SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

BANDO QUE AGE COM EXPLOSIVOS É PRESO


ZERO HORA 14 de fevereiro de 2014 | N° 17704

CAROLINA ROCHA

CERCO AO CRIME. 
Quadrilha atua em ataques a caixas no Estado e em Santa Catarina, diz polícia


A Delegacia de Roubos da Capital prendeu três integrantes de uma quadrilha – que seria composta por oito pessoas – apontados como responsáveis por explodir caixas eletrônicos em Santa Catarina, Porto Alegre e Vila Nova do Sul, na Região Central. Segundo investigações da Polícia Civil, um jovem que completou 18 anos no dia 25 de janeiro seria o líder desta quadrilha. Lorenzo Passini Madruga da Silva foi preso em flagrante na manhã de ontem, em uma casa no Morro da Cruz, bairro Partenon, em Porto Alegre.

Oirmão, o padrasto de Silva e outros cinco comparsas faziam parte do bando.

– Ele disse para um dos agentes: “parei de roubar no sábado” (25 de janeiro) – contou o delegado Joel Wagner, titular da Delegacia de Roubos, que investiga as explosões ocorridas no Estado.

Junto com Lorenzo, que tinha mandado de apreensão decretado pela Justiça catarinense, estava o irmão, Vinícius Passini Achcar, 20 anos, procurado pela polícia do Estado vizinho por participação nos mesmos ataques. Com a dupla estava também o companheiro da mãe deles, Leonardo Rodrigues Duarte, 48 anos, detento do regime semiaberto da Penitenciária Estadual de Santana do Livramento. Ele estava em Porto Alegre graças a uma saída temporária.

Na casa onde os três estavam, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. No local, os policiais recolheram duas pistolas, uma de calibre 45 e outra .380, quatro chaves de veículos de diferentes marcas, uma luneta, duas toucas ninjas, quatro celulares, R$ 1,1mil e um colete da empresa Ruder, furtado em setembro do ano passado. O trio ainda tinha um pacote de 2 quilos de emulsão e uma espoleta. Segundo o relato de Lorenzo aos agentes, o explosivo seria suficiente para detonar cinco terminais eletrônicos.

– Nos chama a atenção que essa é uma quadrilha que foge aos moldes dos bandos que agiam no Interior. Eles não são especialistas, e atacam agências na Capital – ressaltou o delegado Joel Wagner.

As investigações da Roubos confirmaram que os dois irmãos estavam no ataque à agência do Banrisul da Avenida Carlos Gomes, em 28 de dezembro de 2013. A dupla também foi identificada no ataque a agência do Banrisul de Vila Nova do Sul, em 24 de novembro. Nessa explosão, eles teriam contado com a ajuda de Leonardo.

A suspeita, ainda investigada pela polícia, é de que os criminosos presos ontem sejam os autores de outros ataques ocorridos em Porto Alegre. Em depoimento, o trio permaneceu calado.

Em novembro, agência em Vila Nova do Sul foi alvo

Um mês depois, foi a vez de Porto Alegre
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