SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SEGURANÇA COLABORATIVA


ZERO HORA 13 de maio de 2013 | N° 17431


Vítimas de roubos podem mostrar locais de ataques. Movimento incentiva a colocação de cartazes onde ladrões atuam para chamar a atenção das autoridades


Em tempos de retrocesso do Estado na divulgação de índices oficiais da criminalidade no Rio Grande do Sul, um movimento social prega uma nova forma de alertar a população sobre a violência nas ruas. É o projeto B.O. Coletivo. Ele chega às ruas em forma de cartazes colados em postes e muros para vítimas relatarem crimes sofridos, revelando às comunidades locais e para as polícias onde atuam os assaltantes.

A ideia de criar uma espécie de boletim de ocorrência policial alternativo surgiu entre jovens conhecidos como empreendedores sociais. Eles se reuniram semana passada na Capital, durante o OuiShare Fest Porto Alegre, um desafio de ativismo urbano, no qual são discutidas propostas de melhoria da qualidade de vida nas cidades. O evento foi em paralelo ao OuiShare Fest Paris, considerado o maior festival de economia colaborativa da Europa. Conforme a publicitária Giovanna Berti Previdi, o B.O. Coletivo visa a um mapeamento da criminalidade para auxiliar as comunidades a se precaverem da violência.

– As pessoas e as autoridades vão saber que o local é inseguro – diz Giovanna, lembrando que já existem bancos de dados na internet com informações de crimes inseridos por vítimas, mas destaca que os cartazes têm utilidade maior para quem não tem condições de acompanhar as informações pelos sites.

O cartaz contém a frase “
” e uma área em branco para as vítimas redigirem crimes sofridos, não só assalto como furto, sequestro, agressão.

– Sabemos de eventuais riscos aos cartazes com chuva, vandalismo e até informações falsas, mas contamos com o bom senso da comunidade. Buscamos apoio de associações de bairros e até de empresas para impressão em papel mais resistente – afirma a publicitária.

Giovanna espera que fotos dos cartazes sejam postadas na internet para ajudar em um possível levantamento estatístico dos locais.

O projeto nasceu na Capital, mas está sendo levado para Santa Cruz do Sul, onde mora Giovanna, e Caxias do Sul, onde vive outro integrante do grupo. Os primeiros cartazes, em Porto Alegre, foram colocados na Avenida Wenceslau Escobar, no bairro Tristeza, na Coronel Marcos, bairro Ipanema, e próximo à Praça da Encol, pelo publicitário Ricardo Maluf Gardolinski.

– Colei perto das paradas de ônibus, onde as pessoas ficam mais tempo – explica Gardolinski.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP), informou, por meio da assessoria de comunicação, que não poderia se manifestar, pois não dispunha de informações sobre o projeto. A partir deste ano, a SSP deixou de divulgar números mensais da criminalidade no Estado. As estatísticas passaram a ser informadas a cada três meses.

JOSÉ LUÍS COSTA





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