SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 21 de março de 2014

O PÁROCO DO ALÉM

O SUL Porto Alegre, Sexta-feira, 21 de Março de 2014.


WANDERLEY SOARES


As organizações policiais não conseguem transmitir para a sociedade uma real sensação de segurança


Na medida em que a presença, as ações, as metodologias das organizações policiais conseguem levar para a sociedade uma real sensação de segurança, não aquela meramente psicológica que os governos - não as polícias e os policiais - tentam incutir nos cidadãos através de estatísticas forradas de porcentagens e velados números absolutos, esta mesma sociedade passa a reconhecer e prestigiar de forma espontânea, permanente e, portanto, não eventual, o trabalho desses profissionais. Isso quer dizer que, por óbvio, na medida em que o cidadão não sentir uma real sensação de segurança, cai a confiabilidade nas estratégias policiais e desaba o crédito que possa ter o governo em sua política de segurança pública. Hoje, por circunstâncias múltiplas, entre as quais apresenta peso maior a política nesta área imposta pelos governos, as organizações policiais não conseguem transmitir para a sociedade uma real sensação de segurança. Sigam-me


Párocos


Para valorizar os seus programas, valem-se os governos de episódios, muitos de rotina, que aparentemente agitam pra frente, pra cima e pra melhor as estruturas da segurança pública, como é o caso agora da posse de um novo chefe de polícia no RS e, dentro em breve, da troca de comando na Brigada Militar. Ocorre que são mudanças de rotina e os profissionais que assumem os postos já estavam dentro do processo e vão trabalhar como sempre trabalharam. Com competência, mas sem milagres. No entanto, tais trocas sempre são usadas no sentido de contaminar a todos com a síndrome da chegada do novo pároco. Lembro, aqui da minha torre, que o novo pároco sempre parece nos falar de um novo Deus. Mas os riscos são permanentes, pois o Diabo não dorme


Além


Ao apresentar o delegado Guilherme Wondracek como novo chefe de polícia, o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, disse: "A marca do nosso governo são as políticas públicas inovadoras. Nós não nos conformamos apenas com o tradicional, embora seja importante, mas sempre pensamos além". Vamos aguardar e torcer para que Wondracek alcance o além governamental


Direitos humanos


O Iargs (Instituto dos Advogados do RS) promoverá no próximo dia 28, às 18h30min, em sua sede, na Travessa Acylino Carvalho, 21, em Porto Alegre, painel sobre "Os direitos humanos na contemporaneidade", que contará com a participação de Eduardo Carrion, Marcus V. M. Antunes e Marcelo Suano. O evento será seguido do lançamento do livro "A Universalidade dos Direitos Humanos - Realidade ou Projeto?", com sessão de autógrafos pelo autor, Eduardo Carrion.
Postar um comentário