SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

EMPRESÁRIO SEQUESTRADO POR MAIS DE 50 HORAS



ZERO HORA 26 de fevereiro de 2014 | N° 17716


CAROLINA ROCHA



DESFECHO POSITIVO. Sequestradores são presos em Alvorada

Empresário refém por mais de 50 horas foi solto após pagar resgate


O drama de uma família da Região Metropolitana, que durou mais de 50 horas, terminou na madrugada de ontem. Um empresário de 46 anos foi mantido refém por bandidos em um barraco no bairro Umbu, em Alvorada, e a Delegacia de Roubos desfez o bando criminoso – três adultos foram presos e um adolescente foi apreendido.

Apedido da família, algumas informações foram mantidas em sigilo pela Polícia Civil. O local exato em que o prestador de serviço de 46 anos foi rendido por dois homens e uma mulher, armados com um revólver calibre 38, no sábado à tarde, não foi divulgado.

– A novidade é que o alvo, dessa vez, não foi um megaempresário e, sim, um prestador de serviços, classe média, com quem os criminosos acreditavam que conseguiriam levantar dinheiro em pouco tempo – explicou o Joel Wagner, titular da Delegacia de Roubos do Deic.

O delegado ainda informa que tudo indica que o empresário tenha sido atraído à região onde foi sequestrado para atender a um falso serviço. De lá, o homem foi levado pelo trio para o cativeiro: uma casa de madeira, de apenas um cômodo e sem banheiro. As negociações com a família começaram na manhã de domingo, quando os sequestradores fizeram o primeiro contato. As conversas foram acompanhadas pela Delegacia de Roubos. A todo minuto, ocorria uma ligação com negociação de valores.

Na segunda-feira à noite, houve um acerto. A família deixou o dinheiro (valor não divulgado) em Gravataí, pouco depois da meia-noite, em um determinado ponto. Uma hora depois, o empresário foi retirado do cativeiro, em Alvorada, e libertado em Gravataí.

Com o empresário em segurança, a equipe da Roubos começou a segunda etapa das investigações. Policiais foram à casa usada como cativeiro, próximo às torres de alta-tensão no bairro Umbu. No local, havia um colchão e restos de comida. No bairro Granja, em Cachoeirinha, foram presos três integrantes da quadrilha. Um homem de 36 anos, considerado um dos cabeças da ação, e uma mulher de 56 anos, estavam com o dinheiro pago pelo resgate. Em outra casa do mesmo bairro, foi presa uma jovem, de 26 anos.

Pela manhã, na Rodoviária de Porto Alegre, agentes detiveram um adolescente de 15 anos, também integrante da quadrilha. Cabia a ele pegar o dinheiro com os integrantes presos e levar ao mandante.

– Alguns dos integrantes da quadrilha podem estar envolvidos em sequestros de gerentes de bancos e de joalherias – completou Joel, sem revelar as identidades dos detidos.



Joel Wagner, titular da Delegacia de Roubos, mostra dinheiro recuperado 
após a prisão de bando que manteve empresário refém.
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