SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

TURISTA É ESTUPRADA EM VAN NO RIO

G1 31/03/2013 21h45

Ação de suspeitos de estupro em van é filmada por câmera de posto no RJ. Dois suspeitos foram presos, terceiro continua foragido. Brasileira diz que também foi abusada pelos mesmos criminosos.

Do G1 Rio



A polícia divulgou imagens dos suspeitos de estuprar uma turista dentro de uma van em movimento, abastecendo o veículo em um posto de gasolina de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, na madrugada de sábado (30). De acordo com policiais, a turista e o namorado estavam sob poder dos criminosos no momento que as imagens foram gravadas, como mostrou o Fantástico deste domingo (veja o vídeo ao lado).

Wallace Aparecido Souza Silva, de 22 anos, e Jonathan Foudakis de Souza, de 20, foram presos. O terceiro suspeito continua foragido.

O namorado da vítima, também estrangeiro, estava no veículo, foi algemado, espancado com uma barra de ferro e roubado, assim como a mulher. Os dois foram liberados pelos criminosos em Itaboraí, na Região Metropolitana, após passarem cerca de seis horas em poder dos bandidos, da 0h às 6h. A identidade das vítimas não foi divulgada pela polícia.

“Eles se revezavam no motorista, na condução do veículo enquanto os outros dois atrás praticavam o crime de estupro e a violência contra o namorado da vítima com o veículo em movimento”, conta o delegado assistente da Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat), Rodrigo Brant.

Outra vítima
Segundo o delegado Alexandre Braga, titular da Deat, uma outra jovem reconheceu os suspeitos ao ver a reportagem no G1 publicada na noite de sábado. Segundo a mulher, que é brasileira, a mesma situação aconteceu com ela uma semana antes, no sábado (23). Os policiais a pegaram em casa e ela fez o reconhecimento oficial dos dois na delegacia.

Wallace, à esquerda, e Jonathan foram presos
na noite deste sábado (Foto: Lívia Torres/G1)

"Ela deu detalhes muito precisos do físico dos dois, como tatuagens, corte de cabelo, cor e altura. Eles também passaram basicamente pelos mesmos lugares. Ela também pegou a van em Copacabana, ia para o Centro do Rio, quando os suspeitos anunciaram um assalto, mandaram todos os passageiros descer e roubaram e estupraram a vítima, que foi abandonada em Niterói. Um dos suspeitos confessou os crimes e falou da participação dos outros dois suspeitos. O outro preso negou a violência sexual. Estamos obtendo informações para tentar identificar o terceiro suspeito do caso, que está foragido", contou o delegado.

O delegado disse não ter dúvidas quanto a participação dos três suspeitos nos casos de violência sexual contra a brasileira e os estrangeiros. Segundo Braga, eles vão responder pelos crimes de estupro, roubo com três causas de aumento de pena — utilização de arma (eles usaram uma barra de ferro para espancar o rapaz), concurso de pessoas (quando há mais de uma pessoa praticando um crime) e privação de liberdade das vítimas por período relevante de tempo — e corrupção de menores. Segundo as vítimas, um menor de idade, que desceu no meio do caminho, trabalhava como cobrador da van. As penas somadas podem chegar a 29 anos de prisão.
Van utilizada pelos suspeitos de estuprar turista
(Foto: Lívia Torres/G1)

O caso da brasileira foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói, na Região Metropolitana, onde a vítima foi abandonada pelos suspeitos. Agora, os dois casos serão investigados pela Deat.

Os dois suspeitos são moradores de São Gonçalo e foram presos por policiais da Deat. Um terceiro suspeito, cuja identidade não foi revelada, está foragido. Nenhum dos três tinha antecedentes criminais, segundo a Polícia Civil. À polícia, Jonathan disse que o terceiro suspeito, que está foragido, cometeu o crime contra a estrangeira. Ainda não foi divulgado se eles já têm advogado para representá-los.

Embarque em Copacabana

O delegado Alexandre Braga, da Deat, contou no sábado (30) que o casal embarcou na Avenida Nossa Senhora de Copacanana, na Zona Sul, em direção à Lapa, no Centro. Na van estavam apenas Jonathan, que seria o motorista, e o cobrador, um menor, que desceu durante o percurso. Wallace embarcou na altura da Rua Duviver, ainda Copacabana.

Outros passageiros entraram em seguida, mas, em Botafogo, foram obrigados a saltar, quando os suspeitos anunciaram um assalto. O namorado da turista foi preso com algemas e começaram os abusos. A única arma usada foi uma barra de ferro, segundo Braga.

Durante as seis horas em que permaneceram com o casal, os suspeitos pararam em Niterói, usaram o cartão da mulher para comprar bebidas em um posto e sacar dinheiro em um Banco do Brasil. Em São Gonçalo subiu o terceiro suspeito, que também estuprou a vítima.

Como o cartão da estrangeira estourou o limite, eles voltaram a Copacabana, ao prédio onde o casal mora, fizeram a mulher subir no quarto e pegar mais cartões, voltaram a São Gonçalo e realizaram novos saques. Em um posto de gasolina, compraram mais bebidas e, em outro, abasteceram o veículo.

Os estrangeiros foram liberados na BR-101, em Itaboraí, na Região Metropolitana, e procuraram a polícia. Os policiais iniciaram as investigações e conseguiram prender os suspeitos em casa, em São Gonçalo. Segundo a polícia, o proprietário do veículo não teria ligação com o crime, pois não estava presente e apenas o alugava para o motorista. A van fazia o percurso Niterói-São Gonçalo e a polícia trabalha com a hipótese de eles terem ido a Copacabana para cometer crimes.
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