SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 17 de agosto de 2013

EMPRESÁRIO EXECUTADO NA FRENTE DO FILHO DE 12 ANOS

ZERO HORA 17 de agosto de 2013 | N° 17525


TAIS SEIBT

A SANGUE-FRIO. Crime ocorreu ontem, quando Zelomar Ortiz levava o garoto para a escola



Após ser afastado do carro do pai por um homem desconhecido, o adolescente de 12 anos correu em direção ao Centro de Ensino Médio Pastor Dohms, em Capão da Canoa, gritando: – Mataram meu pai! Mataram meu pai!

O garoto foi cercado por alunos e professores que tentavam acalmá-lo. Diante da movimentação, o cantineiro correu para a rua.

– Pensei que tivessem atropelado uma criança. Quando eu cheguei perto do carro, a porta estava entreaberta e vi o corpo baleado lá dentro – relata o homem, que pediu para ter o nome preservado.

Testemunhas contam que um carro preto teria encostado ao lado da camioneta do empresário do ramo de automóveis Zelomar Ortiz, 52 anos. Um homem teria descido, retirado o garoto do banco do carona e atirado. Três disparos certeiros em direção à cabeça, provavelmente com uma pistola .40, segundo a perícia preliminar.

O que intriga é que nenhum morador do prédio em frente foi despertado pelo som dos tiros, pouco antes das 7h30min de ontem. Nem mesmo professores e alunos da escola escutaram o ruído, o que aventa a hipótese de ter sido usado um silenciador.

– Foi uma ação muito discreta e muito rápida – comenta o diretor da escola, Éverson Dummer.

A discrição foi grande também na hora de remover o corpo do local, para evitar que os alunos pudessem ver a cena. O fotógrafo local Carlos Alberto de Deus da Rosa, que acompanhou os trabalhos, conta que, depois que a perícia terminou os procedimentos, o guincho removeu o carro com o corpo ainda dentro.

O filho de Ortiz passou a manhã inteira acompanhado pelo Serviço de Orientação Educacional. Estava visivelmente nervoso e muito falante, conforme o diretor da escola. A pedido dele mesmo, a mãe do aluno foi avisada do que tinha acontecido. Prontamente, ela se deslocou da Região Metropolitana para buscá-lo.

Família havia deixado Gravataí havia 15 dias

O menino e a irmã dele, de 11 anos, aluna da mesma escola no turno da tarde, tinham se mudado para a cidade do Litoral Norte com o pai e a madrasta havia cerca de 15 dias. Ao solicitar a matrícula para os filhos há um mês, faltando uma semana para o fim do primeiro semestre letivo, Ortiz relatou ao diretor que tinha resolvido sair de Gravataí em busca de mais segurança e tranquilidade.

Até pelo pouco tempo na cidade, a família não tinha muitos vínculos. Nem mesmo no condomínio fechado em que viviam já tinham estabelecido uma rotina. Sabe-se, apenas, que Ortiz costumava levar e buscar os filhos na escola, tanto pela manhã quanto à tarde. Segundo o gerente do residencial, a mulher de Ortiz estaria aguardando em casa, com familiares, os preparativos para o sepultamento. A funerária contratada pela família, com sede em Osório, informou que o corpo seria encaminhado para Cachoeirinha.

A delegada Walquíria Meder, que investiga o caso, diz já ter suspeitos da autoria do crime, mas não fornece mais informações para não prejudicar as investigações. O motivo, porém, seria vingança.

Segundo o tenente-coronel Paulo Ricardo Garcia da Silveira, comandante do 2º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas da Brigada Militar, veículos são fiscalizados na região.

– Sabemos apenas que era um carro preto. Havia uma câmera privada no prédio em frente, mas a falta de foco da imagem não permitiu sequer identificar o modelo do veículo – diz o comandante.

TAÍS SEIBT | CAPÃO DA CANOA

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Mais uma execução para a polícia investigar e ser tratada depois por uma justiça morosa amparada por leis ruins e brandas patrocinadas pelos ausentes e descomprometidos legisladores que o povo coloca no Congresso como representantes. 
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