SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

FINAL DE ANO INTENSIFICA FURTO DE OVELHA NA FRONTEIRA

ZERO HORA 16/12/2013 | 14h39


Anualmente, bandidos levam uma tropa 14 mil bovinos e ovinos no Rio Grande do Sul


Estancieira Gilda Acauan recomenda deixar as ovelhas perto da sedeFoto: Diego Vara / Agencia RBS

Carlos Wagner



A Polícia Civil está tentando impedir que se cumpra uma tradição natalina gaúcha: a intensificação do furto de ovelhas nos campos da Fronteira. Uma ação coordenada pela polícia entre órgãos estaduais, municipais e federais vai tentar cercar e prender os grupos de ladrões de ovelha, que são conhecidos como abigeatários — atividade criminosa que se confunde com a história do Rio Grande do Sul.

Anualmente, eles furtam uma tropa 14 mil animais (bovinos e ovinos) nos quatro cantos dos Estado. Policiais estimam que 10% desse total seja de ovelhas.

Dois fatores tornam a ovelha o alvo principal dos abigeatários nas festas de fim de ano: o gosto do gaúcho pela carne assada do animal e a facilidade do furto. Por ser um bicho de tamanho pequeno, é levado até no porta-malas dos veículos.

O alvo predileto dos ladrões são as propriedades rurais próximas às cidades onde estão estabelecidos os receptadores, a maioria pequenos açougues. Devido as condições que o animal furtado é abatido, geralmente no campo, a carne dele é considerada umaameaça à saúde pública.

— Este fim de ano vai ser a primeira vez que teremos uma ação conjunta para combater os abigeatários de ovelhas, que costumam ser muitos ativos nesta época do ano — relata o delegado Cristiano Ribeiro Ritta, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Bagé.

A delegacia tem um cartório especializado em abigeato no Rio Grande do Sul. Enquanto a polícia age, criadores do animal desenvolveram sua própria tecnologia para diminuir os prejuízos.

— Nós procuramos reunir o rebanho o mais próximo possível da casa sede da fazenda. E também colocamos ronda nos campos — comenta Gilda Bonatto Acauan, membro de uma família tradicional na criação de ovelha em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

Mesmo com todo esses cuidados, durante o ano passado a família foi furtada em 120 ovelhas. Gilda é viúva do estancieiro João Jacques Rosat, um homem que deixou de lado a paixão pela criação de ovelhas devido à ação dos ladrões. Só recentemente a família retomou as atividades.

A família não é a única que voltou aos negócios da ovelha, o bom preço no mercado de carne aumentou o rebanho, nos últimos dois anos, de 3,5 milhões de cabeça para 4,1 milhões, espalhados por cerca de 50 mil propriedades, a maior parte nas fronteiras.

— Este período do ano é complicado para o produtor de ovelhas — sintetiza a situação Mauro Wagner Soriano, 54 anos, da diretoria do Sindicato Rural de Quaraí, na Fronteira Oeste.


17 de dezembro de 2013 | N° 17647

CERCO AO ABIGEATO. Reforçada ação contra furto de ovelhas



A Polícia Civil está tentando impedir que se cumpra uma tradição natalina gaúcha: a intensificação do furto de ovelhas nos campos da Fronteira.

Uma ação coordenada pela polícia entre órgãos estaduais, municipais e federais vai tentar cercar e prender os grupos de ladrões de ovelha, que são conhecidos como abigeatários – atividade criminosa que se confunde com a história do Rio Grande do Sul.

Anualmente, eles furtam uma tropa 14 mil animais (bovinos e ovinos) nos quatro cantos dos Estado. Policiais estimam que 10% desse total seja de ovelhas. Dois fatores tornam a ovelha o alvo principal dos abigeatários nas festas de fim de ano: o gosto do gaúcho pela carne assada do animal e a facilidade do furto. Por ser pequeno, é levado até no porta-malas dos veículos.

O alvo são propriedades próximas às cidades onde estão estabelecidos os receptadores, a maioria pequenos açougues.

– Pela primeira vez teremos uma ação conjunta para combater os abigeatários de ovelhas, que costumam ser muitos ativos nesta época do ano – relata o delegado Cristiano Ribeiro Ritta, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos, Entorpecentes e Capturas de Bagé.

CARLOS WAGNER

Veja como é o trabalho de combate ao abigeato e por que o crime preocupa produtores



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