SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 31 de março de 2013

MORTES DE TAXISTAS REVOLTAM COLEGAS

ZERO HORA 31 de março de 2013 | N° 17388

MADRUGADA INSEGURA

Mortes de três taxistas na Capital revoltam colegas. Protesto de dezenas de motoristas levou Tarso Genro a prometer mudanças nas operações policiais.



Porto Alegre viveu momentos de violência contra taxistas e protestos durante madrugada deste sábado. Em 90 minutos, três motoristas foram executados com tiros na cabeça na zona norte da Capital, causando revolta de colegas e manifestações até em frente à casa do governador Tarso Genro, que se reuniu às pressas com os motoristas e prometeu mudanças em operações policiais (veja ao lado).

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de latrocínio nos três casos, mas não descarta a possibilidade de alguma execução. Ainda não há informações sobre uma eventual conexão entre os assassinatos.

A sequência de crimes começou antes das 2h de sábado. À 1h50min, o corpo de Edson Roberto Loureiro Borges foi localizado na Rua dos Nautas, na Vila Ipiranga. O veículo, Voyage, só foi achado por volta das 11h na Rua Pedro Santa Helena, no bairro Jardim do Salso, o que ajudou a confirmar a profissão da vítima.

Pouco mais de meia hora depois, o taxista Eduardo Ferreira Haas, 26 anos, foi encontrado morto com marcas de tiro na cabeça na Rua São Jerônimo, no bairro Passo da Areia. O carro foi localizado às 8h na Rua Mata Bacelar, no bairro Auxiliadora, com manchas de sangue no banco traseiro. O rádio do carro e documentos desapareceram.

No terceiro caso, o corpo Cláudio Gomes foi achado ao lado do táxi às 3h20min no bairro Mario Quintana. Conforme o delegado Odival Soares, o dinheiro da carteira do taxista sumiu, indicativo que reforça a linha de investigação sobre assalto.

As mortes indignaram os colegas. Às 5h45min, cerca de 50 taxistas bloquearam com seus veículos a Avenida Ipiranga, nos dois sentidos, no entorno do Palácio da Polícia Civil. No calor dos protestos, um dos manifestantes convocou o grupo para ir até a casa de Tarso, no bairro Rio Branco.

O governador se reuniu com representantes do grupo e prometeu mudanças em blitze, para atender reivindicação dos taxistas.

FRANCISCO AMORIM E JOSÉ LUÍS COSTA



Governador reconhece falhas em barreiras

Chamado aos gritos para uma reunião com os taxistas que ocupavam a rua onde mora ainda antes do amanhecer, o governador Tarso Genro recebeu representantes da categoria e admitiu erros em abordagens. A reunião ocorreu em uma casa vizinha, que serve para encontros eventuais:

– Eles fizeram observações e vamos checá-las. Acho que são verdadeiras. Tem falha de procedimento, e nós vamos ter de mudar.

O governador afirmou que as barreiras devem ocorrer em locais com maiores índice de criminalidade e que não só o motorista deve ser abordado:

– A revista pode, excepcionalmente, ser feita no taxista, se existir suspeita sobre ele. Mas, ordinariamente, sobre os passageiros. O perigo está nos passageiros – afirmou.

Os novos procedimentos da BM serão adotados após uma reunião no Palácio Piratini, onde Tarso receberá uma comissão, entre 30 e 40 taxistas, para discutir o assunto com o comando-geral da Brigada Militar, a Chefia da Polícia Civil e coordenadores do programa Balada Segura até quarta-feira. Tarso salientou que, nas próximas semanas, 500 novos PMs serão alocados em Porto Alegre, o que deve melhorar o patrulhamento.

As barreiras atuais da Brigada Militar buscam capturar suspeitos de crimes de um modo geral, com abordagens a qualquer tipo de veículo, segundo o subcomandante-geral da BM, coronel Silanus Serenito de Oliveira Mello. Ele disse que, se for necessário, serão modificados os locais e a forma de abordagem.


Descartado elo com a Fronteira

Apesar de satisfeitos com a reação de Tarso Genro, os taxistas garantiram que farão um novo protesto, às 17h deste domingo, com uma concentração no Largo Zumbi dos Palmares.

– A população precisa saber o que está acontecendo – afirmou o taxista Roberto Andrade, 32 anos.

Tarso descartou a relação com as mortes de taxistas na fronteira. Na quinta, os corpos de três taxistas de Santana do Livramento foram jogados em áreas residenciais com marcas de tiros na cabeça. Seus corpos foram achados distantes dos veículos.

As vítimas em Porto Alegre

- Edson Roberto Loureiro Borges – Alvejado na cabeça, ele foi encontrado morto na Rua dos Nautas, na Vila Ipiranga, à 1h50min.

- Eduardo Ferreira Haas – Com 26 anos, foi encontrado morto com marcas de tiro na cabeça no bairro Passo da Areia. Ele havia começado a jornada de trabalho às 18h de sexta-feira, na Zona Norte.

- Cláudio Gomes – Com 59 anos, foi encontrado morto ao lado de seu táxi, no bairro Mario Quintana. Ele cobria folgas de colegas às noites na Estação Rodoviária.

EM DOIS ANOS, 15 ASSALTOS

ZERO HORA 30/03/2013 | 18h44

Taxista assassinado havia sido assaltado 15 vezes em dois anos, diz irmão.Os outros dois motoristas mortos neste sábado tinham histórias diferentes com a violência.


Eduardo Haas, em foto de arquivo com a mulher, Juliana: ela pedia para o marido largar a profissão
Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal


Paulo Germano


Um dos três taxistas assassinados na madrugada de sábado em Porto Alegre, Eduardo Ferreira Haas, 31 anos, havia sido assaltado 15 vezes em dois anos de profissão. É o que conta o irmão, Osório Haas, que, assim como a mãe, a mulher e a sogra, insistia diariamente para Eduardo arrumar outro emprego.

— Há uns quatro meses, ele apareceu lá em casa só de cueca. Tinham roubado tudo. E eu fui levar uma calça para ele poder descer do carro — relembra Osório, 30 anos, aguardando a liberação do corpo em frente ao Departamento Médico Legal.

Pai de uma menina de 13 anos, Eduardo vivia em Alvorada e fora frentista antes de trabalhar no táxi — dirigia das 18h às 6h, com folga somente aos domingos. Desesperada com a frequência dos assaltos, a mulher dele, Juliana, já havia tomado uma medida extrema para persuadir o marido.

— Estavam separados. A Juliana, minha filha, dizia para ele: "Larga essa vida perigosa que eu volto a morar contigo". Todo mundo queria que ele largasse — relata a sogra de Eduardo, Ana da Silva de Ávila.

Edson gostava de ouvir passageiros


Edson Borges Foto: Reprodução

Ao contrário de Eduardo Ferreira Haas, que era assaltado com assustadora regularidade, o taxista Edson Roberto Loureiro Borges, 49 anos, foi morto em seu primeiro contato com bandidos. Ex-motorista do Estado, Edson trabalhou como escriturário e, há pouco mais de um ano, desempregado, aceitou o convite para dirigir um táxi com o cunhado.

— Eu o trouxe para esta vida e agora estou arrasado. Ele gostava da profissão, gostava de ouvir os passageiros. Nunca tinha convivido com o perigo — afirma Sílvio Azeredo, também taxista, irmão da mulher de Edson.

Pai de duas meninas, ele cumpria o horário entre as 17h e as 6h e morava com a mulher na zona leste de Porto Alegre.

Cláudio trabalhava pelos netos

Aposentado, prestes a completar 60 anos, Cláudio Gomes aceitou o emprego de taxista para ajudar os filhos — uma das garotas faz faculdade — no sustento dos netos. Morador de Alvorada, trabalhava somente às sextas, aos sábados e aos domingos, sempre das 19h às 7h.

— Quando se perde um ente querido por morte natural, a gente até se conforma. Mas em uma estupidez como essa... Estou muito revoltado — protesta o primo de Cláudio, Pedro Paulo de Souza, lembrando que o taxista já havia sido assaltado "mais de uma vez".

Foto: Andréa Graiz


VÍDEO: veja como foram os protestos na madrugada

MORTOS PELA MESMA ARMA

ZERO HORA ONLINE 31/03/2013 | 05h43

Três taxistas foram mortos pela mesma arma, afirma secretário da Segurança. Conforme Michels, é provável que os crimes tenham sido praticados por um único assassino


Enquanto cúpula da segurança se reunia com representantes da categoria, taxistas protestavam em frente ao Palácio da Polícia, bloqueando Avenida Ipiranga e fazendo buzinaços
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Eduardo Rosa

Está confirmado que os três taxistas assassinados na madrugada deste sábado em Porto Alegre foram mortos pela mesma arma calibre 22 e, provavelmente, pela mesma pessoa. A informação foi divulgada pelo secretário da Segurança Pública, Airton Michels, após reunião com representantes da categoria no Palácio da Polícia por volta da 1h30min deste domingo.

— A polícia trabalhou o dia inteiro, o IGP (Instituto Geral de Perícias) está direto tocando todas as provas periciais. Isso tem uma prioridade absoluta da segurança pública porque realmente é um evento deplorável, inédito. Estamos dedicando todas as possibilidades de investigação em cima deste fato — disse Michels a ZH, descartando que teriam ocorrido outras mortes no sábado, como circulou entre taxistas.

Enquanto o secretário, o chefe da Polícia Civil, delegado Ranolfo Vieira Júnior, e o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes, conversavam com os mesmos representantes que se reuniram com o governador Tarso Genro, taxistas trancaram a Avenida Ipiranga nos dois sentidos em protesto. Mais tarde, outras vias da região, como a Erico Verissimo, também foram bloqueadas.

A sequência de crimes começou antes das 2h de sábado. À 1h50min, o corpo de Edson Roberto Loureiro Borges foi localizado na Rua dos Nautas, na Vila Ipiranga. O veículo, Voyage, só foi achado por volta das 11h na Rua Pedro Santa Helena, no bairro Jardim do Salso, o que ajudou a confirmar a profissão da vítima.

Pouco mais de meia hora depois, o taxista Eduardo Ferreira Haas, 26 anos, foi encontrado morto com marcas de tiro na cabeça na Rua São Jerônimo, no bairro Passo da Areia. O carro foi localizado às 8h na Rua Mata Bacelar, no bairro Auxiliadora, com manchas de sangue no banco traseiro. O rádio do carro e documentos desapareceram.

No terceiro caso, o corpo Cláudio Gomes foi achado ao lado do táxi às 3h20min no bairro Mario Quintana. Conforme o delegado Odival Soares, o dinheiro da carteira do taxista sumiu, indicativo que reforça a linha de investigação sobre assalto.

sábado, 30 de março de 2013

TRÊS TAXISTAS SÃO EXECUTADOS EM PORTO ALEGRE

CORREIO DO POVO 30/03/2013 11:39

Polícia confirma execução de três taxistas em Porto Alegre. Assassinato de motorista na zona Norte da Capital gerou protesto



Veículo foi abandonado no bairro Auxiliadora
Crédito: Fabiano do Amaral


A polícia confirmou que três taxistas foram executados, com tiros na cabeça, na madrugada deste sábado em Porto Alegre. Além de Cláudio Gomes, 59 anos, foram mortos a tiros Eduardo Ferreira Haas, de 31 anos, e Edson Roberto Loureiro Borges, de 50 anos.

Haas foi encontrado morto, com pelo menos dois tiros na cabeça, por volta das 2h na rua São Jerônimo, bairro IAPI. Ele ficava em um ponto na avenida Assis Brasil, em frente à Igreja São José. O veículo Corsa Classic que ele conduzia foi abandonado na rua Mata Bacelar, no bairro Auxiliadora.



Já Borges, que conduzia um Passat e atuava em uma empresa de tele-táxi, foi localizado na rua Dos Nautas, na Vila Ipiranga. O veículo foi abandonado na rua Bogotá, entre os bairros Jardim Lindóia e São Sebastião.

Em decorrência da morte de Cláudio Gomes – primeiro taxista encontrado morto – motoristas realizaram um protesto em Porto Alegre. Uma nova manifestação da categoria está prevista para a tarde deste domingo. Uma carreata “pacífica” deverá deixar o Largo Zumbi do Palmares a partir das 17h.

A Brigada Militar e a Polícia Civil investigam se haveria relação entre os crimes. Com essas ocorrências, o número de mortes de taxistas já se iguala ao total do ano passado, de acordo com dados do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi).

Tarso promete mais rigor nas barreiras policiais

Por volta das 5h, mais de 50 taxistas bloquearam a avenida Ipiranga, nos dois sentidos, nas proximidades do Palácio da Polícia. Mais tarde, o grupo foi até até a casa do governador Tarso Genro, no bairro Rio Branco. O governador recebeu lideranças do movimento que pedia maior segurança para a categoria. Tarso prometeu mais rigor nas barreiras policiais realizadas na Capital e uma reunião entre representantes do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) e as forças de Segurança Pública foi marcada para quarta-feira, no Palácio Piratini.

Ao término do encontro, Tarso anunciou que manterá diálogo constante com a categoria. Segundo ele, as falhas na segurança pública são históricas, porém adiantou que medidas de aprimoramento estão sendo adotadas. Os taxistas exigiram que as barreiras policiais sejam intensificadas, tendo como alvo os passageiros. Alegam que, atualmente, apenas os condutores dos táxis são abordados pelos policiais militares. O governador, de imediato, anunciou duas mudanças: os passageiros serão inspecionados e as barreiras mudarão de locais.

Fonte: Correio do Povo

PROTESTO CONTRA EXECUÇÃO DE TAXISTA EM PORTO ALEGRE

DIÁRIO GAÚCHO 30/03/2013 | 09h40

Taxistas fazem manifestação em protesto contra a falta de segurança em Porto Alegre. Grupo bloqueou totalmente as duas mãos da Avenida Ipiranga


Manifestantes bloquearam a Avenida Ipiranga nos dois sentidos
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Depois da confirmação da morte de pelo menos um taxista nesta madrugada em Porto Alegre, um grupo de 50 profissionais bloqueou a Avenida Ipiranga nos dois sentidos nas proximidades do Palácio da Polícia. Eles protestam contra a falta de segurança.

Segundo o taxista Luciano Soares, os trabalhadores ficaram sabendo da ocorrência pelo rádio e se mobilizaram para fazer a manifestação.

— Quando chegamos ao local, o corpo estava caído perto do carro, provavelmente foi latrocínio — especulou.

Uma das principais reclamações do grupo era que, em blitze e barreiras policiais, apenas os motoristas são revistados.

— Às vezes os passageiros estão bem vestidos e a gente não sabe se são de má índole ou não. Nessas ações, não pedem nem a identidade do cliente — desabafou Brum de Oliveira.

O motorista Leandro Souza sugere que as barreiras sejam ampliadas.

— Uma em cada canto não adianta, tem que ter na entrada dos bairros e vilas — completou.

Por volta das 5h45min, o grupo que chegou a contar com mais de cem integrantes iniciou uma carreata em direção a casa do governador Tarso Genro, no bairro Rio Branco, fechando a rua. O capitão Fontoura, da Brigada Militar (BM), conversou com os manifestantes no local e ressaltou a preocupação da polícia com as reivindicações da classe.

— Nossa ideia é trabalhar em conjunto, não é normal que as pessoas morram durante a jornada de trabalho — afirmou.

Pouco depois das 6h, o governador Tarso Genro recebeu seis representantes para ouvir as reclamações da categoria. Em declaração realizada em frente a sua casa, Tarso afirmou que terá diálogo direto com os manifestantes.

— Não vou adiantar nenhuma questão técnica, pois vamos analisar a situação na reunião — disse o governador. Segundo ele, as falhas na segurança pública são históricas, mas medidas de aprimoramento como aquisição de mais viaturas estão sendo tomadas.

A categoria organiza um novo protesto para a tarde de domingo.

JUSTIÇA LIBERTA SUSPEITOS DE MORTE DE JOVEM ATIRADA DE PENHASCO


ZERO HORA 30 de março de 2013 | N° 17387

CASO ANA PAULA. Justiça liberta três suspeitos

Três meses após o crime, assassinato da jovem de Santa Cruz ainda não foi elucidado pela polícia



Os únicos suspeitos de envolvimento na morte de Ana Paula Sulzbacher, 15 anos, estão em liberdade. O prazo de um mês da prisão temporária expirou e, embora a Polícia Civil tenha requisitado a prorrogação do cárcere, a Justiça negou o pedido.

Ana Paula foi encontrada morta no pé de um penhasco no Parque da Cruz, ponto turístico de Santa Cruz do Sul, há mais de três meses. Há 30 dias, o delegado Ribeiro Neto pediu pela prisão de dois suspeitos, alegando controvérsia nos seus depoimentos e com base em outros indícios, mantidos em sigilo, e foi atendido. O nome deles também não foi revelado para não prejudicar as investigações, justificou, na época, o delegado responsável pelo caso.

Na noite de quinta-feira, depois de receber o alvará de soltura da Justiça, conforme o diretor do presídio, Edson Rodrigues, os homens foram soltos. De acordo com o delegado regional da Polícia Civil, Julci Severo, a falta de provas impediu que os suspeitos permanecessem presos:

– Desde o começo do caso, fomos prejudicados com a falta de provas, exigidas pela Justiça para comprovar a autoria do crime. As perícias e os exames que poderiam nos ajudar demoram a vir e alguns resultados ainda não chegaram – esclarece Severo.

O delegado regional não soube precisar quais exames ainda não foram concluídos, mas um deles seria a análise de material genético no carro de um dos suspeitos, que comprovaria a ligação com o caso. No mesmo dia em que ocorreram as prisões, a polícia apreendeu dois veículos e os encaminhou para perícia. Além disso, roupas de Ana Paula também foram enviadas para análise.

– Embora os suspeitos não tenham confessado o crime, temos provas documentais, mas apenas isso não basta – salienta o delegado regional, que acompanha as investigações.

Ele afirma, ainda, que a tragédia de Santa Maria foi prioridade do Instituto-geral de Perícias (IGP) durante muito tempo, mas que, com a conclusão do inquérito, espera que os exames requisitados em Santa Cruz do Sul sejam agilizados.

Uma das hipóteses apontadas pela polícia é de que Ana Paula tenha sido vítima de um crime circunstancial, provocado por pessoas desconhecidas e que, possivelmente, tenham se aproveitado de ela estar sozinha à noite.

VANESSA KANNENBERG



CRIME BINACIONAL

ZERO HORA 30 de março de 2013 | N° 17387

SUA SEGURANÇA | HUMBERTO TREZZI


Até para os padrões da fronteira gaúcha, traçada a tiros nas guerras com os castelhanos, a chacina de taxistas ocorrida em Santana do Livramento é uma overdose de violência. E a hipótese de um psicopata com raiva de táxis ter cometido o crime é cada vez mais implausível. Pouco provável também é que assaltantes comuns tenham decidido, subitamente, matar as três vítimas. O fato de os assassinos terem levado objetos dos mortos pode ser, mais que premeditação, oportunismo dos matadores. O mais provável é um acerto de contas. De que gênero, ainda é difícil dizer.

Uma das hipóteses é que estivessem, os três taxistas ou algum deles, devendo a alguém. Dívida faz parte da rotina numa cidade cujo submundo reúne agiotagem, tráfico, descaminho, abigeato, tráfico de mulheres e lavagem praticada por doleiros. Um primeiro passo é checar se algum dos motoristas estava envolvido nesse meio.

Os táxis são responsáveis por conduzir parte dos muambeiros que fazem de Santana do Livramento uma pujante cidade fronteiriça. Nem sempre é gente inofensiva. É provável que, nesse leva e traz de mercadorias (nem sempre legais), a polícia encontre pistas sobre as causas das mortes.

Precedentes de violência praticada pelo crime organizado na fronteira não faltam. Em 18 de julho de 2005, os policiais civis Ronaldo Almeida da Silva e Jesus Leonel da Silva Ilha foram atraídos a um depósito de bebidas, baleados e enterrados quando ainda agonizavam. Os dois policiais assassinados tinham sido presos no ano anterior por contrabando de uísque e estariam envolvidos na extorsão de um dono de freeshop em Rivera. Esse empresário, conforme as investigações, contratou um grupo de matadores liderado por um policial civil paulista, Ricardo Guimarães, o Matador, que acabou condenado pelos crimes e foi preso anos depois. Como se vê, nem o fato de serem colegas impediu o assassinato. É por esses antecedentes na cidade que uma exaustiva investigação se impõe.

HOMICÍDIOS DE TAXISTAS ASSUSTAM CIDADES DA FRONTEIRA

ZERO HORA 30 de março de 2013 | N° 17387

MISTÉRIO NA FRONTEIRA. Mortes teriam ligação entre si

Homicídios de taxistas, que assustaram moradores de Santana do Livramento, podem estar relacionado ao tráfico



A Polícia Civil suspeita que as mortes dos três taxistas de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, ocorridas na madrugada de quinta-feira, tenham ligação com tráfico de drogas. Entre as hipóteses de motivações para os assassinatos estariam cobrança de dívida ou concorrência de ponto de venda de drogas. – Nossa principal suspeita é de que o crime tenha sido motivado por tráfico de drogas. Mas também é possível que as vítimas tenham sido confundidas com outras pessoas, por isso iremos interrogar os folguistas dos táxis – informa o delegado responsável pelo caso, Eduardo Sant´Anna Finn.

Amadrugada sangrenta de quinta-feira abalou os fronteiriços. Ao amanhecer, foram encontrados jogados em áreas residenciais com marcas de tiros na cabeça os corpos dos três taxistas. Os cadáveres e os automóveis foram localizados em Santana do Livramento e na cidade vizinha uruguaia, Rivera.

Um dos indícios que levam a polícia a desconfiar de tráfico é que nesta sexta-feira um traficante foi preso com uma lista de contatos. Entre os nomes, estava um com a grafia muito similar a de um sobrenome de uma das vítimas – a identidade não é revelada para não prejudicar as investigações.

Os três foram executados pelas mesmas pessoas

Além disso, um dia antes dos homicídios, a Polícia Civil fez uma operação numa região conhecida por vender drogas e frequentada por taxistas. O corpo de Oliveira foi despejado próximo ao local.

Embora ainda não haja suspeitos, a polícia já tem certeza de que foi o mesmo grupo ou pessoa que cometeu os assassinatos. Isso porque, apesar dos corpos terem sido desovados em locais distantes dos automóveis, a jaqueta de um dos executados foi encontrada no carro de outra vítima.

A hipótese de latrocínio (roubo com morte) ainda não é descartada, mas perde força.

– É muito difícil imaginar que uma pessoa tenha simplesmente saído roubando e matando taxistas – afirma o delegado, que tem convicção de que os homicídios ocorreram entre 0h e 6h de quinta-feira.

JÚLIA OTERO | SANTANA DO LIVRAMENTO


Uma das vítimas havia sido expulsa da Brigada


O ex-brigadiano Helio Beltrão do Espírito Santo Pinto, 46 anos, uma das vítimas dos três assassinatos na fronteira do Brasil com o Uruguai, foi expulso da corporação há dois anos por corrupção. O delegado Eduardo Sant´Anna Finn lembra de um dos fatos que foi decisivo para a Brigada Militar tomar a decisão de expulsá-lo:

– Ele estava com outro soldado à paisana e parou um automóvel se identificando como policial. Ele pensou que fosse um contrabandista, mas era um revendedor que estava com todos papéis em ordem. Ele (o ex-policial) tentou extorqui-lo, pedindo propina, mas depois o representante esteve na delegacia e reconheceu os dois. Fizemos todos procedimentos legais e ele acabou afastado da corporação.

Como Santana do Livramento fica ao lado de Rivera, no Uruguai, cidade com freeshops, é comum que alguns taxistas façam o serviço de cruzar a fronteira com materiais acima do permitido por lei. A polícia acredita que Pinto fizesse esse tipo de serviço e também suspeita de que estivesse envolvido com tráfico de drogas entre as regiões por causa de seu histórico.

Um dos fatos que despertam curiosidade nos investigadores é de que existia uma câmera de segurança virada para o taxímetro do carro de Pinto, que foi desligada no dia do crime. A polícia ainda não identificou o responsável pelo desligamento – tampouco sabe se a vítima teria sido forçada a desligar. Comum em Livramento, o sistema de câmera nos veículos, adotado por donos de táxis, tem pelo menos dois objetivos: aumentar a segurança dos condutores, vítimas frequentes de assaltos, e evitar que motoristas fiquem com lucros indevidos.

Emoção em sepultamentos em Santana do Livramento

Os corpos de Helio Beltrão do Espírito Santo Pinto, 45 anos, e Márcio Fabiano Magalhães Oliveira, 33 anos, foram levados para o Cemitério Municipal de Santana do Livramento por volta das 10h30min de ontem. A cerimônia contou com a presença de diversos motoristas, tanto brasileiros quanto uruguaios.

Do lado uruguaio, todas as vagas para estacionamento estavam lotadas no Cemitério Municipal de Rivera. Lá, às 11h, foi enterrado Enio Rolim Lecina, 55 anos.

Lecina ia ser velado no Brasil no mesmo salão da prefeitura de Santana de Livramento onde estava o corpo de Oliveira, mas como o corpo demorou para ser liberado pelas autoridades uruguaias – somente às 22h de quinta-feira – a família achou melhor fazer todas as cerimônias no país vizinho. Lecina deixa a mulher e uma filha de 24 anos. Já o velório de Pinto foi em uma funerária particular.

IMPUNIDADE EM SC: ASSALTANTE DO PCC ESTAVA EM LIBERDADE HAVIA 25 DIAS


ZERO HORA, DIÁRIO CATARINENSE ONLINE, 30/03/2013 | 07h01

Líder da quadrilha surpreendida pela Deic em Major Gercino estava em liberdade havia 25 dias. Polícia diz que Jonathan Fischer seria integrante do PCC.

Diogo Vargas



O assaltante Jonathan Rafael Fischer, 29 anos, saiu há 25 dias da cadeia para tombar morto em frente a uma agência bancária.

Assim como ele, outros dois comparsas tiveram o mesmo destino, num confronto com a polícia, na madrugada de sexta-feira, em Major Gercino, no Vale do Rio Tijucas.

Investigado por supostamente ser integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, Jonathan seria o líder da quadrilha rastreada pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) e cujo flagrante culminou com o tiroteio seguido das três mortes, na frente do banco, no Centro.

Dois ladrões conseguiram fugir e são procurados na região. Um deles seria conhecido como Ceará.

Os policiais da Deic, comandados pelo delegado da divisão de combate a furtos e roubos da Deic, Anselmo Cruz, investigavam o bando de Jonathan há 30 dias. Na madrugada de sexta, descobriram que o grupo assaltaria o banco e fizeram o cerco assim que os assaltantes entraram na agência, por volta das 3h.

A quadrilha chegou num Vectra da cor prata com placas de Camboriú. Encapuzados e com luvas, os bandidos portavam pistolas e uma espingarda calibre 12. Eles foram surpreendidos quando colocariam as bananas de dinamite nos caixas eletrônicos.

Os dois fugitivos foram os que ficaram na frente do banco fazendo a segurança. A polícia relatou que houve intensa troca de tiros. Nenhum policial ficou ferido.

Quatro pistolas foram apreendidas. No carro, havia três vidros com miguelitos (pregos para furar pneus) que seriam utilizados na fuga e kits de sobrevivência.

O DC apurou que Jonathan deixou a Penitenciária de São Pedro de Alcântara no dia 4 deste mês beneficiado por alvará de soltura.

A Justiça o libertou para que cumprisse em regime aberto a condenação de três anos por receptação e uso de documento falso.

Jonathan havia sido preso em abril do ano passado pela própria Deic em ofensiva contra quadrilhas que assaltavam caixas eletrônicos pelo Estado.

A suspeita agora é que, com a liberdade, tenha rearticulado novo bando e agido também no dia 19 deste mês, em Luis Alves, no Vale.

A quadrilha levou dinheiro de caixas eletrônicos após explodir caixas eletrônicos do Banco do Brasil. Jonathan é de Campo Bom, interior gaúcho. A quadrilha teria base no litoral Norte, em Itajaí e Navegantes.

MORTE DE TAXISTA: GOVERNADOR PROMETE MUDANÇA NAS BLITZE DA BM

ZERO HORA ONLINE, 30/03/2013 | 07h57

Após morte de taxista, Tarso promete mudanças em barreiras policiais. Governador recebeu representantes da categoria em casa na manhã de sábado


Tarso recebeu representantes da categoria em sua casa no bairro Rio Branco
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Francisco Amorim


O governador Tarso Genro prometeu estudar mudanças nas blitze da Brigada Militar para tentar diminuir a violência noturna em Porto Alegre. O compromisso foi assumido em reunião no fim da madrugada deste sábado com taxistas, indignados com a morte de, pelo menos, um colega na Capital.

— Na minha opinião, se essa informação está correta de que as barreiras estão sendo feitas em lugares impróprios, tem de mudar os lugares das barreiras — disse à imprensa.

Depois da confirmação da morte de pelo menos um taxista nesta madrugada na cidade, um grupo de 50 colegas bloqueou a Avenida Ipiranga nos dois sentidos nas proximidades do Palácio da Polícia. Eles protestam contra a falta de segurança.

Por volta das 5h45min, o grupo, que chegou a contar com mais de 100 integrantes, seguiu em carreata em direção à casa do governador Tarso Genro, no bairro Rio Branco, bloqueando a via.

Pouco depois das 6h, o governador recebeu sete motoristas. Entre as reivindicações, os representantes pediram que nas barreiras, além da abordagem ao motorista, os passageiros também fossem revistados.

— A revista pode ser, excepcionalmente, feita em um taxista, quando houver suspeita sobre ele, mas ordinariamente ela tem de ser feita nos passageiros. O perigo mora no passageiro. Na verdade não é um passageiro, é um bandido que está ali para assaltar o motorista — concordou Tarso.

O encontro terminou com a promessa de mudanças a partir de segunda-feira, quando promove uma reunião com taxistas e a cúpula das polícias Civil e Militar.

— Não vou adiantar nenhuma questão técnica, pois vamos analisar a situação na reunião — disse o governador.


BLOG DA ROSANE DE OLIVEIRA, 30/03/2013

ROSANE DE OLIVEIRA


Respeito exige ação


No gesto de levantar de madrugada, trocar o pijama por uma roupa esporte e receber os taxistas que protestavam em frente a sua casa contra o assassinato de um colega, o governador Tarso Genro passou três mensagens positivas:

1. que respeita a dor e a preocupação dos motoristas de táxi com o agravamento da violência;

2. que respeita o direito dos vizinhos de não serem perturbados por sua opção de morar numa rua residencial, e não no Palácio Piratini;

3. que o cargo de governador é exercido 24 horas por dia, sem direito a feriadão.

A par dessa manifestação respeitosa e do reconhecimento de que os taxistas têm razão, Tarso precisa agir. Ex-ministro da Justiça, ele sabe que a segurança é o calcanhar de Aquiles do seu governo. Os números mostram que a criminalidade aumentou e a sensação de insegurança também.

As ações espetaculares da polícia têm rendido destaque na mídia, mas os resultados das ações de combate ao crime deixam muito desejar.

Aliás - A promessa de retirar policiais militares dos gabinetes para aumentar a presença da Brigada na rua ainda não se materializou

.

sexta-feira, 29 de março de 2013

ATAQUE EM SC: ATIRAVAM ATÉ QUANDO ESTAVAM DEITADOS NO CHÃO


ZERO HORA E DIÁRIO CATARINENSE ONLINE 29/03/2013 | 17h30

"Atiravam até quando estavam deitados no chão", diz diretor da Deic sobre tiroteio em Major Gercino
Bando é suspeito de agir também em Luis Alves, no Vale do Itajaí, há 10 dias.



Agência do Banco do Brasil foi alvo de assaltantes em Major Gercino, Vale do Rio TijucasFoto: Guto Kuerten / Agencia RBS

Diogo Vargas


A quadrilha que se envolveu no confronto com policiais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), na madrugada desta sexta-feira, em Major Gercino, no Vale do Rio Tijucas, é suspeita de agir recentemente em Luis Alves, no Vale do Itajaí.

No dia 19 deste mês, ladrões explodiram caixas eletrônicos do Banco do Brasil, no centro da cidade, Na fuga, os criminosos capotaram um dos carros. Um deles, de 19 anos, foi preso.

A informação é do diretor da Deic, delegado Akira Sato. Ele esteve em Major Gercino após o confronto da madrugada, em que três assaltantes foram mortos.

Akira não participou do tiroteio, mas teve relato dos colegas que os ladrões disparavam até quando estavam deitados no chão.

À tarde, na Deic, em Florianópolis, Akira conversou com o Diário Catarinense sobre o bando. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

ENTREVISTA: Akira Sato, diretor da Deic.

Diário Catarinense — Se não houvesse a investigação que flagrou os bandidos no banco, o senhor acredita que a polícia conseguiria prender a quadrilha?
Akira Sato — Estaria impune, provavelmente. Em razão do efetivo reduzido, ali tem um policial civil e dois ou quatro PMs. Se fosse depender da ação única local ficaria mais difícil.

DC — Chegaram a colocar policiais nas casas da região para surpreender os bandidos?
Akira — Não. A abordagem a gente teve numa estratégia de trabalho local e também tivemos de fazer uma estratégia de abordagem com o uso de viaturas, mas nada combinado com ninguém dali não.

DC — A troca de tiros foi inevitável?
Akira — Nessa quadrilha, pelo histórico deles, não ia ter jeito (de não haver confronto). Eles mesmo efetuaram disparos até quando estavam no chão, deitados. Estavam com dedo com gatilho disparando para qualquer lugar. Estavam lá para tudo.

DC — Um seria integrante de facção criminosa (PCC). Como vê essa ação em cidades do interior de SC?
Akira — Ele, o Jonathan, é um investigado antigo, já foi preso em outra oportunidade. Tem informação que é integrante do PCC, mas até onde conseguimos investigar ainda não tem nada de concreto a respeito. Mas agem no interior pelo pouco efetivo policial, pela condição de fuga, dificuldade de chegada, tudo isso contribui, tem a questão da telecomunicação também.

DC — Qual a dimensão de um roubo desses, se concretizado, para o crime organizado?
Akira — Acreditamos que era para fortalecer os armamentos que estavam buscando. Em oportunidades anteriores apreendemos muitas armas longas, fuzis e calibres 12 dessa quadrilha, só deles. Hoje vieram agiram com pistolas e uma calibre 12.

DC — Esse tipo de crime com explosivos, no passado, esteve muito evidente em SC. O senhor acredita na volta dessas ações, com quadrilhas remanescentes?
Akira — São participantes de quadrilhas anteriores, das mesmas que agiam anteriormente. Enquanto estiverem soltos vão estar praticando esse tipo de crime e até surgir modalidade mais fácil.

DC — São suspeitos de mais crimes aqui?
Akira — Sim, em Luis Alves (dia 19 deste mês).

Bope faz caçada na região

Dez policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e policiais militares da região seguem nas buscas aos dois assaltantes que conseguiram fugir de um cerco policial após tentativa de assalto a uma agência do Banco do Brasil na madrugada desta sexta-feira, em Major Gercino, no Vale do Rio Tijucas.

— Estamos procurando pistas. A região é de mato íngreme, difícil de trabalhar. Mas a ordem é que os policiais permaneçam no local — disse o comandante do Bope, tenente-coronel Marcelo Cardoso.

Há PMs da região auxiliando na caçada, que contou com apoio de helicóptero da Polícia Militar e o canil da corporação. O diretor da Deic, delegado Akira Sato, suspeita que os fugitivos estejam com armas longas.

Os dois ladrões que escaparam são os que estavam na frente do banco, enquanto os três comparsas arrombavam os caixas eletrônicos dentro e que acabaram mortos no confronto com a Deic.

O receio da polícia é que os assaltantes façam reféns na fuga. A polícia busca informações de suspeitos pelos telefones 190 ou 181.

ASSALTANTES DE BANCOS SÃO MORTOS EM SANTA CATARINA

ZERO HORA ONLINE, DIÁRIO CATARINENSE- 29/03/2013 | 09h18

Três homens são mortos durante tentativa de assalto a banco em Major Gercino, no Vale do Rio Tijucas, em SC. Dois integrantes da quadrilha de caixeiros conseguiram fugir e são procurados pela polícia


Agência teve os vidros quebrados durante a ação.Foto: Marcos Marcelino / Arquivo Pessoal

Juliano Zanotelli


Três assaltantes morreram durante uma tentativa de assalto a banco em Major Gercino, no Vale do Rio Tijucas, em Santa Catarina. Outros dois integrantes da quadrilha conseguiram fugir e são procurados pela polícia. Segundo a Polícia Militar (PM), cinco homens tentaram assaltar a agência do Banco do Brasil, localizada na Rua Joaquim Silvério, centro da cidade.

A quadrilha de caixeiros estava sendo investigada pela Diretoria Estadual de Invetigações Criminais (Deic). Na noite da quinta-feira, policiais ficaram de campana em casas próximas ao banco, pois tinham informação de que a agência seria assaltada.

Por volta das 3h30min, desta sexta-feira, os cinco chegaram ao banco em um veículo prata, com placas de Balneário Camboriú. Os policiais esperaram os homens iniciarem a ação para abordá-los.

Após quebrarem os vidros da agência, os homens começaram a se preparar para colocar dinamite para explodir o caixa eletrônico. Nesse momento, os policiais fizeram a abordagem.

Houve troca de tiros e três assaltantes foram atingidos e morreram na hora. Outros dois conseguiram fugir em direção ao mato. Um desses foi atingido, pois os policiais encontraram marcas de sangue no mato.

De acordo com o soldado da PM, Cleiton José da Silva, um dos mortos durante a ação já havia sido preso por assalto a banco. Os outros dois também têm passagens pela polícia. Os nomes não haviam sido divulgados até as 6h30min.

Com eles os policiais encontraram cinco pistolas e no bolso de um deles, balas de um fuzil 762, de uso restrito das Forças Armadas. A arma estaria com um dos dois caixeiros que fugiram.

Na troca de tiros casas próximas foram atingidas, mas nenhum morador ou policial foi atingido.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Brusque fez perícias no local, recolheu o explosivo e encaminhou os corpos para o Instituto Médico Legal (IML) de Brusque.

As buscas devem seguir após a chegada da equipe do canil da Polícia Militar de Florianópolis.

Helicóptero da Polícia Civil de Florianópolis auxilia nas buscas.




SEGURANÇA MATA MENINO QUE FOI NADAR NO LAGO DE HARAS

29/03/2013 00h35

Menino morre após ser atingido por tiro na cabeça em haras. Vítima, de 13 anos, foi ferida por segurança da propriedade nesta quinta.. Outro rapaz, de 18 anos, foi baleado pelo suspeito nas costas e perna.

Do G1 Campinas e Região



Um menino de 13 anos morreu em um haras de Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira (28), após ser baleado na cabeça. Segundo a Polícia Militar, um segurança da propriedade fez disparos contra um grupo de cinco garotos que foi ao local para nadar em um lago. Gabriel Brito Motta não resistiu ao ferimento e morreu no local.

Um outro rapaz, de 18 anos, ferido nas costas e perna, foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde está em observação. Ele não corre risco de morrer, segundo a assessoria da unidade médica.

Nota da redação: na versão inicial deste texto o G1 publicou, com base em informações da Polícia Militar, que o haras fica na cidade de Indaiatuba. O local está no limite entre Campinas e Indaiatuba, mas, no boletim de ocorrência, o registro considerou que o haras fica na área de Campinas. A informação foi corrigida às 22h10.

A polícia chegou ao Haras da Corte, próximo ao Aeroporto Internacional de Viracopos, após denúncia anônima. Segundo a PM, testemunhas disseram que o suspeito, de 29 anos e conhecido pelo apelido de "Pernambuco", havia ameaçado os jovens na primeira vez em que eles foram ao haras. O segurança foi encontrado na residência dele, no Jardim Nova Iguaçu, e assumiu os disparos à polícia. Ele teria alegado que os jovens "foram para cima dele".

"Ele veio de moto, pegou a arma e apontou. Na hora a gente correu, saiu pulando... Acertou os tiros em um garoto que estava atrás de mim e também o meu amigo", explicou um dos adolescentes que estavam no local.

No haras, a polícia localizou a arma usada no crime, uma espingarda calibre 12 e com numeração raspada, além de quatro munições intactas e uma deflagrada.

A ocorrência será registrada no 1º Distrito Policial (DP). Segundo a Polícia Civil, o suspeito deve ser indiciado por homicídio doloso e levado para a cadeia anexa ao 2º DP, no São Bernardo.

O local e horário do enterro da vítima não foram confirmados até a publicação da reportagem. A assessoria do Haras da Corte não foi encontrada para comentar o assunto.

Menino morreu na tarde desta quinta-feira, após ser baleado na cabeça (Foto: Reprodução / EPTV)

LADRÕES QUEBRAM VIDRAÇAS DAS LOJAS

29/03/2013 12h30

Grupo quebra vidraça com pedras e furta TVs em MT; confira imagens. Pelo menos 10 suspeitos furtaram loja em Sinop, na região norte de MT. Prejuízos causados ao estabelecimento beiram os R$ 18 mil.
Do G1 MT



A polícia está à procura de pelo menos 10 pessoas suspeitas de terem praticado um furto em uma loja de eletrodomésticos em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá. Imagens do circuito interno da loja mostram que os suspeitos, em sua maioria, menores de idade, utilizaram pedras para quebrar a vidraça do estabelecimento. As pedras foram arremessadas várias vezes contra a proteção de vidro do local.

Assim que teve acesso ao interior da loja, o grupo optou por furtar aparelhos de TV do tipo LCD. Segundo informações repassadas pelo gerente da rede de lojas em Sinop, Cristian Vitoriam, o prejuízo causado beira os R$ 18 mil.

Grupo quebrou vidraças de loja. (Foto: Reprodução/TVCA)

Esta foi a segunda vez que a loja foi assaltada neste ano. “Há uns dias tentaram quebrar a porta de vidro da loja, porém, não conseguiram. Esse roubo já está sendo articulado há um tempo”, informou.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos invadiram o local por volta de 1h30 desta quinta-feira (28). Em poucos segundos, todos optaram por levar aparelhos de TV. Uma das suspeitas, inclusive, tentou pegar um dos aparelhos, mas não conseguiu e deixou a TV cair no chão.

Todos os criminosos fugiram do local e até o fechamento desta reportagem nenhum deles foi preso pela polícia.

MJ DIVULGA PESQUISAS EM SEGURANÇA PÚBLICA

PORTAL DO MJ - 19/02/2013 - 16:06h


Ministério da Justiça divulga grandes pesquisas em segurança pública

O Ministério da Justiça apresenta, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), uma série de pesquisas na área de segurança pública em todo o país. O objetivo dos estudos é auxiliar a política pública de segurança no desenho de diagnósticos para distribuição dos recursos aos estados e municípios.

Esse mapa da segurança pública, além de demandar das três esferas de governo uma maior participação comunitária e capacitação dos profissionais que atuam na ponta, a gestão compartilhada da segurança pública exige diagnósticos confiáveis. O compartilhamento e a compilação de dados criminais podem subsidiar ações de redução da violência tanto em âmbito nacional quanto local, auxiliando na formulação e avaliação de políticas públicas para a área. Torna-se impossível gerir políticas públicas sem a consolidação de dados corretos sobre os problemas reais a serem enfrentados. Atualmente, cada unidade da federação utiliza conceitos, critérios e metodologias diferentes para quantificar e analisar a criminalidade, o que impossibilita a consolidação de números nacionais com maior precisão.

Em 2012, o Brasil alcançou um marco histórico para a segurança pública: a aprovação da lei 12.681, de autoria do Governo Federal, que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp). Trata-se de um sistema integrado pela União, estados e Distrito Federal para reunir dados essenciais para um melhor planejamento e avaliação das políticas públicas desenvolvidas, além de possibilitar maior transparência pelo fácil acesso às informações via Internet e, por conseqüência, proporcionar maior controle social.

Para garantir a alimentação de dados no Sinesp, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) já começou a tomar medidas voltadas à modernização e melhoria da gestão das instituições de segurança pública dos estados, por meio da aquisição de sistema informatizado e customização de sistemas de registros de atendimentos, ocorrências e procedimentos policiais. Até o início de 2014, o Fundo Nacional de Segurança Pública irá garantir a compra de equipamentos e o desenvolvimento de sistemas de informação de estados brasileiros que já mantêm atualizadas suas estatísticas.

Todos os dados do Sinesp e das pesquisas realizadas pela Senasp serão cruzadas, visando um maior aproveitamento desses dados. Segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, a coleta de informação sobre o funcionamento das instituições policiais é fundamental para subsidiar a elaboração, implementação e avaliação de políticas públicas. “Com dados mais precisos, baseados na produção de conhecimento científico, poderemos avaliar as práticas com base na realidade”, afirmou, ao ressaltar o diálogo e parceria com os estados, com vistas ao envio periódico das informações, consideradas fundamentais para o trabalho da secretaria.

São quatro lançamentos principais no evento de hoje:

A pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública procurou retratar a situação das Polícias Militares, Polícias Civis e Corpos de Bombeiros Militares em 2011, em relação à estrutura, recursos humanos e materiais, orçamento, ações de prevenção e atividades de capacitação e valorização profissional.

Observou-se no Perfil, por exemplo, uma realidade bastante diferenciada no país em relação à quantidade de delegacias existentes. Nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e no Distrito Federal verificou-se a menor quantidade de delegacias em relação à população estadual. No outro extremo, 10 estados dispõem de 1 delegacia para até 20 mil habitantes.

Mulheres - Regina Miki considera ainda que é quase inexistente o debate para a construção de políticas específicas para mulheres atuantes em segurança pública, por esse motivo, a Senasp traçou um perfil detalhado sobre a atuação dessas profissionais, de seus respectivos papéis e das representações no universo das instituições de segurança pública. “O papel feminino, suas estratégias e resistências são construídas em contraste com o contexto cultural das instituições de segurança pública, predominantemente masculino e associado à violência”, revelou.

A pesquisa sobre as Mulheres na Segurança Pública investiga as relações entre a participação das profissionais mulheres na segurança pública e a transição para uma cultura de maior mediação de conflitos e pela filosofia de segurança cidadã.

A pesquisa Diagnóstico da Perícia Forense no Brasil analisa dados referentes às unidades de perícia de todos os entes federados. O objetivo foi identificar as formas de organização, estruturas e funcionamento de serviços periciais forenses estaduais do país, no sentido de subsidiar decisões de gestão e alocação de recursos para diminuir essa diferença na prestação de seus serviços.

O projeto Pensando a Segurança Pública é uma coleção de 15 pesquisas no campo da Segurança Pública e da Justiça Criminal, divididas por temas: registro de homicídios, direitos humanos e análise e diagnóstico das políticas públicas.

O lançamento da Coleção tem a finalidade de compartilhar os resultados para promover o debate sobre um modelo de segurança pública eficiente e pautado pelo respeito aos direitos humanos.

Segue abaixo as pesquisas em Segurança Pública

Diagnóstico Perícia Criminal
Mulheres na seguranca
Pensando a Segurança
Pesquisa Perfil
Profissiografia

ERRATA:

Pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública
Página 79:

Onde se lê: Tabela 38 – Quantidade de policiais militares mortos ou feridos em serviço, por Unidade da Federação, 2011.

Leia-se: Tabela 38 - Quantidade de policiais militares mortos e feridos, em serviço e fora de serviço, por Unidade da Federação, 2011.

O estado de São Paulo informou novos números para a quantidade de presos em delegacias do Estado. Segue tabela com correção a ser substituída pela da página 100. Segundo o estado de São Paulo, a pergunta não foi compreendida pela área técnica, que respondeu de forma equivocada.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta iniciativa pesquisa os instrumentos de segurança pública e não a SEGURANÇA PÚBLICA. Por este motivo, as políticas de segurança pública não dão certo e se tornam inoperantes, pois a visão é míope. O correto seria fazer uma pesquisa mais ampla envolvendo o Sistema de Justiça Criminal, onde os resultados seriam bem mais claros.

MISTÉRIO NA FRONTEIRA

ZERO HORA 29 de março de 2013 | N° 17386

Polícia busca conexões na morte de três taxistas

Com marcas de tiros na cabeça, os corpos foram encontrados pela manhã em Livramento e Rivera



Duas cidades da fronteira do Brasil e do Uruguai amanheceram ontem sob o impacto de uma coincidência macabra. Três taxistas de Santana do Livramento e de Rivera foram encontrados mortos. Apesar de indícios de execução, o caso ainda é um mistério porque não há outras características que unam as vítimas além da profissão. A possibilidade de latrocínio é investigada pela Polícia Civil.

Helio Beltrão do Espírito Santo Pinto, 45 anos, Márcio Fabiano Magalhães Oliveira, 33 anos, e Enio Rolim Lecina, 55 anos, saíram para trabalhar entre o final da noite de quarta-feira e a madrugada de quinta e não retornaram para casa. O mistério que envolve as três mortes está relacionado às circunstâncias dos crimes (todas as vítimas apresentavam pelo menos duas marcas de tiros na cabeça) e à falta de conexão entre os taxistas: eles trabalhavam em diferentes empresas e não teriam contato entre si.

Os corpos foram encontrados em áreas residenciais. Os táxis também foram localizados, mas em pontos distantes de onde estavam as vítimas.

– Em um dos automóveis havia pouco sangue, o que pode indicar que o assassinato não foi cometido dentro do carro – afirma o delegado Eduardo Sant’Anna Finn.

A polícia tenta esclarecer se os taxistas foram alvo de um acerto de contas ou se houve coincidência de três mortes em uma mesma noite. Um das vítimas era ex-policial militar. Pinto foi expulso da Brigada Militar por corrupção. Os outros dois taxistas não tinham passagem pela polícia. Dono do veículo usado pelo ex-PM, Delco Soarez afirma que ele não teve problemas em seis meses de atividade:

– Ele cumpria horário, nunca recebi reclamação. Nunca falou de ameaças.

Mas o pai acredita que o filho pode ter sido vítima de emboscada:

– Teve gente que armou para ele antes. Devem ser os mesmos sujeitos – diz Beltrão Ferreira Pinto.

JÚLIA OTERO | SANTANA DO LIVRAMENTO

CRIME SEM FREIO

ZERO HORA 29 de março de 2013 | N° 17386

Cinco roubos em postos da Capital em cinco horas. Apesar de ações da Brigada, ataques seguem em alta e alarmam frentistas


Se o medo da violência já acompanha as noites de trabalho de frentistas de Porto Alegre, bandidos deram uma forte demonstração de que os postos de combustíveis tornaram-se um dos principais alvos do crime. No intervalo de apenas cinco horas, cinco estabelecimentos foram assaltados em quatro diferentes bairros.

Asituação assusta proprietários, funcionários e clientes de postos. Desde o começo do ano, a Brigada Militar incrementou ações de fiscalização, mas os números do Sindicato dos Postos de Combustíveis (Sulpetro) indicam a mesma média de um roubo por dia registrada pelo menos desde meados do ano passado. Foram 92 ataques em 2013 na Capital.

Um dos alvos foi o posto na esquina entre as avenidas Getúlio Vargas e José de Alencar, no bairro Menino Deus (veja quadro ao lado). Foi o segundo assalto em 24 horas, totalizando R$ 850 de prejuízo. O presidente do Sulpetro, Adão Oliveira, está cada vez mais alarmado com a situação:

– As forças de segurança já estão agindo, nós vemos. Mas não está adiantando e não é suficiente, a gente sabe que a nossa legislação, muitas vezes, também favorece o marginal, porque eles são presos em um dia e no outro estão na rua de novo. Está cada vez mais difícil manter o negócio, mas temos de confiar na Brigada Militar.

A indignação do dirigente se justifica não apenas pelo prejuízo – em média, de R$ 200 por assalto –, mas pela inviabilidade do negócio. Muitos proprietários desistiram de trabalhar durante a madrugada pela dificuldade de encontrar funcionários dispostos a encarar o trabalho sob risco.

Em um posto da Avenida Farrapos, por exemplo, o único frentista que trabalhava no horário em que acontece a maioria dos roubos teve levados R$ 365 por dois adolescentes, na terça-feira. A orientação é para os funcionários não acumularem grandes valores, mas o suficiente para “não irritar o bandido”, como confessa um frentista.

Serviço de inteligência da BM faz mapeamentos dos casos

Em reunião recente, os proprietários de postos ouviram do secretário da Segurança Pública, Airton Michels, a promessa de uma solução mais eficaz para a onda de assaltos. Ele prometeu que será feita uma análise desse tipo de crime. Em 15 dias, o trabalho, que consistirá em levantamento de dados e mapeamento dos assaltos pelo serviço de inteligência da Brigada Militar, deve ser apresentado.

De acordo com Michels, PMs recém-formados que entrarão em atividade no final de abril devem ampliar o policiamento ostensivo próximo aos postos. O Comando de Policiamento da Capital promete manter operações específicas. Mais de 50 pessoas já foram detidas. São barreiras relâmpago em praticamente todos os cantos da cidade e próximo aos postos de combustíveis, para surpreender os criminosos.

EDUARDO TORRES

A série de assaltos

QUARTA-FEIRA
- 22h30min – Um homem armado roubou R$ 200 de posto na Rua Vicente da Fontoura, bairro Santana.
- 23h45min – Uma dupla armada roubou quantia não divulgada do frentista em posto na Avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon.

ONTEM
- 1h15min – Três homens armados roubaram R$ 450 do frentista em posto na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Menino Deus.
- 1h30min – Trio armado levou dinheiro do caixa da loja de conveniências em posto na Avenida Ipiranga, bairro Jardim do Salso.
- 3h30min – Dupla armada roubou quantia não revelada em posto na Avenida Cristiano Fischer, bairro Jardim do Salso.

ESTADO PROMOVE SEGURANÇA PÚBLICA


ZERO HORA 29 de março de 2013 | N° 17386 ARTIGOS

Airton Michels*


Porto Alegre não é, nem jamais foi, a capital brasileira com mais alto nível de criminalidade em relação às demais, ao contrário do que foi dito em editorial de Zero Hora, na quarta-feira (27). O critério internacional para avaliação da violência é o crime contra a vida. Em reportagem publicada por Zero Hora em 20 de março, um gráfico dos homicídios na Capital mostra que o ponto mais alto foi em 2007, com 42,1 mortes para cada 100 mil habitantes e nem assim Porto Alegre chegou ao posto de mais violenta. Nos anos seguintes, os números declinaram, chegando a 32,2, em 2012. Conforme a mesma matéria, Porto Alegre é a 10ª capital no país, considerando esse índice de proporcionalidade.

Resultados consistentes em segurança pública não são alcançados em curto prazo. A Secretaria da Segurança Pública tem atuado na origem da criminalidade, no seu enfrentamento e no combate à impunidade, aprimorando políticas de Estado e métodos de gestão. Uma das iniciativas são os Territórios de Paz, projeto saudado no editorial de Zero Hora, voltado às regiões mais vulneráveis ao crime.

Outra importante ação é a do policiamento comunitário, em execução em Canoas, Caxias do Sul e outros municípios gaúchos. Em Porto Alegre, um convênio com a prefeitura vai criar 44 núcleos de polícia comunitária neste ano.

Ao mesmo tempo, o governo também enfrenta a impunidade. Para o combate, foram implantadas as Delegacias de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na Capital e em mais 10 cidades do Rio Grande do Sul. Com isso, obteve-se um aumento de 478% na elucidação das ocorrências de homicídios, de janeiro e fevereiro de 2013, em Porto Alegre, em relação ao ano passado.

A secretaria aplicou no ano passado mais de R$ 2,2 bilhões entre custeio, pessoal e investimentos, fortalecendo as instituições de segurança pública. Também houve a aquisição de 2.384 armas em 2012, com previsão de compra de mais 1.227 este ano. Estão previstas mais 629 viaturas novas em 2013, somadas às 751 compradas no ano passado. Além disso, mais 2,5 mil novos policiais militares começam a atuar nas ruas em 2013, sendo 550 destinados à Capital.

Portanto, ao falarmos em índices de criminalidade, é fundamental que a sociedade também esteja bem informada sobre as políticas de segurança implantadas. Este governo trabalha em várias frentes, desde seu início, com o principal foco na redução dos índices de violência.

*SECRETÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA



30 MINUTOS DE TERROR


ZERO HORA 29 de março de 2013 | N° 17386

CAMPESTRE DA SERRA - Bandidos rendem PMs, atacam três agências bancárias e subjugam os 3 mil habitantes do município de Campestre da Serra


Como em filme de faroeste, uma quadrilha fez um arrastão em todos os estabelecimentos bancários de Campestre da Serra e instalou o pavor no município de 3 mil habitantes. Em meia hora, o bando feriu e dominou os três únicos PMs da cidade e roubou dinheiro do Banco do Brasil, Banrisul e Sicredi. O assalto com ingredientes nunca antes visto na Serra interrompeu o almoço e apavorou moradores.

À mesa de casa, um estudante de 25 anos escutou um estrondo. O rapaz correu à janela e se impressionou com a cena. De dentro de um SpaceFox, cinco assaltantes tiroteavam contra três PMs em uma viatura.

– Saí no pátio e vi o tiroteio. Voltei e me joguei no chão. Nunca tinha visto nada igual. Fiquei com medo – conta o aposentado Reinaldo Bazi, 72 anos, complementando o relato do jovem.

Armados com espingarda calibre 12, pistola e revólver, os criminosos forçaram a rendição dos PMs, que estavam em menor número e com apenas pistolas. Um deles, o sargento Jésse Jones Pinto Rodrigues foi ferido de raspão no pescoço. O estudante viu os ladrões saírem do carro, abrirem as portas da viatura e puxarem os brigadianos para fora. Os PMs foram obrigados a deitar no chão, enquanto o bando os desarmava e recolhia o colete à prova de balas de um deles. Os soldados André Luís Baldi e Guilherme Tramontin Silveira escaparam dos tiros, mas sofreram lesões na cabeça ao serem agredidos a coronhadas.

“Eles pareciam os donos da cidade”

O grupo colocou Baldi e Silveira dentro do SpaceFox e partiu, deixando o sargento. Iniciava ali o arrastão. Primeiro, a quadrilha rumou com os PMs reféns para ao Banco do Brasil, passando pela frente do Banrisul, que logo a seguir também seria assaltado. Chegaram no Banco do Brasil, que fica em frente à praça central, causando pânico entre moradores. Vizinho da agência, o aposentado Teodolindo Panassol, 70 anos percebeu a movimentação e espiou pela janela basculante de casa.

– Eles estavam todos encapuzados. Fizeram os dois PMs saírem do carro, que tinha furos de bala no para-brisa. Como a porta do banco não abriu a tiro, deram marretadas. Em uns cinco minutos, saíram com mochila e um deles disse: “vamos embora que aqui rendeu pouco”.

O bando entrou no SpaceFox e foi para o Banrisul. Abriram a porta do banco a marretadas e fizeram o segurança e dois funcionários se deitar no chão. Aguardaram alguns instantes até o cofre eletrônico se abrir, recolhem dinheiro a saem. Os assaltantes voltaram ao Centro, onde deixaram o PM Guilherme, e partiram para o terceiro banco atacado. Trafegaram lentamente, com as portas do veículo abertas.

– Pareciam os donos da cidade – comentou um morador.

A porta de vidro do Sicredi também foi estilhaçada. Com mais dinheiro recolhido, a quadrilha fugiu no SpaceFox, que depois teria sido substituído por um Gol branco.

A sequência de assaltos mobilizou dezenas de policiais militares, civis e rodoviários, peritos do Instituto-geral de Perícias e dois helicópteros da Brigada Militar e da Polícia Civil.

De ambulância, os três policiais militares foram levados para o Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Vacaria. Receberam atendimento e puderam ir para casa. Na saída, o sargento Jésse se limitou a dizer:

– Agora está tudo tranquilo, graças a Deus.

CLEVER MOREIRA | CAMPESTRE DA SERRA


Assaltantes seriam da região da Serra

A principal suspeita da Polícia Civil é de que os assaltantes que aterrorizaram Campestre da Serra sejam remanescentes do bando parcialmente desarticulado no início do mês em uma operação realizada em Caxias do Sul.

Para agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) que apuram o caso, o quinteto seria o mesmo que assaltou agência do Sicredi no dia 15 deste mês em Protásio Alves, na Serra.

Apesar da ousadia de fazer PMs reféns, o grupo que se embrenhou na mata durante a fuga não portava fuzis, tampouco submetralhadoras. Segundo o diretor do Deic, delegado Guilherme Wondracek, o bando seria formado por assaltantes da região. Para ele, o fato de terem rendido os policiais foi circunstancial, ou seja, não estaria no plano inicial dos criminosos.

– Eles portavam armas comuns, como uma calibre 12 e pistolas calibre .40 e 380. Não parecem ter ligação com bandos mais organizados. Depararam com os PMs e os fizeram reféns – acredita o delegado.

Mesmo com a suspeita de que se trata de uma quadrilha local, a investigação ficará a cargo da Delegacia de Roubos do Deic. Durante todo o dia de ontem, agentes da delegacia especializada e o próprio Wondracek fizeram buscas e coletaram informações na região. O helicóptero da instituição também foi usado, mas os suspeitos não foram localizados.

– É uma região de mata fechada, o que dificulta trabalho – pondera Wondracek.

Uma equipe de agentes da especializada deve permanecer na área em busca de pistas que levem à identificação dos bandidos. Eles devem receber apoio de policiais da Delegacia de Furtos, Roubos, Capturas e Entorpecentes (Defrec) de Caxias do Sul, que investigaram e prenderam, no dia 7, três integrantes de um bando que se preparava para assaltar uma agência em Lajeado, no Vale do Taquari. Todos fariam parte de uma mesma organização criminosa.

Bando era formado por ex-militares

Questionado sobre a possibilidade de uma nova onda de ataques com cidades sitiadas, como a que amedrontou o interior gaúcho em 2008, o diretor do Deic disse:

– É um grupo local, sem treinamento especial.

Na época, municípios da Serra e Região Carbonífera foram alvo de uma série de assaltos praticados por PMs e ex-militares, que, além do treinamento especializado, portavam fuzis e transformavam clientes e seguranças dos bancos em escudos humanos em fugas. Desde o ano passado, se intensificaram ações com uso de explosivos, aterrorizando comunidades.







quinta-feira, 28 de março de 2013

CNN: MACEIÓ É A SEXTA CIDADE MAIS VIOLENTA DO MUNDO

GAZETA WEB - 28.03.2013 - 13h51

Violência em Maceió é destaque na imprensa internacional

Reportagem da CNN México coloca a capital alagoana como a sexta cidade mais violenta do mundo

» Gazetaweb



A violência que atinge a população alagoana foi destaque na imprensa internacional, nessa quarta-feira (27), quando Maceió apareceu em uma reportagem veiculada pela sucursal mexicana da rede de televisão CNN como a sexta cidade mais violenta do mundo.

Segundo a pesquisa divulgada por um instituto de pesquisas mexicano, Maceió tem uma taxa de 85,88 homicídios por cada 100 mil habitantes. A outra cidade brasileira que também aparece na lista é João Pessoa, com 71,59 assassinatos pela mesma quantidade de habitantes.

A matéria chama atenção para o fato de que quase todas as cidades listadas estão localizadas no continente latino americano. O estudo só levou em consideração as cidades com mais de 300 mil habitantes.

Maceió já havia sido destaque na imprensa nacional no último domingo, quando o jornal Folha de São Paulo veiculou uma reportagem falando sobre as “áreas proibidas” da capital alagoana, locais dominados pela criminalidade.

TRÊS TAXISTAS SÃO ASSASSINADOS EM LIVRAMENTO

ZERO HORA ONLINE 28/03/2013 | 13h37

Três taxistas são assassinados em Santana do Livramento. Um dos corpos foi encontrado no Uruguai. Os três motoristas foram mortos com tiros na cabeça



Polícia Civil investiga ligação entre os casosFoto: Daniel Badra / Especial

Fernanda da Costa

Dois taxistas foram encontrados mortos na manhã desta quinta-feira em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste. Horas depois, o corpo de outro motorista foi localizado em Rivera, no Uruguai, segundo a Brigada Militar. Uma das vítimas era policial militar.

Os veículos usados pelos três taxistas estavam em locais diferentes dos corpos. O motorista Hélio Beltrão do Espírito Santo foi encontrado morto por volta das 7h, no bairro Planalto. Já o carro que ele usava para trabalhar, um Uno, foi encontrado no Uruguai.

Uma hora depois, outro taxista foi encontrado morto, no bairro Armour. Segundo a Polícia Civil, o veículo dele, um Gol, foi localizado em outro ponto do mesmo bairro.

Há pouco, o corpo de mais um taxista foi localizado, em Rivera, no Uruguai. O Elba usado pelo motorista foi encontrado em Santana do Livramento, no bairro Armour. A polícia ainda não confirmou a identidade das duas vítimas.

Os três motoristas foram mortos com tiros na cabeça, conforme a Polícia Civil. O delegado Eduardo Sant'Anna Finn afirma que a ligação entre os casos será investigada:

— Vamos trabalhar com as hipóteses de latrocínio e execução. Os autores podem ser os mesmos.

Segundo ele, os três crimes ocorreram durante a madrugada e os taxistas não trabalhavam no mesmo ponto.



A PLATEIA


Amanhecer violento


Dois taxistas foram encontrados mortos no amanhecer da Quinta-feira Santa. Um dos corpos foi localizado na via de acesso ao residencial Veneza, nas imediações do Lago Batuva, com pelo menos um tiro na cabeça. Outro, em situação semelhante, foi localizado nas imediações do CTG Rincão da Carolina, um outro cadáver, em situação semelhante. Efetivos da Brigada Militar, Polícia Civil (Equipe de Investigação) e IGP – Instituto Geral de Perícias foram até os dois locais. Mais tarde foram identificados os taxistas Helio Beltrão, que conduzia um veículo Fiat prefixo 075 e Márcio Magalhães, que dirigia um Gol prefixo 102. Beltrão foi encontrado nas proximidades do Batuva e Magalhães na região do Armour.

Um outro cadáver – que ainda não havia sido identificado -, encontrado por volta das 9h, no bairro Bisio, em Rivera, suscitava a possibilidade de um outro crime. A suposição parte da associação com um Fiat Elba foi encontrado na região do Viaduto do Armour, abandonado.

Até às 10h02 as forças policiais continuavam mobilizadas no sentido de colher mais detalhes sobre os crimes.

Mais um taxista morto em Rivera

Identificado como Tito Lencina, taxista do veículo prefixo 153, da Rodoviária de Livramento, o taxista encontrado morto no bairro Bísio em Rivera. As investigações da Polícia Civil continuam e agora, em combinação com a Polícia riverense. Oficialmente não há ainda ligação entre os três casos, mas é possível, pela lógica estabelecer que exista alguma circunstância, pois são três taxistas, assassinados em lapsos de tempo a partir da 1h da madrugada de Quinta-feira Santa. Não há suspeita de autoria, ainda.

TRÊS BANCOS ASSALTADOS EM CAMPESTRE DA SERRA

ZERO HORA ONLINE 28/03/2013 | 15h52

Ladrões assaltam três bancos em Campestre da Serra. Eles teriam fugido em um Gol branco em direção a São Marcos


Banco do Brasil foi um dos alvos do assaltoFoto: Maicon Damasceno, Agência RBS


Jéssica Britto


Três bancos foram atacados por criminosos ao meio-dia desta quinta-feira, em Campestre da Serra, município de 3 mil habitantes da serra gaúcha. Segundo informações preliminares da Brigada Militar de Vacaria, policiais teriam sido feito reféns. Pelo menos dois brigadianos foram baleados e encaminhados ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria. Eles passam bem.

Conforme relatos da Delegacia de Polícia de Vacaria, o Banco do Brasil, o Banrisul e o Sicredi locais foram atacados simultaneamente pelos assaltantes. As três agências são vizinhas.

O Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Serra (CRPO/Serra) informou que pelo menos seis assaltantes estavam usando um Corolla e um Space Fox. Os dois carros foram abandonados durante a fuga. Eles teriam seguido em direção a São Marcos em um Gol branco.

O ataque triplo deixou a cidade em alvoroço. Há também relatos de populares feridos, o que ainda não foi confirmado pelo delegado Carlos Alberto Defaveri, que responde por Vacaria e Campestre da Serra. Ele se dirige neste começo de tarde ao local dos assaltos.

Banco do Brasil já havia sido assaltado em fevereiro

Campestre da Serra já havia sido alvo de criminosos em 1º de fevereiro deste ano. Cinco homens armados de revólver, pistola e espingarda quebraram a marretadas uma porta de vidro que dava acesso ao Banco do Brasil.

Os ladrões levaram dinheiro dos caixas eletrônico e do único caixa que é operado por funcionários, dois revólveres dos vigias e dois coletes.

A ação durou pouco mais de cinco minutos. Durante o roubo, um dos bandidos organizou um cordão de isolamento ao banco, com clientes da agência e pessoas que passavam pelo lugar.


PIONEIRO

Banrisul foi outro dos alvos dos bandidos:imagem 7Pelo menos dois brigadianos foram baleados na ação:imagem 8Pelo menos dois brigadianos foram baleados na ação:imagem 2

EXECUÇÕES PLANEJADAS EM VISITAS NA PENITENCIÁRIA

ZERO HORA 28 de março de 2013 | N° 17385

“ESCRITÓRIO” DE FACÇÃO

Fábio Fogassa, o Alemão Lico, e Eloy Ribeiro Ullmann, a Lili Carabina. O casal explosivo estaria dando as cartas no centro do poder da facção criminosa Bala na Cara. A “sala de reuniões” seria a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas, onde Alemão Lico cumpre pena desde 2008. Ele daria as ordens a Lili nos dias de visita.

Arevelação foi feita ontem, na operação Águas de Março, desencadeada pela polícia de Viamão, que investiga uma trilha de mortes desde o começo do mês. Lili Carabina, 28 anos, foi presa preventivamente na Vila dos Sargentos, bairro Serraria, na Zona Sul da Capital.

A ordem dada pelo casal aos soldados dos Bala na Cara – com a violência peculiar do bando – era para que executassem a ex-companheira de Alemão Lico, 35 anos. Agora apontado como principal nome da facção, o criminoso suspeitava de que ela tivesse traído a quadrilha, passando a traficar para outro grupo em uma área dominada pelos Bala, em Viamão.

– A mulher estava escondida com a filha de oito anos que tem com o Lico. Ele ordenou que ela fosse caçada. Quem não desse informação sobre o seu paradeiro, era executado – explicou o delegado Carlos Wendt, que comandou a ação da 2ª DP de Viamão.

Atiradores invadiram casa com sete crianças

Depois de três mortes suspeitas – duas em Viamão e uma na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre –, e do incêndio de uma casa na Vila Esmeralda, em Viamão, na noite de 15 de março, o alvo foi encontrado em uma casa de Viamão. Pelo menos três homens invadiram o local onde a mulher de 30 anos estava com a filha e a irmã.

Foram todas alvejadas por tiros de pistola e de calibre 12. A ex-mulher foi baleada com 15 tiros e segue hospitalizada. A irmã dela foi morta com dois disparos na cabeça. A menina também está internada. Ela foi atingida por um tiro no olho e deve perder parcialmente a visão.

Naquele momento, testemunhas disseram que havia pelo menos sete crianças na residência.

– A partir desse caso, fomos atrás dos executores e dos desdobramentos. São criminosos que dão ordens com a segurança de que elas serão cumpridas, fazendo uso inclusive de alguns adolescentes como matadores – diz Carlos Wendt.

Na operação de ontem, foram presas oito pessoas e dois adolescentes, apreendidos.

EDUARDO TORRES


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Para lembrar o poder desta quadrilha e as dificuldades de controle nas cadeias gaúchas...

quarta-feira, 27 de março de 2013

IMPUNIDADE

R7 - CIDADE ALERTA 27/03/2013

O CIDADÃO ESTÁ ENTREGUE À BANDIDAGEM.

O SEMINÁRIO CONTRA INCÊNDIOS

O SUL, 27/03/2013

WANDERLEY SOARES


Há eventos cuja importância só se consagra se as propostas não forem meramente acadêmicas

Questões relativas ao aprimoramento de ações de prevenção a incêndio, da legislação pertinente ao assunto e de protocolos de atendimento a vítimas e familiares serão tratadas no "5 Seminário de Segurança contra Incêndio e Atendimento a Desastres", que acontecerá em Porto Alegre, hoje, entre 13h30min e 21h30min, no Hotel Embaixador. Naturalmente que a excelência de equipamentos e efetivos do Corpo de Bombeiros do RS estará dentro da pauta, pois a Brigada Militar está entre as instituições que promovem o evento, junto com o Ceped (Centro Universitário de Estudos e Pesquisas em Desastres) da Universidade Federal do RS, CREA-RS e Associação Sul-Rio-grandense de Engenharia e Segurança. O evento é de excepcional importância, desde que não se resuma em projeções acadêmicas e inviáveis para a transversalidade do governo gaúcho


Cartões de crédito

Dois homens foram presos, ontem, na Vila Castelo, Zona Sul de Porto Alegre, acusados de adulteração e clonagem de cartões de crédito. Na residência dos estelionatários, que responderão processo em liberdade, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, relógios de luxo, dois automóveis e uma pistola


Carta do major

O ex-chefe do comando regional do Corpo de Bombeiros de Santa Maria divulgou uma carta de repúdio à postura da Polícia Civil no inquérito da tragédia da boate Kiss. O major Gerson da Rosa Pereira, um dos apontados pelo inquérito, afirma que a vida pessoal e familiar dele foi ferida de morte, sem qualquer possibilidade de reparo. Gerson afirmou que será julgado pelo Código Penal Militar, que não prevê o crime pelo qual ele foi incluído no inquérito da boate Kiss. A carta do major é fadada a não ter peso no inquérito que está nas mãos do Ministério Público


Bandido solto

Um erro da Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) colocou nas ruas um homem que esteve no topo da lista dos mais procurados pela polícia gaúcha. Michel de Souza da Silva, o Michelzinho, foi solto mesmo estando com prisão preventiva decretada em dois processos por homicídio qualificado e um por assalto a banco. A Susepe admitiu o erro, mas a sindicância instaurada pela corregedoria do órgão não foi concluída


Postos

Mais dois postos de combustíveis foram assaltados em Porto Alegre entre a noite de segunda-feira e a madrugada de ontem. Os ataques ocorreram na avenida 24 de outubro, próximo ao Dmae, e na Farrapos, perto da avenida Brasil. Desde janeiro, são mais de 120 casos de assaltos a postos somente em Porto Alegre


Kiss e as bebidas

A Receita Federal retirou do interior da boate Kiss dez caixas com garrafas de uísque e energéticos. Se necessário, a polícia pedirá as notas fiscais dos produtos para comprovar se houve descaminho de bebidas importadas. Aliás, essa media deveria ser extensiva em todas as casas da noite, para eliminar as suspeitas de que algumas produzem suas próprias "importadas"