SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

MANIFESTANTE DO ROJÃO PROMETE COLABORAR



ZERO HORA 10 de fevereiro de 2014 | N° 17700


PROTESTO CONTRA A TARIFA NO RIO. Jovem promete colaborar


Um jovem de 22 anos, que abandonou a faculdade de Contabilidade para tentar a vida como tatuador, é o principal personagem da polícia para desvendar o ataque ao cinegrafista Santiago Andrade. O profissional foi ferido durante manifestação contra o aumento das passagens de ônibus, na quinta-feira, no Rio. Preso no domingo, Fábio Raposo concordou em ajudar nas investigações.

O jovem foi detido às 6h30min na casa da mãe. Ao se apresentar para depor no sábado, o tatuador havia negado conhecer o rapaz que acendeu o rojão que atingiu o cinegrafista. Afirmou apenas ter repassado o artefato ao outro jovem depois de tê-lo recolhido no chão. A versão não convenceu a polícia. Com base em filmagens, os investigadores acreditam que Raposo conheça o rapaz. Por isso, o tatuador foi indiciado por crime de explosão e tentativa de homicídio. E a Justiça concedeu sua prisão temporária por 30 dias.

Raposo admite já ter visto o outro suspeito em outros protestos, mas afirma que não sabe seu nome. O tatuador ajudará a polícia a fazer um retrato falado. Raposo diz ter recebido ligação com ameaças, coagindo-o a assumir a culpa sozinho.

Ontem à noite, surgiu uma nova suspeita. Segundo reportagem do Fantástico, o estagiário do advogado que defende Raposo declarou à polícia que recebeu ligações da ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e que ela teria dito que o suspeito que acendeu o rojão seria ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

O estagiário Marcelo Mattoso, que trabalha com o advogado Jonas Tadeu Nunes, declarou à polícia que recebeu duas ligações de Sininho. Segundo ele, ela colocava à disposição advogados. O estagiário diz que passou o telefone a Tadeu Nunes, que recebeu a suposta informação sobre Freixo.

O deputado diz que recebeu ligação de Sininho, solicitando ajuda porque tinha medo que Raposo fosse torturado na prisão. Ele nega conhecer o suspeito. Freixo publicou nota dizendo que Nunes foi defensor de um ex-deputado acusado por ele de chefiar uma quadrilha que controlava favelas. O caso foi apurado na CPI das Milícias.

O tatuador

Fábio Raposo (ao centro na foto) tem 22 anos e é chamado de Fox (raposa, em inglês) por amigos. Em seu apartamento, policiais encontraram uma parede do prédio pichada com as expressões black bloc e “fuck the police” (dane-se a polícia). Vizinhos atribuem a autoria dos rabiscos ao jovem. Foram apreendidos três celulares, a memória do computador e a roupa que Raposo usava no protesto.

O cinegrafista

Santiago Ilídio Andrade é funcionário da Band há 10 anos. Segundo relato publicado no site do jornalista Sidney Rezende, ele já havia gravado material suficiente do protesto quando pediu à jornalista que o acompanhava para que fosse até o carro da emissora e se preparasse para irem embora. Ele teria decidido gravar as últimas cenas no local. Foi nesse momento que acabou atingido por um rojão.


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