SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 29 de dezembro de 2013

VERANEIO SEGURO

ZERO HORA 29 de dezembro de 2013 | N° 17658

TAÍS SEIBT


Reforço de 2,2 mil policiais no Litoral


Brigada Militar e Polícia Civil ampliam o contigente nas praias gaúchas para combater ladrões que se aproveitam de momentos de desatenção dos veranistas.

Cerca de 2 mil homens da Brigada Militar e pouco mais de 200 agentes da Polícia Civil foram deslocados de suas cidades para reforçar a segurança do litoral gaúcho no veraneio. Somado ao contingente já lotado nas praias, o efetivo chega perto de 4,5 mil agentes. A medida acompanha o movimento dos veranistas, que inflam a população das cidades litorâneas nesta época do ano, gerando também mais oportunidades para os bandidos.

O delegado regional do Litoral Norte, Heraldo Guerreiro, recomenda que o veranista mantenha a atenção nas férias para não se tornar vítima de roubos e furtos de objetos, ocorrências mais comuns nesta época. Segundo ele, no último veraneio, um crime que teve alta incidência foi o furto em veículos, ou seja, de objetos deixados no interior do carro.

– Estamos sempre preocupados com a segurança dos cidadãos como um todo, mas às vezes ocorrem alguns crimes que fogem um pouco do nosso planejamento, como ocorreu no ano passado, quando os criminosos estavam usando um dispositivo novo que impedia o travamento das portas dos carros – diz.

O aumento das apreensões de drogas nas praias é outro fator que preocupa o delegado, uma vez que o tráfico está ligado a homicídios e outros crimes violentos. Conforme Indicadores de Criminalidade da Secretaria de Segurança Pública, Imbé e Tramandaí tiveram número de ocorrências por tráfico de drogas em torno de 40% maior no primeiro trimestre de 2013 em relação a 2012.

O balanço da Operação Golfinho, realizada pela BM, mostra um aumento de 61% nas apreensões de cocaína no veraneio passado em relação ao anterior. Outro dado que chama a atenção no levantamento da Brigada é a quantidade de veículos recuperados: 242 no verão passado, contra 144 na temporada anterior, um crescimento de 68%.

Os resultados da última edição da Operação Golfinho levaram a BM a repetir a estratégia, tanto em contingente quanto em estrutura, conforme o subcomandante da BM, coronel Silanus de Mello. O Centro de Coordenação e Controle Operacional, com base em Tramandaí, que passou a ser o local de coordenação de serviços, controle de atividades, registros operacionais e análise criminal no verão passado, volta a ser estruturado, com regime de escala de policiais e oficiais 24 horas.

Também reforçam o patrulhamento duas aeronaves de asa fixa e um helicóptero do Batalhão de Aviação da BM.

2 mil policiais militares foram deslocados para 25 municípios no Litoral Norte e 12 no Litoral sul

220 agentes da Polícia Civil a mais atuam nas praias nos meses de verão

23 delegados de polícia reforçam as delegacias do Litoral


Crianças terão atenção especial

Integrado à Operação Estrela no Verão, da Polícia Civil, o Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) montou a força-tarefa Criança com Segurança para prevenir e combater crimes contra a infância no litoral. A estrutura terá 21 policiais com sede em Capão da Canoa e subsede em Imbé.

– Sentimos a necessidade de ter uma presença especial porque, no veraneio, são registrados muitos casos de desaparecimentos e fugas, principalmente de adolescentes – explica o diretor do Deca, Andrei Vivan.

Outra preocupação é com abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, e ainda com o consumo de bebidas alcoólicas por menores. Palestras serão oferecidas a conselheiros tutelares, profissionais da educação e da saúde.

Telefones para emergências

190 - Brigada Militar
193 - Bombeiros
198 - Comando Rodoviário
181 - Disque-denúncia


RESULTADOS DA OPERAÇÃO GOLFINHO

Balanço de ações da Brigada Militar nas duas últimas temporadas

2012 - 2013 Variação
Veículos recuperados - 242 - 144 = -68%
Prisões realizadas - 5.545-  5.016 = -9,5%
Foragidos capturados -  117-  97 =  -17,1%
Armas de fogo apreendidas - 53-  64 = +20,7%


Crimes em alta na praia do Cassino

Na praia do Cassino, em Rio Grande, no litoral sul do Estado, houve um aumento em torno de 10% nos crimes como um todo em 2013 com relação a 2012, conforme a secretária da 3ª Delegacia da Polícia Civil de Rio Grande, Vera Regina Cardoso Cunha.

Segundo ela, a estatística é uma consequência da mudança no perfil do balneário, que passou a contar com mais moradores fixos por conta dos investimentos no porto. Entre os veranistas, os principais registros são de descuido.

– A pessoa que sai do carro e deixa o vidro aberto, quem sai de casa e não tranca o portão, enfim, as pessoas ficam desatentas e deixam os objetos à disposição de oportunistas – exemplifica Vera Regina.


Veranistas investem em segurança privada

Ao chegar a Tramandaí, no Litoral Norte, para passar o fim de semana na praia com a mulher e as três filhas, no verão de 2005, Davi Teixeira, 44 anos, deparou com a janela arrombada. Móveis e eletrodomésticos tinham sido levados por ladrões.

Sócio numa empresa do ramo de informática em Santa Maria, Davi veraneia no local desde 1999. Não tinha muita preocupação com a segurança da residência, mas resolveu contratar um sistema de alarmes e monitoramento após o arrombamento.

– Está cada vez mais complicada a questão da segurança na praia. A gente pede indicação dos vizinhos para tudo, até na hora de contratar alguém para cortar a grama. Mesmo a empresa de segurança eu busquei por indicação – relata.

Na casa do corretor de seguros Ademar Nozari, 56 anos, em Xangri-lá, o alarme não foi suficiente para inibir a ação de arrombadores durante o inverno, quando as casas vazias se tornam o alvo preferido de ladrões. Antes da chegada da polícia, acionada pela empresa de segurança, os assaltantes tiveram tempo de fugir levando um aparelho de TV.

– Mesmo quando estou na praia, procuro não facilitar. Fecho a casa quando anoitece e uso cadeados nos portões – diz o corretor, residente em Porto Alegre.

Postar um comentário