SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

VÂNDALOS ATACAM MORADIA DO PREFEITO DE PORTO ALEGRE


ZERO HORA 16 de outubro de 2013 | N° 17585

CENTRO HISTÓRICO. Vidro de prédio onde mora prefeito da Capital é quebrado


O edifício onde mora o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), teve a fachada alvejada na noite de ontem, no Centro.

O prédio, em frente à Praça da Matriz, tem tapumes para evitar atos de vandalismo. Parte dessa proteção foi arrancada, e vidros da entrada, quebrados. Moradores contam que grande parte do grupo usava máscaras.

– Desci para proteger, como sempre faço. Pela primeira vez me mostraram uma faca – afirma um vizinho do prefeito, que não quis ser identificado.

Fortunati participava da cerimônia de abertura do Mundial de Atletismo Master no momento do incidente. Pelo Twitter, se manifestou: “Não é apenas o prédio onde o prefeito mora com a sua família que está sendo covardemente atacado. É o Estado Democrático de Direito que está sendo pisoteado por vândalos que querem impor pela força, violência e terror as suas ideias”.

Um protesto – convocado pelo Facebook – pela qualidade da educação ocorria no momento do quebra-quebra. Titular do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel João Diniz Godoi diz que o ato transcorria pacífico, e, em frente ao Piratini, um rojão foi atirado na direção dos PMs, que reagiram para dispersar os manifestantes.




CORREIO DO POVO - 16/10/2013 10:52. 

Fortunati solicitará ao governador segurança em dias de protesto. Prédio onde mora prefeito de Porto Alegre foi depredado na noite passada

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, usou sua conta no Twitter – @josefortunati – para relatar na manhã desta quarta-feira a sensação de insegurança que viveu na noite passada durante protesto que resultou na depredação do prédio onde mora. O chefe do Executivo municipal afirmou que vai solicitar ao governador Tarso Genro para que "nos dias de manifestações o prédio seja melhor cuidado". Segundo Fortunati, o pedido é "pelo fato de que o Prefeito eleito democraticamente termine sendo fator de insegurança para os vizinhos."

Fortunati contou que os vândalos – que segundo ele são do grupo Black Bloc – arrancaram tapumes, quebraram toda a frente do edifício e semearam "o terror entre os vizinhos". Para Fortunati, não é apenas o prefeito que está sendo atingido, mas o "Estado Democrático de Direito".  O prefeito relatou que os responsáveis pela depredação estavam mascarados, carregavam mochilas, barras de ferro, pedras e facas. Fortunati voltou a chamar os vândalos de baderneiros e contou que eles ameaçaram colocar fogo no prédio. O prefeito também reclamou que, conforme relatos, a Brigada Militar (BM) apenas ficou assistindo ao "espetáculo triste".

Fortunati lembrou o poeta russo Vladimir Mayakovsky, que escreveu: "na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite já não se escondem, pisam as flores e matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, não podemos dizer mais nada".

Fonte: Jerônimo Pires / Rádio Guaíba
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