SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

TIROTEIO, PÂNICO E REVOLTA DE UMA CIDADE

ZERO HORA 07 de agosto de 2013 | N° 17515

VANESSA KANNENBERG

PÂNICO NAS MISSÕES. Em 20 minutos, mais de 200 tiros. Depois de assalto e perseguição, policial militar acaba ferido em tiroteio


Três municípios do interior do Estado, que juntos somam pouco mais de 10 mil habitantes, foram abalados ontem por dois assaltos. Nos dois casos, gerentes de bancos foram feitos reféns, mas somente em um deles o roubo foi bem-sucedido (leia mais na página ao lado).

Em São Paulo das Missões, três assaltantes levaram R$ 107,8 mil da agência do Banco do Brasil. Na troca de tiros, foram efetuados mais de 200 disparos, segundo a polícia. Um brigadiano foi atingido na cabeça. A cidade foi paralisada durante a movimentação.

– Sem dúvida, é um dos maiores assaltos já ocorridos na região, tanto pela quantia roubada quanto pelo alto número de tiros efetuados – afirma o delegado Afonso Stangherlin.

Armados e usando toucas-ninja e roupas camufladas, os assaltantes chegaram à agência por volta das 10h30min, desarmaram o guarda e invadiram o banco, que fica no centro do município. Segundo o delegado, em seguida a Brigada Militar fez o cerco e iniciou a troca de tiros. Os assaltantes conseguiram furar o bloqueio e fugiram em um Kadett, levando R$ 107,8 mil da agência. Na saída, encontraram o gerente e o levaram como refém.

– Houve novo confronto na Vila Dona Otília, mas como um trator bloqueou a passagem, os bandidos fugiram a pé, e o refém conseguiu escapar. Nesse confronto, um soldado foi atingido na cabeça. Depois teve mais troca de tiros – relata Stangherlin.

Os assaltantes fugiram em direção ao município de Roque Gonzales, que fica na divisa com São Paulo das Missões, e se esconderam em um matagal. Cerca de três horas depois, a força-tarefa montada pela BM de diversos municípios da região, com reforço da Polícia Civil, prendeu o trio em flagrante.

Os suspeitos foram identificados como Horacilino Batista da Silva, 72 anos, Ivo Johnson Moura da Rosa, 32 anos, e João Carlos de Moura, de idade não confirmada. Segundo a polícia, eles são moradores de São Nicolau, a cerca de 60 quilômetros do local do assalto, e todos têm antecedentes criminais, incluindo roubos, furtos e homicídios.

Além do dinheiro roubado do banco, a polícia recuperou cinco armas, entre elas uma espingarda calibre 12 e duas pistolas de 9 mm, de uso restrito do Exército e fabricadas na Argentina.

O PM baleado foi medicado e passa bem. Diversas viaturas e veículos de moradores foram alvejados, mas não há registro de outros feridos.


ENTREVISTA > DIEGO MARSCHAL, morador

“Parecia filme de guerra”

Testemunha do assalto ao Banco do Brasil de São Paulo das Missões, o consultor de vendas Diego Marschal, 27 anos, viveu momentos de pânico quando chegava ao trabalho, praticamente em frente à agência.

Zero Hora – Como foi o assalto?

Diego Marschal – Tinha acabado de chegar, quando ouvimos três estouros. Pensando que fosse problema na fiação elétrica da rua, eu e meus colegas fomos ver o que era. Nisso, passou uma senhora gritando “É tiro, é tiro, é tiro!”. Aí a gente olhou para dentro do banco, que fica na diagonal da loja, e vimos os bandidos lá dentro.

ZH – Qual foi a sua reação?

Marschal – Pânico. A gente mora em cidade pequena e não está acostumado a cenas como essa. Parecia que estávamos em um filme de guerra. Todo o comércio fechou as portas.

ZH – E como foi o tiroteio?

Marschal – Durou uns 20 minutos. Era muito estouro. A Brigada de um lado, e os bandidos do outro, trocando tiro a todo momento. Foi assustador.




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