SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

UMA VIA CAMPEÃ DE ROUBOS NO CENTRO DE POA


ZERO HORA 14 de agosto de 2013 | N° 17522

CAROLINA ROCHA

AVENIDA INDEPENDÊNCIA

Ruas próximas à Santa Casa registraram o maior número de ocorrências na região, no mês passado



Uma das principais vias de Porto Alegre, em frente a um dos mais movimentados centros hospitalares do Rio Grande do Sul, é a campeã de assaltos na região central em julho: a Avenida Independência. Com a Rua Professor Annes Dias e com a Praça Dom Feliciano, soma 25 ataques com faca ou arma de fogo, só no mês passado. As estatísticas constam de levantamento com base em ocorrências da 17ª Delegacia da Polícia Civil, que cobre a área.

As duas ruas e a praça, que formam uma das regiões com mais intensa circulação do Centro, ficam junto à Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Diariamente, 30 mil pessoas, entre funcionários, pacientes e visitantes, circulam pelo complexo hospitalar. Grande parte vem do interior do Estado, como a doméstica Rosi Lima Lopes, 39 anos, de Rosário do Sul, que na segunda-feira acompanhava uma vizinha em uma consulta.

Comerciante reclama de falta de policiamento

O fato de não conhecerem o Centro e não estarem habituadas ao grande movimento as torna vítimas preferenciais dos assaltantes.

– Eu venho toda a segunda-feira. Não trago nem relógio, pulseira ou anéis. Só meu crucifixo franciscano. Quanto menos chamativo, melhor – conta a professora de educação infantil Leandra Maria Bertoglio, 46 anos, moradora de Canela.

A falta de policiamento ostensivo também é reclamada por quem circula nas proximidades do hospital. Um comerciante já viu pelo menos uma dupla cometendo assaltos na avenida, perto das escadarias do túnel da Conceição. O caminho é muito usado por quem deixa o hospital para seguir rumo à rodoviária ou pegar o Trensurb.

– Um dá uma gravata, e outro encosta uma faquinha. Normalmente, atacam jovens, estudantes, mulheres. Depois, fogem por dentro do túnel e ninguém mais os acha – relata o comerciante.

Outra pessoa com estabelecimento na área ressalta que os roubos ocorrem, em geral, nas proximidades da Júlio de Castilhos com a Annes Dias e, também, na Praça Dom Feliciano, nas paradas de ônibus.


Além dos pedestres, veículos estão na mira

Não são só assaltos que preocupam as autoridades naquela região do Centro. A Rua Sarmento Leite, no entorno da Santa Casa, é a segunda via com mais furtos de veículos de Porto Alegre. Até maio, 22 veículos foram furtados ali, neste ano. Outros três, roubados. A rua perde apenas para a Ramiro Barcelos, já famosa por ser a rua com mais furtos de veículos em Porto Alegre.

Na esquina da Sarmento, a Avenida Independência também figura na lista das 20 ruas com mais ataques. É a 19ª colocada, com nove furtos e quatro roubos em cinco meses.

Para o delegado Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Roubo e Furto de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o Centro sempre foi uma área com mais furtos do que roubos. Isso porque em geral são carros mais antigos, sem alarmes ou corta-corrente.

– Ali vem gente de todos os locais do Estado, com todos os tipos e modelos de veículos. As quadrilhas procuram esses locais por que sabem da variedade que se encontra ali – explica o delegado.

Outro fator que atrai os ladrões é saberem que, como a maioria dos veículos pertence a familiares de pacientes, ou a visitantes, geralmente ficam estacionados por horas.


A cada dia, 4 ataques

Na semana passada, o Diário Gaúcho mostrou que, a cada dia de julho, quatro pessoas foram assaltadas no centro de Porto Alegre. O horário preferido dos criminosos é das 16h às 21h, quando muitos trabalhadores estão retornando para casa. A quantidade preocupa a polícia, pois pode culminar em latrocínio (roubo com morte).

No caso dos assaltos praticados no entorno da Santa Casa, o horário preferido dos ladrões é o comercial. Das 8h às 20h, quando acontece a maior parte das consultas, e é o horário de visitas a pacientes, ocorreram 13 dos 25 assaltos. O segundo horário com mais ataques é após as 20h. Foram sete ataques das 20 até as 5h. E, no horário de chegada dos funcionários, das 5h às 8h, foram cinco assaltos.

Na semana passada, o Diário Gaúcho entrevistou o comandante da 1ª Companhia do 9º Batalhão de Policiamento Militar, capitão Euclides Maria da Silva Neto, admitiu que a maior parte dos roubos ocorria no turno da noite. Euclides disse ainda que a BM colocaria uma patrulha central, a pé, a partir dessa semana, composta de um sargento e três PMs que não atenderiam chamados do 190. Fariam apenas rondas e policiamento preventivo.

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