SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

POLÍCIA FAZ CAMPANHA PARA LOJISTAS INSTALAREM CÂMERAS

G1 RONDÔNIA, 23/12/2013 22h35

Após ataques, polícia faz campanha para lojistas instalarem câmeras. Campanha deve começar em janeiro, diz secretaria de segurança de RO. Nenhum suspeito foi preso, mas polícia afirma que segue com investigações.

Larissa MatarésioDo G1 RO



Na Avenida Carlos Gomes, lojistas não acreditam que a instalação de mais câmeras de vigilância inibe a ação de criminosos e atentados (Foto: Larissa Matarésio/G1)

Após os atentados na noite de quinta-feira (19) e madrugada de sexta (20), que terminaram com sete mortos e 12 feridos, em Porto Velho, a Polícia Civil divulgou, em nota, que as investigações estão sendo feitas para encontrar os responsáveis pelos ataques e que irá iniciar, a partir de janeiro, uma campanha de sensibilização para que os donos de estabelecimentos comerciais instalem câmeras de monitoramento por conta própria. Lojistas discordam que medida possa contribuir para a segurança. O Pronto-Socorro João Paulo II não informou o estado de saúde dos feridos durante os ataques.

O gerente de uma farmácia na Avenida Carlos Gomes, Realiano Fernandes Paixão diz que não vê nenhuma vantagem em colocar mais sistemas de vigilância. "Em junho deste ano fomos assaltados e o criminoso deixou bem claro que se visse as imagens dele na televisão, ele voltaria aqui só para me dar um tiro. O que eu faço em uma situação dessas? De que adianta eu entregar as imagens para a polícia correndo o risco de ser morto?", pergunta o gerente.

Com uma loja de roupas íntimas em uma das mais movimentadas avenidas da capital, Vanessa Baseggio conta que escolheu instalar câmeras de vigilância e contratar monitoramento especializado, por empresas de segurança, por escolha própria. "Segurança nunca é demais", diz Vanessa que afirma não acreditar que o sistema de gravação possa inibir a ação de criminosos. "Instalar a câmera não me garante 100% de segurança. E não vale de nada a polícia pedir que eu instale mais câmeras se eles não me disserem como vão usar essas imagens", diz Vanessa.
Algumas avenidas da capital já possuem sistema
de vigilância, como o sugerido por uma comercian-
te (Foto: Larissa Matarésio/G1)

Dona de uma pequena lanchonete na Avenida Sete de Setembro, Caroliane Macedo diz que não possui verba para contratar este tipo de serviço. "Eu até acho que valeria de alguma coisa instalar uma câmera aqui, até para uma possível identificação por parte da polícia, mas a minha renda mensal não é suficiente para bancar este tipo de custo. Uma solução seria o próprio governo instalar câmeras na rua", explica.

A gerente de uma loja de roupas, que não quis se identificar, diz que sente falta de policiamento nas ruas e que toda a segurança do estabelecimento já é garantido através de serviços terceirizados. "Caso façam mesmo esta campanha, a polícia estará pedindo que o cidadão faça a parte que cabe ao poder público, mas como já sabemos que esse policiamento é falho, então já garantimos pagando a mais por esse serviço".

Forças policiais foram reforçadas em toda a cidade
após ataques(Foto: Larissa Matarésio/G1)

Ataques

O policiamento foi reforçado após os ataques registrados entre a noite de quinta-feira (19) e a madrugada de sexta-feira (20), quando sete pessoas morreram e 12 ficaram feridas. Os ataques foram feitos por homens, ainda não identificados pela polícia, que atiraram indiscriminadamente contra pessoas em diversos pontos de Porto Velho.

Devido a sensação de insegurança que se espalhou pela capital, na sexta-feira (20), a Sesdec solicitou reforço da Força Nacional e encaminhou o efetivo para policiamento ostensivo nas ruas.

Nesta segunda-feira (23), a Polícia Civil comentou em nota que as investigações estão avançadas, mas que não há nenhum fato novo que posso ser divulgado sobre a situação.
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