SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 13 de julho de 2013

VEREADOR É ASSALTADO E TEM FILHO FERIDO POR BANDIDOS

ZERO HORA 13 de julho de 2013 | N° 17490

AÇÃO VIOLENTA. Trio agride vereador e atira no filho em assalto

Parlamentar de São José do Herval reagiu a ataque ao chegar em casa


Em uma ação violenta que aterrorizou um família do Interior, três homens encapuzados assaltaram a casa de um vereador de São José do Herval, no Vale do Taquari, na noite de quinta-feira.

Em meio ao roubo, Luiz Martins da Cunha, 61 anos, chegou à residência, onde estavam a mulher e o filho, e reagiu.

O vereador relatou a Zero Hora que inicialmente pensou que o ataque era uma brincadeira de um vizinho. Segundo Cunha, ao estacionar a caminhonete em frente de casa, um assaltante surgiu e o ameaçou com uma arma, dizendo que iria atirar:

– Eu disse: “Então atira”, porque achei que era um vizinho brincando, ele costuma fazer essas brincadeiras.

O vereador contou que, quando se deu conta que se tratava de um assalto, se atirou no chão e quase foi atingido por um tiro. Em seguida, avançou contra o criminoso e levou uma coronhada na cabeça.

Segundo a Polícia Civil, a mulher do parlamentar, Célia Terezinha Santos da Cunha, 57 anos, também foi agredida com socos e pontapés durante quase uma hora em que ficou sob poder dos ladrões. O filho do casal, Célio Luiz da Cunha, de 28 anos, foi baleado ao tentar sair da casa – levou tiros na virilha, no peito e em um braço. Cunha passou por cirurgia e não corria risco de vida.

Os assaltantes teriam fugido em um veículo conduzido por um comparsa e levaram cerca de R$ 2,5 mil. A maior parte do dinheiro, cerca de R$ 2 mil, havia sido arrecadada em uma festa da igreja no final de semana. Cunha é presidente da paróquia.

A Brigada Militar fez buscas ainda durante a noite na região onde a família de agricultores mora, na localidade de Linha Vista Alegre, e prendeu um homem que tinha um mandado de prisão. A polícia vai investigar o caso e verificar se o detento pode ter envolvimento com o assalto.

VANESSA KANNENBERG


ENTREVISTA

“Senti um tiro passar de raspão na cabeça”

LUIZ MARTINS DA CUNHA/Vereador de São José do Herval



A caminho do hospital para visitar o filho, o vereador Luiz Martins da Cunha, 61 anos, conversou com a Zero Hora e contou como ocorreu o assalto na noite de quinta-feira. Leia trechos da entrevista:

Zero Hora – Como o assalto teve início?

Luiz Martins da Cunha – Eu cheguei em casa e minha mulher e meu filho estavam trancados. Eu tinha saído pra ajudar na mudança de um amigo. Quando estacionei a caminhonete na frente de casa, saltou um (assaltante) na minha frente com uma arma. Ele apontou a arma para mim, e eu me atirei no chão. Eu senti um tiro passar de raspão na minha cabeça.

ZH – O senhor reagiu?

Cunha – Sim. Eu me levantei e fui na direção dele, peguei no cilindro da arma, e andamos por uns 20 metros, eu gritando por socorro e segurando a arma. Daí ele me deu uma gravata e uma coronhada na cabeça. Nisso, meu filho estava saindo de dentro da casa, discutindo com um assaltante. Aí atiraram nele. Ele levou três tiros, na virilha, no peito e no braço. Eu continuei gritando por socorro. Antes já tinham batido na minha mulher, jogaram ela no chão e pisaram nela.

ZH – E os assaltantes fugiram?

Cunha – Sim, tinha mais um homem num carro e eles se mandaram. Eu fui no vizinho pedir socorro, como demorou pra vir eu mesmo levei meu filho na caminhonete por quatro quilômetros até o hospital. Depois, ele teve de ser levado para o hospital de Lajeado.

ZH – Como o senhor se sente?

Cunha – Fico sem saber o que fazer. Indignado com a falta de segurança. Aqui só temos uma equipe de brigadianos e à noite fica sem nenhum. O governo tem que reforçar a polícia. É horrível ficar assim, não temos sossego, porque pode acontecer de novo a qualquer momento.
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