SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 20 de janeiro de 2013

PRESO DO SEMIABERTO ROUBA, ENFRENTA A BM E MORRE

ZERO HORA ONLINE 20/01/2013 | 17h27

Preso do semiaberto sequestra dois carros e acaba morto em Pelotas. Criminoso estava solto por um benefício concedido a detentos com bom comportamento


Criminoso disparou de dentro do carro para veículo que o perseguiaFoto: Júlia Otero / Agência RBS

Júlia Otero


Um preso do regime semiaberto rendeu os ocupantes de dois carros com uma arma calibre 44, neste domingo, em Pelotas, no sul do Estado. Encurralado pela polícia, foi morto com dois disparos. Uma das vítimas foi ferida por um disparo, mas passa bem.

Por volta das 11h, Jonathan William da Rocha Barbosa, 23 anos, abordou um casal que viajava em um Gol branco, no cruzamento das Avenidas Juscelino Kubitschek e Domingos de Almeida, no Centro. Primeiro, teria pedido ao casal que saísse do carro, mas sem conseguir dirigir o veículo, mandou que eles voltassem. Enquanto estava fora do Gol, a caroneira conseguiu alertar um motorista de outro carro, que seguiu os três, dando coordenadas para a Brigada Militar. O criminoso percebeu a perseguição e efetuou três disparos de dentro do automóvel, que acabaram quebrando o vidro traseiro. O carro e a ocupante do veículo de trás não foram atingidos.

— Ele mandava a gente rodar toda cidade, dizia que iria nos matar. Isso durou acho que uma hora. Depois foi em direção à saída da cidade e perguntou se tínhamos gasolina. Eu disse que não. Daí ele falou "vocês já assaltaram?" e na nossa negativa ele respondeu "então agora vai ser a primeira vez de vocês" — conta a passageira do Gol, uma estudante de 18 anos que prefere não se identificar.

O assaltante mandou o motorista parar em um posto de gasolina. Como todas as bombas estavam ocupadas, ele saiu do carro. Neste momento, o casal fugiu. O detento então rendeu um segundo motorista, que dirigia um Fiat Brava.

— Ele entrou no meu carro e me mandou seguir pela cidade. Ele só falava "eu não vou voltar pra prisão, não vou". Minha mulher estava comigo e eu negociei com ele para que a deixássemos. Ele concordou. Quando olhei para trás e percebi que a Brigada Militar estava com a gente, parei o carro. — conta a segunda vítima de 56 anos, que também não quer se identificar.

A perseguição se encerrou no Bairro Simões Lopes. O motorista do Brava travou uma briga corporal com o criminoso, que efetuou dois disparos, um deles atingiu o carro e o outro de raspão a mão direita da vítima. Quatro policiais do Pelotão de Ações Especiais da Brigada Militar cercaram o veículo, um deles disparou contra o criminoso, que morreu na hora.

O detento cumpria pena no Presídio Regional de Pelotas por roubo a pedestre.

— Ele havia sido solto no dia 17 e deveria voltar para a prisão nesta segunda-feira. Estava fora por um benefício concedido a detentos com bom comportamento — explica o delegado plantonista Carmelo Santalucia.


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