SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 16 de março de 2013

MATADORES DE LAUANE TINHAM ANTECEDENTES POR TRÁFICO E ROUBO


ZERO HORA 6 de março de 2013 | N° 17373

CASO SOLUCIONADO

Assassinos de estudante são presos e confessam o crime. Suspeitos, entre eles garoto de 15 anos, se apresentaram à polícia e admitiram ter atirado em universitária



Acuados com o cerco fechado pela Polícia Civil para elucidar o assassinato da estudante de Odontologia da UFRGS Lauane Custódio Lucas, 22 anos, quatro suspeitos decidiram se entregar na madrugada de ontem. Moradores da Vila Maria da Conceição, no bairro Partenon, em Porto Alegre, eles assumiram a autoria do crime após ofensiva policial na comunidade onde vivem.

Três suspeitos foram presos e encaminhados ao Presídio Central. Um adolescente de 15 anos foi apreendido e levado para o Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). Segundo o delegado Omar Sena Abud, a equipe da 11ª Delegacia da Polícia Civil já havia identificado os suspeitos de envolvimento no latrocínio (roubo com morte).

Os nomes foram descobertos com base em informações levantadas dentro da própria localidade onde os suspeitos moram. Seis investigadores se revezaram em visitas ao local desde terça-feira, dia seguinte ao crime. A desconfiança de que o grupo vivia na Vila Maria da Conceição surgiu a partir de pistas deixadas pelos assaltantes. Uma deles foi o local onde a arma que teria sido usada no crime foi abandonada, no pátio de uma casa na Rua Marques de Abrantes. Outra pista, o local onde os dois suspeitos desembarcaram de um táxi. A dupla desceu na Rua Caldre Fião esquina com Paulino Azurenha. Os dois endereços são próximos da Vila Maria da Conceição.

Moradores ajudaram o trabalho dos investigadores. Antes de a polícia ter tempo de preparar as capturas, os suspeitos se apresentaram no Palácio da Polícia, acompanhados de um advogado. Em seguida, foram encaminhados para a 11ª Delegacia de Polícia Civil (bairro Partenon).

– Essas ações, que chamamos inundações, trancam a vila. Eles (os suspeitos) nos disseram que a “coisa estava ficando ruim” para o lado deles. Acredito que eles tenham se apresentado à noite achando que seriam ouvidos e liberados por não conseguirmos agilizar a prisão. Mas fui pessoalmente no Judiciário e consegui a prisão preventiva – explicou o delegado.

Presos tinham antecedentes policiais por roubo e tráfico

O autor do disparo seria Ivan Paulo Martins Junior, 26 anos. Além dele, foram levados ao Presídio Central Adams Silveira Drey, 19 anos, e Luan Dutra Freire, 18 anos. Os três teriam antecedentes policiais por tráfico e roubo, segundo a polícia. Um outro homem, ainda não identificado, conforme o depoimento dos presos, teve participação do crime.

Conforme o delegado Abud, o inquérito deve ser concluído na próxima semana.

HOMERO PIVOTO JR. | ESPECIAL


Autor do disparo diz que arma estava engatilhada


Em depoimento gravado pelo delegado Omar Sena Abud, o autor confesso do disparo, Ivan Paulo Martins Junior, 26 anos, disse que ele e seus comparsas pretendiam praticar um assalto. Ao avistarem Lauane e o namorado Bruno Crixel Zimpel, 27 anos, estacionar o carro, na Rua São Luiz, bairro Partenon, resolveram abordá-los. Bruno entregou a chave do Mégane, mas mesmo assim um tiro foi disparado, já que a arma estava engatilhada, segundo Ivan. O tiro atravessou o ombro de rapaz e atingiu a namorada no pescoço.

– Pedimos a carteira e ele fez um movimento e estourou, disparou. Depois saímos correndo, cada um para um lado – disse Ivan, que afirmou ter tomado conhecimento só no dia seguinte que Lauane havia morrido, pela imprensa.

Dois criminosos fugiram em um táxi, pagando a corrida ao desembarcar na esquina das ruas Caldre Fião e Paulino Azurenha. Os outros três fugiram a pé do local. Ivan jogou a arma na pátio de uma casa e, em seguida, embarcou em um ônibus.

Depois de alguns minutos, ele voltou ao local com um adolescente, que não teve relação com o crime. Ao tentar pular a cerca para recuperar a arma, o garoto encostou na cerca elétrica e gritou, chamando a atenção dos moradores da residência. Ao perceber que havia gente observando, a dupla fugiu sem recuperar a pistola.

O ataque passo a passo

- Na noite de segunda-feira, cinco ladrões vinham da região da Avenida Protásio Alves com intenção de encontrar uma vítima

- Na Rua São Luiz, bairro Partenon, eles viram Lauane e o namorado Bruno estacionar o Renault Mégane
- O casal foi abordado pelo grupo. Bruno entregou a chave, mas um tiro foi disparado.

- A bala atravessou o ombro de Bruno e atingiu o pescoço de Lauane. A universitária morreu no local.

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