SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 26 de outubro de 2013

QUADRILHA INVADIA CASAS


ZERO HORA 26 de outubro de 2013 | N° 17595

FIM DE JOGO. Detida quadrilha que invadia casas

Investigado há dois anos, bando atuava na Serra e no Vale do Taquari



Parte de uma quadrilha especializada em arrombamentos e assaltos a residências de classe média alta foi desarticulado pela Polícia Civil. O grupo agia na Serra e no Vale do Taquari.

Integrantes do Bando do Sampate, investigado há pelo menos dois anos, Cleber Juliano Ferreira, 33 anos, Osvaldo Sampate da Silva, 49 anos, Alexandre Tavares da Silva, 41 anos, e Edinarte Vieira da Silva, 54 anos, foram presos em flagrante por volta das 18h30min de quinta-feira. Os quatro estavam em um Vectra e em um Scenic, na Rua Major José Batista, no bairro Rio Branco, em Caxias do Sul. Nos veículos, foram apreendidos moedas, relógios, roupas, joias e perfumes, entre outros objetos. Com o grupo, também foram encontrados chaves mixa (que abrem qualquer porta), pistola calibre 6.35 e munições calibre 38, 32 e 22.

Dos quatro presos, apenas Ferreira é morador de Caxias. Ele seria responsável por dar as coordenadas de possíveis alvos aos comparsas. Os demais são de Balneário Camboriú (SC) e viriam à região serrana por períodos específicos para praticar os crimes. A partir das informações privilegiadas, eles escolhiam casas, apartamentos e prédios de classe média e alta para arrombar.

– Eles faziam um levantamento das casas e ficavam monitorando a movimentação. Quando não havia ninguém, eles entravam. Se por acaso deparassem com algum morador, o arrombamento virava assalto – disse o comissário Carlos Souza, da Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec).

Material apreendido teria sido furtado em casa de Lajeado

Na tarde de quinta-feira, investigadores da Defrec receberam a informação de que o grupo estaria na Rua Major José Batista. Com o apoio de agentes da Delegacia de Homicídios, os policiais foram até o endereço e encontraram os homens com os veículos parados. Na abordagem, Sampate apresentou documentos falsos, mas acabou reconhecido em razão das investigações. O quarteto não revelou a procedência do material apreendido. Ao pesquisar as ocorrências, os agentes chegaram a uma casa arrombada horas antes em Lajeado, no Vale do Taquari. A proprietária foi até a delegacia de Caxias do Sul e reconheceu parte dos objetos.

O bando também é suspeito de levar equipamentos eletrônicos de três apartamentos de um prédio no bairro Pio X, na terça-feira. Os moradores do imóvel reconheceram os pertences.

Segundo Souza, Sampate tem registros por arrombamento e assalto a residência – o primeiro, em 2003. Ferreira tem passagens por furto qualificado, estelionato e furto em veículo. Alexandre e Edinarte não têm registros no Estado. Outras pessoas, além do quarteto detido, podem estar envolvidas e são investigadas.

– Tínhamos informações de crimes que eles cometiam, mas era difícil provar porque ninguém fazia o reconhecimento. Dessa vez, foram pegos em flagrante – afirma Souza.

O grupo vai responder a processo por receptação, formação de quadrilha e porte ilegal de arma. À polícia, Edinarte declarou que só falará à Justiça, e Sampate negou participação nos crimes. Alexandre alegou ter comprado parte do material apreendido de uma pessoa desconhecida, e Ferreira declarou ter comprado alguns objetos de Alexandre.

Os quatro foram encaminhados à Penitenciária Industrial de Caxias do Sul (Pics).

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