SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ARTEFATO FERE GRAVEMENTE CINEGRAFISTA DA BAND DURANTE PROTESTO


Delegado diz que artefato que feriu cinegrafista não foi lançado por PMs. Segundo ele, explosivo que atingiu repórter é conhecido como 'rojão'. Polícia analisa imagens do protesto, inclusive as gravadas pela vítima

SÉRGIO RAMALHO
O GLOBO
Atualizado:7/02/14 - 18h34

Cinegrafista é cercado pelo fogo do explosivo: artefato foi atirado durante protesto no Centro Agência O Globo


RIO — O delegado Maurício Luciano de Almeida, da 17ª DP (São Cristóvão) - responsável pelas investigações sobre a agressão sofrida pelo repórter cinematográfico Santiago Ilídio Andrade durante um protesto contra o aumento das passagens na Central do Brasil nesta quinta-feira - descartou que o explosivo que atingiu o profissional da TV Bandeirantes tenha sido lançado por agentes de segurança. Segundo ele, dados do Esquadrão Antibombas mostram que o artefato usado é conhecido como "rojão", e é vendido livremente em casas de fogos de artifício.

O delegado disse que o objeto, que possuía 60 gramas de pólvora, foi lançado a uma distância de três metros do cinegrafista. Ele acrescentou que, assim que for identificado, o autor do crime será indiciado por tentativa de homicídio qualificado, com agravante de uso de artefato explosivo e por provocar explosão em área aberta e com muitas pessoas. A pena por estes crimes pode chegar a 35 anos de prisão, disse o policial.

Almeida afirmou ainda que já estão sendo analisadas imagens de câmeras da CET-Rio, do Comando Militar do Leste e de cinegrafistas, inclusive as últimas gravações feitas pelo Santiago Andrade, para tentar identificar o agressor. O cinegrafista foi ferido na cabeça e segue internado em estado grave no Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro da cidade.

Um fotógrafo da Agência O GLOBO viu e registrou o homem que acendeu o artefato. Na imagem, ele está de camisa cinza e aparece correndo, segundos depois de ativar o explosivo. Porém, não há como identificá-lo.

— Eu estava acompanhando o protesto, quando vi um homem de calça jeans, camisa cinza e com lenço preto no rosto, abaixando e acendendo o fogo de artifício que estava no chão. Logo após, ele sai correndo. Consegui fazer a sequência do artefato atingindo o cinegrafista. A intenção de quem disparou era acertar os policiais que corriam na direção do grupo de manifestantes — disse o fotógrafo da Agência O GLOBO.

Além do cinegrafista, cinco pessoas ficaram feridas. Dois policiais militares foram atingidos por pedradas, mas sem gravidade, e três pessoas feridas foram socorridas no Souza Aguiar. O protesto, que começou pacífico na tarde desta quinta-feira, se transformou num confronto entre manifestantes e policiais na Central do Brasil, com cenas de vandalismo dentro e fora da estação de trens. Policiais militares atiraram bombas de gás e de efeito moral contra o grupo de aproximadamente 800 pessoas.


Foto mostra homem que lançou artefato que feriu cinegrafista durante protesto. Não há como identificar o agressor

O GLOBO
Atualizado:7/02/14 - 15h18



RIO - Um fotógrafo da Agência O GLOBO viu e registrou o homem que acendeu o artefato que atingiu a cabeça do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade. Na imagem, ele está de camisa cinza e aparece correndo, segundos após a ativação do explosivo. No entanto, não há como identificar o agressor.

— Eu estava acompanhando o protesto, quando vi um homem de calça jeans, camisa cinza e com lenço preto no rosto, abaixando e acendendo o fogo de artifício que estava no chão. Logo após, ele sai correndo. Consegui fazer a sequência do artefato atingindo o cinegrafista. A intenção de quem disparou era acertar os policiais que corriam na direção do grupo de manifestantes — disse o fotógrafo da Agência O GLOBO.

O cinegrafista foi atingido durante um protesto contra o reajuste das passagens na Central do Brasil, no fim da tarde desta quinta-feira. O estado de saúde dele é muito grave, segundo a Secretaria municipal de Saúde informou na manhã desta sexta-feira.

O governador Sérgio Cabral lamentou, durante a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ocorrido com o cinegrafista.

Segundo a Polícia Civil, 28 pessoas foram detidas e levadas para quatro diferentes delegacias. Vinte foram para a 19ª DP (Tijuca), sendo que duas responderão pelos crimes de desacato e resistência. Elas assinaram o termo circunstanciado e responderão em liberdade. Das 11 pessoas levadas para a 17ª DP (São Cristóvão), uma pessoa foi autuada por dano ao patrimônio público e outras duas por porte de drogas. Com a dupla foi apreendida uma pequena quantidade de cocaína e maconha. Uma pessoa foi detida e autuada na 5ª DP (Centro) por crime de tentativa de lesão corporal, após arremessar uma pedra contra um policial militar. Ela assinou termo circunstanciado e responderá pelo crime em liberdade.

Roupas do cinegrafista foram encaminhadas para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Técnicos vão auxiliar na busca de provas técnicas para traçar a linha de deslocamento do artefato.

Além do cinegrafista, cinco pessoas ficaram feridas. Dois policiais militares foram atingidos por pedradas, mas sem gravidade, e três pessoas feridas foram socorridas no Hospital Souza Aguiar.

O protesto, que começou pacífico na tarde desta quinta-feira, se transformou num confronto entre manifestantes e policiais na Central do Brasil, com cenas de vandalismo dentro e fora da estação de trens. Policiais atiraram bombas de gás e de efeito moral contra o grupo de aproximadamente 800 pessoas, que reagiu lançando artefatos.
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