SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 30 de março de 2014

DEPOIS DO ASSALTO, BANDIDOS ATEARAM FOGO EM ÔNIBUS

ZERO HORA 30/03/2014 | 10h22

Ônibus do transporte público é incendiado em Florianópolis. Depois de assalto, dois homens atearam fogo ao veículo


Incêndio começou por volta das 19h30 de sábadoFoto: Corpo de Bombeiros Militar / Divulgação




Dois homens assaltaram e depois atearam fogo em um ônibus de linha da empresa Emflotur, ao lado do supermercado Big, no Bairro Chico Mendes, região Continental de Florianópolis. Polícia trabalha com hipótese de assalto seguido de ato de vandalismo.

O fato aconteceu por volta das 19h30min, quando o ônibus estava prestes a sair do ponto final da linha Circular Continente. No momento que os dois jovens anunciaram o assalto, o motorista, o cobrador e um funcionário do Big estavam posicionados ao lado do veículo. Um dos jovens estava armado.

Depois que pegaram a carteira de um dos ocupantes do ônibus, os jovens lançaram gasolina no motor do veículo. Diante disso, a primeira hipótese levantada por policiais militares que estavam no local é de assalto seguido de atentado. Os jovens chegaram a pé e teria fugido em uma motocicleta Biz. Policiais fazem buscas pela região.

Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram ao local para apagar as chamas. Ninguém ficou ferido.

"Quando saiu a primeira labareda, eles saíram correndo", conta cobrador do ônibus incendiado em Florianópolis. Zildo Borcath conta que esse é o quarto assalto que ele sofre, porém é "o primeiro com fogo"


Zildo Borcath, de 45 anos, é cobrador da empresa Emflotur e estava no ônibus que foi incendiado. Em entrevista ao repórter do Diário Catarinense, Diogo Vargas, e ao repórter da Rádio CBN Diário, Osvaldo Sagaz, Borcath contou como aconteceu o assalto sucedido de incêndio.


Veja a entrevista na íntegra abaixo:

Como aconteceu o assalto?
Borcath - Eu estava encostado ali e tinha até um deficiente que trabalha no Big e é irmão de um motorista da empresa. Estávamos brincando com ele ali, até tomando uma Coca. A gente estava parado aqui no ponto, esperando dar o horário para nós sairmos. Aí deu uns dois minutos e eu disse para o motorista "vamos" aí eles (assaltantes) falaram "que vamos o quê? É um assalto". O que entrou no ônibus estava com uma máscara na boca e o outro veio pela beirada do ônibus e não deu para ver. Ele tava com uma sacola preta. Ele falou é um assalto e tava com uma pistola prateada na mão. Aí nós encostamos na parede e quando eu fui correr, ele engatilhou o revólver para mim.

Quantos assaltantes eram?
Borcath - Dois, dois gurizão.

E quem estava no ônibus?
Borcath - Não tinha ninguém, só eu, o motorista e um deficiente que trabalha no Big, que vai com a gente todo dia.

Quanto tempo faltava para o ônibus sair do ponto?
Borcath - Dois minutos. Faltava dois minutos para 7h.

Eles falaram alguma coisa a respeito de atentado?
Borcath - Não, para nós só falaram "é um assalto".

Eles colocaram gasolina onde?
Borcath - Eles colocaram gasolina só no motor. Tava com uma sacola preta e não dava para ver. O que ficou ali mandou a gente virar a cara e falou "não olha". Aí engatilhou o revólver e não olhamos. Quando saiu a primeira labareda ali, eles saíram correndo. Aí nos saímos correndo pro posto. Saí correndo berrando e tinha um policial no posto à paisana.

O que o senhor pensou que fosse na hora?
Borcath - Um assalto.

Deu tempo de pegar a carteira, alguma coisa?
Borcath - Que nada. A gente tava na rua.Tava tudo dentro do carro, meu capacete e tudo.

Mas eles chegaram a levar alguma coisa do senhor?
Borcath - Não, nem mexeram com nós.

Já tinha passado por uma situação dessas?
Borcath - Assalto já, esse é o quarto, mas com fogo é o primeiro.

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