SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

ATAQUES A BANCO NO RS

ZERO HORA 07 de fevereiro de 2013 | N° 17336

Assaltos e tensão no RS


Três bancos foram alvo de bandidos ontem no Rio Grande do Sul. Em dois deles, a ação dos bandidos levou pânico a funcionários e clientes. Na Capital, o assalto a uma agência do HSBC teve momentos de tensão quando os criminosos disseram a funcionários e clientes que havia um artefato explosivo dentro do banco, o que acabou não se confirmando. Também em Porto Alegre, uma agência do Bradesco foi arrombada durante a madrugada. Na Serra, no município de Nova Araçá, assaltantes atacaram uma agência do Banrisul e fugiram levando seis reféns, soltos em Nova Bassano.


Ameaça com falso explosivo na Capital

Funcionários de uma agência bancária viveram cerca de duas horas de pânico em poder de assaltantes na manhã de ontem no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Pelo menos três bandidos armados aproveitaram o momento em que a faxineira chegou ao local, pouco antes das 8h, para ingressar na agência, localizada na Avenida Getúlio Vargas. À medida que os outros funcionários entravam, um por um, eram rendidos.

Uma das primeiras a chegar à agência, uma bancária relatou que encontrou o trio já dentro do prédio. Abalada e com medo, ela preferiu não se identificar, mas disse que os bandidos demonstravam saber informações pessoais sobre os colegas.

Comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar, o major Luiz Porto afirmou que os assaltantes aguardaram a chegada de alguns clientes antes de fugir, por volta das 10h30min. Todos foram rendidos, mas ninguém ficou ferido. Na fuga, o trio teria levado três malotes com uma quantia em dinheiro não revelada.

Avenida de movimento teve de ser bloqueada

Não bastasse o pavor causado pelo roubo, funcionários e clientes ainda foram deixados dentro da agência com o que os bandidos disseram ser uma bomba. Momentos após a saída dos criminosos, as vítimas alertaram a Brigada Militar.

Diante da ameaça, a avenida foi bloqueada entre as ruas Barbedo e Botafogo até as 13h, quando agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) usaram um canhão d’água para desarmar o artefato que não era, de fato, explosivo.

A polícia analisa as imagens das câmeras de segurança da agência para tentar identificar os assaltantes, porém ainda não tem suspeitos.

– Terminamos de ouvir as testemunhas que estavam no banco e agora vamos trabalhar em cima das imagens – afirmou o delegado Joel Henrique Wagner, do Departamento Estadual de Investigações Criminais, responsável pela investigação do caso.

Em outra ação na Capital, uma agência do Bradesco na Avenida Protásio Alves, próximo à Avenida Saturnino de Brito, no bairro Vila Jardim, foi arrombada. Nem a Brigada Militar nem a Polícia Civil têm registros de ocorrência. Conforme a delegacia que atende à região, o policiamento não foi acionado.


Em Nova Araçá, reféns tiveram ferimentos
A agência do Banrisul de Nova Araçá, na Serra, foi assaltada por volta das 10h de ontem. Entre cinco e seis criminosos chegaram à agência em uma Saveiro. Eles desceram do veículo atirando contra o prédio e entraram. Na ação, fizeram seis pessoas reféns, entre elas o gerente do banco. Foram roubados três malotes de dinheiro.

O metalúrgico Vaini Ribeiro Antunes, 60 anos, que teve a casa invadida pelos ladrões na madrugada de terça-feira, se viu obrigado a participar do assalto. Sob ameaças dos criminosos, ficou responsável por retirar as armas e coletes dos vigilantes do banco. Também serviu de escudo durante a fuga da quadrilha.

Os criminosos fugiram com as vítimas em uma caminhonete S10 com placas de Caxias do Sul. Durante a fuga, os assaltantes teriam atirado em caminhões para abrir passagem. Os reféns foram libertados em Nova Bassano, alguns com ferimentos leves.



ENTREVISTA - “Eles queriam carro e dinheiro”

Irani dos Santos - Refém



Os últimos dois dias foram de apreensão para a família do metalúrgico Vaini Ribeiro Antunes, 60 anos, e a mulher, Irani dos Santos, 50 anos. À 1h40min de terça-feira, três criminosos envolvidos no assalto de Nova Araçá invadiram a residência onde o casal mora com três filhos, genro, e quatro netos. Fizeram todos de refém até a manhã de ontem:

Pioneiro – Quando eles chegaram?

Irani dos Santos – Eles chegaram à 1h40min. Estávamos dormindo. Eles deram um chute na porta e mandaram todos ficarem quietos senão “passariam bala”. Em seguida, trancaram todos no quarto.

Pioneiro – Quantos eram?

Irani – Eram três. Estavam armados com uma espingarda calibre 12, fuzil, duas outras espingardas e revólver. Também usavam colete a prova de balas. Ficaram o tempo inteiro de capuz e luvas.

Pioneiro – Eles disseram que assaltariam o banco?

Irani – Não. Diziam apenas que já tinham uma casa pronta para fazer a “feição” e queriam um carro e dinheiro.


Sumiço de gerente de banco intriga Lajeado


O gerente de um banco está em casa, de férias, com a mulher e o filho de cinco anos. Por volta das 13h, recebe um telefonema e sai de casa em seu carro, avisando que a diretoria do banco o chamou. Quinze minutos depois, a mulher telefona e o celular já está desligado. Desde então, já são três dias sem notícias.

Omarido é Ismael Ivan Black, 30 anos, gerente de Negócios de Pessoa Jurídica do Sicredi de Lajeado, no Vale do Taquari. O desaparecimento ocorreu na segunda-feira e, no dia seguinte, o caso foi registrado na Polícia Civil.

Segundo o cunhado Gustavo Chemin, 36 anos, não é do perfil de Black sair e não dar notícias à família:

– Ele está sempre em contato com a minha irmã quando não está em casa, ajudando nas atividades e cuidando do filho.

A família iniciou uma mobilização nas redes sociais e mais de 4 mil pessoas replicaram as fotos e pedido de informações sobre o gerente.

Polícias dos três Estados do Sul foram avisadas

Conforme o delegado Silvio Huppes, que investiga o caso, Black foi mesmo acionado pelo Sicredi, mas não compareceu à empresa. Em vez disso, foi até uma agência bancária da Caixa Econômica Federal da cidade vizinha de Arroio do Meio e tentou aumentar a apólice do seu seguro de vida. A polícia não tem conhecimento de qualquer saque efetuado por ele nesse ou outro banco.

– Não descartamos qualquer hipótese, mas tudo leva a crer que ele viajou por conta própria – diz Huppes.

Em nota, o Sicredi disse que “o caso está sendo investigado pela polícia, com a colaboração da instituição”.

O último registro de Black foi por volta das 16h de segunda-feira, quando passou pelo posto do pedágio de Fazenda Vilanova e seguiu em direção a Canoas (BR-386) conduzindo uma caminhonete Toyota Fielder de cor preta, com placas de Lajeado.

O delegado tenta localizar Black e já fez pedido de buscas às polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal dos três Estados do Sul. Os próximos passos da investigação são ouvir novas testemunhas e investigar os passos do gerente do Sicredi, através do monitoramento das contas, das policiais e com base nos relatos colhidos.

VANESSA KANNENBERG
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