SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ASSALTANTE É PERSEGUIDO E MORTO POR MORADORES

ZERO HORA 04 de abril de 2013 | N° 17392

Assaltante é morto na Zona Norte

Um homem foi morto pouco depois das 23h30min de ontem, na zona norte de Porto Alegre. Ele teria assaltado um taxista na Rua dos Coqueiros, bairro Rubem Berta. Em seguida, teria sido perseguido e morto por moradores.

Conforme informações preliminares repassadas à Polícia Civil pelo taxista, ao final de uma corrida, o homem, que até a 1h de hoje não havia sido identificado, anunciou o assalto. Após roubar um GPS, celular e dinheiro, teria fugido correndo, a pé. O motorista, então, teria gritado por socorro, alertando moradores.

Um grupo de pessoas teria perseguido o suposto ladrão, que foi morto com pelo menos um tiro. Há suspeita de que ele também tenha sido espancado, o que será analisado pela perícia.

Conforme o delegado Cristiano de Castro Reschke, o taxista relatou não ter visto se o homem estava armado.

– Acho que foi uma situação de ocasião. Tentativas de assalto a taxistas ocorrem. Até agora, não tem por que fazer um vínculo com fatos anteriores – afirmou o delegado.


4/04/2013 | 10h38

Jovem morto após assaltar taxista em Porto Alegre levou cerca de dez tiros. Assaltante tentou fugir correndo, mas foi detido por moradores da região


Corpo do assaltante foi encontrado em um terreno da Rua dos CoqueirosFoto: Jean Schwarz / Agencia RBS


O homem que foi morto no final da noite de quarta-feira, após tentar assaltar um taxista em Porto Alegre, levou cerca de dez tiros. A vítima foi identificada como Felipe Azevedo Pinto, de 20 anos.

Azevedo, que morava no bairro Vila Nova, zona sul da Capital, foi assassinado na Zona Norte, onde teria tentado assaltar um taxista na Rua dos Coqueiros, bairro Passo das Pedras. Ele tinha antecedentes por tráfico de drogas e esteve preso em 2011.

Conforme informações preliminares repassadas à Polícia Civil pelo taxista, ao final de uma corrida, o homem, anunciou o assalto. Após roubar um GPS, celular e dinheiro, ele teria fugido correndo, a pé.

O motorista, então, teria gritado por socorro, alertando moradores. Em seguida, foi atrás de socorro em um posto da Brigada Militar. Ao retornar para o local, o ladrão já estava morto em um terreno.

A suspeita é que um grupo de pessoas teria perseguido o homem. Os moradores da rua já foram convocados a prestar depoimento nesta semana.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Onde não há justiça, aparecem os bandidos, rebeldes e justiceiros. No Brasil, a impunidade é uma constante e a inoperância da justiça criminal um crua realidade. Isto pode estar levando pessoas ao estresse da indignação e impotência que transformam pessoas honestas em bandidos assumindo o papel de justiceiro, fazendo justiça pelas próprios mãos.  Fatos como esta da notícia e da morte no mercado público provam este gravíssimo e preocupante "estado emocional". E isto é muito perigoso, pois a impunidade alimenta estes atos. Está na hora dos governantes nos três Poderes agirem com rapidez para fazer uma profunda reforma na justiça criminal e nas leis penais para resgatar o controle e impedir que bandidos rendidos e pessoas inocentes sejam mortas pelas mãos de justiceiros.


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