SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

VIOLÊNCIA SÁDICA


ZERO HORA 15 de maio de 2013 | N° 17433

Quadrilha torturava vítimas

Especializados em ataques a residências, criminosos que aplicavam choques e simulavam execuções foram presos ontem


JOÃO VITOR NOVOA

Cinco integrantes de uma quadrilha que se especializou em torturar donos de residências durante assaltos, aplicando choques, ameaçando atear fogo em vítimas encharcadas em álcool e simulando execuções foram presos pela Polícia Federal, em Novo Hamburgo. O grupo, que aterrorizou pelo menos 14 famílias, é suspeito de atacar uma juíza federal em Ivoti, em novembro passado. Outros 11 integrantes do bando estão presos desde fevereiro.

– Um dos presos pela PF trabalhava como lixeiro. Ele sabia da rotina da cidade. Depois, ele ou algum outro integrante da quadrilha ficava atrás das famílias-alvo por dias ou até semanas – explica o delegado da Polícia Civil de Ivoti, Clóvis Loureiro, responsável por acompanhar os primeiros passos da investigação dos 14 assaltos do bando criminoso no Vale do Sinos e nos municípios de Paraí, Pantano Grande, Rio Pardo e Nova Petrópolis, na Serra.

Após monitor o alvo, a fase de ação. Pelo menos dois assaltantes arrombavam a porta dos fundos das residências, amarravam as vítimas e chamavam os outros integrantes, que circulavam pela cidade para não serem percebidos pela polícia.

– A marca registrada deles era a coronhada na cabeça. Agrediam as vítimas logo quando chegavam às casas para “tocar o terror” e ficavam, em média, uma hora e meia no local – ilustra Ricardo Peracchi, chefe de investigação em Ivoti, uma das cidades onde o bando mais atuou nos últimos meses.

Outra forma de a quadrilha agir consistia em desligar o disjuntor da casa. Quando algum integrante da família percebia que a residência era a única na vizinhança sem iluminação, saía à rua para religá-lo. Nesse momento, o bando atacava e rendia as vítimas. Com os cinco criminosos, foram encontradas armas, dinheiro e um quilo de maconha. Eles foram detidos nos bairros Roselândia e Canudos e na favela da Coreia, em Novo Hamburgo, na Operação Ivoti, da Polícia Federal. Outros dois integrantes da quadrilha tiveram suas saídas negadas do semiaberto na manhã de ontem.


Assalto a juíza federal mobilizou PF

A deflagração da Operação Ivoti com o gigantesco efetivo de 40 agentes da Polícia Federal, 25 militares do Batalhão de Operações Especiais, oito integrantes do serviço de investigação da Brigada Militar e mais cinco policiais do canil do Estado, só foi possível porque criminosos invadiram a residência de uma juíza federal, em Ivoti.

Após aterrorizar a magistrada e o filho dela, um adolescente de 16 anos, eles fugiram roubando objetos pessoas – entre eles, um celular funcional, que pertence à Justiça Federal. Era a deixa para a PF entrar no caso. A casa da magistrada foi invadida pelo bando em 24 de novembro. Em vez de a Polícia Civil ser a responsável por conduzir a investigação, como de praxe, foi a federal que montou a operação.

– Nós começamos as investigações no mesmo dia do assalto à casa dela. Na semana seguinte, a Polícia Federal pediu as informações que nós coletamos. Não entendi o porquê – disse o delegado de Ivoti, Clóvis Loureiro.

Quem explica é Aldronei Rodrigues, delegado que liderou as investigações:

– Eles roubaram acessórios da Justiça Federal, como um aparelho celular funcional.

Conforme o delegado, a juíza não estava conduzindo processos relacionados a nenhum dos integrantes da quadrilha presa ontem.



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