SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 1 de março de 2013

ATAQUES A BANCO: O VERÃO MAIS VIOLENTO EM 5 ANOS NO RS


ZERO HORA 01/03/2013 | 06h02

Ataques a bancos
Verão é o mais violento em cinco anos, diz Sindbancários. Assaltos, sequestros, furtos e arrombamentos a agências bancárias no Estado aumentaram em janeiro e em fevereiro


JAQUELINE SORDI

Dois meses bastaram para que 27 agências bancárias sofressem ataques no Rio Grande do Sul, em uma média de praticamente uma ação a cada dois dias.

Divulgados ontem pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), os dados apontam que a movimentação dos criminosos é a maior do período dos últimos cinco anos — em 2007, houve 28 ocorrências.

Diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, o delegado Guilherme Wondracek afirma que ainda não se sabe os motivos para o aumento na violência contra as agências. Em 2012, foram registrados 15 ataques em janeiro e fevereiro. Mas a região mais visada pelos criminosos já foi identificada: a Serra.

Conforme Wondracek, mais de 30 pessoas foram presas e quatro quadrilhas desarticuladas no Estado. A fim de reduzir o número de ataques, a Brigada Militar realiza uma força tarefa que monitora e mapeia os locais de maior incidência.

— Prevenir é difícil, pois não há como saber onde os criminosos irão agir. O que temos feito é um trabalho com dois eixos: inteligência, que mapeia as regiões do Estado com maior número de ataques, e mobilidade, que envia efetivos e viaturas para essas regiões — explica o subcomandante-geral da Brigada Militar, Silanus Mello.

A Brigada Militar não divulga onde está agindo para não interferir no trabalho das equipes. Para reforçar o contingente, 2 mil novos brigadianos se formarão em abril e irão para as ruas. Além disso, a corporação receberá um acréscimo de 172 viaturas, entre abril e maio.

Preocupado com a falta de segurança, o presidente do SindBancários, Mauro Salles, pretende chamar a atenção para o problema. Salles afirma que, além da ação da polícia e da Brigada Militar, é preciso haver uma vistoria nas agências bancárias, que muitas vezes não contam com as medidas de segurança previstas em lei.


Agências sitiadas

Conforme dados do SindBancários, assaltos, sequestros, furtos e arrombamentos a agências bancárias no Estado aumentaram em janeiro e em fevereiro. A comparação é com os anos anteriores:

Ocorrências em janeiro e fevereiro

2013 — 27

2012 — 15

2011 — 10

2010 — 22

2009 — 13

2008 — 25

2007 — 28

2006 — 24
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