SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

MANIFESTANTE QUE REPASSOU ROJÃO A ATIRADOR É PRESO NO RIO


09/02/2014 12h41


O tatuador carioca Fábio Raposo, de 22 anos, foi indiciado por suspeita de tentativa de crime de homicídio, qualificado por uso de explosivo, e crime de explosão. Poderá pegar até 35 anos de prisão


REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA BRASIL E ESTADÃO CONTEÚDO



O tatuador carioca Fábio Raposo, de 22 anos, suspeito de participar do lançamento do rojão que feriu gravemente o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, durante protesto contra reajuste da tarifa de ônibus na última quinta-feira (6), foi preso na manhã deste domingo (9) na casa de seus pais, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.

Os policiais deram cumprimento a mandado de prisão temporária, expedido pela Justiça. Raposo foi indiciado por suspeita de tentativa de crime de homicídio, qualificado por uso de explosivo, e crime de explosão. Se condenado, poderá pegar até 35 anos de prisão.

No sábado (8), Raposo se apresentou espontaneamente à polícia e afirmou que era ele a pessoa que aparecia nas imagens registradas pelas câmeras de segurança entregado o rojão ao homem que atirou o artefato. Segundo o tatuador, durante o protesto, viu uma pessoa derrubar um artefato no chão. Ele pegou o rojão e ficou com o artefato por alguns minutos, até que um rapaz de camiseta cinza lhe pediu o rojão. O tatuador entregou o artefato, que foi aceso pelo homem que atirou o rojão.


Imagem do momento em que o cinegrafista da Band é atingido na cabeça por uma bomba durante cobertura de protesto no Rio (Foto: Agência O Globo)

Em seu depoimento, o tatuador disse desconhecer o atirador do rojão, mas a versão não convenceu a polícia. "A versão do senhor Fábio é no mínimo fantasiosa. Ele está tentando se justificar pelo injustificável", afirmou o delegado da 17ª Delegacia de Polícia, de São Cristóvão, Fábio Pacífico, em entrevista ao RJTV, da TV Globo. A polícia tentará identificar o atirador do rojaão a partir dos contatos de Raposo em seus perfis nas redes sociais. De acordo com o delegado, não é possível dizer ainda que os suspeitos são black blocs.

O advogado de Fábio Raposo, Jonas Tadeu Nunes, disse que está tentando convencer seu cliente a aderir ao instituto da delação premiada, benefício da Justiça concedido a envolvidos em crimes que denunciem seus companheiros e colaborem com as investigações.“Ele está um pouco relutante”, disse.

Segundo a polícia, essa não é a primeira vez que Raposo se envolve em confusão durante protestos. O tatuador tem histórico de atos violentos em outras manifestações nas 5ª e 14ª delegacias de polícia do Rio de Janeiro por danos ao patrimônio público, ameaça e formação de quadrilha.


07/02/2014 10h45


É grave o estado de saúde do cinegrafista ferido em protesto no Rio


Santiago Idílio Andrade, da TV Bandeirantes, foi atingido na cabeça por uma bomba. Ainda não se sabe se autor foi policial ou manifestante

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA BRASIL E ESTADÃO CONTEÚDO



Permanece em estado grave de saúde o cinegrafista Santiago Idílio Andrade, da TV Bandeirantes, atingido, nesta quinta-feira (6), por explosivo durante protesto no centro do Rio de Janeiro contra o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3. Ainda não se sabe se o autor do disparo é policial ou manifestante. De acordo com a Polícia Militar (PM) a bomba caseira foi atirada por vândalos. Segundo o portal de notícias G1, um repórter da Globo News que também estava trabalhando na manifestação disse que o artefato partiu da PM. Porém, depois de analisar as imagens, ele se retratou e confirmou a versão da polícia.

Santiago foi atingido no ouvido e na nuca e chegou à unidade com afundamento de crânio. O jornalista chegou em coma ao Hospital Municipal Souza Aguiar, passou por uma neurocirurgia na madrugada desta sexta-feira (7) e está no centro de terapia intensiva. Além de Andrade, mais seis pessoas feridas foram levadas para o hospital.

De acordo com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Santiago Idílio Andrade é o terceiro jornalista ferido em manifestações realizadas só neste início do ano. Em São Paulo, o repórter Sebastião Moreira, da Agência EFE, foi agredido por policiais militares e o freelancer Paulo Alexandre sofreu agressões de guardas civis, em janeiro. Em 2013, 114 profissionais foram feridos em todo o país durante a cobertura das manifestações populares.

Este é o segundo caso de repórter cinematográfico da Band atingido durante conflitos, no Rio. Em 2011, Gelson Domingos morreu vítima de um tiro de fuzil. Na época, o sindicato dos jornalistas responsabilizou a emissora por não fornecer equipamentos de segurança aos seus profissionais. Santiago Andrade também estava trabalhando sem equipamentos de segurança, como capacete, adequados para este tipo de cobertura jornalística.

Em comunicado, o Grupo Bandeirantes de Comunicação afirmou que acompanha a evolução do quadro do jornalista e que registrou o caso na 5º Delegacia de Polícia.


Policias da Tropa de Choque durante protesto contra o reajuste das passagens de ônibus no centro do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)




Na tarde desta quinta-feira (6), manifestantes protestaram contra o reajuste de 9,09% na tarifa das passagens de ônibus do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

NT
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