SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

IDENTIFICADO SUSPEITO DE MATAR PUBLICITÁRIO EM ASSALTO



ZERO HORA 27 de fevereiro de 2014 | N° 17717

JOSÉ LUÍS COSTA

CASO KUNZLER - 
Polícia pede à Justiça prisão temporária de homem que atirou em sócio de agência


Análises de impressões digitais e outros indícios coletados pela polícia levaram à identificação de um suspeito de assaltar e matar o publicitário Lairson José Kunzler, 68 anos, na tarde de segunda-feira, em Porto Alegre. Ontem, a delegada Áurea Regina Hoeppel, da 6ª Delegacia da Polícia Civil da Capital (Vila Assunção), pediu à Justiça a prisão temporária do homem que atacou Kunzler a tiros para roubar R$ 44.250,00 quando ele chegava em um Civic em frente à portaria do condomínio onde morava no bairro Cavalhada, na zona sul da Capital.

Adelegada também solicitou autorização para fazer buscas e apreensões. Tanto o nome do suspeito e os locais das buscas são mantidos em sigilo.

Os pedidos estão sob análise do juiz Alex Gonzalez Custódio.

– A Polícia Civil está fazendo todo o esforço para que a sociedade porto-alegrense tenha uma resposta o mais rápido possível – afirmou o magistrado.

As solicitações da polícia foram embasadas em fragmentos das marcas de dedos deixadas pelo criminoso no Civic de Kunzler e de outras informações não reveladas pela polícia.

– A investigação está evoluindo bastante. Temos fragmentos de digitais, estatura física e outros indícios contra um suspeito. A prisão temporária serve para ajudar nas investigações – afirmou Áurea, evitando detalhar o trabalho policial.


Vítima era observada por “olheiro”

O suspeito de matar Lairson José Kunzler era caroneiro de uma motocicleta usada para perseguir o publicitário após ele deixar uma agência do Itaú, no bairro Moinhos de Vento, onde recebeu dinheiro referente à venda de uma fazenda da família, no limite entre Porto Alegre e Viamão.

O publicitário não era correntista, mas foi até o banco para trocar cheques por dinheiro. Não havia data prevista para esse pagamento, mas Kunzler teria sido avisado de que a quantia estaria disponível no final da manhã de segunda. Ele também estaria portando outros cheques os quais foram sustados para que não pudessem ser descontados pelos criminosos.

A polícia sabe que a vítima era observada por um “olheiro” dentro do Itaú que viu Kunzler ser atendido em um setor à parte da agência, utilizado para saques de valores mais elevados, porém perceptível a quem presta atenção à rotina de atendimentos no banco. O olheiro estaria em uma fila e abandonou o local antes de ser atendido.

– Ainda existem dúvidas se este homem estava lá, aleatoriamente, em busca de uma vítima ou tinha informações de que a vítima estaria naquele horário no banco – disse a delegada.

Ontem, funcionários do Itaú foram ouvidos pela delegada. Eles levaram imagens das câmeras de segurança da agência, situada na Rua Hilário Ribeiro, com a movimentação de clientes entre a abertura, às 10h, e 11h40min – horário que Kunzler deixou o local. O conteúdo das cenas não foi divulgado.

– Aparecem muitas pessoas, gente sentada, gente que saiu sem ser atendida, vamos precisar analisar melhor as imagens – comentou a delegada.

No meio policial, o crime é conhecido como “saidinha de banco”, no qual bandidos vestindo trajes elegantes frequentam agências bancárias, observando a movimentação de clientes que sacam valores expressivos e, depois, avisam comparsas que perseguem as vítimas nas ruas para roubar o dinheiro. Imagens de câmeras de vigilância de trânsito mostram o Civic do publicitário sendo seguido em um trecho da Avenida Otto Niemeyer.
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