SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

BALAS ZUNINDO!


ZERO HORA 07 de agosto de 2013 | N° 17515

PAULO SANT’ANA


O dia de ontem foi de tiroteios e enfrentamento entre polícia e infratores.

No bairro Humaitá, um vigilante, furioso com sua mulher, tentou sequestrar seus vários filhos, conseguindo só aprisionar um enteado, que manteve em cárcere privado por mais de oito horas, negociando com a polícia.

Estava armado o vigilante e ameaçava o sequestrado, felizmente a polícia mediou um feliz desfecho.

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Quatro homens renderam um casal no bairro Jardim Algarve, em Alvorada, ainda ontem, pela tarde.

Um dos criminosos acertou um tiro no rosto de Alvelino Biasis, que restou em estado gravíssimo no hospital.

Houve tiroteios no bairro Santana e em outros locais da Capital.

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Já em Santo Antônio das Missões, três homens assaltaram pela manhã uma agência bancária, davam tiros a esmo pela cidade, até que a polícia perseguiu-os por uma estrada, sendo capturados e a quantia roubada do banco foi resgatada pela polícia, que teve só um policial ferido à bala, mas sem gravidade.

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Com tudo isso, como se explicam os defensores do Estatuto do Desarmamento?

Quando vieram com essa balela, escrevi várias vezes que iam acabar os cidadãos de bem desarmados e ainda mais armados até os dentes os bandidos.

O certo seria que todo mundo se desarmasse mas com a garantia de que as ruas seriam tranquilas. Nada disso, os desarmados enfrentam fuzilarias.

Uma vergonha. E o Estatuto do Desarmamento se constituiu por isso numa trapaça.

Não era difícil prever que o estatuto era uma armadilha para os brasileiros que só sonhavam em ter uma arma para reagir em caso de agressão ou ameaça.

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Num bairro de Porto Alegre onde há tiroteios quase todos os dias, a imprensa ouviu uma senhora, mãe de vários filhos.

O repórter perguntou a ela se se intranquilizava com os tiroteios rotineiros que havia ali por cerca de onde morava.

Resposta da senhora: “Não se preocupe, nós nem ligamos para os tiroteios. Aqui as balas entram por um ouvido e saem pelo outro”.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Pois é, a impotência da sociedade é tão grande que o crime está se tornando rotina, proporcionando tanto o descaso político como a resignação da própria população. A resposta dada pela senhora - “Não se preocupe, nós nem ligamos para os tiroteios. Aqui as balas entram por um ouvido e saem pelo outro” - é sinal desta contaminação que faz as pessoas aceitarem a situação de insegurança como algo comum e parte da convivência em sociedade. É um sinal muito ruim, já que a população se acomoda, capitula e deixa de reclamar e de exigir uma pronta reação política e judiciária.
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