SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 3 de março de 2014

IMAGENS AJUDAM INVESTIGAÇÕES


ZERO HORA 03 de março de 2014 | N° 17721


LETÍCIA COSTA


ASSALTOS COM MORTE


Nos dois casos mais recentes de assaltos que resultaram em mortes na Capital, a investigação da Polícia Civil não parou por causa do feriadão de Carnaval. Com o avanço das buscas por informações, folgas foram substituídas por dias de trabalho.

O objetivo principal é captar o maior número de provas, em depoimentos ou exames, que ajudem a polícia a confirmar o envolvimento dos suspeitos de matarem o publicitário Lairson José Kunzler, 68 anos, na Zona Sul, e o motorista de lotação José do Carmo, 53 anos, nas proximidades do Estádio Olímpico.

Em ambos casos, imagens de câmeras de segurança ajudam a montar o quebra-cabeça do caso e tentar descobrir a identidade dos bandidos. Ao longo da semana, a polícia aposta que haverá avanços e até mesmo prisões.

Novos suspeitos no ataque a publicitário

Apesar do insucesso na primeira tentativa de identificação de um homem suspeito de assaltar e matar o publicitário Lairson José Kunzler, 68 anos, na segunda-feira passada, a polícia afirma que a investigação evoluiu muito em menos de uma semana.

Com novos suspeitos, a delegada Aurea Regina Hoeppel, titular da 6ª Delegacia da Polícia Civil (6ª DP), aguarda o resultado da perícia e de provas fotográficas para divulgar o nome do atirador e do piloto da moto usada no assalto.

A dupla teria praticado o crime conhecido como saidinha de banco, onde bandidos frequentam agências bancárias, observam a movimentação de clientes que sacam valores expressivos e, depois, avisam comparsas que perseguem as vítimas nas ruas atrás do dinheiro.

No caso de Kunzler, o assalto só foi consumado na entrada do condomínio Jardim do Sol, na zona sul de Porto Alegre, cerca de 13 quilômetros distante do banco onde foram sacados mais de R$ 40 mil em dinheiro.

Por meio das digitais encontradas no Civic e de outras semelhanças com o criminoso que aparece nos vídeos das câmeras de segurança da entrada do condomínio, a polícia chegou a um suspeito, que foi descartado após depoimento na manhã de quinta-feira. Desde então, a equipe da delegada Aurea trabalha na confirmação da participação dos novos suspeitos.

– Estamos no caminho certo, avançamos muito nas investigações. Agora, dependo única e exclusivamente da materialidade para que o Judiciário aceite as provas e possa colocar eles na cadeia – explica Aurea.

Já no final desta semana, a delegada acredita que terá condições de divulgar os nomes dos suspeitos.

O CRIME - O publicitário Lairson José Kunzler, 68 anos, é morto ao chegar ao condomínio Jardim do Sol, na zona sul de Porto Alegre, para almoçar em casa. Antes, ele havia retirado pouco mais de R$ 40 mil, valor da venda de uma fazenda da família, em uma agência do Itaú, no bairro Moinhos de Vento. Câmeras de segurança do condomínio mostram quando dois homens em uma moto param ao lado do Civic conduzido por Kunzler, e um deles o ameaça. Com a reação do publicitário, que acelera o carro, tiros são disparados, e o malote de dinheiro é roubado.



Passageiros tentam identificar dupla


A polícia já não tem dúvidas de que a morte do motorista de lotação José do Carmo, conhecido como Zé, 53 anos, na noite de quinta-feira, se trata de mais um caso de latrocínio (roubo com morte) na Capital. Agora, trabalha para confirmar a identidade da dupla que, após atirar no condutor, fugiu em uma motocicleta.

O veículo, roubado de um entregador de pizzas, ainda consta no sistema policial como roubado.

Sem a localização da moto, o delegado Cesar Carrion, da 2ª Delegacia da Polícia Civil (2ª DP), investe nos depoimentos dos passageiros para confirmar a identidade dos suspeitos, que aparecem nas imagens da câmera interna do lotação.

Mantendo sigilo na identidade dos dois homens, o delegado adianta que o caso só não andou mais rápido por causa do feriadão de Carnaval.

– Isso nos atrapalhou, porque muitas pessoas foram viajar, mas a investigação está bem avançada. Depois da divulgação das imagens, recebemos bastante denúncias. Talvez consiga confirmar a identidade dos suspeitos ainda nesta semana – afirma o delegado Carrion.

Até a tarde de ontem, quatro dos 12 passageiros já tinham sido ouvidos pela polícia. No dia do crime, nenhum deles permaneceu no local até a chegada dos policiais. O delegado explica que uma testemunha garantiu ter visto um dos bandidos, que aparece sem boné nas imagens, pegar dinheiro do lotação.

– Isso aconteceu um pouco antes do (homem) de boné atirar – comenta Carrion.


O CRIME - O motorista do lotação 212, na linha Otto-Teresópolis, José do Carmo, 53 anos, é morto após reagir ao assalto praticado por dois passageiros. Eles entraram no veículo e um deles pede para ir de carona, sem pagar a passagem. A dupla senta nos últimos bancos, e um passageiro desembarca antes de o crime acontecer. Desconfiado dos dois, Carmo revista um deles e encontra a arma. Na confusão, a dupla tenta sair do lotação, mas o motorista mantém as portas fechadas e luta com os bandidos. Tiros são disparados e acertam Carmo. A dupla rouba uma moto e foge do local.
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