SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 7 de março de 2013

EM PORTO ALEGRE, ARRASTÃO EM RESTAURANTE

ZERO HORA 07/03/2013 | 03h54

Assalto no jantar

Bando faz arrastão em restaurante do bairro Rio Branco, na Capital. Crime aconteceu por volta das 22h desta quarta no Al Nur, casa de comida árabe

Uma quadrilha invadiu um restaurante e rendeu clientes e funcionários na noite desta quarta-feira em Porto Alegre. O crime aconteceu por volta das 22h no Al Nur, casa de comida árabe localizada na Avenida Protásio Alves, bairro Rio Branco.

Uma testemunha que pediu para que seu nome fosse preservado contou que os bandidos estavam de cara limpa e usavam revólveres.

— Eles mandaram os clientes botarem bolsas, carteiras e joias em cima das mesas e recolheram tudo com um saco de lixo — relatou.

Os bandidos renderam o motorista de um táxi e fugiram no veículo. Conforme a Polícia Civil, quatro homens participaram do assalto. A Brigada Militar (BM) fez buscas na região, mas não achou os suspeitos.

A Polícia Civil não soube informar quantas pessoas estavam no local nem o valor roubado.


Polícia identifica suspeitos de arrastão em restaurante do bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Crime aconteceu por volta das 22h desta quarta no Al Nur, casa de comida árabe

A Polícia Civil começa a investigar o arrastão no restaurante árabe Al Nur, no bairro Rio Branco, na noite de quarta-feira. Com o apoio de imagens registradas pelas câmeras de segurança do local, o delegado Abílio Olavo Pereira, titular da 10ª Delegacia de Polícia, afirma já ter elencado uma série de suspeitos.

As vítimas que registraram ocorrência serão ouvidas à tarde. Segundo o delegado, registros prévios dão conta de que os bandidos entraram no lugar, anunciaram o assalto e mandaram os clientes manterem a cabeça abaixada e entregarem o que tinham.

— Tomamos conhecimento da ocorrência nesta manhã. Este tipo de ação acontece todos os dias, infelizmente, mas estamos empenhados em pegar os suspeitos o quanto antes — afirma Pereira.


ENTREVISTA: 

"Eu estava com medo que eles atirassem", afirma testemunha de assalto a restaurante na Capital
Após trauma, jovem afirma que não quer mais ir ao restaurante assaltado no bairro Rio Branco na noite passada

Como de costume, a estudante Thays Bordini, 19 anos, jantava acompanhada de familiares na noite de quarta-feira quando assaltantes entraram no restaurante árabe Al Nur, no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Segundo Thays, os homens entraram anunciando o assalto e pedindo para que todos colocassem seus pertences sobre as mesas. Confira o relato da jovem a Zero Hora.

Zero Hora — Como ocorreu o assalto?

Thays Bordini — Eu vi dois homens armados entrarem e anunciarem o assalto. Na hora ninguém entendeu, daí eles gritaram e todo mundo ficou assustado. Depois, eles foram pedindo para as pessoas colocarem tudo o que tinham sobre as mesas. Eu escondi o meu celular, mas fiquei com medo dele acabar tocando.

ZH — Você ficou com medo?

Thays — Na verdade eu fiquei mais nervosa do que com medo. Estava com medo mesmo de que eles atirassem em alguém, pareciam nervosos.

ZH — Você já tinha passado por isso?

Thays — Não, nunca tinha sido assaltada.

ZH — Os assaltantes agrediram alguém?

Thays — Não. Eles confundiram um senhor com um brigadiano, apontaram a arma para ele, mas acabaram não insistindo e foram embora. Perguntaram também se o local possuía câmeras, mas disseram que não tinha. Pelo que soube, na saída renderam um taxista e fugiram.

ZH — Isso muda algo na sua vida?

Thays — Pessoalmente, eu não quero mais ir lá. Já para a minha mãe está normal, falou que queria voltar.


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