SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O COLETE DA CAPITÃ

O SUL, 10/10/2013


WANDERLEY SOARES

Quantas mulheres policiais tem coletes balísticos disponibilizados nas 24 horas do dia?


Na madrugada de sábado último, em Gravataí, no bairro Vila Rica, a capitã da Brigada Militar Deise Kologeski, ao interceder para evitar que um assalto fosse consumado, foi recebida a tiros junto com o motorista da viatura que ocupavam. Como é da rotina em episódios como este, houve um tiroteio e a capitã, atingida na altura do peito por um dos disparos, restou ilesa graças a seu colete balístico, também chamado de colete a prova de balas. Ao lembrar meus tempos de repórter do cotidiano policial, creio que este acontecimento, por todas as conotações que ele envolve, mereceria uma abordagem bem mais ampla do que ganhou em nossa mídia, até porque é inevitável deixar de lembrar o faroestão Dólar Furado. No entanto, abstendo-me de me aprofundar em feeling jornalístico, abordo questões da maior simplicidade e, ao mesmo tempo, da maior gravidade relativas ao tratamento que é dado pelo governo aos profissionais de polícia. Sigam-me.


O Estado e os coletes


Ao se considerar que os policiais (militares e civis, homens e mulheres) não são policiais apenas quando estão no cumprimento de sua jornada de trabalho, mas que estão à disposição da segurança de seus concidadãos, entre os quais seus familiares, nas 24 horas do dia, contam eles, permanentemente, com coletes balísticos disponibilizados pelo Estado? É verdade que parte dos policiais adquire seus próprios coletes? Somente para as mulheres, qual é a carência deste equipamento? O episódio vivido pela capitã Deise, portanto, envolve estas pequenas e graves questões que estão um tanto ocultas diante da euforia da Copa.


Posto da Brigada


A partir de ontem, o 9 BPM disponibilizou um Posto Móvel junto à Usina do Gasômetro, com funcionamento de segunda-feira a domingo, das 8h às 20h, para o atendimento, encaminhamento de ocorrências e orientações gerais à população.


Poesia


Além da carência de policiamento ostensivo-preventivo, problema generalizado no Estado, quando se trata de municípios do interior, longe da Capital, é comum que para lá sejam enviados comandantes não identificados com a região e que fazem apenas o papel de nuvens passageiras ou de chuvas de verão. Poesia é coisa gostosa, mas nem sempre dá certo quando se trata de segurança pública.


Crianças vigiadas

O vereador Delegado Cleiton (PDT) protocolou no Legislativo projeto de lei que obriga as creches privadas de Porto Alegre a instalarem câmeras de monitoramento em tempo real, através da rede mundial de computadores. O acesso, de acordo com o parlamentar, garantirá tão somente o acompanhamento das atividades das crianças no estabelecimento pelos pais ou responsáveis. É uma ideia que merece atenção muito especial.
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