SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SEQUESTRO DE GERENTE PARA ASSALTAR BANCO

15 de fevereiro de 2013 | N° 17344

SEM ALARDE

Bandidos sequestram gerente para atacar banco

Funcionária de agência do Banrisul da Capital e marido tiveram de passar a noite em cativeiro


CAMILA KOSACHENCO

Em silêncio. Foi desta maneira que mais um banco foi assaltado na manhã de ontem em Porto Alegre. Diferentemente dos ataques a caixas eletrônicos com uso de explosivos, o roubo à agência Partenon do Banrisul ocorreu de forma quase imperceptível.

Aação silenciosa e sem agressão física foi comandada por pelo menos quatro homens armados com pistolas. Eles abordaram e sequestraram a gerente do banco na saída do expediente, no final da tarde de quarta-feira, e o marido dela, que a esperava dentro do carro estacionado em uma rua na lateral do banco, situado na Avenida Bento Gonçalves.

Depois de ser rendido, o casal – cujos nomes não foram revelados – foi levado no carro dos criminosos para um cativeiro, provavelmente na Região Metropolitana, acredita o delegado da Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Joel Wagner.

– A descrição que eles fizeram foi de uma casa com três ou quatro quartos, e uma garagem grande, com espaço para vários veículos – disse Wagner.

Os reféns passaram a noite no local e, segundo depoimento, não foram amarrados e receberam alimentação. Antes das 10h – horário em que a funcionária deveria abrir o banco –, o casal foi levado para a agência que ainda estava vazia. Lá, a mulher foi obrigada a abrir o cofre e entregar uma quantia ainda não informada para os assaltantes, que fugiram em seguida. Foram as próprias vítimas que ligaram para a polícia pedindo socorro.

Após tomar conhecimento do assalto, o presidente do Sindicato dos Bancários, Mauro Salles, visitou o local. O clima, segundo ele, era de terror.

– Os funcionários estavam muito abalados. Parece que os ladrões tinham, inclusive, vídeos com a rotina de outros funcionários – relatou.

A Polícia Civil deverá ouvir as testemunhas e analisar as imagens de câmeras de segurança para tentar identificar os suspeitos.



Como foi - Bando sequestra gerente da agência do Banrisul da Avenida Bento Gonçalves quando ela deixava o local. O marido que a esperava também é levado. A gerente e o marido são mantidos reféns em uma casa, provavelmente na Região Metropolitana. Casal é levado ao banco, onde a gerente é obrigada a abrir o cofre.


Quadrilhas monitoram rotina de funcionários

Desde o começo de 2013, foram pelo menos duas ocorrências com algumas semelhanças com o assalto à agência Partenon do Banrisul. Quadrilhas monitoram a rotina de funcionários e usam informações pessoais para pressionar as vítimas a colaborarem com a ação.

No último dia 6, três bandidos armados invadiram o HSBC da Avenida Getúlio Vargas na Capital. O trio entrou no local com a faxineira. Uma testemunha afirma que os assaltantes demonstravam ter conhecimento da rotina dos empregados.

Em 17 de janeiro, oito criminosos mantiveram em cárcere privado a subgerente da joalheria Coliseu do shopping Praia de Belas e seu marido. No dia seguinte, o grupo assaltou a loja sem que a ação fosse percebida.

Para o delegado Joel Wagner, este tipo de ação não é novidade.

– Essas ocorrências são de muito tempo. Era mais comum acontecer no Interior. Existem quadrilhas que usam explosivos para detonar caixas eletrônicos e outras que usam a observação para agir – explicou.
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