SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 1 de março de 2014

LATROCÍNIO NA CAPITAL


ZERO HORA 01 de março de 2014 | N° 17719


CARLOS WAGNER


Polícia busca identificar dupla que matou motorista




Foram 15 minutos de terror. É o que descrevem os passageiros que estavam no lotação 212, linha Otto-Teresópolis, na quinta-feira à noite, sobre os momentos que antecederam o assassinato do motorista José do Carmo, conhecido como Zé, 53 anos. Dois jovens – que são procurados pela polícia – atiraram na vítima, e na fuga roubaram uma moto nas imediações da Avenida Carlos Barbosa, perto do Estádio Olímpico, na Capital.

Na hora do assalto, havia seis passageiros no lotação. A reportagem conversou com uma jovem de 28 anos, que pediu para não ser identificada, e estava no veículo durante a ação dos bandidos.

– Vou lembrar por muito tempo o som dos tiros e o grito das pessoas – recorda.

Pouco depois das 20h30min, nas imediações do Estádio Olímpico, dois jovens embarcam no lotação. Um de boné pagou a passagem e o outro gritou para o motorista:

– Tio, deixa eu ir de carona?

Carmo mandou o jovem entrar no lotação. A dupla sentou nos últimos bancos. Segundo as imagens da câmera de segurança do veículo, o motorista arrancou e seguiu por mais alguns metros até frear para descer um passageiro. A testemunha relatou que esse passageiro, antes de sair do lotação, teria cochichado alguma coisa ao ouvido motorista que arrancou e seguiu a viagem. Minutos depois, Carmo parou o lotação, deixou as portas fechadas e foi até o banco onde estava sentada a dupla. A conversa durou poucos minutos, e o jovem de boné começou a gritar que queria sair do lotação porque o motorista estava desconfiando dele. Ele correu até a frente do veículo e começou apertar botões no painel de direção tentando abrir a porta. Carmo foi atrás e começou a revistar o rapaz de boné.

– O motorista gritou: ele está armado. Todos os passageiros tentaram se proteger. O rapaz sacou da arma e deu um tiro para cima. Logo chegou o outro jovem, que estava no fundo do lotação, e os três começaram a brigar. Um outro tiro foi disparado e, segundos depois, houve mais dois disparos. O pavor se instalou no lotação – descreve a testemunha.

Passageiros fugiram antes de a polícia chegar ao lotação

A porta do veículo foi aberta. Os dois jovens saíram para rua, e o de boné fez mais um disparo para cima, avisando para que ninguém tentasse segui-los. O motorista teria cambaleado e caído no chão do lotação. Os passageiros tentaram reanimá-lo, não conseguiram e fugiram antes da chegada da polícia. Alguns metros dali, a dupla atacou um motoboy e roubou a moto.

No caixa do motorista, foram encontrados R$ 1 mil. A polícia não sabe se a dupla conseguiu roubar algum dinheiro. Os agentes da 2ª DP tratam o caso como latrocínio (roubo com morte).

– Temos as imagens das câmeras de segurança do lotação, dos prédios vizinhos e o relato de testemunhas e passageiros para ajudar a esclarecer o caso. Temos uma boa chance de encontrar a dupla que atacou o motorista – afirma o delegado Cesar Carrion, da 2ªDP, responsável pelo caso.

Segundo a polícia, o motorista havia sido assaltado várias vezes, e, na maioria delas, teria reagido. Ainda conforme o delegado, uma conhecida da vítima relatou que, em uma dessas ocasiões, Zé teria ficado com as calças do assaltante nas mãos depois de uma luta corporal.

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