SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ÔNIBUS FOI APEDREJADO APÓS BRIGA EM BAILE

ZERO HORA 27/01/2014 | 07h21

Seguranças e motorista que estavam no veículo foram feridos



Foto: Fernanda Ramos / Especial


Dois seguranças e um motorista foram agredidos a golpes de facão na manhã deste domingo. Eles estavam em um ônibus fretado que foi apedrejado na chegada a Santa Maria, após um baile realizado em Restinga Seca.

De acordo com um dos seguranças, um jovem de 22 anos, dois grupos se envolveram em uma confusão, durante o baile, na madrugada de sábado para domingo. Os seguranças teriam separado a briga e colocado cerca de 25 pessoas para fora do salão.
Segundo o motorista, de 41 anos, que prefere não ser identificado, o veículo é fretado pela organização da festa, para fazer o transporte dos passageiros. Mesmo colocados para fora da festa, 15 dos supostos agressores teriam sido autorizados a voltar Santa Maria no ônibus.

_ Desci de costas, para esperar os passageiros saírem. Senti um golpe na nuca e foi então que percebi umas cerca de 20 pessoas chegando com facões _ relatou um dos seguranças.

O segurança foi salvo pelo motorista, que conseguiu sair do veículo e puxá-lo para dentro. A essa altura, os dois seguranças tinham sido atingidos com golpes pelo corpo.
Conforme a Brigada Militar, as viaturas estavam atendendo outras ocorrências e por esse motivo não foram até o local solicitado. Uma viatura teria sido deslocada assim que possível, mas aí o ônibus e os feridos já estavam no PA do Patronato.

Dois boletins de ocorrência foram encaminhados à Polícia Civil, para relatar o dano material no ônibus e as lesões às vítimas. Três agressores já teriam sido identificados.


Entrevista

Motorista que dirigia ônibus apedrejado conta o terror da viagem

"Eu não pretendo mais fazer essa linha de ônibus''


Diário de Santa Maria _ Em que momento vocês perceberam o que estava acontecendo?
Motorista _ Ainda na fila do ônibus, em Restinga Seca, um passageiro ligou para um conhecido, pedindo que esperasse o ônibus. No ônibus, eles falavam alto, para nos amedrontar.

Diário _ Vocês conhece os agressores?
Motorista _ Sim, eles já viajaram conosco em outras ocasiões.

Diário de Santa Maria _ Quantos eram e o que eles fizeram?
Motorista _ Eram cerca de 20 pessoas que chegaram para esperar o ônibus na nossa chegada. Havia homens e mulheres entre eles, inclusive senhoras. Eles chegaram e começaram a agredir os dois seguranças. Estavam armados com facões. Um deles foi atingido na nuca, caiu no chão e não conseguia se defender. Ele teve cortes profundos no braço. Eu deixei o ônibus ligado e desci para socorrê-lo. Então, consegui trazê-lo para dentro do veículo. O outro segurança também entrou e fugimos do local, enquanto eles apedrejavam o ônibus.

Diário _ E os outros passageiros? Também mostravam estar com medo?
Motorista _Sim, muitas pessoas do Alto da Boa Vista estavam no ônibus e ficaram apavoradas, mas todos tem medo de se envolver. Elas vieram conosco até o PA do Patronado e dali foram para suas casas.

Diário _ Vocês pensaram na hipótese de não deixá-los embarcar?

Motorista _ Sim, lá em Restinga Seca, nós ouvimos um passageiro ligando para um conhecido em Santa Maria e pedindo ajuda para depredar o ônibus. Nós comunicamos o responsável pelo baile, que sugeriu que não transportássemos os envolvidos na briga. Mas eles ameaçaram que as represálias seriam maiores.

Diário _ Em algum momento vocês pensaram que poderiam morrer?
Motorista _ Não, nós ficamos muito assustados, mas foi tudo tão rápido que a gente não conseguiu nem raciocinar.

Diário _ Já aconteceram brigas como essas em outros bailes?
Motorista _ Já aconteceram outras brigas sim, estamos acostumados com isso, mas nunca nessa proporção.

Diário _ Você pretende continuar trabalhando lá?
Motorista _ Eu preciso trabalhar, tenho família para sustentar, mas eu não farei mais essa linha. Não é por medo, mas a gente tem que se preservar.


DIÁRIO DE SANTA MARIA
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