seguros Eloy Kath, 81 anos. Ele espera voltar, entre hoje e amanhã, a trabalhar no escritório onde desempenhava suas atividades até o violento assalto do último dia 13, no bairro Petrópolis. O corretor foi agredido antes de ser atropelado pelo próprio carro, na fuga dos bandidos.

– A recuperação foi surpreendente – atesta alguém próximo à família.

A evolução é tanta que Eloy já trabalha em casa. Caminha e desempenha tarefas caseiras. Também sai da residência quando é preciso. Na segunda-feira, foi ao médico tratar de um dedo. Voltou ao consultório ontem, dessa vez para cuidar das costelas quebradas. De carro, na carona. E sem traumas, garante um familiar.

Não significa, claro, que o corretor ignore o assalto. Por enquanto, prefere não conversar com a imprensa. Faz parte de uma estratégia para preservá-lo. Nem em casa o ocorrido entra na pauta. O cuidado se justifica por um provável envolvimento, agora que a polícia avança e já deteve suspeitos.

Eloy ficou sabendo das prisões pela família. Também ouviu que o carro roubado, um Fit, foi liberado ontem pela Polícia Civil, após passar por perícia em Nova Petrópolis. O próximo passo é recebê-lo de volta.

Ação da quadrilha
- Cleber Mordonel de Oliveira, o Calege, era um dos investigados na Operação Pinheiro, em 2009, pela Delegacia de Roubo de Veículos.
- Em 4 de setembro, ele e um comparsa, que foi preso, roubaram um Veloster na Rua Barão de Ubá, no Bairro Bela Vista.
- Segundo a delegada Vivian do Nascimento, Calege era o responsável pelo bando.
- Depois de roubados, os carros eram levados para estacionamentos de hipermercados do Partenon e Jardim Botânico. O estacionamento da PUC também era usado.
- Negociados entre R$ 800 e R$ 1 mil, os veículos seguiam para desmanches, clonagem ou assaltos.

Detido suspeito de latrocínio

Agentes da 10ª Delegacia de Polícia Civil da Capital prenderam integrante de uma outra quadrilha, suspeito de assaltar e matar Paulo Roberto Rosa de Oliveira, 54 anos, na noite do último dia 9, na Rua Ramiro Barcelos. É Cristiano Beretta Machado, 26 anos, foragido e reconhecido em cinco roubos de veículos.

Segundo o delegado Daniel Ordahi, da 10ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, o homem era monitorado há duas semanas e foi preso ao furtar uma ótica na terça-feira. Acabou reconhecido pelos policiais da 10ª DP e também por três vítimas, inclusive duas que estavam presentes na hora do latrocínio.

Além de elucidar crimes, policiais têm prevenido delitos. A BM montou um torniquete de blitze noturnas nos locais onde mais acontecem roubos de veículos em Porto Alegre, a começar pela Ramiro Barcelos, onde Oliveira morreu durante assalto.

Dois casos marcantes
MORTE NA RAMIRO
- Paulo Roberto Rosa de Oliveira, 54 anos, e a mulher, Sandra, foram abordados por dois homens na Rua Ramiro Barcelos, bairro Santa Cecília, por volta das 21h do dia 9. O casal descarregava as compras do carro, um Focus, em frente ao prédio onde moravam.
- Um dos assaltantes teria exigido que o funcionário do Hospital de Clínicas entregasse a chave do veículo. E atirou pelo menos três vezes, duas delas com Oliveira já caído. Ao menos um disparo o atingiu na cabeça.
AGRESSÃO EM PETRÓPOLIS
- Por volta das 19h de quinta-feira, dia 13, Eloy Kath, 81 anos, foi abordado por três homens quando chegava em um prédio na Rua Artigas, bairro Petrópolis. Quando trancava a porta do carro, um Fit, o idoso foi imobilizado e teve as chaves do veículo roubadas. Os bandidos deram uma coronhada em Kath e o jogaram no chão.
- Já dentro do carro, os bandidos andaram em marcha a ré e depois atropelaram o idoso. Kath foi atendido no Hospital de Pronto Socorro (HPS).

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A Polícia sempre consegue prender a maioria destes bandidos, mas todo este esforço não tem continuidade na lei e na justiça. Quase todos os presos pelas forças policiais têm longo histórico de assaltos e roubos e mesmo assim conseguem a liberdade mediante fiança e outras benevolências dadas pelos nossos legisladores.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

POLÍTICA BRASILEIRA ERRADA NÃO REDUZ VIOLÊNCIA

26 de setembro de 2012 by Stive

Por Luiz Flávio Gomes

Os países que conseguiram uma sensível redução nas taxas de violência fizeram muito mais que o demagogicamente recomendado pelo populismo midiático e político. Quando criticamos o populismo penal nacional sempre se pergunta: o que fazer? Eis um exemplo: Bogotá (Colômbia).

A violência é um problema nacional muito grave. Há anos estamos fazendo a mesma coisa para combatê-la: mais leis, endurecimento das penas, mais presídios, mais prisões etc. Puro populismo midiático e político. Pior: o povo, em geral, continua acreditando nisso! Deveria ser informado que com essa política errada não conseguiremos nada de positivo tão cedo. Em todo momento o legislador edita uma nova lei, que significa puro simbolismo (sem eficácia prática). Para diminuir o homicídio cometido por grupo de extermínio, aumenta-se a pena. Para evitar a milícia, nova criminalização.

Está totalmente desacreditada a fé no encarceramento rigoroso como instrumento útil para a solução do problema da criminalidade e da insegurança. Todos os nossos índices de violência aumentaram com essa política (em 1980 tínhamos 11,7 mortes para cada 100 mil pessoas, contra 27,3 em 2010).

Os países que conseguiram uma sensível redução nas taxas de violência fizeram muito mais que o demagogicamente recomendado pelo populismo midiático e político. Quando criticamos o populismo penal nacional sempre se pergunta: o que fazer? Eis um exemplo: Bogotá (Colômbia).

Em meados de 90, a Colômbia contava com os mais altos níveis de homicídio da América Latina (80 mortes para cada 100 mil pessoas). Em pouco tempo a situação melhorou visivelmente (26 mortes para cada 100 mil pessoas, em 2003). O que foi feito? Um grande trabalho de repressão e de prevenção, levado a cabo, sobretudo, por Antanas Mockus, que foi prefeito de Bogotá.

Suas frases: “Creio que primeiro se deve combater diretamente a violência e depois as condições de ilegalidade.” “O crime é uma enfermidade do organismo social, por isso que qualquer enfoque que retire responsabilidades comunitárias é maléfico”. “Uma das lutas iniciais deve ser contra a insegurança jurídica. (…) É importante dizer não à impunidade legal, à impunidade moral e à impunidade social”.

Referido político se valeu de medidas clássicas, sem esquecer as inovadoras e as criativas para levar adiante as mudanças. Conseguiu reduzir drasticamente as taxas de homicídio, criou medidas que focaram em gerar confiança e construir cidadania. Deu vida para o lema “um mínimo de humanidade compartida” com base no “respeito ao direito dos demais”. Com isso convenceu a sociedade do valor das seguintes medidas:

- “Lei Zenahoria”: proibia a venda de álcool em certos horários;
- Proibição da circulação de motos com dois tripulantes (situação típica em assaltos);
- Criação de um número de telefone para prestação de assistência psicológica a maridos ciumentos, visando a evitar o cometimento de violência de gênero;
- Entrega voluntária de armas: conscientização social: população com porte de arma diminui de 24% para 11%;
- Estudos de números e estatísticas (mapas de delitos) sem entrar em conflito com a sensação/percepção da população sobre a violência e a insegurança;
- Unificação e divulgação mensal transparente dos índices de homicídio;
- Enfoque na prevenção: criação de comissões comunitárias, conselhos de segurança e centros de mediação de conflitos;
- Criação de ações de inclusão;
- Atuação sobre fatores que ocasionavam os homicídios (causas);
- Bonificação da administração municipal a taxistas com bom comportamento;
- Se os índices de criminalidade baixavam, o governo permitia que o bar ficasse aberto mais duas horas (comprometimento da população);

O coordenador de segurança da prefeitura permaneceu atuando por 12 anos, mesmo após o término de seu mandato. [fonte]

Como se vê, o que foi feito na Colômbia, especialmente em Bogotá, não tem nada a ver com nossa política de endurecimento de pena, novas leis, mais rigor na execução, mais presídios, mais polícia, mais prisões etc. Toda política puramente repressiva tende a ser puramente simbólica e altamente inefetiva.

Fonte: Jus Navegandi http://jus.com.br/revista/texto/22685/politica-brasileira-errada-nao-reduz-violencia#ixzz27ZvJV5aV

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É importante salientar que todas as medidas adotadas foram devidamente planejadas num plano de ação e tiveram suporte em lei específico e apoio da justiça, sem os quais não teria sucesso.

SANFELICE PASSA PARA O REGIME SEMIABERTO

ZERO HORA 26 de setembro de 2012 | N° 17204

CASO BEATRIZ


A Justiça Estadual concedeu ontem a progressão de regime para o empresário Luiz Henrique Sanfelice, condenado pela morte da mulher, a jornalista Beatriz Helena de Oliveira Rodrigues, encontrada carbonizada no próprio carro em 13 de junho de 2004.

Segundo a sentença da juíza Traudi Beatriz Grabin, da Vara de Execuções Criminais de Novo Hamburgo, Sanfelice cumpriu um sexto do restante da pena e “ostenta bom comportamento carcerário e sua conduta é classificada como plenamente satisfatória”.

O empresário, que deve ser removido para o Albergue de Montenegro na próxima semana, precisa de uma carta de emprego para que possa trabalhar durante o dia e dormir no presídio à noite.

Na sentença, a magistrada afirma que “o apenado tem condições de ser beneficiado com a progressão de regime, ainda que registre fuga anterior, conduta pela qual foi responsabilizado”, e complementa afirmando que “não há como projetar ou imaginar que o apenado vá empreender nova fuga”.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - RETRATO DA IMPUNIDADE. Um bandido que mata cruelmente a mulher, é condenado a quase 19 anos, foge para exterior, é recapturado depois de muito esforço e inteligencia, e mesmo diante de tudo isto, vem a receber o benefício por "bom comportamento" que lhe abre as portas para uma nova fuga, é a mais pura demonstração de descaso das leis e da justiça nas questões de ordem pública. Aqui no Brasil, quem faz as leis e quem aplica a justiça parecem não importarem com o sofrimento da vítima e dos familiares que a perderam de forma bárbara e covarde.

BARBÁRIE NA SERRA

 
26 de setembro de 2012 | N° 17204

Dívida de R$ 2 levou à morte de papeleiro. Adolescentes admitiram ter ateado fogo a morador de rua na sexta-feira

RÓGER RUFFATO | Caxias do Sul

Problemas comportamentais de quatro adolescentes, com origem na desestruturação familiar, são o pano de fundo da morte de Carlos Miguel dos Santos, 45 anos. Dois irmãos, de 13 anos e 15 anos, acompanhados de dois amigos, ambos de 14 anos, confessaram à Polícia Civil de Caxias do Sul terem ateado fogo ao papeleiro na sexta-feira, motivados por uma dívida de R$ 2.

Os jovens têm o cotidiano desregrado e costumam perambular pelas ruas. Os pais não identificaram nos filhos mudanças de atitudes causadas por uma série de dramas familiares. Separações dos pais e convívio próximo da violência teriam colaborado para os garotos formarem um comportamento de desleixo com os estudos, conforme a diretora e orientadora pedagógica da escola onde estudam os dois irmãos.

Ela afirma que o pai dos adolescentes, um funileiro de 36 anos, teria retirado o mais velho do colégio com o objetivo de matriculá-lo em um supletivo, à noite, para que o garoto pudesse trabalhar durante o dia.

– Eu canso de falar para eles estudarem, mas não adianta. Já tive de chamar a atenção por andarem aprontando na rua, jogando pedras em pessoas – desabafa o pai dos menores.

Os quatro foram identificados na noite de segunda-feira, após policiais civis conversarem com moradores da região dos bairros Pio X e Marechal Floriano. Conforme o delegado Joigler Paduano, os agentes receberam informações de que a gasolina tinha sido comprada pelos adolescentes em um posto de combustíveis próximo ao campo de treinamentos do Caxias, por volta das 21h de sexta. O grupo teria comprado o combustível decidido a incendiar o barraco de Santos, como vingança por uma dívida de R$ 2.

– Eles furtaram uma faca pequena do papeleiro, que prometeu pagar R$ 2, caso devolvessem, mas não cumpriu o combinado – relata Paduano.

Os adolescentes foram ouvidos pela polícia entre a noite de segunda-feira e a manhã de ontem. De acordo com o delegado, os quatro estavam reticentes, mas acabaram contando com detalhes como tudo aconteceu.

– Jogamos gasolina em todo o corpo, até na cara – disse o adolescente de 15 anos, ao sair da delegacia.

Após serem ouvidos, os quatro foram liberados e devem aguardar em liberdade o término das investigações, que hoje serão assumidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A pena máxima neste caso é de três anos de internação no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case). Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes dos adolescentes e do pai de dois deles estão sendo preservados.


Espera por perícia no local durou quase 90 horas

O atentado contra o papeleiro ocorreu às 21h40min de sexta-feira. Mas foi preciso quase 90 horas de espera para peritos do Instituto-geral de Perícias (IGP) examinarem o que restou da barraca. Às 14h30min de ontem, os servidores colheram informações que poderão ajudar na investigação.

Na tarde de ontem, ainda havia restos de papel queimado e plástico no chão. O carrinho usado por Santos para trabalhar não estava mais lá. Na segunda-feira, quando a autoria e a origem das chamas não eram conhecidas, o delegado Joigler Paduano lamentou o fato de o terreno não ter sido isolado ainda na noite de sexta-feira. De acordo com o diretor do Departamento de Perícias do Interior, Rogério Gomes Saldanha, o número reduzido de funcionários no Interior, especializados em apurar incêndios, impossibilitou que a perícia fosse feita pela equipe local do IGP.


CONTRAOFENSIVA

 (Bruno Alencastro/Agencia RBS)
ZERO HORA 26 de setembro de 2012 | N° 17204

BM reage contra os roubos de veículos. Policiamento é intensificado com barreiras em avenidas e acessos à Capital

FRANCISCO AMORIM

Depois de mais de 3 mil roubos de veículos em Porto Alegre, apenas no primeiro semestre, a Brigada Militar (BM) intensifica nesta semana o combate aos ataques a motoristas com barreiras em avenidas e nos principais acessos da cidade. A decisão do Comando de Policiamento da Capital (CPC) foi anunciada dois dias após uma reportagem de ZH revelar a escassez de PMs nas ruas da cidade.

Em uma ação que mobilizará PMs do policiamento ostensivo e patrulhas do Batalhão de Operações Especiais, a BM tentará reduzir a média de 16 ataques armados por dia contra condutores que circulam pela Capital. A ação foi deflagrada ontem à noite. Após se concentrarem na Avenida Nilópolis, centenas de policiais se revezaram em blitze nas vias mais movimentadas da cidade. Uma estratégia que deve se repetir nos próximos dias.

– As barreiras obedecem a um planejamento traçado a partir do levantamento dos locais em que os assaltantes mais agiram. Sabemos que ao aumentarmos o policiamento em um ponto, o crime migra para outro. Por isso, aliamos à ação também o trabalho de inteligência policial de identificação de suspeitos – explica o comandante do CPC, coronel Alfeu Freitas.

A promessa do coronel é de que as barreiras e abordagens se estendam também madrugada adentro, período que há mais roubos de veículos em Porto Alegre, segundo dados da própria da Secretaria da Segurança Pública. Entre os bairros que receberão atenção especial estão Petrópolis, Rubem Berta, Sarandi e Rio Branco, que concentraram 20% dos casos nos primeiros seis meses do ano.

Grupos de Trânsito da BM têm a missão de fiscalizar veículos

A ordem do comando-geral da BM aos comandos regionais é de que o combate aos ataques a motoristas não se restrinja apenas a Porto Alegre. Outras cidades que enfrentam a onda de roubo de veículos, crime em queda entre os anos de 2008 e 2010, também deverão ser palco de ações especiais. A exemplo da Capital, serão feitas em locais de maior incidência de casos e em acessos dessas cidades (veja quadro). Nessas cidades entram em ação os chamados Grupos de Trânsito da BM, que terão a atribuição especial de fiscalizar veículos.

Em uma ação paralela, cerca de 30 PMs participarão hoje da Operação Fecha Quartel. Entre 14h e 20h, policiais que atuam em funções administrativas nos batalhões se agregarão às guarnições do policiamento ostensivo. A ação não chega a ser uma novidade – na verdade, é uma estratégia regular, e os PMs têm treinamento adequado.

A novidade é a distribuição dos 30 por pontos de maior concentração de pessoas, como o Centro. A BM tenta reduzir a sensação de insegurança causada pelo déficit de mais de 13 mil PMs no Estado, o maior em 37 anos.

– É importante as pessoas perceberem a presença da BM no horário que estão se deslocando para casa. A ação também ajuda a combater os furtos de pedestres – explica Freitas.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A Brigada Militar não consegue estar em todos os lugares. Ontem mesmo, no início da noite, assisti impotente os poucos minutos de um assalto a motorista de um megane e sua esposa que estacionavam o carro para jantar num restaurante da minha rua. Felizmente, os bandidos levaram apenas o veículo e os pertences que ficaram no interior dele, mas o pavor das vítimas foi enorme, e a nossa impotência maior ainda, já que não porto armas desde a aposentadoria. Parecia que o carro dos assaltantes já vinha perseguindo o carro da vítima, pois assim que a vítima parou, um bandido de boné desceu do carro e faz a abordagem, enquanto o outro permaneceu dentro aguardando a ação. Restou telefonarem para o 190, rezarem pelo fato de estar vivo e registrarem a ocorrência.

ESTAMOS NO BRASIL SOB A VIGÊNCIA DA LEI DA IMPUNIDADE CRIADA PELOS PARLAMENTARES PARA ATENDER OS INTERESSES DE UM PODER EXECUTIVO  NEGLIGENTE NA EXECUÇÃO PENAL E DE UMA JUSTIÇA MOROSA E TOLERANTE.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

IMPUNIDADE: MATOU A ESPOSA, FUGIU, FOI RECAPTURA E VAI PARA O SEMIABERTO

 
G1 - 25/09/2012 19h38

Homem que matou esposa queimada no RS volta para o regime semiaberto. Sanfelice fugiu em 2008 e foi recapturado dois anos depois, na Espanha. Em 2006, ele foi condenado por matar a esposa em Novo Hamburgo.

Do G1 RS

Autor de um crime de grande repercussão no Rio Grande do Sul em 2004, o empresário Luiz Henrique Sanfelice, de 48 anos, recebeu nesta terça-feira (25) o benefício da progressão de regime e irá passar a cumprir a pena no semiaberto. A decisão é da juíza Traudi Beatriz Grabin, da Vara de Execuções Criminais de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Sanfelice foi condenado em 2006 a 19 anos e três meses de prisão pelo homicídio triplamente qualificado da esposa, a jornalista Beatriz Rodrigues, então com 43 anos. Em julho de 2004, a mulher foi queimada viva próximo ao Santuário das Mães, no bairro Roselândia, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

Com a decisão, Sanfelice irá deixar o regime fechado na Penitenciária Modulada de Montenegro, onde está recolhido, e será removido ao semiaberto. Segundo a juíza, o apenado já cumpriu um sexto da pena a que foi condenado e apresenta bom comportamento.

Em abril de 2008, Sanfelice fugiu do regime semiaberto e foi recapturado só dois anos depois na Espanha pela Interpol. Agora, diz a decisão, ela precisará conseguir uma carta de emprego para poder trabalhar fora durante o dia e apenas dormir no presídio.
saiba mais

Ainda no relato da juíza Grabin, ela afirma que o apenado tem condições de ser beneficiado com a progressão de regime, ainda que registre fuga anterior, conduta pela qual foi responsabilizado. Sanfelice terá direito ainda a três saídas temporárias mensais, quando poderá pernoitar fora do albergue.

O apenado terá que fornecer endereço à Justiça e à direção do estabelecimento prisional. Ele terá que deixar claro onde reside a sua família ou onde poderá ser encontrado durante o gozo do benefício. Está proibido de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos do gênero.

A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) terá que providenciar a remoção de regime de Sanfelice no prazo de cinco dias. Ele deverá ficar em presídio compatível com o regime semiaberto, preferencialmente o Albergue de Montenegro.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Matou a esposa com cruedade, foi condenado a 19 anos de prisão, fugiu para o exterior, foi recapturado, e agora vai para o regime semiaberto onde não há controle e as portas para uma nova fuga estão abertas. Graças aos nossos congressistas benevolentes, o BRASIL É O PAÍS DA IMPUNIDADE. Aqui o crime compensa e a vida nada vale.


PROPOSTA CRIA SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA

AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS - 21/09/2012 18:08


A Câmara analisa o Projeto de Lei 3734/12, do Poder Executivo, que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e disciplina a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública. A proposta integra o Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci).

O eixo do sistema, de acordo com a proposta, será garantir a segurança pública e os direitos fundamentais, individuais e coletivos do cidadão. A União terá o papel de coordenação e definição das regras gerais do sistema, que devem ser respeitadas pelos estados e pelo Distrito Federal na instituição de suas políticas de segurança pública.

Os princípios que devem reger todo o sistema são a proteção dos direitos humanos; respeito aos direitos fundamentais e promoção da cidadania e da dignidade do cidadão; resolução pacífica de conflitos; uso proporcional da força; eficiência na prevenção e repressão das infrações penais; eficiência nas ações de prevenção e redução de desastres; e participação comunitária.

Entre as principais linhas de ação do sistema estão a unificação dos conteúdos dos cursos de formação e aperfeiçoamento dos policiais, a integração dos órgãos e instituições de segurança pública e a utilização de métodos e processos científicos em investigações, por exemplo. Entre as principais mudanças de procedimento, a proposta prevê a criação de uma unidade de registro de ocorrência policial e procedimentos apuratórios e o uso de sistema integrado de informações e dados eletrônicos.

Composição

Segundo o projeto, o Sistema Único de Segurança Pública é composto pelas polícias Federal, Rodoviária Federal, Ferroviária Federal, civis e militares; pelos corpos de bombeiros militares; e pela Força Nacional de Segurança Pública. As guardas municipais poderão colaborar em atividades suplementares de prevenção.

Arquivo/ Ivaldo Cavalcante

Proposta inclui a Força Nacional de Segurança Pública entre as entidades que compõem o Susp.

A Força Nacional de Segurança Pública poderá atuar, entre outras situações, na decretação de intervenção federal, de estado de defesa ou de sítio, antes das Forças Armadas; em eventos de interesse e de repercussão nacional; em apoio aos órgãos federais, com anuência ou por solicitação dos governadores. A convocação e a mobilização da Força Nacional serão prerrogativas da Presidência da República.

A proposta ainda prevê que os órgãos do Susp realizarão operações combinadas, planejadas e desencadeadas em equipe; aceitarão os registros de ocorrências e os procedimentos apuratórios realizados por cada um; compartilharão informações e farão intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos. Esse intercâmbio se fará por meio de cursos de especialização, aperfeiçoamento e estudos estratégicos.

Gestão do Susp

O Ministério da Justiça será o responsável pela gestão do Sistema Único de Segurança Pública. O órgão deverá orientar e acompanhar as atividades integradas; coordenar as ações da Força Nacional de Segurança Pública; promover programas de aparelhamento, treinamento e modernização das polícias e corpos de bombeiros; implementar redes de informação e troca de experiências; realizar estudos e pesquisas nacionais; consolidar dados e informações estatísticas sobre criminalidade e vitimização; e coordenar as atividades de inteligência da segurança pública.

Para participação da sociedade civil, o projeto faculta a criação de ouvidorias e corregedorias, que ficarão encarregadas de ouvir a sociedade e verificar o adequado funcionamento das instituições policiais em todos os níveis da Federação. As ouvidorias poderão ser instituídas pela União, pelos estados e pelo Distrito Federal.

Esses órgãos ficarão responsáveis pelo gerenciamento e pela realização dos processos e procedimentos de apuração de responsabilidade funcional, por meio de sindicância e processo administrativo disciplinar, e pela proposição de subsídios para o aperfeiçoamento das atividades dos órgãos de segurança pública.

Metas de excelência

O projeto prevê a definição de metas de excelência para todas as instituições pertencentes ao sistema. A aferição se dará por meio da avaliação de resultados.

As metas serão apuradas, por exemplo, pela elucidação de delitos, identificação e prisão de criminosos, produção de laudos para perícias, no caso das polícias civis; pela redução da incidência de infrações penais e administrativas em áreas de policiamento ostensivo, no caso das polícias militares; e pela prevenção e preparação para casos de emergências e desastres, índices de tempo de resposta aos desastres e de recuperação de locais atingidos, no caso dos corpos de bombeiros.

Segurança Cidadã

Para garantir a segurança com inclusão social, a proposta estabelece que a prevenção da violência e da criminalidade seja feita a partir de cinco níveis: primário, voltado para fatores de risco; secundário, com foco em pessoas mais vulneráveis para cometer ou sofrer crimes; terciário, para reabilitação de criminosos; situacional, centrado na redução de oportunidades para praticar os crimes; e social.

O projeto que cria o Susp teve origem no PL 1937/07, enviado pelo Executivo em 2007, e que foi desmembrado em duas propostas, a pedido da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. O segundo texto (PL 3735/12) institui o Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública e Justiça Criminal (Sinesp).

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Educação e Cultura; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-3734/2012 Reportagem – Vania Alves e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É mais uma medida paliativa. As autoridades estão confundindo "segurança pública" (uma situação de tranquilidade) com "forças de segurança" (instrumentos iniciais do sistema para o exercício da segurança pública). O Brasil precisa sim criar o SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL  integrando os órgãos e instituições dos Poderes Judiciário e Executivo envolvidos nas ligações, processos e ações com o objetivo de preservar a ordem pública e a incolumidade das pessoas e do patrimônio. Para serem eficientes, as forças de segurança precisam estar num sistema junto com o judiciário, o ministério público, a defensoria e o setor prisional, caso contrário serão inoperantes e seus esforços não terão continuidade.

E podem cobrar deste oficial que administra este blog se não estiver certo. O Brasil pode ter as melhores polícias do mundo, mas estas NUNCA serão capazes de reduzir a criminalidade e a violência sem uma justiça próxima, ágil e comprometida com as questões de ordem pública, amparada por leis fortes dentro de um sistema integrado, desburocratizado e livre dos impecilhos corporativos e das mazelas que alimentam os conflitos e divergências.