SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O MAIS DIFÍCIL É PREVENIR

ZERO HORA 07/02/2013 | 20h27

ENTREVISTA

"O mais difícil é prevenir ataque de organização criminosa", diz Grubba. Secretário de Estado de Segurança Pública, César Grubba fala sobre os atentados em SC


César Grubba diz que número de ataques não é maior em razão de diversas prisões que se anteciparam aos crimesFoto: Rafaela Martins / Agencia RBS

Para o secretário de Segurança do Estado, César Grubba, o número de atentados em Santa Catarina só não é maior porque muitas ações foram antecipadas com prisões. Nesta entrevista ao Sol Diário, ele fala sobre a adaptação das forças de segurança às estratégias do crime:

Descobrindo-se essa tendência de pessoas surfando na onda dos atentados, se muda o foco, muda também o foco de atuação das forças de segurança?

O foco de atuação nunca é o mesmo, migra conforme a análise criminal das agências de inteligência. O mesmo em relação aos efetivos. Nossos efetivos são alocados para pontos que as inteligências entendem como potenciais para ataques, por isso muitas vezes tem se conseguido antecipar. O número de ataques não é maior em SC porque muitas ações foram antecipadas com prisões. Temos mais de 40 pessoas presas já, muitas portavam além de armamentos, material inflamável para novos ataques.

Uma coisa é combater crime organizado, outra é dissipar essas ações. Verificando-se que são atos oportunistas, como atuar em relação a isso?

Tem que mudar a estratégia, tem que se acompanhar a mudança de posicionamento do crime, organizado ou não. Tanto PM, na questão ostensiva e preventiva, quanto a Civil na investigação, para antecipar eventual ação.

Fica mais difícil prevenir um ataque assim, que não é orquestrado?

Não, acho que o mais difícil de prevenir é um ataque mesmo de organização criminosa, quando há um salve-geral, em que você sabe que vai haver ataque mas não sabe o dia, a hora nem o local.


O SOL DIÁRIO

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