SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

OPERAÇÃO FREIA GUERRA DO TRÁFICO EM POA

ZERO HORA 02 de agosto de 2013 | N° 17510

EDUARDO TORRES

OFENSIVA POLICIAL. Operação freia guerra do tráfico na Capital


A Polícia Civil acredita ter cortado na Vila Safira, bairro Mario Quintana, o estopim da guerra que, desde o começo do ano, leva terror às ruas da Vila das Laranjeiras, no Morro Santana, zona leste de Porto Alegre. Na manhã de ontem, quatro pessoas foram presas.

Nos últimos quatro meses, 10 pessoas acabaram na cadeia. De acordo com o delegado Marcus Viafore, a ação conjunta entre o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e a Divisão de Homicídios foi providencial.

– Tivemos que acelerar a operação para evitarmos mais mortes – afirma o delegado.

O principal alvo da Operação Duplo Golpe, no entanto, não estava na Safira, mas em uma das celas da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), onde José Dalvani Nunes Rodrigues, o Minhoca, 30 anos, cumpre pena por roubo. Ele estaria dando as ordens – com status de gerente da facção Bala na Cara –, sem concorrentes, no tráfico do bairro Mario Quintana. Entre os objetivos do bando estava a tomada da Vila das Laranjeiras.

De acordo com o diretor de investigações da Divisão de Homicídios, delegado Cristiano Reschke, há elementos relacionando a quadrilha a pelo menos três das oito mortes entre as duas vilas desde o final do ano passado.

Bandidos incendiaram seis casas em junho

Entre as vítimas estaria Sidnei dos Santos, o Chicão, até então líder do tráfico na Vila das Laranjeiras. No começo de junho, ele foi executado com tiros na cabeça – a marca dos Bala. Desde então, mesmo sem rivais, a Gangue dos Minhocas mantinha a determinação de tomar violentamente não só os pontos de tráfico, mas toda a comunidade.

Uma semana depois da morte do Chicão, homens com os rostos cobertos incendiaram seis casas, mataram um homem e tentaram matar outro. Nas semanas seguintes, as ameaças e expulsões de moradores, supostamente relacionados ao antigo bando, continuaram.

– Não pode ser considerado um território dominado pelos Bala na Cara. Eles ainda estavam no processo de tomada da vila. E isso tinha de parar – afirma Marcus Viafore.

Postar um comentário