SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

FÚRIA DO CRIME


ZERO HORA 03 de julho de 2013 | N° 17480

Quadrilha rouba ônibus, invade casa e mata homem
Moradores de Alvorada viveram noite de terror com ofensiva violenta de grupo contra rival do tráfico


Em uma ação sem precedentes, um grupo de criminosos roubou um ônibus, investiu com o veículo do transporte coletivo contra duas casas – uma delas por engano – e matou um homem na noite de segunda-feira. A ação aterrorizou moradores do bairro São Pedro, em Alvorada, na Região Metropolitana.

– Parecia um filme. Só acredito que é verdade porque estou vendo o ônibus e escutei mais de 30 tiros.

A frase de um morador da Rua Loureiro da Silva resume bem como ficou o clima na vizinhança após o crime. No ataque, no qual o bando se atrapalhou na hora de derrubar o muro da casa-alvo, 16 traficantes tentaram matar um rival na boca de fumo dele. Mas o homem conseguiu fugir pelos fundos da residência, cujo muro de 2m50cm de altura e parede dupla foi derrubado. Primo dele, João Carlos Roman Neto, 27 anos, aparentemente pagou caro por enfrentar a quadrilha.

– O João Carlos não era do tráfico, trabalhava e tinha um filhinho de um ano. Há uma semana, veio para a vila. Morreu de graça – contou um tio da vítima e do primo dela, desaparecido até a noite de ontem.

Roman estava numa casa distante cerca de 50 metros da ação. Ele disparou contra os criminosos, que revidaram.

– Ele estava no Exército até um ano atrás, achava que atirava bem. Mas, contra 16? – lamentou o tio.

Ao ver a quantidade de inimigos, já ferido, ele voltou para dentro de casa. Mas os criminosos o perseguiram e o executaram. Conforme a Delegacia de Homicídios, cerca de 30 cartuchos deflagrados de calibres 12, 9 mm, .40 e .380 foram recolhidos. No local, policiais encontraram maconha e cocaína. Eles acreditam que o traficante tenha conseguido levar armas e drogas na fuga.

– Em 31 anos de polícia, 10 deles em homicídios, nunca vi nada igual. Isso é terrorismo, passaram de qualquer limite – disse o investigador Heron Vasconcelos.

A polícia tem certeza de que criminosos de Canoas, Alvorada e Porto Alegre participaram da ação. De quadrilhas diferentes, todos eram desafetos de Rafinha e teriam resolvido se juntar contra ele.

EDUARDO TORRES E RENATO GAVA



A AÇÃO DO BANDO


Criminosos disparam mais de 15 tiros contra vítima que revidou ataque


Às 21h de segunda-feira, pelo menos quatro homens atacam o ônibus da linha Frederico Dihl/Stella no ponto final (imagem acima), na Rua Loureiro da Silva, bairro São Pedro. Obrigam o motorista e a única passageira a descer, tomam o volante e arrancam.

Uma caminhonete, um Palio Weekend e outro carro, todos cheios de homens, dão suporte à ação. Com o ônibus, o bando roda por cerca de 300 metros e joga o veículo contra o muro de uma casa. Quando os criminosos, armados, se preparam para entrar, um deles grita: “Casa errada!

O motorista dá marcha a ré por cerca de 50 metros, toma novo embalo e colide em outra casa.

O muro de 2m50cm de altura e parede dupla não resiste. Criminosos invadem o local e dão vários tiros. Mas o dono da boca de fumo havia fugido pelos fundos.

Do outro lado da rua, distante 50 metros, o primo do traficante, João Carlos Roman Neto, dispara contra os criminosos – a polícia acredita que ele não havia percebido que eram cerca de 16 bandidos.

Fortemente armados, todos os criminosos partem para a casa do segurança. Permitem que um menino de oito anos e uma menina de 11 anos saiam. Mataram a vítima com mais de 15 tiros.


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