SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

CEM ATAQUES EM 17 DIAS


ZERO HORA 16 de fevereiro de 2013 | N° 17345

No dia em que a Força Nacional de Segurança Pública chegou a Florianópolis para ajudar a frear onda de violência, Santa Catarina registrou o 100º ataque criminoso.

Há duas semanas, criminosos determinam, de dentro dos presídios, que ônibus, viaturas de órgãos públicos e automóveis particulares sejam incendiados e bases da PM e delegacias policiais, alvejadas. A onda de ataques atinge 30 cidades e provocou o caos no transporte coletivo da Grande Florianópolis.

Segundo levantamento da Polícia Militar, na madrugada de ontem foram registrados dois ataques. Por volta da 1h15min, um guincho de uma empresa credenciada pelo Departamento de Trânsito (Detran), em Laguna, foi alvo de atentado. O veículo, que estava estacionado na Rua José Calazans, no bairro Mar Grosso, foi atingido por um coquetel molotov. O alvo não chegou a ser queimado, mas teve um vidro quebrado e dentro dele os policiais encontraram uma garrafa com combustível.

Casal precisou de atendimento médico

Horas depois, às 4h30min, na Avenida Procópio Lima, no Loteamento Lima, em Içara, foi registrado o atentado de número 100. O aposentado Sebastião Máximo Dimas, de 62 anos, e a mulher dele, Roseli Truppeul Dimas, 45, viveram momentos assustadores. Dimas deixava a mulher no local para embarcar na van que a leva para o trabalho. O carro do casal, um Corsa 2008, estava parado, apenas com as luzes acesas, quando dois homens chegaram em uma moto.

– Ele colocou a arma no meu pescoço e mandou a gente descer. Pedi pelo amor de Deus para não levarem o carro – contou o aposentado (veja entrevista ao lado).

Os dois saíram do veículo. Os autores do crime ordenaram que o aposentado e a mulher não olhassem para trás. O alarme do carro disparou, e quando o casal estava a cerca de 20 metros do veículo, sentiu uma onda de calor. Era o carro em chamas.

O casal, muito nervoso e em estado de choque, foi encaminhado ao Hospital São Donato. Nenhum suspeito havia sido detido até ontem.


ENTREVISTA - “Jogaram gasolina e prenderam fogo”

Sebastião Máximo Dimas - Aposentado



Na madrugada de ontem, o aposentado Sebastião Máximo Dimas, morador de Içara (SC), foi surpreendido como vítima do atentado número 100 no Estado vizinho. Em entrevista ao Diário Catarinense, ele contou os momentos de terror ao ser abordado por dois criminosos que incendiaram o seu veículo.

A seguir, uma síntese da conversa com Dimas:

Diário Catarinense – Como foi a abordagem?

Sebastião Máximo Dimas – Eles pegaram uma arma, botaram no meu pescoço, falaram: “desce do carro e deixa a chave na ignição”. Um tinha uma bolsa, onde estava o combustível. Eles jogaram gasolina e prenderam fogo.

DC – Como o senhor se sentiu naquela hora?

Sebastião – Pensava que ia morrer porque eles vinham com uma arma em punho e com o dedo no gatilho. Então, o que eu posso mais dizer? Diz eles (policiais) que farão de tudo para apurar. É tanta tragédia no nosso Estado, é triste. Eu e minha mulher podíamos estar mortos. A nossa sorte é que saímos no mesmo momento, poderíamos ter levantado uma mão e um braço, a gente vê muita violência em São Paulo, Rio, e a recomendação é sempre não reagir.

DC – E daqui para frente?

Sebastião – Daqui para frente é cada vez ser mais cuidadoso, é olho no padre e outro na missa.

DC – E agora, como o senhor se sente numa cidade que sempre foi tão calma?

Sebastião – Tem que ter mais policiamento, fazer mais patrulha, mais barreiras. Se eu pudesse falar com o governador e com o secretário de Segurança, eu ia dizer para eles o que eu e a minha mulher passamos. Ontem passei o dia no hospital tomando medicamento e soro, quase tive um infarto.
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