SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

PEDIDA PRISÃO PREVENTIVA DOS SUSPEITOS DE MATAR CINEGRAFISTA

JORNAL MURAL - sábado, 15 de fevereiro de 2014

Polícia pede a prisão preventiva de suspeitos de matar Santiago Andrade. Delegado entrega inquérito ao MP e indicia a dupla por homicídio qualificado.






GABRIEL SABÓIA , HERCULANO BARRETO FILHO E VANIA CUNHA


Rio - O delegado Maurício Luciano, da 17ª DP (São Cristóvão), pediu a prisão preventiva de Fábio Raposo e Caio Silva de Souza, ambos de 22 anos e acusados pela morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, de 49 — eles já cumprem prisão temporária de 30 dias. O policial também entregou ontem ao Ministério Público o relatório final do inquérito, com o indiciamento dos dois. E foi categórico ao afirmar que os dois agiram ‘em comunhão para produzir o crime de homicídio.’ Até o fim da semana que vem, o destino de Fábio e Caio será decidido pela promotora Vera Regina de Almeida, da 8ª Promotoria de Investigação Penal. Caberá a ela analisar as 157 páginas do inquérito policial e decidir se denuncia ou não os acusados. Eles foram indiciados pela polícia por crime de explosão e por homicídio qualificado com dolo eventual (quando não há intenção direta de matar, mas o acusado assume o risco).

Santiago fazia imagens do protesto contra o reajuste das passagens, na Central do Brasil, no dia 6, quando foi atingido na cabeça pelo rojão, que explodiu e lançou faíscas para todos os lados. O cinegrafista teve afundamento de crânio e perdeu parte da orelha. A vítima ainda ficou quatro dias internada no Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas teve morte cerebral na última segunda-feira. Ontem, o delegado passou duas horas reunido com a promotora, detalhando os principais pontos da investigação. Para ele, não há dúvida sobre a atuação dos dois jovens.

“Não vai fazer diferença quem acendeu (o rojão). Quem passou, a gente imagina que tenha sido o Fábio para o Caio. Quem colocou no chão foi o Caio. Os dois fizeram um trabalho em conjunto, em comunhão de esforços, não importando quem acendeu. É artefato explosivo, segundo o laudo do Esquadrão Antibombas, e eles vão responder por isso”, afirmou Maurício Luciano.
Delegado entrega inquérito ao MP

Em depoimento à polícia, ambos confessaram o que fizeram na trágica tarde do dia 6. Fábio disse ter entregado a Caio o artefato, conhecido como rojão ‘treme terra’, que disse ter achado no local. Caio, por sua vez, afirmou que apenas colocou o rojão no chão, mas que a bomba foi acesa por Fábio. Este depoimento dele, dado à polícia, contrariou sua primeira versão, contada à TV Globo antes mesmo de ser ouvido pelos investigadores. Um colega de trabalho de Caio disse à polícia que recebeu ligação dele, no dia da manifestação. E que o rapaz disse: “Fiz besteira. Matei uma pessoa”.

O advogado dos presos, Jonas Tadeu Nunes, criticou a forma como o depoimento de Caio foi tomado, dentro do presídio de Gericinó. Ontem, o Ministério Público informou que, se o advogado fizer uma denúncia formal, poderá ser aberta investigação para apurar as circunstâncias do depoimento.


'Coringa' volta a atacar, mas é 'rendido' pela própria mãe

Nos quadrinhos, o malvado Coringa só temia o Batman. Na vida real, para Cleyton Carlos Silbernagel, 24 anos, ativista que se fantasiava como o vilão em manifestações no Rio, bastou uma bronca da mãe para que desistisse de conversar pessoalmente com O DIA . “Cleyton, o que está fazendo? Não vai dar entrevista nenhuma!”, ralhou, antes de surgir em uma bicicleta rosa e levar o filho de volta para casa. Pouco antes, ele postou no Facebook a foto da mãe expulsando uma equipe de reportagem de sua casa.Mais cedo, pela internet, e longe do olhar materno, Coringa — que diz ser amigo de Caio Silva de Souza, apontado como responsável por acender o rojão que matou o cinegrafista da Band Santiago Andrade — voltou a disparar contra líderes de vários partidos e outros manifestantes. Em entrevista ao DIA , garantiu que parlamentares do Psol deram dinheiro a manifestantes subordinados à militante Elisa Quadros, a Sininho, em encontros secretos promovidos na Aldeia Maracanã e na Uerj.




Coringa afirmou que o deputado federal Anthony Garotinho (PR) pagou R$ 1.200 para que bombeiros e ‘manifestantes profissionais’acampassem em frente à casa do governador Sérgio Cabral. “Pessoas ligadas ao PR me ofereceram R$ 400 para aderir a manifestações”, disse. Segundo ele, o filho da deputada estadual Janira Rocha (Psol), João Pedro, seria um dos líderes do movimento ‘Anonymous’ e teria incentivado Caio a praticar ações violentas em manifestações, além de equipar radicais em protestos.Em entrevista, os vereadores do Psol Renato Cinco e Jefferson Moura negaram as reuniões secretas e disseram que atos violentos não fazem parte de seus históricos de luta. O presidente estadual do partido, Rogério Alimandro, fez coro com os parlamentares.

“Somos socialistas. Não nos reunimos e incentivamos manifestantes anarquistas. Estudamos uma ação jurídica”, afirmou. Janira negou que o filho se envolva com grupos extremistas. Anthony Garotinho não quis falar com a reportagem.

Advogado vai pedir a anulação do depoimento de Caio

O advogado Jonas Tadeu Nunes irá pedir à Justiça a revogação da prisão temporária e a anulação do depoimento prestado por Caio Silva de Souza no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na noite de quarta-feira. A decisão foi tomada ontem à tarde, depois de uma conversa com o seu cliente, que disse ter sido coagido pelos agentes a falar.





“Caio foi acordado por agentes na penitenciária, que disseram que seria bom que ele prestasse depoimento, porque iria ajudar na defesa dele. Ele me falou: ‘Pensei que fosse o senhor que tivesse mandado a polícia aqui.’ Foi um constrangimento legal e uma violação do direito constitucional do acusado de permanecer em silêncio. O depoimento tem que ser desconsiderado. A polícia e a defesa estavam trabalhando de forma coordenada. De repente, acontece isso”, criticou.

A versão foi contestada pelo delegado Maurício Luciano, que conduziu as investigações pela 17ª DP (São Cristóvão). “O Caio não foi pressionado. Ele pediu para falar. Talvez ele tenha querido falar longe do advogado”, especulou. Nunes falou com os seus dois clientes, à tarde. A primeira conversa, que durou cerca de 40 minutos, foi com Caio. Depois, se encontrou com Fábio, aproximadamente 15 minutos. Ele repassou a Fábio uma mensagem de apoio da sua mãe. Questionado, o advogado acabou confirmando a versão de que Fábio teria acendido o artefato explosivo, contada por Caio durante o depoimento dado aos policiais. “Não vejo aí nenhum tipo de conflito entre os dois. O Fábio acendeu e o Caio segurou e colocou o rojão no chão”, explicou.




Para filha, morte em ato revela violência nas ruas


A filha do cinegrafista Santiago Andrade, a jornalista Vanessa Andrade, 29 anos, consegue ver pelo menos um lado positivo na morte do seu pai. Para ela, a sociedade conheceu a verdadeira face da violência que toma conta das manifestações.

“Que bom que as pessoas agora estão sabendo que existe um grupo assassino. Meu pai foi assassinado. Não é quebrando carro, depredando ruas que se constrói algo. A sociedade não pode confiar nessas pessoas”, criticou Vanessa, em entrevista à TV Globo.

A jornalista contou também que prometeu ao pai, enquanto ele estava em coma no hospital, que a morte dele não seria em vão. “Seu nome não será esquecido. Eu disse isso a ele e farei o que for preciso para cumprir minha promessa. O cara leva uma bomba para a rua e vejam o que isso pode fazer. Vejam o que fizeram a mim.”


De acordo com Vanessa, Santiago se emocionava com as reportagens que fazia e se solidarizava com as histórias tristes e alegres que reportava. “Ele dizia que era um mensageiro daquelas informações e que isso ajudava a construir um mundo melhor. Pois, então, mataram o mensageiro”, lamentou a jornalista.
http://odia.ig.com.br/

Postado por Poeta Gerson 


FONTE: http://poetagerson-jornalmural.blogspot.com.br/

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