SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

COMERCIANTE SUSPEITO DE LIDERAR BANDO

ZERO HORA 29 de novembro de 2013 | N° 17629

ROBERTO AZAMBUJA

ROUBO DE VEÍCULOS. Dono de desmanche foi preso, na manhã de ontem, com quadrilha que atua na Região Metropolitana


Protegido pela legalidade da empresa de comércio de autopeças que possui na zona leste de Porto Alegre, Carlos Rayan Filho, o Carlinhos, é suspeito de comandar um esquema de furto, roubo, receptação e clonagem de veículos na Região Metropolitana.

Ontem, uma operação coordenada pela Delegacia de Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu Carlinhos e mais 27 pessoas em cinco cidades da Grande Porto Alegre e em Santa Catarina. Conforme a polícia, o grupo teria envolvimento no roubo ou na receptação de uma centena de carros em oito meses – alguns avaliados em R$ 80 mil.

A Operação Ponto Final teve início em março, quando dois integrantes da quadrilha foram presos no bairro Passo da Pedras, em Porto Alegre. Desde então, a polícia iniciou um trabalho de identificação de cada membro e suas funções dentro do bando.

Por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, os delegados Juliano Ferreira e Arthur Raldi apuraram que os criminosos roubavam carros sob encomenda. Em alguns casos, o grupo já tinha documentos falsos do veículo e os ladrões precisavam apenas vasculhar o modelo idêntico nas ruas. Os encontros eram realizados em postos de combustíveis.

Em depoimento prestado no Deic, na tarde de ontem, Carlinhos, negou envolvimento com receptação de veículos na zona leste de Porto Alegre. Durante as ações, os assaltantes usavam radiocomunicadores na frequência da Brigada Militar e montavam falsas blitze utilizando, até mesmo, giroflex característicos de viaturas da polícia.

Além disso, os investigadores identificaram um novo método: o controlezinho. Após encontrar os veículos encomendados, os ladrões ficam próximos, escondidos, e esperam o condutor deixar o carro. Quando ele aciona o alarme, um dispositivo capta a frequência do controle verdadeiro e os assaltantes conseguem entrar no automóvel sem levantar suspeitas.


Um líder temido pelos criminosos


Carlos Rayan Filho, 45 anos, dono de um desmanche de veículos na Avenida Protásio Alves, em Porto Alegre, é apontado pela Polícia Civil como um dos três líderes da quadrilha desarticulada ontem. Muito mais do que influente, os delegados afirmam que sua figura amedrontava os comparsas.

Em 15 mil horas de escutas, a Polícia Civil levantou indícios que reforçam a influência de Carlinhos dentro do bando. Segundo o titular da Delegacia de Roubo de Veículos, delegado Juliano Ferreira, os criminosos dizem, nas interceptações, que o chefe é perigoso e não pode ser desobedecido. Os membros do grupo comentavam ainda que uma pessoa chegou a ser ameaçada de morte por desrespeitar o líder.

– É com certeza um dos grandes receptadores do Estado e amedrontava os próprios parceiros. Com a operação, certamente daremos um ponto final nessa grande quadrilha – reforça Ferreira.




Postar um comentário