SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CRIME ORGANIZADO


ZERO HORA 05 de dezembro de 2013 | N° 17635

ROBERTO AZAMBUJA

Bando rende vigias e ataca bancos. Primeiro, grupo armado invadiu empresa de segurança; depois, atacou duas agências, durante a madrugada, em Porto Alegre


Uma ação inusitada, praticada por uma quadrilha de assalto a bancos na madrugada de ontem, em Porto Alegre, chamou a atenção da polícia. Três homens armados invadiram uma empresa de segurança que monitora as agências de um banco, renderam dois vigias e atacaram duas agências. O crime surpreendeu a polícia pela ousadia.

Por volta da meia-noite, criminosos armados entraram na empresa (localizada no bairro Jardim Itu Sabará), responsável pela segurança do Santander. Com o controle da situação, pelo menos outros três invadiram uma das agências da instituição, na Avenida Otto Niemeyer, zona sul da Capital, e arrombaram dois caixas eletrônicos. Além de quantia em dinheiro não informada, eles levaram armas de uma sala onde ficam os vigilantes.

O alarme soou, mas, com os trabalhadores da central de monitoramento rendidos, a polícia não pôde ser avisada, e a própria empresa ficou de mãos atadas.

O grupo seguiu para outra agência, na Avenida Carlos Gomes. A segunda ação, porém, acabou frustrada. A quadrilha desconhecia o fato de a empresa ter um monitoramento adicional, em São Paulo.

– A empresa tem outra central de monitoramento que faz um backup em São Paulo. Então, o alarme soou também lá. O problema é que o alerta de roubo teve um retardo de quase uma hora para ser enviado à Brigada Militar, que não conseguiu chegar a tempo de evitar o primeiro assalto, mas impediu o segundo – explicou o titular da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegadoJoel Wagner.

A ação terminou por volta das 2h, com a liberação dos reféns e fuga dos criminosos. Ainda não há pistas sobre o bando. Imagens de câmeras de segurança das agências podem ajudar a identificar os suspeitos. Pela forma da ação, não está descartada a participação de assaltantes de outros Estados.

– Eliminaram apenas uma fonte. É muito provável que não aconteça de novo, porque (a ação) não foi totalmente bem-sucedida – reforça o delegado Wagner.


Número de ataques a bancos em queda

De janeiro a novembro, o Rio Grande do Sul registrou 114 ataques a agências bancárias. No mesmo período, no ano passado, foram 151, o que representa uma queda de cerca de 25% nos crimes. Somente em operações contra quadrilhas do ramo, a Delegacia de Roubos estima que o número de presos esteja próximo de cem ao longo do ano.

Para o presidente do Sindi-Vigilantes do Sul, Loreni dos Santos Dias, o fato de os ataques ocorrerem em sua maioria na madrugada deve-se à falta de policiamento, o que encoraja quadrilhas. Durante o dia, a preocupação dos vigilantes é com a redução de profissionais nas agências e a perda de poder das empresas.

– (Casos de) Vigias rendidos, infelizmente, ocorrem um dia após o outro. Além disso, alguns bancos estão querendo diminuir o número de vigilantes e ainda tirar das mãos das empresas a chave da agência e entregar aos gerentes – ressalta Dias.

Procurada pela reportagem para explicar a questão da central em São Paulo, que teria recebido o backup do alarme disparado na agência assaltada na Zona Sul, mas demorado para emitir o alerta, a empresa de vigilância não retornou as ligações.
Postar um comentário