SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CARRO FORTE É ATACADO NA SERRA GAÚCHA

ZERO HORA ONLINE, 04/11/2013 | 09h27

Quadrilha armada ataca carro-forte e foge com dinheiro na BR-116, em Nova Petrópolis. Bandidos trancaram pista para tacar dois veículos, mas um conseguiu fugir da abordagem


A ação dos criminosos aconteceu na BR-116, próximo ao Ninho das Águias
Foto: Margarida Neumann / Especial


Criminosos assaltaram um carro-forte por volta das 8h45min desta segunda-feira emNova Petrópolis. A ação ocorreu no Km 180 da BR-116, próximo ao Ninho das Águias. Um segundo carro-forte, que seguia no mesmo trajeto, conseguiu escapar da abordagem dos bandidos.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do município, criminosos explodiram o veículo, da empresa Proforte, que seguia no sentido Porto Alegre - Caxias. Eles fugiram com uma quantia não informada de dinheiro. Ninguém se feriu.

Um dos veículos utilizados no assalto, um Honda Civic, foi encontrado abandonado no km 176 da BR-116, também em Nova Petrópolis. Mais tarde, um caminhão, que pode ter sido usado para fuga, foi encontrado em uma estrada vicinal nas imediações. Também de acordo com a PRF, os assaltantes estariam em grupo de sete a dez.

Há pouco mais de um ano, em 22 de outubro de 2012, um assalto a carro-forteocorreu seis quilômetros distante do registrado nesta segunda-feira. Foi no km 174 da BR-116. Na ocasião, foram roubados R$ 762 mil. 



Bandidos eram experientes no uso de armamento pesado e explosivos, diz polícia. Bando era formado por oito pessoas, quadro delas armadas com fuzil 5.56


Dinamite foi usada na explosão do carro-forteFoto: Jonas Ramos / Especial


Carlos Wagner


Bandidos experientes no uso de armamento pesado e de explosivos. Este é o perfil traçado pela polícia do bando formado por oito criminosos que usaram um caminhão truck roubado para atacar um um carro-forte na BR-116, sentido Caxias do Sul-Nova Petropólis, durante a manhã desta segunda-feira.

— O bando era formado por oito pessoas, quadro delas armadas com fuzil 5.56 (AR15) — descreve o delegado Guilherme Wondraceck, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).



"A busca de um alvo mais fácil"

Titular da coluna Sua Segurança comenta ataque a carro forte na BR-116, em Nova Petrópolis




Humberto Trezzi


Apesar de protegidos por chapas de aço com 7 mm de espessura e vidros com 21 mm, os blindados de entrega de dinheiro podem ser um alvo mais fácil que bancos. São móveis, deslocam-se por pontos isolados das estradas e, por isso, os bandidos podem atingi-los e depois escapar por diversas rotas de fuga em estradas vicinais. Esse deve ter sido o raciocínio da quadrilha que atacou o carro-forte da Proforte em Nova Petrópolis, na manhã desta segunda-feira.

Até porque os bandidos não foram identificados, ainda não é possível dizer se são profissionais do ataque a blindados ou assaltantes de banco que migraram para nova tática.

— Para quem tem know-how, o carro-forte é um alvo bastante plausível, até por carregar grandes quantias. A quadrilha pode até se contentar com um ataque desses por ano. Mas a razão do ataque também pode ser outra — pondera o delegado Emerson Wendt, do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos da Polícia Civil gaúcha.

Uma outra probabilidade é que sejam ladrões de banco comuns, atemorizados com sucessivas derrotas para as polícias. Só este ano 10 bandidos morreram logo após realizarem assaltos a banco ou cofres. Foram mortos em confronto com a BM e a Polícia Civil, logo após cometerem os roubos, durante cercos bem organizados. A fuga é geralmente o ponto fraco, porque as quadrilhas se livram dos reféns — na tentativa de ganhar agilidade — e ficam na mira. Alguns sequer conseguem sair da cidade, se perdem durante perseguição no emaranhado de vias, às vezes até por desconhecimento do terreno.

Já com blindados o ataque costuma acontecer em estradas, longe de postos policiais e até mesmo de cidades. Mais fácil escapar, mais difícil serem reconhecidos. O que estimula poucos e lucrativos ataques. Este ano, o roubo de Nova Petrópolis é o primeiro do gênero. Copia a receita de um conhecido filme hollywoodiano, Fogo Contra Fogo, no qual bandidos se reuniam uma vez ao ano e só se tratavam por apelidos.

O delegado Wendt cogita inclusive que quadrilhas de fora do Rio Grande do Sul possam estar atuando aqui e voltando a seus locais de origem, Santa Catarina ou Paraná. Os últimos bandos desarticulados saíam de um Estado para atuar no outro.
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