SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

OPERAÇÃO DE GUERRA DA PC NEUTRALIZA BANDIDOS

DIÁRIO CATARINENSE 02/02/2013 | 07h10

Operação de guerra da Polícia Civil no Norte da Ilha neutraliza facção criminosa. São 176 policiais e 75 viaturas em rondas ostensivas e barreiras fixas e móveis na região durante três dias



Polícia Civil montou barreiras na Favela do SiriFoto: Betina Humeres / Agencia RBS


Gabriela Rovai

Considerada pela polícia a região mais crítica de Florianópolis, em se tratando de ataques criminosos, o Norte da Ilha talvez nunca tenha estado tão seguro como na noite de sexta-feira e madrugada deste sábado, terceiro e quarto dias de ataques em Santa Catarina.

Até as 03h43min de hoje, haviam sido 22 ataques no Estado, nesta segunda onda de violência promovida pela facção criminosa Primeira Grupo Catarinense (PGC).

A região com maior concentração na cidade de integrantes do PGC, o Norte da Ilha (especificamente as comunidades Vila União, Morro do Mosquito e Favela do Siri) contou com barreiras fixas e móveis e rondas ostensivas em toda a região.

Além da presença da Polícia Militar, a Polícia Civil montou talvez a maior operação já realizada no Norte da cidade.

Eram 176 homens e mulheres em 75 viaturas e no helicóptero Pelicano distribuídos em equipes pelas ruas e pontos específicos como Travessão, Canto do Lamin, Papaquara, Vila União, Favela do Siri, Morro do Mosquito, Rio Vermelho, Ratones, Sambaqui, entre outros. Até o cão Cyborg participou.

O ponto de encontro foi a 8ª DP da Capital, nos Ingleses. Às 21h10min de sexta-feira, o delegado-geral da Polícia Civil de SC, Aldo Pinheiro D´Ávila, foi pessoalmente cumprimentar as equipes.

Participaram policiais experientes e em início de carreira, lotados em delegacias distritais e em unidades especializadas, delegados e agentes, inclusive de outras regiões do Estado que estão na Capital para a Operação Veraneio.

Às 21h34min, o diretor de Polícia Civil da Grande Florianópolis, Ilson Silva, começou a repassar as linhas gerais.

— Esta é uma das maiores operações já realizadas pela Polícia Civil no Norte da Ilha. Teremos apoio no ar e na terra. É uma operação de guerra — disse o diretor.

Ilson Silva determinou que ninguém saísse de seu posto até as 6h de sábado. O delegado-geral encerrou a orientação para os policiais.

— Agradeço a cada um de vocês, desde o mais novo ao mais antigo. Esta operação é um orgulho para nossa instituição. Nos dá credibilidade diante da sociedade — disse Aldo Pinheiro D´Ávila, que fez uma determinação e um pedido.

— A determinação é para que se prenda muito e o pedido é para que todos voltem inteiros para amanhã termos o mesmo efetivo. Esta é uma situação de risco, por isso zelo com a segurança. Boa sorte — concluiu o delegado-geral.

As equipes partiram em alerta. A tensão era visível, mas na medida em que a madrugada avançava, todos ficaram mais tranquilos porque não houve um ataque sequer no Norte da Ilha. Os criminosos ficaram sem ação.

Até as 3h30min, foram registrados apenas prisões pela PM de suspeitos com gasolina e de um rapaz alcoolizado que atropelou um ciclista e fugiu, mas foi detido numa barreira da Civil, no Siri.

Ao sair das bocas de droga depois de comprar cocaína, os usuários ficavam apavorados ao ver tanto policial junto.

Outras regiões da cidade também contaram com reforço policial em delegacias, nas bases e postos da PM e nas ruas.

Nenhuma ação do PGC foi registrado em Florianópolis entre a noite de sexta-feira e às 3h47min de sábado. A operação segue até domingo.


Os órgãos de Segurança Pública passaram a sexta-feira em reuniões para tentar controlar a nova onda de atentados. As empresas de ônibus reduziram algumas linhas. (leia abaixo sobre o transporte coletivo).

A transferências de líderes da facção pode estar por trás da série de ataques. O Comando Geral da Polícia Militar nega qualquer relação com ocorrido em novembro de 2012 ou com o PGC.
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