SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 10 de novembro de 2013

ASSALTOS E ARRASTÕES




BLOG ROGERIO MENDELSKI, RADIO GUAÍBA, 02/11/2013


Postado por Rogério Mendelski 



Sempre que um posto de combustível é assaltado nas madrugadas de Porto Alegre eu dou a notícia na Rádio Guaíba no meu programa matinal em forma de ironia, seguindo o conselho da então ministra de Turismo, Marta Suplicy – “relaxa e goza”. O que pode fazer um frentista diante de um grupo de assaltantes depois de imobilizado pelo cano de uma arma?

Foi aí que passei a definir tais assaltos como saques automáticos de dinheiro pelos cartões de crédito “Tresoitão” e “Nove Milímetros”. Com a mesma funcionalidade dos cartões bancários, a bandidagem se esbalda com a nova modalidade, muito mais poderosa do que os sofisticadosblack cards de uso exclusivos dos clientes diferenciados da rede bancária.

Os “cartões de crédito” da marginalia sacam sem limites em qualquer posto de combustível e a única recusa para esses “cartões” é a possibilidade de o local estar com pouco dinheiro vivo em poder do frentista. No mais, tudo é tranqüilo. Sem polícia por perto, “a operação de crédito” é completada sem qualquer recusa de senha errada ou de limite extrapolado.

O mesmo vale para os arrastões em restaurantes de nossa capital. Todos os assaltantes utilizam um modelo infalível: a surpresa e a rapidez na operação. Em São Paulo, onde os arrastões são diários, a polícia já sabe que um assalto num restaurante dura, no máximo, quatro minutos. Tempo válido para o território nacional.

Na impotência de impedir o crime – pela falta de policiamento e pela quantidade de bandidos na modalidade – a polícia dá conselhos de como devemos nos comportar diante de um assalto. Conselhos que se tornaram cartilhas para o pacato cidadão em todo Brasil.

Sejamos céticos e conformados. Nada pode impedir que nos transformemos em vítimas em Porto Alegre, em São Paulo, em qualquer lugar deste país. Somos todos frentistas quando um marginal nos aponta uma arma. Renunciemos, portanto, nossos direitos de cidadão. A vida humana em troca de nosso estupro moral. Somos súditos da bandidagem, logo é melhor a gente ir se acostumando.


REGRAS PARA AS VÍTIMAS (1)

Preferir estabelecimentos com bastante movimento na rua, próximos a outros bares e restaurantes, longe de grandes avenidas e com serviço de valet (mesmo que não forem utilizar) Sentar longe da porta, do caixa e do trajeto entre os dois.

REGRAS PARA AS VÍTIMAS (2)

Mulheres devem colocar bolsas e mochilas embaixo da mesa e, se possível, carregar carteiras ou bolsas menores sem objetos de valor para deixar à vista. Preferir bijuterias a jóias Homens devem carregar carteiras falsas com pouco ou nenhum dinheiro e cartões sem validade.

HUMILHAÇÃO COMPLETA

Se o prezado leitor/leitora ainda assim entender que tem o direito de sair para jantar ou para se divertir, torne-se um súdito da bandidagem diante de um arrastão. O conselho é deixar as duas mãos sob a mesa ou em local visível, não fazer movimentos bruscos, jamais olhar os criminosos nos olhos e nunca iniciar uma conversa com os bandidos.

VALE LEMBRAR

O assaltante de hoje é o mesmo de amanhã. Ele sabe que vale a pena ter optado por este meio de vida. Afinal de contas, o Código Penal lhe dá tais privilégios. E reencontrar bandidos é um risco permanente.

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