SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

A CADA SEIS HORAS, UMA PESSOA É ASSASSINADA NA POA METROPOLITANA



ZERO HORA 04 de abril de 2014 | N° 17753


EDUARDO TORRES


REGIÃO METROPOLITANA. A CADA SEIS HORAS, UMA PESSOA É ASSASSINADA


Nasceu ontem um menino em Gravataí. Ele não conhecerá o pai. Dois tiros vitimaram Éverton Luís Macedo Gomes, 20 anos, no começo da noite de domingo, no bairro Santa Cruz. Ele morreu ao tentar evitar que dois jovens executassem Joel Inácio Duarte, 19 anos.

Nos três primeiros meses deste ano, conforme o levantamento do Diário Gaúcho, Duarte, Gomes e outras 358 pessoas foram assassinadas na Região Metropolitana – 9,7% mais casos ante igual período do ano passado.

É a maior média desde que o Diário Gaúcho passou a fazer o acompanhamento das mortes entre os 19 principais municípios da região.

Em apenas 90 dias, 44 pessoas foram assassinadas em Gravataí. A cidade fica atrás apenas de Porto Alegre no levantamento da violência neste trimestre.

Gravataí vive uma guerra de traficantes no bairro Rincão da Madalena. Lá, nove pessoas já foram mortas este ano. E pelo menos outros quatro homicídios, fora do bairro, estão relacionados àqueles crimes.

Quadrilhas em guerra na zona sul da Capital


Em Porto Alegre, metade dos assassinatos acontecem na Zona Sul. Essa já era a tendência ano passado, desde que as novas delegacias de homicídios foram criadas na cidade. Se em 2013 o bairro Restinga representava a maior dor de cabeça para a 4ª Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), este ano os crimes explodiram nos arredores do bairro Santa Tereza.

– Tudo é reflexo das movimentações e disputas nos comandos do tráfico.– afirma o delegado adjunto da 4ª DHPP, Rodrigo Pohlmann.

Segundo ele, a cada prisão, em geral mais de um homicídio é solucionado. Desde a criação das novas DHs na Capital, o índice de resolução de homicídios aumentou de menos de 10% para mais de 50%. O problema, aponta do diretor do Departamento de Homicídios, delegado Odival Soares, é manter esses suspeitos na cadeia:

– Só diminuiremos os índices com comprometimento de todas as forças de segurança, e isso inclui o Judiciário. O que vemos é a soltura de assassinos, que voltam a reincidir – diz.

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