SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

TIROTEIO, ALTA VELOCIDADE E CRIANÇAS CHORANDO

ZERO HORA ONLINE 06/05/2013

Durou 15 minutos e parecia que não ia acabar, relata comerciante sobre ação de criminosos em Sarandi. André Ferronato é proprietário de uma padaria que fica a 20 metros da agência do Banco do Brasil assaltada na manhã desta segunda-feira


Bandidos usaram escudo humano para controlar situação em frente ao Banco do BrasilFoto: Ana Luiza Trein / Jornal A Região,Especial

Roberto Azambuja

Carros em alta velocidade, tiroteio, escudo humano e crianças chorando. Esse foi o cenário que se desenhou em apenas 15 minutos durante a ação de criminosos que assaltaram duas agências bancárias na manhã desta segunda-feira em Constantina e Sarandi, no norte do Estado.

Após deixarem Constantina, onde a agência do Banrisul foi assaltada, quatro homens teriam chegado em Sarandi a bordo de um automóvel Golf. Em alta velocidade, rumaram até a esquina da Avenida Expedicionário com a Rua Duque de Caxias e abordaram uma viatura da Brigada Militar próximo ao Banco do Brasil, conta André Ferronato, proprietário da Padaria Aurora, que fica a cerca de 20 metros da agência.

— Já desceram do carro atirando. Tiraram os coletes à prova de balas dos policiais e os desarmaram. Depois, trancaram o cruzamento e paravam quem passava por ali — relata Ferronato, que acompanhou toda a ação de dentro do seu estabelecimento.

O relógio marcava entre 11h30min e 11h45min, recorda Ferronato, horário de pico na cidade. A 50 metros dali, alunos da Escola Sarandi saíam da aula. Entre crianças e populares, cerca de 30 pessoas foram utilizadas como escudo humano em frente ao banco, na mira de dois criminosos vestidos com roupas pretas, toucas-ninja e portando armamento pesado. Ao mesmo tempo, os outros integrantes da quadrilha entravam na agência com os dois PMs para realizar o assalto.

— Tudo durou em média 15 minutos e parecia que não ia acabar mais. Fizeram o que quiseram. Há muita gente aterrorizada, chorando, muitas delas crianças. Toda a parte central da cidade foi controlada — revela o comerciante.

Depois do assalto ao Banco do Brasil, o bando saiu em fuga no Golf, em direção à saída da cidade que dá acesso ao município de Rondinha, com o porta-malas aberto e os PMs reféns dentro. No meio do caminho, uma viatura da Brigada Militar tentou interromper a fuga, mas, por meio do teto solar do veículo, os criminosos atiraram contra a polícia e seguiram adiante.

Conforme Ferronato, cerca de 200 metros depois, o automóvel capotou em uma ponte, onde há uma curva. Dois deles teriam fugido para um matagal na Vila Santa Catarina. Os outros dois roubaram outro veículo e cruzaram a cidade até chegar na empresa Samaq, revenda de máquinas e equipamentos pesados, que fica na saída da cidade pela BR-386.

No local, fizeram mais reféns, mas acabaram cercados pela polícia. Por volta das 13h15min, a dupla se entregou. Agora, as buscas são feitas na Vila Santa Catarina, em busca dos outros dois fugitivos. Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal estão mobilizadas no cerco.



Assaltantes do Banco do Brasil de Sarandi liberam reféns e se entregam à polícia. Dois criminosos invadiram revenda de máquinas e fizeram três pessoas reféns durante a fuga da agência


Bandidos fizeram reféns na agência do Banco do Brasil em SarandiFoto: Ana Luiza Trein / Jornal A Região / Especial


Dois criminosos que participaram do assalto à agência do Banco do Brasil de Sarandi, no norte do Estado, se entregaram à polícia no início da tarde desta segunda-feira. Eles haviam feito três pessoas reféns, entre elas duas crianças, em uma empresa de máquinas e equipamentos pesados durante a fuga, conforme a Polícia Civil.

A ação teve início ainda na noite de domingo, em Constantina, a cerca de 40 minutos de Sarandi. Depois de fazer o gerente do Banrisul e a mulher dele reféns em casa por volta das 21h de domingo, os quatro homens mantiveram o casal sob vigilância até a manhã desta segunda-feira.

Dois deles levaram o gerente ao banco para pegar dinheiro. Outros dois deslocaram-se até Boa Vista das Missões, onde deixaram a mulher e fugiram em um Civic. Após o crime, segundo a Brigada Militar, os mesmos bandidos assaltaram o Banco do Brasil, em Sarandi.

Eles fugiram em Golf, que acabou capotando durante a perseguição policial. Os bandidos trocaram tiros com uma viatura da Brigada Militar na Vila Santa Catarina. Pelo menos um militar estaria ferido.

Ainda durante a fuga, os bandidos teriam interceptado uma caminhonente F-250, que pertence ao Posto Colombo, após calçarem o funcionário que estava na direção conta a caixa do posto, Bruna Moi.

Próximo dali, na Avenida Sete de Setembro, que corta a Avenida Expedicionário, o Hotel San Francisco abrigou populares que estavam na rua e adentraram o estabelecimento para fugir do tiroteio.

— Nunca ninguém tinha visto isso aqui — relata Alceu Pasquetti, funcionário do hotel.

Segundo outra testemunha, Aline Luiza Berra, atendente de farmácia, populares afirmam que o bando estaria dividido e parte dele teria entrado na empresa Samaq, que fica à margem da BR-386, e feito uma família refém.


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